terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sachsida já tinha avisado.. agora é a vez do STF questionar o BACEN

Em 27 de abril de 2008 eu já havia questionado a capacidade de fiscalização do Banco Central.

Agora é o próprio STF quem diz isso!!!


Por que acreditar que alguém que ganha 100 mil/ano pode ser mais esperto que outro que ganha 1 milhão/ano NA MESMA PROFISSÃO?


No fundo essa é a crença de todo indivíduo que acredita no sucesso da intervenção governamental: acreditar que um regulador, que ganha 100 mil/ano, é mais esperto (e pode se antecipar) que um especulador que NA MESMA PROFISSÃO, mas trabalhando no setor privado, faz 10 vezes mais por ano.

Claro que existem exceções, claro que existem pessoas extremamente capazes trabalhando no setor público. Talvez até a média de habilidade dos servidores públicos seja maior que a média de habilidades de seus pares no setor privado. Contudo, no que tange à regulação não estamos nos referindo a média dos trabalhadores, mas sim ao topo dos executivos e dos funcionários públicos. Nessa sub-amostra, que inclui apenas o topo da distribuição de habilidades, parece ser pouco provável assumir que a média de habilidades dos servidores públicos seja maior que a dos executivos trabalhando no setor privado. O motivo é simples: a diferença salarial entre eles é gigantesca, não parece correto assumir que o mercado pagaria tanto a mais para ficar com os menos capazes.

Assim, toda vez que você defender a intervenção do setor público lembre-se de que o setor privado, cedo ou tarde, conseguirá burlar a regra e tirar proveito dela. Pior: as grandes corporações, capazes de contratar os melhores profissionais, estará sendo BENEFICIADA pela regulação. Uma vez que podem se ajustar mais rapidamente à regulaçao que as pequenas empresas, que não possuem os profissinais necessários para tanto. Dessa maneira, o efeito prático de QUASE toda regulação governamental é diminuir a competição e favorecer as grandes empresas.

Esse post tem um endereço: a idéia dos Bancos Centrais de aumentarem a regulação no setor bancário. Esse blog é CONTRA tal idéia. Ela apenas REDUZIRÁ a competição entre os bancos, piorando a situação de toda a sociedade. E o que será pior: com menos bancos, teremos bancos necessariamente maiores, ou seja, os problemas potenciais de um banco serão cada vez mais onerosos para a sociedade, implicando que o governo irá no futuro ajudá-los em caso de crise. Tal procedimento apenas aumentará o custo das crises bancárias. O melhor mesmo é aumentar a competição entre os bancos, diminuindo o tamanho dos mesmos e tornando as crises bancárias muito mais restritas e menos onerosas.

3 comentários:

Anônimo disse...

Off Topic:

Grande Aula!

Amigos olha que aula!!

Marcos
UMA BRILHANTE FORMA DE EXEMPLIFICAR E PROVAR!!!

Adrian Rogers, 1931

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.

Mais. Vejam: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=579

eduardo disse...

Adolfo,

perfeito! Basta olhar o arranjo de incentivos, para ver que o serviço público sempre perderá.

O servidor tem salário fixo e totalmente independente da qualidade do seu trabalho. Faça bem ou faça mal, ganha X e não é demitido. É até promovido. Na verdade, o incentivo é até trocado, quanto melhor for o servidor, pior ficará, pois acabará fazendo o trabalho de diversos outros servidores, sem ganhar nada a mais para isso.

Já o cara do setor privado tem a cenoura na frente (bônus, promoções etc) e o chicote atrás (demissão).

Além disso, tem o número de horas de dedicação. É trabalhando que se aprende. Impossível alguém que trabalhe 40h/semana saber mais do que quem trabalhe 60h ou mais.

Alexandre disse...

Adolfo,
A teoria de expectativas racionais incorpora essa idéia??

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