sábado, 28 de abril de 2012

Injustiça Corrigida

Caros Leitores,

Recebi uma avalanche de e-mails criticando minha escolha dos 5 maiores atores que representam a si mesmos. Certamente eu cometi duas gafes imperdoáveis, e me desculpo com todos.

Em qualquer lista de atores que representam a si mesmos não podem faltar os dois magos da arte de se auto-interpretar... não são tão bons nessa arte quanto o mestre supremo (Michel Madsen), mas merecem dividir o segundo lugar com Bruce Willis:

Chuck Norris: legítimo e consciente de sua arte, Chuck Norris não faz comédia, Chuck Norris não sorri. Reza a lenda que Chuck Norris não come mel, ele chupa abelha. Em todos os filmes ele é um só, ele mesmo. Certa vez um reporter lhe perguntou o motivo para não interpretar outros papeis, nunca mais ouviram falar desse reporter. Chuck é um cara sensível. Nem o urso é páreo pro Chuck!!!

Steven Seagal: Você ja assistiu a algum filme de Steven Seagal? Então sabe que esse paladino da sétima arte é insubstituível na arte de se auto-interpretar. Seagal tem uma marca registrada: ele é o único herói na história de Hollywood que não aceita apanhar. Geralmente, os mocinhos apanham o filme inteiro para só no final darem cabo do vilão. Não com Steven Seagal, ele simplesmente não aceita isso. Considera apanhar nos filmes uma afronta pessoal. Sendo assim, ele é o único grande ator hollywoodiano que nunca levou um tapa sequer. Com Steven Seagal é pancadaria nos outros do início ao fim, e sempre com o rabinho de cavalo de seu cabelo bem penteado!!! Até no Anderson Silva o cara pega pesado!!!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Os 5 Maiores Atores de Todos os Tempos para Representarem sempre o mesmo papel: eles mesmos!!!

Caros Amigos,

Certamente vocês já notaram isso: tem ator que NÃO importa o papel, NÃO importa o filme, NÃO importa nada, eles sempre representam a si mesmos. Aqui vai a lista do Sachsida dos 5 maiores atores de todos os tempos para, não importa o script, representarem a si mesmos no cinema!!!

5) Wesley Snipes. Wesley Snipes é uma espécie de Bruce Lee piorado, mas é um craque na arte de representar sempre o mesmo papel, ele mesmo. Seja caçando vampiros ou bandidos, a preocupação é sempre a mesma: nunca deixar o topete do cabelo molhar.

4) Bruce Lee. Incapaz de representar qualquer outro papel que não seja ela mesmo. Evidentemente só o inclui na lista porque ele já está morto... o cara era bravo, lutava muito e tinha uma cara de mau tipo mau mesmo!!!

3) Sylvester Stallone: coloque luvas de boxe em Rambo, ou bote uma metralhadora em Rocy Balboa, e você verá que Stallone é sempre Stallone. Claro que quando você escreve o roteiro, produz e dirige o filme fica mais fácil convencer a você mesmo de que você mesmo é o papel certo a ser representado por você mesmo.

2) Bruce Willis. Financeiramente é o ator mais bem pago por se auto-representar nas telas. Um mago na arte de achar que ainda está na época de "A Gata e o Rato"... Bruce Willis é certamente um dos atores mais versáteis quando se trata de representar a si mesmo. Seja no espaço destruindo meteoros, seja em Nova York combatendo terroristas, seja como um fantasma de outro mundo, Bruce Willis é sempre Bruce Willis.

1) Michel Madsen. CAMPEÃO ABSOLUTO NA ARTE DE INTERPRETAR A SI MESMO!!! Nesse universo de caos em que vivemos Michel Madsen é uma certeza, ele sempre vai ser ele mesmo no cinema. Madsen é um Bruce Willis que não deu certo. Mas que é engraçado ver ele representando sempre a si mesmo em qualquer tipo de filme isso é!!! Michel Madsen é diversão garantida!!!

É por isso que eu gosto de ver filmes com esses gênios do cinema: diversao garantida!!!! O Sachsida é fã dos atores dessa lista, e presta aqui uma pequena homenagem a eles!!!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Diga NÃO ao Racismo!!! Diga NÃO as cotas Raciais!!!

Hoje o Supremo Tribunal Federal deve retomar o julgamento sobre as cotas raciais nas universidades públicas.

Este blog é terminantemente CONTRA O RACISMO. Cotas raciais são racistas, logo sou contra tal sistema.

Em 24 de junho de 2008 escrevi o seguinte post: "Seriam os Amarelos mais Inteligentes do que os Negros?". A respota é: óbvio que não. Então, se os amarelos (que foram extreamente discriminados no passado) não recebem cotas, por que deveríamos aprová-las para os negros? Os negros são tão capazes quanto qualquer ser humano, independentemente da cor da pelo. Não há razão para estimularmos o racismo dando tratamento diferenciado para pessoas com cor de pelo diferente.

No dia 21 de março de 2010 escrevi o post: "Fatos sobre a Escravidão", mostrando que vários outros povos também foram utilizados como escravos, logo tal argumento não pode ser utilizado para justificar cotas para negros. Também lembro que "(...), os últimos escravos do mundo ocidental não eram negros: mas sim brancos. A escravidão do povo eslavo (brancos) foi muito comum durante os anos de guerra na Alemanha nazista. E a escravidão de alemães vencidos (brancos), também foi bem popular nos gulags soviéticos. Aliás, os soviéticos escravizaram não somente alemães, mas também outros soviéticos (prova de que os comunistas não discriminam ninguém) foram escravizados". Termino esse post com a seguinte pergunta "Aliás, se devemos ajudar alguém, não seria melhor ajudar aos pobres (independentemente de sua raça)?".

No dia 28 de março de 2010 escrevo sobre "Uma Mentira Contada sobre o Sistema de Cotas Raciais", onde demonstro a manipulação estatística de dados para favorecer o sistema de cotas. Também cito a maior referência mundial sobre o sistema de cotas "Se você quer estudar o sistema de ações afirmativas a fundo a referência básica é o livro de Thomas Sowell “Ação Afirmativa ao Redor do Mundo: Evidência Empírica”. Este livro simplesmente destrói o sistema de cotas (ações afirmativas). Finalizo o texto com a seguinte pergunta "(...) o que vem depois de cotas na universidade? Será que em breve teremos cotas raciais em concursos públicos?" Afinal, só um tolo para acreditar que, uma vez aprovadas as cotas nas universidades, tal sistema não será expandido no futuro.

No dia 17 de agosto de 2008 denuncio uma notícia estampada na manchete do jornal Correio Braziliense, mostrando que o estudo a qual a matéria se refere tem um problema estatístico. No post "Cotistas da UnB só perdem em Exatas (Manchete do Correio Braziliense)" demonstro como o fato de se olhar para uma média, e não para a média condicionada, pode gerar um erro sério de interpretação dos dados. Termino o post com a seguinte observação "O pior de tudo é a naturalidade com que as pessoas aceitam tamanho erro de procedimento estatístico, parece que se é para justificar cotas tudo é válido. As cotas raciais estão criando dois efeitos trágicos: i) estão criando uma tensão racial até então inexistente; e ii) estão ensinando a uma geração de pessoas a acreditarem que é OBRIGAÇÃO das demais pagarem à elas por injustiças passadas. Injustiças estas que não foram cometidas pela geração presente e nem sofridas pelos atuais beneficiários. Em 10 anos teremos conflitos raciais no Brasil, essa é mais uma contribuição da Universidade de Brasília ao nosso país".

DIGA NÃO AO RACISMO, DIGA NÃO AS COTAS RACIAIS!!!




terça-feira, 24 de abril de 2012

A Catástrofe ainda pode ser evitada

A conjuntura econômica internacional atual é extremamente favorável ao Brasil. Os preços das mercadorias que o Brasil exporta estão em alta, e a taxa de juros internacional está num dos patamares mais baixos da história. O que o Brasil deveria fazer? Simples, aproveitar tal cenário para fazer fortes ajustes nas contas públicas. Deveríamos aproveitar essa oportunidade, onde temos gordura para queimar, para cortar severamente o gasto público, e com tal brecha reduzirmos a carga tributária brasileira.

Com os juros internacionais em baixa, existe espaço para a taxa de juros doméstica ficar em patamares favoráveis. Com juros domésticos mais baixos, fica mais fácil conseguir superávits fiscais que efetivamente reduzam a necessidade de financiamento do setor público. Precisamos aproveitar esse momento para reduzir a dívida pública. Precisamos aproveitar esse momento para reduzir a carga tributária. Precisamos aproveitar esse momento para fazermos as mudanças estruturais de que este país precisa.

Vou ser bem claro: os juros internacionais não ficarão neste patamar para sempre. Os termos de troca não serão favoráveis ao Brasil para sempre. O cenário internacional é um cenário de curto prazo. Devemos aproveitar a chance para nos prepararmos para o que vem depois. E o que vem depois? Depois virá a inflação nos EUA, e com ela virão os aumentos das taxas de juros internacionais, e com tal aumento virá também a consequente redução da atividade econômica mundial, com redução da vantagem brasileira na questão dos termos de troca.

Meus amigos, é a volta da década de 1970!!! Será que é tão difícil aos dirigentes desse país notarem isso??? Irá acontecer com o Brasil exatamente o que já nos aconteceu na década de 1980: tão logo os EUA aumentem a taxa de juros, o Brasil será jogado numa terrível recessão. Nós já passamos por isso antes, não é possível que os dirigentes econômicos da nação não estejam percebendo o que irá nos acontecer em breve.

Meus amigos, eu entrei no mercado de trabalho nos anos 1990. Vou dizer o que não havia: não havia emprego. Tenho colegas que entraram no mercado de trabalho nos anos 1980, vou dizer o que não havia: não havia emprego. As décadas de 1980 e 1990 foram terríveis, e tudo aconteceu da mesma maneira que está ocorrendo agora: as taxas de juros internacionais estavam baixas, o Brasil não fez os ajustes, a inflação voltou, as taxas de juros internacionais subiram, e o Brasil se estagnou. Será que iremos passar novamente por isso?

domingo, 22 de abril de 2012

Os Brutos Também Amam

O grande faroeste “Os Brutos Também Amam” (“Shane”, no título em inglês) marcou época. O filme tem várias passagens excelentes. Particularmente gosto de uma delas, a qual retrato abaixo, e depois a comento em detalhes.

- Filho do cara mau: “Se não fosse por meu pai todos vocês estariam mortos. Foi meu pai que salvou a todos dos índios, e que possibilitou o surgimento dessa cidade”.
- Bonzinho: “Sim, é verdade. De maneira alguma nego isso. Seu pai foi um homem importante no passado, sem ele nada disso teria sido possível. Mas agora queremos andar com nossas próprias pernas, queremos tomar rumos diferentes. É nosso direito seguir nosso caminho, e não é direito de seu pai nos impedir de fazer nossas escolhas”.

Esse diálogo sensacional nos mostra uma lição importante: não é porque algo foi importante no passado que devemos continuar seguindo aquilo. Não é porque alguém foi um herói que devemos obediência eterna a ele. Não é porque determinadas decisões faziam sentido no passado que elas continuam a fazer sentido no presente. A uma pessoa que foi importante em seu passado, que salvou mesmo sua vida, você lhe deve agradecimento e reconhecimento, mas não lhe deve seu futuro.

Não tenho certeza que em algum momento de nossa história o Brasil precisou mesmo de um banco estatal. Não tenho certeza que em algum momento de nossa história tivesse sido necessário termos uma empresa estatal de exploraçao de petróleo. Não tenho certeza que em algum momento de nossa história tivessemos necessidade de um correio estatal. Mas, independente disso, tais escolhas foram feitas no passado. TALVEZ, no passado, tais escolhas tivessem sido acertadas, mas no presente não faz o menor sentido termos bancos estatais. Não faz o menor sentido termos uma empresa de petróleo estatal. Não faz o menor sentido darmos o monopólio dos correios a uma empresa estatal.

Tal como no filme, não quero desmerecer a história das empresas estatais. Mas está na hora da iniciativa privada no Brasil caminhar com os próprios passos. Está na hora do governo se retirar da produção de bens privados. Tal como diria Shane: “Não nego sua importância no passado, mas as pessoas tem o direito de fazerem suas próprias escolhas. Elas tem o direito de seguirem seu próprio caminho”.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem Fiscaliza o Supremo Tribunal Federal?

O judiciário é um poder, tal como o legislativo e o executivo. Logo, deve ser submetido a controles tal como o são o legislativo e o executivo.

As denúncias do Ministro Joaquim Barbosa contra o Ministro Cesar Peluso devem ser investigadas. Então pergunto: quem fiscaliza o Supremo Tribunal Federal?

Atentem para o teor da denúncia: "Dou exemplos: Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento". Essa é uma acusação séria. Será que vai terminar em pizza?

Outro denúncia: "As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhezinho do meu currículo. Insistem a todo momento na cor da minha pele. (...) Peluso não seria uma exceção, não é mesmo?"

Racismo é crime inafiançável. Estaria um ministro do STF acusando outro de racismo?


Alguém da TV Globo já jogou bola uma vez na vida???

Estava assistindo a novela das 9 da globo. Tem um time de futebol lá que não tem um único negro, não tem um único barrigudo, e muito menos baixinho. No time todo mundo é musculoso.... será que alguém na globo já jogou bola uma vez na vida????

Esse time de futebol da globo esta mais para time de ginástica olímpica....

quarta-feira, 18 de abril de 2012

BACEN continua fazendo sua parte para implodir o país

O Banco Central reduziu a taxa de juros básica de 9,75% para 9% ao ano. Há mais de um ano este blog vem alertando que o BACEN já descartou o sistema de metas de inflação. A cada dia fica mais óbvio que tal sistema inexiste no país.

Ainda nesta semana, o BACEN atuou fortemente no mercado cambial. A atuação do BACEN deixou evidente seu propósito: desvalorizar o real. Isto é, o BACEN também está tentando bicar para escanteio a taxa de câmbio flutuante. Isto é, dos três pilares macroeconômicos que sustentaram a economia brasileira nos últimos 10 anos (taxa de câmbio flutuante, sistema de metas de inflação, e responsabilidade fiscal), o BACEN está prestes a destruir dois deles.

Do lado fiscal, o governo tem feito sua parte para desequilibrar ainda mais a situação das contas públicas. Em resumo: em menos de 1 ano e meio o governo Dilma já descartou a fórmula que garantiu a precária estabilidade brasileira nos últimos anos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dever de Casa e Doutrinação

Quem tem filhos em idade escolar, estudando em colégios privados, já constatou o óbvio: a carga de tarefa (dever de casa) tem aumentado brutalmente. As crianças são obrigadas a passar um bom tempo estudando em casa, por quê? A resposta mais óbvia seria de que o mercado está muito competitivo, demandando um preparo educacional cada vez mais intensivo em horas de estudo.

Eu tenho uma resposta alternativa para a pergunta acima: a carga de doutrinação ideológica nas escolas aumentou. Hoje se cobra cada vez mais que a escola ensine coisas que, tradicionalmente, são obrigações da família ensinar. Questões referentes a ética, por exemplo, pertencem à esfera familiar. Cabe à família formar os valores de seus filhos, e não às escolas. Cabe à família ensinar bons modos às crianças, cabe à família ensinar o respeito ao próximo, e bom comportamento. Contudo, tais tarefas estão sendo delegadas as escolas. Seja por relapso das famílias, seja por causa de currículos escolares “modernos”, a família vai perdendo espaço para a escola no ensino de valores morais.

Como o tempo dentro da escola tem permanecido constante, temos uma curiosa inversão de funções: a escola ensinando valores morais, e a família ensinando matemática. Afinal, como a escola passou a gastar preciosas horas com o ensino de questões morais, faltam horas para o ensino de matemática, português e ciências. O resultado é o consequente aumento das horas que a criança é obrigada a passar fazendo tarefas.

A regra é simples: mais matérias referentes a doutrinação na escola (sociologia, estudos que promovam o respeito a “diversidade”, etc.) representam menos horas gastas dentro do colégio com o ensino de português, matemática e ciências. Sendo assim, cada vez mais, a família é responsável a ensinar o que deveria ser responsabilidade do colégio. Pois o colégio está gastando o tempo ensinando temas que deveriam ser da alçada da família. Minha proposta para consertar ao problema é simples: deixemos à família o encargo do ensino dos valores morais; ao colégio cobra-se o ensino de português, matemática e ciências.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Argentina vira o jogo!!!

Eu sempre fui um crítico da atual equipe econômica, mas cá entre nós: não é que os argentinos conseguiram encontrar uma equipe econômica pior do que a nossa!!!!!

Atenção nesta notícia: "A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviou nesta segunda-feira um projeto de lei ao Congresso para tomar o controle da maior produtora de petróleo do país, a YPF, que é a subsidiária argentina do grupo espanhol Repsol. A expropriação foi anunciada por Cristina na televisão, em rede nacional".

Essa idéia argentina é tão absurda, tão sem fundamento, que o desastre econômico será óbvio. Nesse ritmo de ruindade no gerenciamento de companhias de petróleo concorrentes é até capaz, apesar de improvável, da Petrobras conseguir finalmente recuperar seu valor acionário. Aliás, a Petrobras deve ser a única empresa de petróleo do mundo que anuncia a descoberta de novas jazidas petrolíferas e perde valor acionário.

Agora é torcer para a equipe econômica brasileira não tentar virar esse jogo....

domingo, 15 de abril de 2012

A Proximidade com o Poder Corrompe as Crianças?

“O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente” (Lord Acton). A clássica frase de Lord Acton é sempre uma referência importante. Mas, e se apenas a proximidade com o poder já for o suficiente para corromper? E se, além disso, a proximidade com o poder for o suficiente para corromper também as crianças?

Não sei a resposta. Contudo, a observação do que ocorre em Brasília, e nas cidades satélites, me dá ao menos material para especulação. Em Brasília, temos certamente as crianças mais chatas do universo. Impressiona o nível de falta de sociabilidade das crianças daqui. Elas são chatas e mimadas no sentido literal do termo. Desnecessário dizer que quando se tornarem adultas continuarão pelo mesmo caminho. Basta notar os jovens e adultos de hoje que nasceram em Brasília. É extremamente difícil fazer amizade, ou entrar no grupo fechado dos brasilienses.

Em contrapartida, basta você ir numa cidade satélite e tudo muda de figura. As crianças são mais abertas e expansivas, agem como crianças, e aceitam outras crianças em suas brincadeiras. De maneira semelhante, os jovens e adultos de lá interagem muito mais facilmente com quem é de fora de seu grupo.

Será que pais próximos ao poder afetam negativamente a sociabilidade de seus filhos? Não sei responder, mas não deixa de ser irônico o fato de que a população brasiliense foi basicamente formada por imigrantes de outros estados. Pessoas que largaram famílias para trás e se estabeleceram aqui. Seria de se esperar que tais pessoas estivessem ansiosas por fazerem novas amizades. Mas, por algum motivo, não foi isso que ocorreu em Brasília.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Legislação sobre o aborto: quando o pai terá o direito de opinar?

O STF julga hoje a descriminalização de aborto de fetos anencéfalos.

Não vou entrar no mérito da questão, já me manifestei contrário a isso. Meus argumentos estão em posts anteriores.

Só tenho uma pergunta: até quando os pais continuarão a ser ignorados nessa questão? Por que o pai não tem direito de ser ouvido? Por que a opinião do pai nada vale?

Suponha que uma mulher queira realizar o aborto, mas o pai faça a seguinte proposta: "tenha o filho e após isso eu cuidarei dele. Não cobrarei nada de você, nem atenção ao bebe nem pensão alimentícia". Exatamente por que o pai não tem o direito de ter seu filho quando a mãe não o quer?

Note que hoje temos o contrário da famosa decisão do Rei Salomão: "duas mulheres brigavam por um bebe, então o rei sugere dividir a criança ao meio. A decisão do rei é dar a criança à mãe que rejeitou tal proposta". Pois é, no Brasil, temos o contrário: damos a criança a quem aceita cortá-la ao meio.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O mais recente pacote econômico do Governo Dilma

Abaixo segue meu artigo publicado no Ordem Livre.

Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,7%. As projeções para 2012 também não são animadoras. Preocupado com tal cenário, a equipe econômica do governo lançou um novo pacote de medidas econômicas para estimular o crescimento. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que com tais medidas o PIB pode crescer 4,5% neste ano.

As medidas adotadas pelo governo procuram estimular setores específicos, ao mesmo tempo em que desestimulam outros. Por exemplo, a indústria de eletrodomésticos foi premiada com subsídios, ao passo que os importadores serão punidos com mais impostos. De maneira geral, o pacote do governo Dilma segue o padrão adotado por seu antecessor: premia setores escolhidos por critérios político-econômicos com o dinheiro do resto da população.

Não satisfeito em financiar o BNDES, o Tesouro vai agora também ajudar a desonerar a folha de pagamento das empresas. Esse tipo de operação é lamentável. Em vez de escolher setores que receberão subsídios (à custa do resto da população), seria muito melhor uma medida que desonerasse a folha de pagamento de TODAS as empresas (e não somente das amigas do rei). Deve-se ressaltar que é absurda, e perigosa do ponto de vista econômico, a enorme gentileza do Tesouro Nacional (isto é, nós os pobres mortais) nas transferências para o BNDES (isto é, grandes empresários).

Vamos deixar claro, o novo pacote de benesses governamentais, feito com o dinheiro do contribuinte brasileiro, equivale a dizer que TODO contribuinte brasileiro irá transferir recursos para as indústrias beneficiadas com esse pacote. Como, na média, o contribuinte brasileiro é mais pobre que os empresários e trabalhadores dos setores beneficiados, temos que os mais pobres irão transferir recursos para os mais ricos.

Para finalizar, que tal verificarmos um fato óbvio? Qual foi a taxa de crescimento do PIB per capita brasileiro nos últimos 30 anos? Ou então nos últimos 20 anos? Ou então nos últimos 15 anos? Faça a conta e você verá que o PIB per capita brasileiro tem crescido, em média, 1% ao ano. Isto é, fica evidente que o problema brasileiro não é conjuntural (como as medidas do governo parecem sugerir). O problema brasileiro é estrutural, reside nos baixos índices de produtividade e competitividade do Brasil. Infelizmente, para esse governo, quando dizemos que “precisamos melhorar a nossa competitividade”, ele não entende que “ precisamos diminuir os impostos e abrir e desburocratizar a economia brasileira”. Esse governo confunde melhorar a competitividade com desvalorizar o câmbio, e essa será nossa ruína.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Estado é laico, logo devemos trabalhar na sexta-feira santa

Absurdo o feriado de sexta-feira santa!!!! Não podemos parar o país por causa de um feriado religioso EXCLUSIVO dos cristãos!!!! O Estado é laico para colocar crucifixos em tribunais, logo deveria ser laico também no que se refere a feriados religiosos, ai incluído também outro vilão: o feriado de natal.

Engraçado, onde estão os defensores do “Estado é laico, logo nada de crucifixos em tribunais”? A ausência de protestos contra o feriado de sexta-feira santa (ou ao feriado de natal) mostra bem o viés político desses grupos. Ora, se fossem sérios, levariam seu próprio argumento a sério. Como tais grupos são apenas baderneiros da ordem, querem retirar o crucifixo dos tribunais, mas se calam sobre feriados religiosos.

Quando se defende uma causa, ele deve ser defendida sempre. Não se defende um princípio apenas quando este lhe traz vantagens políticas. Eu sou a favor de crucifixos em tribunais, e sou a favor também dos feriados religiosos. Defendo ambos, independentemente de isso me causar mais ou menos notoriedade. Cobro o mesmo de meus adversários, quando eles não procedem assim deixo de levá-los a sério como movimento de idéias. Afinal, ao procederem assim mostram o que são: movimentos políticos em busca de notoriedade, sem princípio moral algum.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A pior equipe econômica de todos os tempos ataca novamente...

Eu tenho uma proposta para salvar o pouco que resta da competitividade da indústria brasileira: vamos dar férias permanentes para a equipe econômica do governo. Dessa maneira, não pioraríamos ainda mais nossa situação com planos econômicos absurdos e ultrapassados. Aqui está a notícia de mais um pacote de ajuda anunciado pelo governo.

Vamos deixar uma coisa clara: eu não tenho problema algum que empresários fiquem ricos, da mesma maneira que não tenho problema algum que pobres ganhem mais. Eu só não aceito que o rico fique mais rico as minhas custas, ou que o pobre ganhe dinheiro sem trabalhar. O novo pacote de benefícios do governo é uma transferência de recursos dos setores mais pobres da sociedade para os mais ricos. Tão simples quanto isso.

Mas não deixa de ser interessante notar que “o Tesouro Nacional vai ressarcir a Previdência e repassar, mensalmente ao fundo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) o que o regime de aposentaria deixar de arrecadar com a substituição da contribuição patronal (...)”. Isso equivale a dizer que TODO contribuinte brasileiro irá transferir recursos para as indústrias beneficiadas com essa medida. Como, na média, o contribuinte brasileiro é mais pobre que os empresários e trabalhadores dos setores beneficiados, temos que os mais pobres irão transferir recursos para os mais ricos....

Como não podia deixar de ser, o BNDES vai continuar emprestando dinheiro subsidiado a grandes grupos industriais. O dinheiro do BNDES não cai do céu, ele vem, em última instância, do trabalhador brasileiro. Isto é, temos o trabalhador brasileiro emprestando dinheiro a juros subsidiados aos empresários. Nada contra empresários, mas não me parece correto que o pobre forneça subsídios ao rico.

Na contramão do bom senso, o governo irá aumentar os impostos sobre produtos importados. Também irá demandar a produção local de determinados componentes industriais. Ou seja, irá aumentar o custo de produção final do bem. Bens mais caros implicam em trabalhadores mais pobres, simples assim. Mas o pior mesmo é que a cada novo pacote de ajuda fica mais claro que, cedo ou tarde, vai ser a vez do governo alterar o câmbio para tentar “dinamizar” a economia. Quando isso acontecer será o desastre. Também não deixa de ser interessante notar que as medidas estão sendo tomadas com muita pressa, e pouca análise, o que também ilustra bem a capacidade da atual equipe econômica de se antecipar aos problemas.

Por fim, que tal abrirmos a economia? Ou então abaixarmos a carga tributária de TODA a economia (e não de setores específicos)? Essas são as medidas mais óbvias para se promover o crescimento econômico de longo prazo. Por que não adotá-las?

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