sábado, 30 de junho de 2012

Sachsida Romântico

Depois de mais um semestre sendo chutado, o Sachsida deixa aqui uma mensagem subliminar às mulheres que estiveram por perto nesse semestre.

Cyntia: “Eu não sou cachorro não

Joseane: “Fuscão Preto"

Gabriella: "Entre tapas e beijos"

Juliana: "Paixão de Milhão"

Fireley: "Diz pra sua amiga"

Madalena: "Evidências"

E especialmente para você senhorita ? "Semente do Amor"

Mas eu sou brasileiro, não desisto nunca!!! "Mexe que é bom"

terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma nota sobre o Impeachment do Presidente do Paraguai

Vamos deixar algo claro: não houve golpe de Estado no Paraguai. Os deputados e senadores paraguaios seguiram a Constituição. A Constituição paraguaia em momento algum foi alterada pelo legislativo para, as pressas, aprovar o impeachment do ex-presidente paraguaio. A suprema corte paraguaia não manifestou nenhum argumento contra a constitucionalidade do processo; o próprio advogado do ex-presidente admitiu que o rito legal seguiu a Constituição.

A imprensa brasileira tem se apegado a um único argumento contra a legalidade do processo de impeachment: a velocidade do processo. Argumenta-se que o processo de impeachment durou apenas 30 horas. Tal argumento esta equivocado por dois motivos. Primeiro, a Constituição paraguaia permite o trâmite desse processo nesse tempo. Logo, dado que a Constituição foi respeitada, não há como se argumentar que houve golpe. Golpe é, por definição, o desrespeito as normas legais. Se as normas legais são respeitadas não há como se argumentar que houve golpe. Segundo, o argumento da imprensa se baseia na idéia errada de que algum deputado gritou impeachment!!! E 30 horas depois o presidente estava deposto. Nada disso!!! Um processo de impeachment não nasce do nada. Os deputados comentam, checam com suas bases. Conversam com as lideranças, verificam o humor dos senadores. Sonda-se a repercussão, estimam-se as possibilidades de vitória e os riscos políticos. Ora, desde a algum tempo o presidente paraguaio sabe de sua situação precária. Seus aliados sabiam do clima de insegurança e da deterioração das relações com o legislativo. Tempo para conversar, argumentar, e mudar não faltaram. O que faltou foi a disposição do ex-presidente seguir seu dever constitucional.

Também devemos lembrar que um processo de impeachment é um processo político. É exatamente por isso que um ex-presidente do Brasil, Fernando Collor, perdeu seu cargo. Devemos lembrar que Collor foi inocentado na justiça, mas isso não impediu sua perda de mandato. Resumindo, o Brasil tem que cessar imediatamente com suas retaliações contra o Paraguai. Não houve golpe de Estado lá. Golpe de Estado ocorre na Venezuela, na Argentina, na Bolívia e no Equador, onde a Constituição tem sido sistematicamente alterada para permitir abusos do poder executivo.

Números para terminar com o assunto: na Câmara, foram 76 votos a favor da instauração do processo de impeachment contra apenas 1 voto contrário – até mesmo parlamentares que integravam partidos da coalizão do governo votaram contra o ex-presidente paraguaio. No senado, 39 senadores votaram a favor do impeachment, 4 votaram contra e 2 se abstiveram. Não há como argumentar que uma minoria aplicou alguma manobra escusa para depor o ex-presidente.

Diga-me com quem tu andas que te direi quem és... Canadá, Espanha, Alemanha e o Vaticano já reconheceram o novo governo paraguaio. Em contraposição, Venezuela, Argentina, Cuba, Bolívia e Equador já indicaram que não reconhecerão o novo governo do Paraguai. Os países que têm destruído suas respectivas constituições são os que gritam “golpe!”... os países que respeitam suas respectivas Cartas Magnas são os que admitem a legalidade do processo.

domingo, 24 de junho de 2012

Itamaraty conduz Brasil a mais um vexame internacional

O Itamaraty tem pessoal qualificado e competente, infelizmente esta parte do Itamaraty não está sendo ouvida. E, mais uma vez, o Itamaraty conduz o Brasil a um vexame internacional.

O ex-presidente, e projeto de ditador, paraguaio foi destituído do poder de acordo com a Constituição Paraguaia. Atenção: a Constituição não foi alterada, não sofreu emendas para possibilitar a destituição do Presidente. Nada disso: de acordo com a Constituição, respeitados os preceitos legais, o projeto de ditador Fernando Lugo foi destituído do cargo.

O que faz o Brasil??? Assina em conjunto com VENEZUELA, Bolívia, Equador e Argentina (países que vem alterando suas respectivas Constituições para permitir uma ditadura) um documento condenando o golpe de Estado no Paraguai.... é mais um vexame brasileiro no cenário internacional.

A parte irônica da história é que talvez o Paraguai seja expulso do Mercosul... ou seja, além de se livrarem de um projeto de ditador os paraguaios vão tirar a sorte grande de caírem fora dessa roubada chamada Mercosul... até me lembra a história de Cingapura. Cingapura tinha tudo para ser um Paraguai da vida, até que foi chutada para escanteio por seus antigos parceiros... 50 anos depois Cingapura se tornou uma potência econômica. Esses paraguaios realmente mataram dois coelhos com uma cajadada só!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Radicalização do Debate e a Ofensa Como Regra

As vezes escrevo artigos que aparecem na seção de carta dos leitores. Como regra geral recebo ofensas e mais ofensas. A primeira coisa é desacreditarem minha qualidade acadêmica, depois minhas credenciais profissionais, e por fim a coisa desanda para a ofensa pura e simples. Já perdi as contas de quantas vezes li coisas do tipo “você tem que primeiro aprender economia” ou então “esse ai não sabe de nada”, para ficar nas ofensas publicáveis. Apesar de vários defeitos tenho um bom humor excelente, o que sempre me levou a rir desses comentários. Mas a verdade é que eles mostram um lado triste do debate: a ofensa como regra.

Ontem escrevi sobre minha discordância com Reinaldo Azevedo sobre o texto da PUC-RJ. E hoje reforço o ponto: acho que os comentários lá são agressivos, ofensivos e equivocados. Em ciência sempre existe a possibilidade de estarmos errados, e as críticas são muito comuns. Contudo, ofensas pessoais não ajudam nesse debate. Pior do que isso: levam a uma radicalização excessiva onde os argumentos técnicos vão para o segundo plano. Quem ganha com isso? Certamente não é a ciência e nem a sociedade.

No momento observo chateado a polêmica envolvendo o estudo da PUC-RJ. Quem ganha com esse nível de discussão? Mas essa é apenas uma dentre muitas discussões que tem desandado para ofensas, e não para argumentos. Sobre a polêmica atual vamos novamente aos pontos:

1) Policiais nas ruas e bandidos presos são duas variáveis importantíssimas para se combater crimes. Os exemplos de sucesso de Nova York e de São Paulo deixam isso claro.
2) Taxa de desemprego e renda são variáveis econômicas que muitos autores tentam relacionar com o nível de criminalidade. Mas não existe consenso sobre isso.
3) Desigualdade de renda e nível educacional são variáveis sociais que são comumente adotadas em estudos sobre criminalidade. Mas seus efeitos também são controversos.
4) Considerações demográficas e urbanísticas também são incluídas em estudos de criminalidade. Geralmente populações mais novas são mais agressivas, quanto a taxa de urbanização não existe consenso.
5) Variáveis religiosas, étnicas, de educação familiar, presença de quaras de esporte em áreas carentes, entre outras, também sao comumente incluídas nos estudos de criminalidade

Resumindo, sabe-se com razoável grau de certeza que colocar policiais nas ruas e prender bandidos é uma arma extremamente eficiente para se reduzir a criminalidade. Contudo, não são as únicas variáveis de políticas públicas que podem ser adotadas no combate ao crime.

Criticar um estudo não implica em criticar os autores. Quem trabalha com ciência deve entender isso. Mas criticar autores não é a maneira de se criticar um estudo. Espero que Reinaldo Azevedo, que é um excelente analista político, não insista nessa briga. Também espero que ele faça justiça ao estudo que criticou de maneira leviana e arrogante. Ele usou os argumentos errados e foi agressivo. Todos erramos de vez em quando, isso acontece com todo mundo. Nessas horas o melhor é nos desculparmos.

domingo, 17 de junho de 2012

Sachsida discorda totalmente de Reinaldo Azevedo

Geralmente sou um grande fã de Reinaldo Azevedo, mas dessa vez ele se excedeu. Acredito que ele cometeu uma gafe enorme. Extremamente agressivo e errado, Azevedo ataca um estudo da PUC-RJ. Questionar trabalhos acadêmicos faz parte do dia a dia de um acadêmico. Ter seu trabalho criticado também é parte do processo de evolução científica, mas críticas do tipo: “cascata auto evidente”, “há tempos não lia tanta bobagem”, certamente não são a maneira correta de se fazer isso. Acredito que seja dever de Reinaldo Azevedo ceder espaço em seu blog para os autores do estudo exporem suas idéias. Também acredito que Reinaldo Azevedo deve desculpas por seu agressivo e errado post.

Reinaldo Azevedo não conhece a literatura sobre criminalidade, também tem formação escassa na área de estatística, e, provavelmente, não tem conhecimento algum sobre econometria. Sendo assim, ele faz comentários sobre um texto acadêmico sem grandes conhecimentos sobre a área. Vamos por partes. Reinaldo Azevedo é um profissional competente, e defende um excelente ponto: prender bandidos reduz a criminalidade. Sim, ele está correto nesse ponto. Todos os textos que li, aliado a um trabalho que tenho em andamento, confirmam o importante impacto do encarceramento sobre a criminalidade. Contudo, existem outras variáveis que também afetam a criminalidade. E, nesse ponto, tenho dificuldades de aceitar os comentários de Reinaldo Azevedo.

Por exemplo, boa parte da literatura (e também um trabalho que escrevi sobre o Brasil) confirmam que desigualdade de renda aumenta a criminalidade. Isso NÃO quer dizer que prender bandidos não seja importante. Quer dizer apenas que existem mais de uma maneira de se combater a criminalidade.

Os pesquisadores da PUC-RJ são profissionais respeitados academicamente, com publicações importantes, e que merecem todo o respeito. O estudo deles mostra que o Bolsa Família ajuda a combater a criminalidade (pela redução da desigualdade de renda). É um trabalho acadêmico sério, que merece críticas sérias e bem embasadas. Em ciência existe sempre a possibilidade de estarmos errados, mas se assim o for nosso erro deve ser demonstrado com argumentos, e não com ofensas.

Reinaldo Azevedo pergunta: “Por que, então, houve, na média, aumento da violência no Norte e Nordeste, embora sejam as regiões mais beneficiadas pelo Bolsa Família?”. E eu respondo: Porque outros fatores afetaram as regiões norte e nordeste de forma a gerar esse resultado. Por exemplo, imagine que a polícia bahiana prenda menos que a paulista, isso implica que a criminalidade na Bahia irá aumentar APESAR do efeito de redução na criminalidade gerada pelo bolsa família. O que Reinaldo Azevedo deve entender é que dizer que desigualde de renda afeta crime NÃO quer dizer que isso por si só explique toda a criminalidade. Pelo contrário, quer dizer apenas que existe um rol de alternativas para combater o crime. Sendo dever de todo pesquisador sério tentar encontrar as maneiras mais custo-efetivas para a redução da criminalidade na sociedade.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

BACEN continua trabalhando duro para afundar o Brasil

Impressionante... quando você acredita que não dá mais pra piorar vem o Banco Central com essa: BC propõe regulação sobre responsabilidade socioambiental.

Vamos lá então, com essa o BACEN passa a ter:

1) meta de inflação
2) meta cambial
3) meta de juros
4) meta de crescimento
5) meta ambiental

Olha eu sei que estou me repetindo, mas essa é a PIOR EQUIPE ECONÔMICA DE TODOS OS TEMPOS.
Morre a única mulher a ganhar um nobel de Economia e as feministas ficam caladas.... essas feministas..... O Sachsida deixa aqui sua homenagem a Elinor Ostrom:

"Ao receber, no final de 2009, o Prêmio Sveriges Riksbank em memória de Alfred Nobel, conjuntamente com Oliver Williamson, Elinor Ostrom tornou-se a primeira mulher a figurar na lista de economistas “nobelizados”. De fato, embora desde o seu aparecimento em 1969 o prêmio já tivesse distinguido 62 economistas, só em 2009 foi atribuído a uma mulher. É compreensível que esta particularidade tenha merecido amplo destaque na comunicação social, mas é o trabalho desenvolvido por Ostrom no âmbito da economia da governação – e não o fato de ser mulher – que faz com que esta atribuição do Nobel da Economia seja especialmente significativa".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Homenagem do Sachsida ao Dia dos Namorados

Hoje é o dia dos namorados, mas mais importante do que isso: hoje comemora-se o aniversário de um dos discursos mais importantes da história: Tear down this wall! Foi um discurso importante que culminaria com a queda do muro de Berlim. Mas, enfim, como é dia dos namorados vamos celebrar também!!!

O Sachsida deixa aqui uma singela homenagem a todos que lutam, trabalham, estudam, entram em depressão, fazem loucuras e tudo o mais... afinal, o amor é importante. O Amor é individual, é mais um tributo ao livre arbítrio, uma verdadeira ode à liberdade de escolha.

O Sachsida já foi chutado de tudo quanto é jeito, e ainda acredita no amor (falar isso em voz alta é brega demais), então se você está sozinho, na fossa, curtindo uma tremenda dor de cutuvelo nesse dia dos namorados, fique tranquilo, o mundo não acaba amanhã.

Feliz dia dos namorados!!! Viva a liberdade de escolha!!! Viva nosso direito de escolher quem estará ao nosso lado!!! Está pensando em ligar para alguém??? Então clique aqui e divirta-se!!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Brasil, Crescimento Econômico, Conjuntura e Reformas Macroeconômicas

Abaixo segue meu post publicado hoje no Ordem Livre.

A década de 1980 é conhecida como a “década perdida”. Utilizando dados do Ipeadata* podemos verificar que, entre 1980 e 1989, o PIB real per capita creceu em média 0,1% ao ano. Entre 1990 e 1999, o crescimento médio desse indicador (comumente adotado para verificar a evolução da riqueza de um país) foi de 0,7% ao ano. Entre 2000 e 2009, o PIB real per capita cresceu em média 1,9% ao ano. No período 1980-2011, tivemos um crescimento médio do PIB per capita real da ordem de 0,93% ao ano.

Os dados do parágrafo acima mostram o óbvio: nos últimos 30 anos o Brasil não conseguiu manter um crescimento sustentável, acima de 2% ao ano, ao longo de uma década. Você pode escolher períodos distintos, e pode também usar outro conjunto de dados, mas, como regra geral, o resultado é sempre o mesmo: o crescimento da riqueza no Brasil, nos últimos 30 anos, dado nosso patamar de renda, foi medíocre.

O fraco desempenho econômico de 2011, aliado ao mau começo de 2012, despertou a atenção da mídia. Mas eles nada mais são do que uma confirmação dos últimos 30 anos. O problema do Brasil não é conjuntural. Certamente que uma conjuntura internacional desfavorável piora o cenário interno. Mas não nos enganemos, o verdadeiro problema brasileiro é estrutural.

Enquanto o governo insistir em combater a crise com medidas de estímulo à demanda estaremos fadados ao fracasso. Somente uma ampla reforma trabalhista, que diminua os custos do trabalho no Brasil, aliada a uma reforma tributária que desonere o investimento e o capital, e que sobretudo promova a abertura da economia brasileira à competição internacional, pode tirar nosso país da armadilha da pobreza em que está estagnado nos últimos 30 anos. É evidente que a carga tributária brasileira precisa ser reduzida, e para tanto é fundamental que o governo brasileiro passe a gastar menos, estimulando sempre a iniciativa privada e dando garantias jurídicas para que os grandes investimentos em infraestrutura possam ser realizados.

Por fim, faço aqui um alerta: o novo código florestal brasileiro pode ser um tremendo problema de longo prazo para o Brasil. De maneira simples, objetiva e direta: existe um risco gigantesco de redução das áreas disponíveis para agricultura e pecuária no Brasil. Redução permanente de fatores de produção é sem dúvida alguma um choque negativo de longo prazo. O novo código florestal tem o potencial de afetar negativamente o crescimento econômico de longo prazo do nosso país.

*: PIB per capita (preços 2011) – R$ de 2011 (mil) - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – GAC_PIBCAPR

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Reagan, IPEA e o Setor Público

Chega de recuos, chega de silêncio. Recuar e silenciar não irá salvar ninguém. Cedo ou tarde todos seremos chamados para explicarmos nossas ações. E, nesse momento, não será possível dizer que você se calou por isso ou por aquilo ou por qualquer coisa. Ficar em silêncio e se render é uma escolha, mas não se iludam não é uma escolha isenta de custos.

No dia 27 de janeiro de 2011 escrevi o post abaixo. Acredito que valha a pena reler.

"Aqueles que aceitam a desonra em troca do perigo acabam como escravos, e mereceram isso" (Alexander Hamilton).

Aqui coloco mais um dos grandes discursos de Ronald Reagan. Espero que isso nos sirva de inspiração. Reagan diz algo como: a) nossos inimigos devem entender que não estamos dispostos a paz a qualquer preço. Existe um ponto além do qual não iremos e nem eles devem avançar; b) a paz não é tão doce e nem a vida é tão boa para aceitarmos abrir mão de nossos princípios em troca delas; e c) nós podemos evitar a guerra a qualquer momento, podemos evitar a guerra agora mesmo, para isso basta uma palavra: rendição.

Pergunto aos meus amigos do IPEA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, de Furnas, dos Ministérios, e todos do serviço público: é isso? Estamos nos rendendo? Claro que existem riscos em ir para o confronto, mas é isso que queremos deixar aos nossos filhos?

Partido político algum é dono do patrimônio nacional. No entanto o IPEA é tratado como se fosse. No Banco do Brasil e na CEF ocorre o mesmo, idem na Petrobras e na esplanada dos ministérios. Isso está errado. Temos que reagir, temos que dizer NÃO. Temos que dizer BASTA de interferência política em órgãos técnicos.

Todo funcionário público tem um compromisso com a lei. Aceitar a dilapidação do patrimônio público em brigas políticas é inaceitável. Temos um compromisso não só com a lei e com o Estado Brasileiro, mas também com nossos filhos. É isso que queremos ensinar a eles? Covardia, medo, trocar a honra por segurança? É essa a lição que deixaremos?

Claro que em qualquer escolha existem riscos associados, todos sabem disso. De minha parte a escolha está feita: prefiro morrer de pé do que viver de joelhos. Eu quero um presidente capaz para o IPEA, quero diretores do nível que o IPEA merece. Digo o mesmo para o BB e a CEF, para a Petrobras, para Furnas e para todo corpo técnico do governo. Chega de nomeações políticas. Chega de dilapidar o patrimônio público. Nenhum partido, por mais forte que seja, é dono do Brasil.

Nas palavras do grande Ronald Reagan: "A solução é simples, mas não é fácil".

terça-feira, 5 de junho de 2012

Maconha pode, refrigerante não pode!

Esse pessoal politicamente correto inventa cada uma... há uma semana atrás o prefeito de Nova York queria combater o consumo de refrigerante. Nessa semana o governador de Nova York quer descriminalizar o uso de pequenas quantidades de maconha.

O parágrafo acima pode parecer uma contradição, mas não é. Ele ilustre bem o ativismo político dos grupos politicamente corretos. No seu afã de combater o capitalismo querem gerar insegurança contra o investimento privado. Ao mesmo tempo tentam demonstrar seu progressivismo apoiando a liberação das drogas.

Sim, você pode ser a favor da liberação das drogas. Sim, você pode gostar de refrigerante. Mas não, você não pode argumentar que o consumidor é soberano para consumir maconha, mas não é suficientemente soberano para consumir refrigerante.

Escutem com atenção os grupos politicamente corretos: são a favor da liberação da maconha, mas combatem o cigarro. São contra a aprovação de um código florestal que estimule a agricultura, mas são a favor da agricultura de subsistência. Ou seja, produzir para a cidade se alimentar parece ser errado para esses grupos. Tais valentes são recorrentemente incosistentes. Está na hora de desmascará-los.

sábado, 2 de junho de 2012

Minhas sugestões para a presidência do IPEA

O IPEA está com sua presidência vaga. Dado que a Presidente Dilma diz que o mérito deve permear a escolha de cargos técnicos, aqui vão os nomes que o Sachsida sugere para presidirem o IPEA. Atenção, estou listando apenas nomes que pertencem ao quadro do IPEA. Mas, CERTAMENTE, existem vários outros com capacidade nas Universidades, Banco Mundial, FMI, etc. Além disso, podem existir vários outros técnicos do IPEA de gabarito, mas que por eu não conhecer tão bem acabei não listando (o que não quer dizer que a pessoa não tenha os méritos).

O próximo presidente do IPEA precisa reunir as seguintes características: 1) ter conhecimento da casa (saber quem são os técnicos (quais são suas expertises e projetos), e conhecer os procedimentos administrativos do instituto bem como sua história de respeito a diversidade de opiniões); 2) ter capacidade técnica (titulação, publicações, liderança acadêmica em sua área de atuação); 3) ter tido experiência prévia em cargos de direção (seja como chefe de departamento, diretor de pesquisa, ou qualquer outra experiência administrativa); e 4) bom senso (talvez a mais importante de todas as características).

Repito o que já disse antes, se existem pessoas melhores de fora do IPEA, então que a elas sejam dados os cargos de presidência e direção. Mas elas devem ser NECESSARIAMENTE melhores que os técnicos do IPEA. É ridículo levar para dentro do IPEA, para assumir posições de destaque, pessoas sem a qualificação necessária.

Pessoas de dentro do IPEA que poderiam ocupar a presidência (está em ordem alfabética, e não em ordem de prioridade ou competência):

1) Alexandre Ywata
2) João de Negri
3) Leonardo Monasterio
4) Mansueto Almeida
5) Marcelo Caetano
6) Marco Antônio F. de H. Cavalcanti
7) Mario Jorge Cardoso de Mendonça
8) Rogério Boueri Miranda
9) Serguei Soares
10) Waldery Rodrigues Junior

As vezes bate o desânimo...

As vezes bate o desânimo... aquela sensação de mais uma derrota vem forte, e a derrota se confirma. Nao é apenas mais uma derrota, é aquela sequência incrível de derrotas para adversários medíocres. Perder ou ganhar faz parte do jogo, mas perder para imbecis e mediocres machuca.

Tudo bem, amanhã é outro dia. Cedo ou tarde todos terão que prestar contas. De minha parte fico pensando, será que vale a pena? Não seria mais fácil desistir? Deixar pra lá, me conformar?

Quando o mérito deixa de valer é porque a moral já foi abandonada faz tempo. Amanhã é outro dia, quem sabe não será um de vitórias....

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