segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Liberdade de Expressão e Terrorismo

Abaixo segue meu artigo publicado hoje no Ordem Livre.

Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” (Voltaire).

No dia 11 de setembro de 2012 a Embaixada Americana na Líbia foi invadida, e seu embaixador morto. Em menos de uma semana, 19 pessoas já haviam sido mortas em decorrência de violentos protestos em diversos países. Os protestos tiveram como motivo o filme “Inocência dos Muçulmanos”. No filme, tanto os muçulmanos como o profeta Maomé são apresentados como imorais e violentos.

Tenho notado que várias pessoas, principalmente da imprensa e do governo, parecem atribuir certa razão aos radicais islamitas. Implicitamente parecem culpar o produtor do vídeo como responsável pela violência. Tal tese é um absurdo: culpado pela violência é quem a pratica. Ao culpar o produtor do vídeo determinadas pessoas flertam perigosamente com a censura. A liberdade de expressão é uma das maiores conquistas do mundo ocidental. Sua defesa não pode ser deixada de lado tão facilmente.

Como qualquer princípio, a liberdade de expressão também tem limites. Por exemplo, imagine que em junho de 1944 um jornalista tente divulgar os planos aliados de invasão da Normandia. É evidente que o Estado deveria impedir tal divulgação. Mas esse é um cenário extremo de guerra. A liberdade de expressão é uma garantia contra a tirania, e sua preservação deve ser feita a força se necessário for. Temos o legítimo direito de falar mal de Jesus, Maomé ou quem quer que seja. Temos o legítimo direito de falar mal do cristianismo, do judaismo e do islã. Certamente poderemos ser punidos por isso, mas tais punições serão feitas pela justiça, baseadas em regras jurídicas predeterminadas.

Não é admissível abrir mão da liberdade de expressão porque esta possui custos. É evidente que preservar a liberdade tem custos. Mas será que abrir mão da liberdade é isento de custos? Por acaso ceder aos radicais islâmicos, restringindo a liberdade de expressão, é isento de custos? Tão logo o mundo ocidental aceite as demandas dos radicais islâmicos, estaremos passando a eles a seguinte mensagem: quando quiserem concessões nossas basta nos atacarem. Sejam violentos, sejam radicais, nos tratem a base de pedradas e cederemos a vocês. Afinal, uma sociedade que cede tão facilmente a liberdade de expressão em breve cederá também a própria liberdade. É esta a mensagem que queremos passar? Se cerdemos a liberdade de expressão hoje, qual será a demanda dos radicais islâmicos amanhã?

A sociedade islâmica também possui os moderados. Se cedermos aos radicais estaremos diminuindo o poder relativo dos moderados. Em última instância estaremos condenando nossos aliados no mundo islâmico. Ao combatermos veementemente o radicalismo estaremos fortalecendo a corrente do islã que prega a convivência pacífica. Sendo este um passo importante para o futuro de nossas civilizações.

A conquista da liberdade de expressão foi feita à base de sangue. Não podemos abrir mão dela tão facilmente. A cantora Madona apareceu em um vídeo se masturbando com um crucifixo. Devemos sair por ai botando fogo em artistas? Claro que não. Preservar a liberdade de expressão é justamente preservar o direito dos indivíduos se manifestarem de maneiras que muitas vezes, a você próprio, parecem repugnantes.

domingo, 23 de setembro de 2012

O Banco Central deve explicações

Abaixo segue meu artigo publicado na Folha de São Paulo no sábado.

O Banco Central do Brasil (Bacen) adota, desde 1999, o regime de metas de inflação. Por esse modelo, cabe ao Bacen tentar fazer com que a inflação convirja para o centro da meta ao longo do ano corrente.

Mas o Bacen alterou tal regime de metas sem informar a população.

A primeira evidência que temos disse se refere ao que ocorreu no ano passado. Note que durante todo o ano de 2011 a inflação se situou acima de sua meta estipulada de 4,5%, sem que o Bacen adotasse medidas para trazer a inflação de volta à meta. Ele nem sequer tentou.

Sim, eu sei que existe um limite de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mas isso não implica que o Bacen tem o direito de perseguir 6,5% de inflação anual como meta.

Pelo contrário, o regime de metas de inflação adotado no Brasil é claro: cabe ao Bacen perseguir a meta de inflação (e não seu limite superior). O limite de tolerância é apenas uma garantia contra eventuais choques na economia. Isto é, não é para ser usado de forma proposital.

Durante todo o ano de 2011, além de não tentar reduzir a inflação para a meta, o Bacen ainda emitiu diversos sinais de que a preocupação era com a convergência da inflação para a meta apenas no ano seguinte. Basta ler o decreto 3.088, de 1999, para ficar evidente que o Bacen não tem permissão para isso. Eis o texto do primeiro artigo, primeiro parágrafo: "As metas são representadas por variações anuais de índice de preços de ampla divulgação". Ou seja, o Bacen deve perseguir a meta de inflação durante o ano corrente, e não para o ano seguinte.

A inflação de 6,5% ocorrida em 2011 mostra bem a pequena preocupação demonstrada pelo Bacen no combate a inflação. Afinal, que choque tão grave ocorreu na economia para justificar tamanho desvio em relação a meta?

Mirar no teto da inflação é como um time de futebol entrar em campo dizendo "se perdermos só de 5 a 0, terá sido uma grande vitória". O Brasil tem hoje um inflação alta, e a autoridade monetária competente parece não se preocupar com isso.

Em agosto de 2012, o acumulado do IPCA nos últimos 12 meses indicou alta de 5,24%. Por mais de um ano, o acumulado do IPCA está acima da meta, mas isso parece não preocupar o Bacen.

Detalhe importante: a inflação em 2012 só está nesse patamar pois o governo federal vem usando política tributária para combater a inflação (o que é um erro, equivale a varrer a sujeira para debaixo do tapete).

Ou seja, parte importante do controle da inflação em 2012 deve ser atribuída à desonerações tributárias, e não ao Bacen. Se o Brasil calculasse a inflação dos produtos sem considerar os impostos, como deveria ser feito, a inflação atual estaria num patamar ainda mais alto.

Em 2012, a inflação está novamente acima da meta. E, novamente, o Bacen dá claros sinais de que não se preocupa com isso.

Em vez de simplesmente cortar juros e aumentar o consumo, o cenário internacional é excelente para o Brasil fazer as grandes reformas macroeconômicas, aproveitando a folga para fazer ajuste fiscal, reforma tributária, reforma das leis trabalhistas, reforma previdenciária, abertura econômica, diminuição dos entraves burocráticos etc.

Mas, aumentando gastos públicos e com uma política monetária expansionista, o governo estimula a bolha imobiliária em formação por aqui. E dificilmente haverá responsabilidade fiscal em 2013 e 2014, com os preparativos para a Copa e as eleições, quando o gasto sempre dá um salto.

Assim, em 2015, primeiro ano do novo governo, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. A partir de 2015, o Brasil deve amargar o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Aviso de Utilidade Pública

Cláusula 43 – TAXA ASSISTENCIAL LABORAL – No ano de 2012, os estabelecimentos particulares de ensino superior descontarão 4,0% (quatro por cento), no contracheque do professor, em uma única parcela incidindo na remuneração do mês de setembro de 2012, e outro desconto de 1% incidindo sobre a remuneração de novembro de 2012 em favor do SINPROEP/DF, a título de taxa assistencial, nos termos da decisão da Assembléia Geral.

Parágrafo 1º – O professor não sofrerá desconto caso manifeste, pessoalmente, na sede do SINPROEP/DF, sua oposição, entre os dias 13 e 24 de setembro de 2012, tudo isso de conformidade com a Ordem de Serviço nº 01, de 24 de março de 2009, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Parágrafo 2º – O SINPROEP/DF fornecerá formulário próprio para o empregado manifestar sua oposição ao desconto à contribuição assistencial e, após assinada pelo empregado, o SINPROEP/DF encaminhará relação das oposições ao empregador, até 03 dias após o encerramento do prazo previsto no parágrafo primeiro.

Para se opor à Taxa Laboral, compareça – no período de 13 a 24/09 - ao Sindicado e preencha o formulário.

O endereço do SINPROEP é:

SIG SUL - QUADRA 03 - BLOCO C – LOTE 49 – LOJA 50 - Setor de Indústrias Gráficas -Brasilia - DF

Fone:(0xx)61 3321 0042

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Todo homem tem o legítimo direito de questionar Jesus, Maomé ou quem quer que seja


Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” (Voltaire).

A liberdade de expressão é uma das maiores conquistas do mundo ocidental. De maneira alguma podemos abrir mão de tão caro direito. Dessa forma, muito me espanta a péssima cobertura jornalística dos atentados perpetrados por radicais islâmicos à embaixadas e indivíduos ocidentais, decorrentes de um vídeo que critica Maomé.

Qual o problema de alguém fazer um vídeo dizendo que Jesus era um bêbado que adorava prostitutas? Claro que isso é ofensivo à minha religião. Mas é isso motivo para eu matar outro ser humano? Qual o problema de alguém fazer um vídeo criticando Maomé? Por acaso só podem existir filmes de temas que concordo? A liberdade de expressão não pode ser abandonada tão facilmente.

Hoje durante o Jornal Nacional praticamente crucificaram o autor do vídeo contra Maomé. Querem responsabilizá-lo pela violência que está ocorrendo. ERRADO. A culpa da violência é de quem a realiza!!! A culpa da violência deve-se aos radicais islâmicos. É inaceitável não responsabilizar esses selvagens por seus atos hostis a civilização.

O mundo ocidental está em xeque. Abrir mão da liberdade de expressão para satisfazer selvagens tem ao menos dois problemas: 1) em termos dinâmicos mostra aos selvagens que a melhor maneira de conseguir concessões é por meio de mais violência; e 2) hoje abriremos mão da liberdade de expressão, e amanhã abriremos mão de que?

Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”(Benjamin Franklin).

"Aqueles que aceitam a desonra em vez do perigo acabam como escravos, e mereceram isso" (Alexander Hamilton).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O ano do ajuste de contas será 2015

A taxa de juros internacional está num dos patamares mais baixos da história. Um dia ela irá subir. O preço das commodities está num dos níveis mais altos da história. Um dia ele irá cair. Para complicar as coisas, estes dois fenômenos são correlacionados. Isto é, um aumento da taxa de juros internacional tem o potencial de abaixar o preço das commodities. Um dia a taxa de juros internacional irá subir e o preço das commodities irá cair, quando isso ocorrer o Brasil será jogado numa recessão.

O cenário internacional é excelente para o Brasil fazer as grandes reformas macroeconômicas, mas em vez disto estamos aproveitando esse momento para aumentarmos o consumo. Quando o correto seria aproveitar essa folga para fazermos os ajustes que nossa economia tanto precisa: ajuste fiscal, reforma tributária, reforma das leis trabalhistas, reforma previdenciária, abertura econômica, diminuição dos entraves burocráticos, etc.

Internamente o governo está fazendo de tudo para complicar sua situação: do lado fiscal tem aumentado os gastos públicos. O Brasil deve ter sido o primeiro país do mundo a anunciar um ajuste fiscal que aumenta gastos, em vez de diminuí-los, em relação ao ano anterior. Do lado monetário, já ficou claro que uma inflação de 6% ao ano não é preocupação.

Existe uma bolha imobiliária em formação aqui, graças novamente as políticas fiscais e monetárias expansionistas do governo. Existe um problema demográfico seríssimo que o governo insiste em ignorar. Em 2013 os gastos públicos para a copa do mundo terão que sair do papel, piorando ainda mais as contas públicas. Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980. Infelizmente, parece que os gestores da economia brasileira nada aprenderam com as lições recebidas ao final da década de 1970.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mais uma da CEF

Olhem só a nova brilhante idéia da Caixa Econômica Federal (CEF):

CEF contrata por R$ 1,2 bilhão empresa que vale R$ 500

"A Caixa Econômica Federal fechou contrato de R$ 1 bilhão e 195 milhões com uma empresa criada em 15 março deste ano e cujo capital não passa de 500 reais. O contrato com a MGHSPE Empreendimentos, datado do dia 8, com “dispensa de licitação”, autorizado pelo conselho diretor da Caixa, tem objeto quase incompreensível: “prestação de serviços de operacionalização da originação de Crédito Imobiliário”".

Quantos avisos este blog já fez sobre a CEF?

domingo, 9 de setembro de 2012

Como Ex-Aluno da UnB digo: Quero uma universidade que valorize a Excelência!!!

Nos Estados Unidos é muito normal que ex-alunos participem do dia a dia das universidades. Infelizmente, no Brasil essa saudável tradição não é tão presente. Aqui minha vida acadêmica se resume a três universidades: 1) Universidade Estadual de Londrina, onde me graduei em economia; 2) Universidade de Brasília onde concluí meu mestrado e doutorado; e 3) Universidade Católica de Brasília onde trabalhei por um bom tempo.

Tenho um enorme carinho pela UnB. Universidade que me acolheu e que se fez presente em minha vida. Por isso, observo com muita tristeza a intromissão de um partido político na eleição para reitor da UnB. O que o PT quer com a UnB? Por que um partido político está apoiando uma chapa específica? Isso é tão escandaloso, tão anti-democrático, que a própria chapa que recebe o apoio petista tem vergonha desse apoio e tenta escondê-lo a todo custo.

Como ex-aluno tenho orgulho de dizer que me formei na UnB. Como ex-aluno fico escandalizado com um partido político querendo influir numa eleição para reitor. Notem: não há nada de errado numa pessoa filiada a determinado partido político disputar eleições dentro da universidade. O que está errado é um partido político mobilizar sua máquina para tentar afetar a democracia interna da UnB. Pior ainda, quando esse partido é o mesmo da Presidente da República e do Governo do Distrito Federal. Isto é, não estamos falando de qualquer partido. Estamos falando de um forte o bastante para influir em eleições dentro da UnB.

Como ex-aluno da UnB eu digo: quero a EXCELÊNCIA, quero o mérito acadêmico de volta a Universidade de Brasília. A UnB é maior do que partidos políticos. A UnB é uma casa do saber, um recinto onde o pesquisa deve estar acima de interesses políticos.

sábado, 8 de setembro de 2012

UnB e PT, texto escrito por Roberto Ellery

Este texto foi escrito pelo Professor Dr. Roberto Ellery. O Sachsida apoia integralmente esse texto.

O episódio envolvendo o apoio institucional do PT aos professores Márcia Abrahão e Marcelo Bizerril revela menos sobre a disputa da UnB do que sobre a natureza do PT. Como muitos partidos que surgem das lutas de movimentos de esquerda contra regimes autoritários o PT aglutina várias correntes de pensamento. Dentre estas algumas que não se livraram das propostas totalitárias típicas de socialistas de direita e de esquerda. É aí que entra o apoio que foi revelado pelo Prof. Marcelo Hermes (http://cienciabrasil.blogspot.com.br/2012/09/e-mail-do-presidente-do-pt-local-onde.html).

Uma característica de movimentos totalitários é que eles nãos se contentam em disputar o poder formal. Eleger presidentes, governadores, prefeitos e obter maioria nas casas legislativas não bastam aos totalitários. É preciso controlar toda a esfera de vida social. Universidades, sindicatos, igrejas, grêmios estudantis, nada escapa ao desejo de controle. Um movimento totalitário não pode parar nunca, do contrário morre. Cada conquista de um espaço é o prenúncio da conquista de um novo espaço.

Imagino que exista uma disputa interna entre correntes democráticas e correntes totalitárias do PT. Vejo o lado democrático ganhando quando pessoas sem vínculo com o partido são indicadas para postos chaves da república, como o Banco Central ou a Procuradoria Geral da República. Vejo o lado totalitário do PT quando pessoas ligadas ao partido são indicadas para o STF ou quando quadros do partido denunciam a oposição e a imprensa de golpistas ou inimigos da pátria pelo crime supremo de não concordarem com o governo encabeçado pelo partido.

A intromissão na eleição para reitor da UnB definitivamente mostra o lado totalitário do PT de Brasília. Ao fazer isto este setor do partido que governa o Brasil a mais de dez anos mostrou que não basta controlar a Presidência da República e o Governo do DF, é preciso também ter a Universidade de Brasília e sabe-se mais o que. Isto é grave porque o PT não é um partido inexpressivo e sem representatividade, pelo contrário é o partido mais poderoso do Brasil. Repudiar o comportamento totalitário é dever de todos os que prezam a nossa democracia, principalmente quando o comportamento está tão próximo do poder.

Não se trata de coibir que pessoas filiadas a partido se manifestem e disputem cargos na UnB, nada mais longe disto, a questão é resistir à tentativa de qualquer partido interferir na academia e nos demais espaços da sociedade organizada. Aliás, não custa perguntar, a troco de que esta intromissão? Espero que os professores apoiados deixem claro sua posição sobre este episódio, mas confesso que espero mais ainda que este episódio não seja representativo do atual equilíbrio de forças no PT.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ranking do Sachsida: os 10 Melhores Filmes Mentirosos de Todos os Tempos

Segue meu ranking sobre os 10 melhores filmes mentirosos de todos os tempos. Rambo não entra na lista, pois para John Rambo tudo é possível.

10) Comando para Matar

9) Desaparecido em Ação (esse é com Chuck Norris!!!)

8) O Alvo (nesse filme Van Damme quase conseguiu captar a essência do Chuck Norris)

7) A Força em Alerta

6) Cyborg

5) Snake - Cobra

4) Tropas Estrelares

3) Django

2) Resident Evil 4

1) Desejo de Matar 3




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma pergunta HONESTA aos Austríacos


Os defensores da Escola Austríaca de Economia condenam as reservas fracionárias. Na opinião deles o sistema bancário deveria operar com 100% de reservas. Então, honestamente, tenho uma dúvida. Abro aqui espaço para a disucussão. Vamos aproveitar o espaço para uma discussão honesta, produtiva e sem ofensas.

Pergunta: Se um indivíduo deposita voluntariamente seu dinheiro num banco, MESMO SABENDO QUE O BANCO OPERA SOB O REGIME DE RESERVAS FRACIONÁRIAS, o Estado deveria impedir essa transação? Em outras palavras, se de livre acordo as pessoas decidem depositar seu dinheiro num banco, por que o governo deveria impedir o banco de operar sob o regime de reservas fracionárias (sendo que as pessoas concordaram com isso)?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Respeito a diversidade de opiniões, post antigo

Este post foi publicado em 03 de outubro de de 2007. É uma pequena homenagem desse blog a meus amigos que estão na frente de batalha. Estamos juntos.

Quanto mais você ouvir alguém dizer que respeita um ambiente com diversidade de opiniões, pode acreditar: ele está mentindo. Note que todo comunista adora dizer que respeita a opinião alheia... mentira!!!! Comunistas só respeitam a opinião alheia quando esta coincide com a deles.

Você pode estar lendo esse post e acreditar que estou sendo pouco científico em meu comentário. Engano seu, esse post tem uma razoável estrutura teórica. Explico: na tradição liberal, a ciência esta intimamente ligada ao pensamento de Popper. Assim, os liberais compreendem que mais de uma teoria é capaz de explicar o mesmo fato. A ciência é capaz apenas de refutar teorias, mas incapaz de comprová-las por completo. Dessa maneira, na tradição clássica, a diversidade de opiniões (teorias) é um resultado direto do modelo de análise científico. Não faz o menor sentido, na tradição clássica, alguém ter que dizer que respeita idéias diferentes das suas. Afinal, este é um resultado óbvio do arcabouço científico clássico.

Já no mundo marxista a análise é muito diferente. Os marxistas acreditam que a ciência é capaz de comprovar com 100% de acerto a validade de uma teoria. Assim, no mundo marxista não há espaço para a divergência de idéias, uma vez que a ciência é capaz de apontar com certeza qual delas está correta. Daí a necessidade artificial dos marxistas RECURSIVAMENTE afirmarem que respeitam as opiniões alheias.

Discorde de um marxista e você verá todo o respeito que eles nutrem pela diversidade de idéias. Você já discordou de um marxista? Mande sua experiência para este blog!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Governo continua fazendo sua parte para Surrar o Consumidor


Olha só a surpresa que o governo preparou para nós: Governo sobe imposto de importação de 100 produtos. Como não basta judiar do consumidor brasileiro, o governo vai além e maltrata mais ainda os mais pobres. Olhem só, o governo vai aumentar o imposto de importação dos medicamentos. Isto é, graças ao governo iremos pagar mais caro por REMÉDIOS!!! Isto mesmo, remédios mais caros graças aos gênios que comandam a economia brasileira.

Mas os absurdos não param por ai: siderurgia, química fina, petroquímica e bens de capital também terão seus impostos de importação aumentados. Ou seja, o governo brasileiro está aumentando o custo de se produzir no Brasil. Claro que os setores privilegiados com essa medida irão faturar mais; mas irão faturar não graças a sua competência, mas sim graças ao sacrifício do restante da população brasileira, que será obrigada a pagar mais caro por produtos de qualidade inferior. É o governo brasileira sacrificando todos os consumidores em prol de uns poucos empresários bem relacionados em Brasília.

Aumentar o imposto de importação equivale a obrigar os mais pobres a pagarem mais caro para sobreviverem, isto é muita crueldade. Crueldade esta que está sendo levada a cabo pelo Partido dos Trabalhadores. "Se houver aumento de preços, vai criar inflação. E não queremos isso", afirmou Mantega. É ou não é o pior ministro da fazenda de todos os tempos? O gênio diminui a competição, impede a entrada de importados, e se espanta que os preços podem subir. Para evitar isso, o que ele faz? Ameaça com a redução do imposto de importação (imposto este que ele mesmo autorizou o aumento). Esse é mais um exemplo do governo ameaçando usar política tributária para controlar a inflação. É ou não é a pior equipe econômica de todos os tempos?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Outras perguntas sobre política monetária


Economia monetária é uma das áreas mais estudadas em economia. Existem diversos periódicos acadêmicos de primeira linha destinados exclusivamente ao estudo de questões referente aos efeitos da moeda.

Apesar disso, chama a atenção a ausência de determinados temas no debate. Ontem eu já comentei sobre a questão das reservas fracionadas. Hoje sugiro dois outros temas que simplesmente sumiram do debate, mas de maneira alguma são menos relevantes.

1) Se a esmagadora maioria dos economistas concorda que o governo NÃO DEVE controlar preços, então por que os mesmos economistas são favoráveis ao governo controlar a taxa de juros? A taxa de juros é um dos preços mais importantes da economia, logo seu preço deveria ser fixado pelas curvas de oferta e demanda por fundos emprestáveis. Contudo, quando o Banco Central fixa a taxa de juros da economia os especialistas parecem não se importar com o governo fixando esse preço. Se o controle de preços é ruim, então por que o controle da taxa de juros seria bom?

2) Os economistas são unânimes em afirmar que monopólios são ruins. Então por que esses mesmos economistas se calam diante do monopólio estatal da emissão de dinheiro? Por que todos os monopólios são ruins, mas o monopólio da emissão de moeda seria bom?

Em minha modesta opinião, acredito que esteja na hora de revermos nossa agenda de pesquisas referente a economia monetária.

domingo, 2 de setembro de 2012

Uma pergunta sobre política monetária


De maneira geral tive uma ampla formação em macroeconomia. Dentro dessa área também tive uma formação razoável dentro de temas de política monetária. Não só escrevi vários artigos sobre o tema, como também participei de incontáveis seminários. Contudo, dentro desse ambiente, nem uma única vez vi qualquer discussão sobre o que julgo ser uma das questões mais importantes a serem respondidas: a controvérsia sobre as reservas fracionárias.

Quando se faz um depósito a vista num banco, tal dinheiro é emprestado a outras pessoas ou empresas. Isso está tão dentro de nossa cultura que sequer paramos mais para pensar: isto está certo? Ora, o banco recebeu um recurso privado (depósito à vista) para manter a custódia do mesmo, e não para reemprestá-lo. Tal reempréstimo representa uma violação do direito de propriedade. O banco está emprestando um dinheiro que não é dele. Hoje em dia existem leis que autorizam isso. Esse sistema é conhecido por sistemas de reservar fracionadas. Mas, faz sentido? Faz sentido que um banco possa emprestar recursos que não são seus? Qual é o limite para isso?

Interessante notar que na origem do sistema bancário tal procedimento era ilegal. Os bancos só podiam emprestar recursos que recebiam como depósitos a prazo (onde efetivamente a propriedade do recurso era transferida ao banco por um período de tempo). No caso de depósitos à vista (onde o banco tem apenas a custódia do bem) era expressamente proibido aos bancos emprestarem esses recursos.

Segundo a Escola Austríaca de Economia, o sistema de reservas fracionárias está na origem de todas as crises financeiras. Dessa maneira, sugerem o retorno ao sistema de 100% de reservas como solução para acabar com as crises bancárias. Talvez estejam certos, talvez não. Mas é assustador que uma questão tão importante quanto esta esteja fora dos manuais modernos de macroeconomia e de política monetária.

É fundamental que a tradição novo-keynesiana e novo clássica volte a estudar o tema das reservas fracionárias. É fundamental que o cidadão comum compreenda que nem sempre o sistema bancário funcionou da maneira atual. As crises recentes mostram que mudanças se fazem necessárias nos procedimentos bancários.

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email