sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mensagem de Fim de Ano do Sachsida

Existe uma lição moral fundamental que devemos sempre manter em mente: a realização está na superação, não na vitória.

Nesta vida ninguém pode ser cobrado por não ser um campeão; nós nascemos com determinadas características, e por mais que nos esforcemos nunca seremos capazes de ultrapassar determinados patamares. Poderemos melhorar com trabalho árduo e dedicação, mas existem certos limites a partir dos quais não conseguiremos seguir. Algumas pessoas têm limitação em matemática, outras em esportes, outras ainda em música. Todos nós temos nossas limitações, exigir que algum de nós seja melhor em física do que Einstein, ou melhor cantor que Frank Sinatra, é algo completamente desleal. Contudo, cedo ou tarde, todos nós teremos que dar explicações sobre o que fizemos nesse mundo. Essa será nossa prova de fogo: será que fizemos o nosso melhor? Será que, dadas nossas restrições, fomos o mais longe possível? Creio que seremos julgados de acordo com essas respostas.

Para os que gostam de cinema, assistam Conan, o Bárbaro “Quando morrer, encontrarei com Crom e ele perguntará: Qual é o segredo do aço?”. Meu entendimento sobre essa frase talvez seja incorreto, mas acredito que seu significado seja algo como “Você superou obstáculos? Você deu o seu melhor? Você fez tudo que estava a seu alcance?”. Afinal, quando o derradeiro momento chegar, pouco adiantará dizer “Eu me escondi pois todos se esconderam..., falhei pois todos falharam”. Não, nesse momento será sua vez de responder o que fez com o talento que recebeu. Acho que este é o segredo da vida. Fazer sempre o seu melhor.

Melhorar nosso país não é uma tarefa fácil. Civilizar uma nação, apontada por muitos como uma selva, é uma tarefa que talvez esteja além de nossas possibilidades. Mas quando chegar a nossa hora de responder “Qual o segredo do aço?”, espero sinceramente que não decepcionemos os tantos que confiaram em nós, pois o segredo da vida esta em nossa incrível capacidade de superação, é isso que dá sentido a nossas vidas. A realização de um Homem está na superação, não na vitória. São poucos os méritos de uma vitória sem superação. São gigantes os méritos de uma superação sem vitória. Mas, naquele momento único, que poucos de nós irão experimentar na vida, há o encontro da superação com a vitória. Esse é o momento a que chamamos: evolução.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CEF continua fazendo sua parte para fomentar a Bolha Imobiliária

"A liberação de empréstimos imobiliários pela Caixa Econômica Federal chegou a R$ 101 bilhões na última sexta-feira (21), valor recorde para um único ano. O valor representa crescimento de 33,8% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foram liberados R$ 75,4 bilhões".

Crescimento de 33% em um único ano!!! Será que alguém acha isso normal? Alguma empresa tem condições de aumentar sua produção em 33% em um único ano e ainda manter a qualidade de seu produto???

Fica evidente que os padrões de análise de crédito estão sendo afrouxados. Pior: fica evidente que a CEF NÃO tem condições de fazer tantas vistorias assim. Isto é, quem é que está avaliando a qualidade dos imóveis que estão sendo financiados?

Natal, liberdade e paz

No dia 07 de outubro de 2007 escrevi o post abaixo. Acredito ser um belo exemplo da importância do NATAL para os homens.

24/25 de dezembro de 1914. Inimigos armados, combatendo ferozmente uns contra os outros. Anos de apologia ao ódio contra o inimigo. Nada disso foi suficiente para vencer o mercado.

Na mais brutal de todas as guerras da humanidade, o mercado mostrou que quem cria guerras são governos centralizadores. NUNCA na história da humanidade uma guerra foi tão horrenda e brutal. A segunda grande guerra matou mais pessoas, mas em termos de horror nada se compara a primeira guerra.

A lição que fica do natal de 1914 é o poder da religião, da crença em Deus, e das maravilhas propiciadas pela liberdade de escolha. Deus deu ao homem o livre arbítrio, ninguém tem o direito de tomá-lo de nós. Quando os homens não são coagidos pelo Estado, e são sujeitos apenas a regras de respeito a liberdade dos outros, eles podem exercer ao máximo sua liberdade individual. Homens assim não tentam massacrar outros homens, preferem ir para suas casas e descansar perto de suas famílias.

A liberdade de escolha, fortificada moralmente por princípios saudáveis de respeito ao próximo, é a maior riqueza de qualquer sociedade. Preservá-la é o mesmo que preservar nossa herança para as próximas gerações.

O natal de 1914, quando em plena primeira guerra mundial, soldados ingleses, escoceses, franceses e alemães celebraram um cessar-fogo SEM A INTERVENÇÃO DO ESTADO é a prova máxima do poder pacificador do mercado. A liberdade individual, associada ao baixo poder do Estado, é não só um pré-requisito para a prosperidade econômica, mas é também uma garantia de paz entre as nações e entre os homens.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Sachsida

Certa vez um picareta disse: “Deus não ajuda pois as pessoas não sabem o que pedir, não sabem pedir!”. Por uma época andei pensando nessa frase. Até que certo dia, véspera de Natal, um padre foi dar a benção às casas do quarteirão onde eu morava. No final da benção o padre sugeriu que cada um fizesse um pedido. Parecia concurso de miss universo... era gente pedindo pela paz mundial, outros pelo fim da fome no mundo, e pedidos similares.

Depois de uma saraivada de pedidos do calibre descrito acima, já começava a pensar que o picareta estava certo. Realmente as pessoas pareciam não saber pedir. Eis porém que chegou a vez do padre. Ele foi direto ao ponto “Está quente, uma chuvinha cairia bem”. Simples, objetivo e direto. Finalmente um pedido factível.

Essa é a mensagem de Natal do Sachsida. Vocês não estão num concurso de miss universo. Não peçam algo abstrato, não façam elocubrações. Sejam simples, objetivos e diretos. O que querem de Natal? Não peçam pela paz mundial, que tal começar com algo mais simples, como um abraço em casa?

Que neste Natal seus pedidos bondosos sejam realizados, que suas esperanças se renovem, e que o amor de Cristo nos dê forças para sempre escolhermos o caminho do bem, pouco importando quão difícil este possa parecer.

Já ia me esquecendo, lembram do pedido do padre? Pois é, no final daquela tarde choveu.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Evolução e determinantes da taxa de homicídios no Brasil

Abaixo segue meu artigo publicado dia 17/12/2012 no Ordem Livre.

Em relação ao Brasil, a criminalidade é um dos problemas mais graves enfrentados por nossa sociedade. Com um assombroso número de quase 50 mil homicídios por ano, o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Apenas para fins de comparação, devemos ressaltar que ao longo de toda a guerra do Vietnã morreram 50 mil soldados americanos. Isto é, temos no Brasil o equivalente a uma guerra do Vietnã por ano em termos de homicídios.

Não só a taxa de homicídios é alta, mas também houve um aumento considerável nos últimos 30 anos. No período 1980-84 ocorriam 14,8 homicídios por 100 mil habitantes no Brasil. Esse número evoluiu para 22,6 por 100 mil habitantes no período 1990-95.

Já em 2009, de acordo com a pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média de assassinatos no Brasil foi de 27,1 por 100 mil habitantes. Isto representa um aumento de 83,1% na taxa de homicídios em 30 anos. Na comparação regional, Alagoas (59,3 assassinatos por 100 mil habitantes), Espírito Santo (56,9) e Pernambuco (44,9) lideram o ranking. Na ponta oposta, Piauí (12,4 assassinatos por 100 mil habitantes), Santa Catarina (13,4) e São Paulo (15,8) são os estados menos violentos. É digno de nota que a taxa de homicídios entre homens é muito superior a de mulheres: a taxa de homicídios por 100 mil habitantes é de 50,7 quando se considera apenas a população masculina, e de 4,4 por 100 mil quando se considera apenas a população feminina.

Num estudo recente, eu e meu co-autor (Mario Jorge Cardoso de Mendonca) analisamos os principais determinantes da taxa de homicídios no Brasil. Para tanto, coletamos dados de 5.267 áreas mínimas comparáveis entre os anos de 2001 e 2009. Tal estratégia nos possibilita estimarmos um interessante modelo de dados de painel.

De maneira geral, nossos resultados sustentam o importante papel da polícia no combate ao crime: prender mais bandidos, e aumentar o número de policiais são estratégias importantes no combate a criminalidade. Isto é, ao contrário do sustentado por alguns especialistas, prender bandidos é fundamental para a redução da violência. Entre os principais resultados dessa pesquisa queremos destacar que:

1) Existe um forte impacto inercial da taxa de homicídios. Isto é, um aumento de 10% na taxa de homicídios do ano passado implica num aumento de 9% na taxa de homicídios desse ano.

2) Aumentar em 10% o número de presos reduz a taxa de homicídios do próximo ano em aproximadamente 0,5%. Devemos lembrar que, devido ao efeito inercial da taxa de homicídios, a redução da taxa de homicídios em 0,5% no próximo ano implica numa redução adicional de 0,45% na taxa de homicídios daqui há dois anos. Sendo assim, num horizonte de 5 anos, o efeito acumulado de um aumento de 10% na taxa de encarceramento é de uma redução na taxa de homicídios da ordem de 2%. Em 10 anos, o aumento inicial de 10% na taxa de encarceramento gera uma redução de 3,3% na taxa de homicídios.

3) Aumentar em 10% o efetivo policial (polícia militar + polícia civil) reduz a taxa de homicídios no próximo ano entre 0,8% e 3,4%. Novamente, devido ao efeito inercial da taxa de homicídios, isso implica que em 5 anos a taxa de homicídios será reduzida entre 3,3% e 13,9%. Para um horizonte temporal de 10 anos, o efeito original de um aumento de 10% no efetivo policial gera uma redução da taxa de homicídios entre 5,2% e 22,1%.

4) Diminuir a desigualdade de renda não é uma garantia de redução na taxa de homicídios;

5) Um aumento da população masculina jovem, dependendo do caso específico, pode implicar num aumento da taxa de homicídios; e

6) Não é claro que uma redução na taxa de desemprego implique uma redução da taxa de homicídios.

Utilizando as estimativas sobre os custos sociais dos homicídios, realizadas por Ywata et al (2008) e com o valor monetário corrigido pelo IPCA, temos que, a valores de setembro de 2012, os custos sociais dos homicídios eram de 17,73 bilhões de reais por ano. Em termos de anos de vida, os homicídios custam anualmente ao país o equivalente a 2,15 milhões de anos. Sendo assim:

1) Aumentar em 10% o número de presos (reduzindo assim a taxa de homicídios do ano seguinte em aproximadamente 0,5%), implica uma economia, para o próximo ano, de quase 90 milhões de reais (economia obtida ao se evitar que pessoas sejam assassinadas). Fazendo a mesma análise, mas agora levando em conta o número de anos de vida salvos, temos que um aumento de 10% no número de presos salva, no ano seguinte, o equivalente a 10.750 anos de vida. Num horizonte temporal de 10 anos isso implica uma economia anual de 585 milhões de reais, ou 70.950 anos de vida salvas por ano;

2) Aumentar em 10% o efetivo policial (reduzindo assim a taxa de homicídios do próximo ano entre 0,8% e 3,4%), implica uma economia anual, para o próximo ano, entre 141milhões e 602 milhões de reais (economia obtida ao se evitar que pessoas sejam assassinadas). Ou algo entre 17.200 e 73.100 anos de vida salvas por ano. Num horizonte temporal de 10 anos isso implicanuma economia anual entre 922 milhões e 3,9 bilhões de reais, ou algo entre 111.800 e 475.150 anos de vida salvas por ano; e

3) Como prender bandidos e aumentar a taxa de policiamento também reduz uma série de outros crimes, fica evidente que a economia obtida com estas duas políticas públicas vai muito além dos valores destacados nos itens A e B acima.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Existe uma relação entre inflação e desemprego para a economia Brasileira?

A relação entre inflação e desemprego, conhecido por Curva de Phillips, é conhecida de longa data em economia. Muitos a consideram uma das mais importantes relações entre variáveis macroeconômicas. Mas será mesmo que a Curva de Phillips serve para descrever a dinâmica inflacionária brasileira?

Segue a conclusão de um estudo meu com meus co-autores: Mario Jorge Cardoso de Mendonça e Luis Alberto Medrano:

"De maneira geral, nosso trabalho sugere a grande sensibilidade da curva de Phillips com relação às proxies utilizadas. Encontramos apenas um único resultado robusto às diversas mudanças: a expectativa futura de inflação e a inflação passada têm relevância na dinâmica do processo inflacionário. Contudo, o papel das expectativas parece aumentar no período mais recente a partir de 2002. Quando a amostra se estende com dados a partir de 1995, o efeito das expectativas é menor ou semelhante ao da inércia inflacionária. Além disso, para a maior parte das regressões estimadas, não foi possível rejeitar a hipótese derivada da forma estrutural da NKCP, de que a soma dos coeficientes da inflação passada e da expectativa de inflação seja igual a unidade.

Com relação ao desemprego seu impacto de curto prazo sobre a inflação depende do conjunto de proxies adotadas. Já no longo prazo, esse efeito se torna difícil de ser captado, dando a impressão de ser nulo ou pouco relevante na formação do processo inflacionário. (...)

Com os parágrafos acima em mente, tendemos a concluir que o processo inflacionário brasileiro não guarda relação próxima com a NKPC. Sendo de fundamental importância a utilização de outros modelos para tentar replicar a dinâmica inflacionária no Brasil. Isso é de especial importância, dado que a grande maioria dos “macromodelos” para a economia brasileira assumem formatos parecidos com o sugerido pela NKPC para descrever a inflação
".

sábado, 15 de dezembro de 2012

Um dia triste

Hoje uma tragédia tirou a vida de 20 crianças.

O Sachsida presta aqui uma singela homenagem a essas pobres vítimas.

Que Deus abençoe, de forças e serenidade para a família das vítimas nesse momento tão difícil.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ou o Brasil Despede Mantega, ou Mantega Despede o Brasil


Amigos, ou o Brasil demite seu Ministro da Fazenda ou o Ministro da Fazenda acaba com esse país.

Não satisfeito com o desastre que foi a política de redução de energia elétrica o Ministro quer agora fazer a mesma coisa com o gás. Depois dessa só tenho uma pergunta: em quanto as ações da Petrobras irão cair?

Amigos, isso é sério: a equipe econômica está pondo em risco toda a infraestrutura energética do país. Não é possível que o analfabetismo econômico tenha alcançado tamanha envergadura. Querem diminuir o preço da energia? Então dêem regras estáveis para o setor, estabeleçam parcerias com o setor privado. O caminho para a redução do custo da energia não passa pelo voluntarismo (ou imposição governamental). O caminho para a redução do custo da energia é o respeito aos contratos, e passa pelo estabelecimento de regras claras e estáveis.

Previsões para 2013


No final de 2010, ao contrário da euforia geral, essa blog alertava que 2011 não seria um bom ano (do ponto de vista de crescimento econômico e inflação). Ponto para o blog.

No final de 2011, ao contrário dos técnicos do governo, esse blog afirmava novamente que 2012 seria um ano com fraco desempenho macroeconômico. Ponto para o blog.

Seguindo a tradição, aqui vai meu prognóstico para 2013.

PIB: crescimento ao redor de 3%.
Inflação: acima de 6%.

Ou seja, em termos de crescimento econômico 2013 será melhor que 2011 e 2012. Isso porque a taxa de crescimento de longo prazo da economia brasileira esta entre 2 e 3% ao ano (com o PIB per capita crescendo entre 0,9 e 1,9% ao ano).

Sem reformas estruturais a economia brasileira continuará patinando.

Enquanto o governo insistir em impor medidas absurdas (tais como o recente pacote do setor elétrico), e continuar desrespeitando o mercado, o desempenho de longo prazo da economia brasileira continuará sendo medíocre.

Um alerta: antes da tempestade sempre temos tempo bom... 2013 e 2014 serão as últimas chances para evitarmos um desastre ainda maior. Em minha opinião o governo irá interpretar erradamente o crescimento do PIB em 2013. Irá pensar que suas políticas de estímulo à economia estão funcionando, e irá aprofundá-las ainda mais em 2014. Quando 2015 chegar será a hora de pagar a conta, e muitos interpretarão os ajustes que deverão ser feitos em 2015 não como uma consequência dos desastres dos anos passados, mas apenas como escolhas políticas equivocadas.

Se o governo insistir no curso atual da política econômica teremos, a partir de 2015, o mesmo problema que enfrentamos no final da década de 1970 e começo da década de 1980: inflação alta, crescimento baixo e desemprego alto. Este blog insiste em se REPETIR: estamos no caminho de reviver a década perdida, estamos cometendo os MESMOS ERROS que já foram cometidos na década de 1970 e que geraram 30 anos de baixo crescimento para a economia brasileira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pobres pagam a conta de uma inflação mais alta

Quando os preços começam a subir muito, e a inflação a sair de controle, essa conta inevitavelmente afeta de maneira mais severa o segmento mais pobre de uma sociedade. Os ricos sempre podem tentar indexar seus vencimentos, algo bem mais difícil aos pobres. Os bancos oferecem dezenas de alternativas aos mais ricos, alternativas essas que nem sempre estão abertas aos mais pobres. Resumindo, os custos associados da inflação recaem pesadamente sobre o segmento mais pobre da população.

O IPCA de novembro fechou em 0,60%, acumulando 5,01% no ano. A inflação oficial (e manipulada) de 2012 deve ficar próxima de 5,6%. Digo manipulada pois devemos nos atentar a dois fatores que, artificialmente, diminuíram a inflação de 2012: a mudança na metodologia do IPCA, e o uso de política tributária para combater a inflação. Se levássemos esses dois itens em consideração o IPCA de 2012 seria superior a 6%. Mesmo com desempenho tão medíocre o governo celebra o “sucesso” do combate a inflação.

Que tal darmos uma olhada em outros índices de inflação? O IPCA calcula a inflação para famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos. Realidade essa bem distante da esmagadora maioria da população brasileira. Vamos então verificar o que aconteceu com o INPC (que mede a inflação para famílias de renda entre 1 e 5 salários mínimos). O INPC acumula no ano uma alta de 5,42%. Se separarmos isso por região geográfica veremos que os pobres de Belem (7,2%), Salvador (6%), Recife (6%), e Rio de Janeiro (6,4%) já estão enfrentando perdas significativas em seu poder de compra. Exatamente por que o governo está comemorando o “sucesso” do combate a inflação?

Vamos olhar agora o que aconteceu com o custo da cesta básica. De acordo com o DIEESE, o custo médio da cesta básica aumentou em todas as 17 capitais pesquisadas. Até novembro de 2012, o custo médio da cesta básica havia aumentado em 19,6% em Natal, 18,7% em João Pessoa, 18,4% e em Fortaleza. Em São Paulo o custo da cesta básica aumentou 8,3% até novembro. Resumindo, o pobre está sofrendo com a alta de preços. Exatamente o que o Banco Central está fazendo para combater a inflação?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Café da Tarde: Discurso de Abertura

Numa frase emblemática em Notas do Porão, Dostoyevsky disse “Trato mal as pessoas, afinal preciso de alguma compensação por ser honesto”. Será que foi a isso que fomos reduzidos? Será que passamos a ser um povo que exige compensações por ser honesto?

Se isso for verdade, então na ausência de compensações fica justificada a desonestidade. Notaram como isso está cada vez mais presente em nosso dia-a-dia? Frases como “ele rouba, mas faz” ou então “todo mundo rouba”, passaram a ser usadas para abertamente justificar a desonestidade de alguns políticos. Foi isso que nossos pais nos ensinaram? Foi isso que aprendemos com nossos avós?

Não, meus amigos. Não existem meias verdades. Evidente que nem sempre é fácil diferenciar o certo do errado, o moral do imoral, mas todo mentiroso sabe perfeitamente diferenciar a verdade da mentira.

O Café da Tarde surgiu com um objetivo simples, a defesa de três idéias básicas: liberdade econômica, aborto apenas nas condições estabelecidas na Constituição, e contra a liberação das drogas. Acredito que não exista liberdade duradoroura se esta estiver desvinculada de vínculos morais. Foram os vínculos morais presentes no ocidente que possibilitaram o surgimento de nossa civilização. Abolir tais vínculos morais equivale a condenar nossa sociedade e, em última instância, implica na abolição de nossa liberdade.

A liberdade não é um presente que é recebido de nossos pais. Ela nunca dura mais do que uma geração. Sua defesa implica numa batalha constante por sua preservação. Aqueles que lutam sem motivo caem por qualquer motivo. O Café da Tarde tem uma agenda moral e filosófica que defende a liberdade como valor máximo. Mas, não nos enganemos, não é possível defender a liberdade sem defender os valores morais que a criaram.

Será que quando Honório vislumbrou o exército visigodo em 410 d.c. ele se deu conta de que todo o Império Romano estava para ruir? Será que somos capazes de compreender que a batalha por nossos valores é também a batalha pela sobrevivência de nosso modo de vida? Será que somos capazes de compreender tudo o que está em jogo nessa luta? Eu não sei a resposta, mas sei que se chegamos até aqui é porque podemos prevalecer na batalha. Quer saber o que irá ocorrer? Então vire a página. Essa é apenas mais uma batalha na história da humanidade. A batalha dos que almejam uma sociedade livre contra os inimigos da sociedade aberta. Façamos então com que nossos filhos e netos encontrem orgulho e inspiração em nossas ações. Muito obrigado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Café da Tarde: Tudo Pronto para Nosso Encontro!!!

Caros amigos,

Amanhã ocorre o primeiro encontro do nosso grupo: Café da Tarde.


Local: Livraria Cultura do Casa Park – Brasília
Data: 05/12/2012 (quarta-feira)
Horário: 19:30 horas

ENTRADA GRATUITA (não é necessário qualquer tipo de confirmação, basta aparecer)

Convidem seus amigos, divulguem a notícia em suas redes sociais. Vamos mostrar a força de nossas idéias.



Mais detalhes sobre o Café da Tarde podem ser encontrados aqui.

A programação do encontro está aqui.








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