sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Favor das Cotas para Negros, Mulheres, Indígenas e Homoafetivos nos Conselhos das Empresas de Sociedade Anônima


No momento temos visto o enorme esforço do governo, e de grupos esclarecidos da sociedade, em promover corretamente políticas de ação afirmativa inclusivas. A verdade histórica é autoevidente. Somente retrógrados e conservadores precisam de mais provas das inúmeras formas de discriminação sofridas pelos negros, pelas mulheres, pelos indígenas e pelos homoafetivos.

Infelizmente, séculos de injustiças históricas não desaparecem facilmente. Logo, seria ingenuidade esperar por resultados palpáveis em menos de 40 ou 50 anos. Tempo este inaceitável para quem já sofreu por séculos. Sendo assim, urge que incrementemos ainda mais as políticas de ação afirmativa. Evidente que o governo vai na direção correta quando, além das universidades, inclui cotas também para a entrada no serviço público. Mas isso por si só não basta.

Duas outras medidas de ação afirmativa inclusivas devem ser implementadas. A primeira refere-se a um problema que os economistas chamam de “glass ceiling” (teto de vidro). Isto é, as cotas para minorias permitiriam o acesso dessas ao serviço público, mas não garantiria seu acesso a posições de chefia. O que é fundamental para garantir a verdadeira inclusão. Não adianta o negro (ou a mulher, ou o indígena, ou o homoafetivo) entrarem no serviço público para perpetuarem o estereótipo do homem branco manda e a minoria obedece. Para combater esse problema precisamos de cotas para posições de chefia e funções gratificadas no serviço público. Sendo assim, minha proposta é que 75% dos cargos de chefia, e funções gratificadas, no setor público sejam preenchidas obrigatoriamente por negros, mulheres, indígenas e homoafetivos (seguindo suas respectivas proporções na população, mas assegurando que tal participação não seja inferior a 10% por grupo). Lembro também que o setor público inclui não somente os governos federal, estadual e municipal, mas também as estatais e as empresas em que o Estado é o principal acionista. Fica evidente que esta proposta é modesta, pois ainda permite que 25% dos cargos de chefia sejam alocados a homens brancos heterossexuais (valor acima de sua participação relativa na população).

A segunda medida que proponho tenta sanar um problema que permanece intocado. Até o momento estamos propondo cotas que afetam fundamentalmente o valor trabalho. Está no momento de atacarmos o capital. Isto é, precisamos de grupos de minorias no comando do capital. Nesse sentido, proponho uma cota de 75% de vagas para negros, mulheres, indígenas e homoafetivos nos conselhos superiores das empresas de Sociedade Anônima (SA). Quantos indígenas estão no conselho fiscal da Vale do Rio Doce? Qual a participação dos homoafetivos no conselho da Petrobras? São sinais claros de uma terrível forma de discriminação. Excluir sistematicamente as minorias das decisões de alocação de capital das grandes empresas de Sociedade Anônima é uma forma cruel de exclusão social. Precisamos urgentemente de cotas para os conselhos superiores das empresas de Sociedade Anônima. Ir contra essa proposta, é o mesmo que condenar milhões de seres humanos à marginalidade econômica e social.

23 comentários:

Anônimo disse...

Devolva o blog do Adolfo já! rsrsrs o.O

Ginno

Anônimo disse...

Cuidado Adolfo... Vai ter gente acreditando nisso.

nilo disse...

Ei, vc esqueceu das cotas para gordinhos. Sinto-me excluídi!!!

Marcelo disse...

Por favor, me diz que o texto é irônica, que é uma piada.

Tiago Garcia disse...

Adolfo,

Concordo plenamente com você! E digo mais! Temos que lembrar também dos com peso avantajado, dos desprovidos de altura e dos desfavorecidos de beleza. A sociedade não pode mais fechar os olhos para tanto preconceito com essas minorias. Temos que exigir políticas públicas! Temos que exigir mais cotas!

Anônimo disse...

Precisamos também de cotas para os indivíduos com desvantagem capilar. Como se já não bastassem as humilhações por eles sofridas, como os inúmeros apelidos tais como "aeroporto de mosquito", "pouca telha" (ou eternitless em inglês), etc., eles também são alijados dos processos decisórios das grandes empresas.

Rogê, o cabeludo.

Anônimo disse...

Temos que lembrar também dos bonitos, temos muita mulher branca bonita, assim como homens brancos bonitos que estão fora destes cargos. Então, cotas para estes grupos também!


Edvaldo Frazão

Anônimo disse...

Meus caros,
Acho que esta proposta pode (e deve) ser aprimorada. Não somente as decisões relativas ao capital, mas este próprio pode ser democratizado. Proponho o estabelecimento de cotas PARA OS ACIONISTAS DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO. Assim, 75% do capital destas deve necessariamente pertencer às minorias citadas seguindo as regras já definidas!!!
U-HÚ! O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!!!!
PS: Sei qe o post foi irônico, mas não custa sonhar co uma amanhã mais justo. Seus dias frios jamais deterão o avançar da primavera!!!!

Anônimo disse...

Sachsida bebeu demais!

Anônimo disse...

Poderia, ainda, instituir cotas para governo.

Tirando isso, a proposta é perfeita.

Aliás, cotas para governo, não. Melhor para "governança" ou "governabilidade".

Anônimo disse...

e pra quem tem orelha grande? ja viram o tanto de apelido maldoso? orelha de abano, de elefante, é um saco, quero uma cadeirinha na vale tbm...

não se esqueçam dos mulçumanos, budistas e judeus, são absoluta minoria em nosso país. coitadinhos.

agora o que mais fico preocupado é que ainda vai aparecer um ze mané aqui dizendo: "muito bom, concordo, parabéns pela reivindicação e pela luta de classes" kkkkk

Paulo Santos disse...

Vai dando idéia, vai...

Anônimo disse...


Sugiro tambem cotas na direção das Empresas, para os decrépitos e imbecis , tambem socialmente excluidos...
E para ser justo com os fora da média, cotas para os de pinto pequeno e tambem para os de pinto grande....
É a justiça....kkkkkk

Anônimo disse...

Brincadeira...ironia...unânime nos comentários. Concordo! Lutemos por educação básica forte, que teremos homens e mulheres, indenpendentemente de raça, credo, cor, aptos a assumir qualquer posição em nossa sociedade. Vai demorar, mas chega-se lá se começarmos já!

Anônimo disse...

Cadê as cotas para corinthianos???

E como ficam as mulheres índias lésbicas que não terminaram o primário, elas entram em qual cota?

Anônimo disse...

Meus caros,
Comentando: "...Cadê as cotas para corinthianos???..."
Esta não precisa. As cotas para os presidiários (e ex-presidiários) já contemplam estes.
Agora, vou fazer uma reinvindicação em proveito próprio. Cotas para os bastante avantajados. Sinto na pele o que é ser chamado de "pé-de-mesa", "três-pés", "DNA jumentício da cintura para baixo". Alguém pode achar engraçado, mas é muito constrangedor ficar ouvindo as cantadas chulas (das mulheres, por óbvio) que ouvimos quando passamos em frente a salões de beleza ou a lojas de produtos femininos.
Saudações

Anônimo disse...

Boa Adolfo. Fazendo piada sobre direitos de minorias. Isso mostra mais uma vez o seu caráter.

Anônimo disse...

Concordo com o Anônimo de cima, esse post foi de uma falta de caráter e infelicidade enormes, além de totalmente desnecessário, não concordo com o sistema de cotas, mas já que ele tem, o que eu acho é que ele podia ser ao menos temporário, mas mesmo assim sou contra, é sacanear com quem não entra no regime e não tem nada a ver com isso. Mas não precisava de um post assim adolfo, use argumentos sólidos e úteis, esse post só faz dar impressão da falta de argumentos, ainda mais de aum assunto tão sério quanto esse.

Paulo Barreto disse...


Há longa data acompanho o blog e seus posicionamentos, Adolfo, sobre os mais diversos assuntos. Em geral, há fundamentação lógica e simples para embasar qualquer comentário que seja. Mas, este post é desnecessário. Absolutamente, desnecessário.
Ainda tento te entender. Como você já disse, o blog é seu e publica o que lhe vier. Mas, continua desnecessário.

Anônimo disse...

bla bla bla, liberais, bla bla bla... Tem que estudar mais, só nós comunistas podemos brincar com os imperialistas, bla bla bla...

Anônimo disse...

E que tal 100% de cotas para COMPETENTES?

Anônimo disse...

Diminuir a cota para Políticos incompetentes também é necessário!! essa cota de quase 100% não dá, vamos diminuir isso aê!!

Dawran Numida disse...

Olha, um pouco de bom humor nunca faz mal. É que de uns anos para cá tudo que refira-se a "minorias", "cor", "raça" etc. passou a ser tabu. Coisa apenas para iniciados, preocupados com a "fome na África", "fome dos pobres", "povos da floresta" e outros temas colocados numa "agenda".
Por isso alguns comentaristas devem ter-se sentido pouco confortáveis.
Porém, além de ser um simples brincadeira, o post é um crítica politicamente incorreta à agenda politicamente correta e não cumprida.
O sério disso tudo, mesmo, seria investir em Educação, sem cotas, sem categorizações de cor, raças, minorias, gênero, sexo etc.
Universidades e serviços público têm de ser avaliados por méritos. Ponto.
Qualquer investimento, sério, em Educação, é de crer-se, começa a dar seus resultados em tempo entre 20 a 50 anos do momento inicial.
Desnecessário dizer que estamos já fora dos primeiros 20 anos e muito longe dos 50. E isso se hoje fosse o "dead line" para início dos investimentos.
Sob esta maneira de ver e ler o post, ele é criativo e altamente esclarecedor de um momento extremamente sério da vida nacional.

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