sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Bolsa Família diminui desmatamento na Amazônia


Depois da incrível descoberta de que dar dinheiro para pobres deixa os mesmos menos pobres, outro pesquisa aponta para mais um resultado positivo do bolsa família: este benefício é diretamente responsável por uma queda de 75% no desmatamento potencial da Amazônia.

Desmatamento potencial é aquele que ocorreria sem o bolsa família. Para calcular o desmatamento potencial uma extensa pesquisa foi feita. A metodologia é simples: pergunta-se a uma família que recebe o benefício se ela esta mais ou menos disposta a desmatar. Com base nesse questionário diversos cenários são analisados e, conjuntamente, um modelo de equilíbrio geral dinâmico é computado. Os resultados são claros: com 99% de probabilidade o bolsa família reduziu o desmatamento na Amazônia em 75%.

Este é mais um estudo que comprova que o bolsa família é o remédio para todos os problemas brasileiros. Até o momento já foram encontradas evidências de que o bolsa família reduz a evasão escolar, aumenta a vacinação infantil, diminui a criminalidade, reduz a pobreza, e não diminui a oferta de trabalho. Também já foi dito que cada real investido no Bolsa Família geram adicionais 8 reais para a sociedade. Ora, dado que a carga tributária brasileira está acima de 35% do PIB, isso implica que quando o governo investe 1 real no bolsa família, isso se traduz num aumento da arrecadação tributária da ordem de 2,80 reais!!! Sendo assim, o bolsa família é também a solução para o problema fiscal brasileiro. Somam-se a todos esses efeitos que o Bolsa Família também reduz o desmatamento na Amazônia.

Novos estudos, ainda em andamento, tendem a comprovar que o Bolsa Família também preserva o meio ambiente. Afinal, uma família alimentada não precisa nem desmatar e nem caçar espécies com risco de extinção. De maneira semelhante, provavelmente a emissão de gás carbono também deve se reduzir com o bolsa família (pois agora os pequenos agricultores não precisam mais recorrer as queimadas).

Enfim, o Bolsa Família é um programa cheio de externalidades positivas e que custa muito pouco à sociedade (algo em torno de 0,5% do PIB). Claro que podemos fazer algumas perguntas simples: e se o governo parar de pagar o bolsa família? Todos esses benefícios desaparecem? Até quando essas famílias precisarão ser sustentadas? Será que não estamos substituindo a caridade voluntária privada por uma “caridade” estatal compulsória? Não é moralmente incorreto basear um modo de vida em receber ajuda do governo? Será que novos políticos populistas não irão, cada vez mais, aumentar o custo desse programa? A longo prazo, o que esse tipo de programa faz com a moral das crianças que crescem vendo seus pais sem trabalhar e sendo sustentados por outros? Será que isso não cria uma sensação de que é responsabilidade dos outros cuidar de problemas que são seus? Não é curioso que ninguém nunca tenha encontrado nenhum efeito negativo desse programa? Não estava na hora de colocar um tempo limite para esse programa? Tipo, que tal limitar esse benefício a no máximo 3 anos por família? São algumas perguntas que certamente só os derrotistas se fazem.

Também observo, com muito otimismo, o fato de alguns governos estaduais criarem programas adicionais para aumentar ainda mais os benefícios do Bolsa Família. Espero que, em breve, os prefeitos também sigam essa bela iniciativa.

18 comentários:

Anônimo disse...

Discordo de que essas são perguntas que só os derrotistas se fazem. Não é questão de negar os benefícios do bolsa-família, é uma questão de saber que há sim custos e que eles podem não ser tão grandes quanto os benefícios, mas nem por isso eles se tornam desprezíveis.

Quanto ao bolsa-família ser o remédio para todos os problemas brasileiros, eu acho que ele pode vir a causar uma diminuição na poupança, o que, novamente, não significa que os custos excedam os benefícios.

Anônimo disse...

Sachsida, antes de mais nada, lhe parabenizar pelo trabalho que presta aos brasileiros que se interessam pela economia do pais !

No 35º Podcast Mises Brasil, você disse acreditar na bolha e que o subprime brasileiro está ligado à incapacidade de pgto de quem é beneficiado, que, como nós sabemos, recebe subsídio do governo, dinheiro meu e seu. Ratifico o que pensa, mas lhe escrevo para endossar que acredito também que o subprime no Brasil foi criado com os imóveis vendidos na planta, prédios vendidos minutos, para pessoas sem capacidade de honrar o investimento, pessoas que nunca trabalharam compraram. O resultado vem agora, com as entregas dos imóveis, muitos estão repassando ou devolvendo às construtoras, que em seus balanços lançam prejuízos enormes. Ou seja, geraram false demanda, que gerou falso preço, para cima, é claro. É tão notório a bolha que se você simular no site da caixa o financiamento de 300k, verá que poucos podem (renda de 11k em 35 anos). E quem tem essa renda vai querer Ap de 300k ?
Eu acredito na bolha e penso que os rpeços tem que baixar no mínimo 50%. Um abraço !A

LP disse...

Adolfo,

Gostei do texto, também aprovo o Bolsa Família, mas quando vc fala que "São algumas perguntas que certamente só os derrotistas se fazem" me senti incomodado com essa frase.

Nenhuma das que vc colocou no 5º parágrafo do texto fazem sentido?

Abs

Wanderley Filho disse...

O negócio é tão maravilhosos, que penso que deveria ser ampliado para outras camadas sociais. Se empresários recebessem um pró-labore família, não embutiriam a taxa de lucro em seus produtos, e os preços baixariam e o capitalismo não precisaria mais ser selvagem.

Paulo disse...

Tudo indica que no futuro todos receberão um polpudo Bolsa-família, não precisarão trabalhar e viverão em harmonia com a natureza.

Anônimo disse...

Uma possibilidade seria limitar a transferência a um período e depois transformá-la em microcrédito?

Dawran Numida disse...

Vai ser difícil desaparecer esse programa, pela profundidade que atingiu na população e pelo custo. Por exemplo, o SM gera custos, básicos de PIB x Inflação. O BF não gera custos em tal montante. Poder-se-ia pensar nas externalidades positivas geradas pelo fim do BF. Porém, é de crer-se, que os obstáculos políticos sejam de difícil superação para tal supressão.
Apesar de poder ser visto a evasão escolar, o analfabetismo de alunos formados no primeiro e segundo graus, analfabetismo funcional detectados até em alunos de cursos superiores etc. isso tudo, porém, pode não ter apelo para justificar a exclusão do BF.
E isso pode deixar o País paralisado em termos de reformas necessárias.

Anônimo disse...

É dificil argumentar com uma pessoa que parece nao ter NENHUMA noção da realidade brasileira.
Mas a sua estupidez chegou ao auge quando vc coloca que: "A longo prazo, o que esse tipo de programa faz com a moral das crianças que crescem vendo seus pais sem trabalhar e sendo sustentados por outros?"
Será que vc acha que a moral das crianças deve ser muito melhor vendo pais e irmãos morrendo de fome? Em que mundo vc vive?

Anônimo disse...

http://br.financas.yahoo.com/fotos/amea%C3%A7as-de-jobs-a-concorrentes-coloca-apple-no-centro-de-investiga%C3%A7%C3%A3o-slideshow/

Olha como é fácil destruir uma teoria economia, esse mundo capitalista de livre mercado nos estados unidos é cheio de pilatrangem e picaretagem também, isso serve para os que defendem o capitalismo a olhos cegos e nunca apontam seus defeitos e críticas para uma mudança.

Edinailton Silva Rodrigues disse...

Políticas de alívio à pobreza são justificadas para evitar as ineficiências de mercado que podem ocorrer com a pobreza, como perda de força de trabalho futura devido à fome, desnutrição e queda da produtividade do trabalho de adultos e de rendimento escolar das crianças por causa da desnutrição. Nesse sentido, sou a favor da existência de políticas de alívio à pobreza.

No entanto, há o problema da armadilha da pobreza, ou seja, o desestímulo ao trabalho por medo de perder o benefício. A teoria econômica espera efeitos de desincentivo ao trabalho de políticas de transferência de renda, sobretudo daquelas que focalizam os pobres.

Desse modo, a punição do aumento de renda do trabalho com a perda de benefícios impede o aumento da renda líquida por meio do trabalho (armadilha da pobreza).

Dawran Numida disse...

Anônimo-25 de janeiro de 2013 16:16.

Soluções são propostas sim. Só que são recebidas como se tivessem sido realizadas algum herege golpista. Assim, o que seriam propostas acabam sendo entendidas como críticas ao "capitalismo brasileiro".

E sim, há "modelos" diferentes do "capitalismo". Seria o próprio capitalismo que é praticado em países como no Brasil, ou na Argentina. Que pode ser chamado de "financialismo", pois, o financismo internacional está de olhos bem abertos aos três anos consecutivos de inflação crescendo acima da evolução do PIB, por exemplo.

Porém, as autoridades sempre dizem que "a economia do Brasil é estável". Antigamente, esse panorama era chamado de "estagflação".
Deve ser, por exemplo, por isso que, hoje, por ser capitalista, o Brasil perdeu a bola para o México.

Já o grau "investment grade", foi dado ao Brasil, à época, por ser lucrativo ao capital estrangeiro aplicar em um País com enorme mercado, muita demanda insatisfeita, exportador de "commodities básicas", importador líquido de produtos de alta tecnologia, bens de capital, com taxa de juros maiores do mundo etc.

E não por ser uma potência emergente, líder do multilateralismo, do multiculturalismo etc.
Sem esquecer que é a economia que menos cresceu no acrônimo Brics.

Devem haver mais coisas, como a atual falta de energia, a indústria estagnada, a Educação péssima, a Saúde ruim, a Infraestrutura sem investimentos necessários etc.
Porém, as autoridades sempre dizem que "o planejamento e a gestão voltaram a ser realizadas no Brasil".

Deve ser só por isso que não são apontadas mudanças ou são feitas algumas críticas.

Dawran Numida disse...

O interessante é chamar o BF de "distribuição de renda".

Nas anotações do caderno da Faculdade, poderia ler-se: "...segundo a economia clássica, [renda] é a remuneração dos fatores de produção: salários (remuneração do fator trabalho), aluguéis (remuneração do fator terra), juros e lucros (remuneração do capital). (...)
Em qual desses estaria incluído o BF?

Além do que, onde estão as contrapartes do BF e sua evolução desde sua criação? Ou seja as obrigações que o beneficiário da ajuda deveria cumprir para poder continuar no sistema?

E principalmente, qual abre mais, a porta de entrada ou a porta de saída do/ao programa?

Dezio Ricardo Legno disse...

O novo prefeito coxinha de São Paulo afirmou que vai cadastrar 250.000 famílias para o Bolsa Família,
Desse modo o PT não perderá mais nenhuma eleição na capital.

Gostaria de lembrar que O Robin Hood pegava dinheiro dos ricos para dar aos pobres.
Até acabar com os ricos, é claro.
Com o BF será assim também.
Décio

Reginaldo Lyman disse...

As pessoas pesquisadas mesmo que desmatem e tenham intenção de desmatar, por ignorancia respondem que não desmatarão , suspeitando que o governo poderá usar a informação prestada para tirar o bolsa- esmola delas.

Anônimo disse...

Estou gostando o modo irônico de escrever adotado nos últimos post rsrsrs

Ginno

Maick Costa disse...

Olha o viés da pesquisa...

Anônimo disse...

Sachsida estas sendo muito sutil, e acabas descobrindo que alguns leitores nao sao teus leitores!!!! ou pelo menos nao deveriam.

Alessandro V. M. Oliveira disse...

Fiquei bastante interessado pelo estudo, você poderia enviar ou disponibilizar?

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