domingo, 17 de março de 2013

O Momento das Reformas é agora!!! Não podemos perder a oportunidade

Ao contrário do que analistas dizem, o momento internacional é EXCELENTE para o Brasil. Existem dois fatos internacionais que realmente importam para a economia brasileira: taxa de juros e preços das commodities. A taxa de juros internacional está num patamar mínimo histórico, sendo que a taxa de juros real (descontada a inflação) chega a ser negativa em alguns casos. Já os preços das commodities, apesar de não estarem mais numa trajetória ascendente, ainda estão em patamares elevados.

O preço elevado das commodities torna os termos de troca mais favoráveis ao Brasil, isto é, nos deixa mais ricos. Muito do crescimento da economia brasileira nos anos passados se deve, em boa parte, a esse fator. A baixa taxa de crescimento do PIB nos últimos dois anos coincide com a estagnação, ainda que em patamares elevados, desses preços internacionais.

A taxa de juros internacional nos patamares atuais permite que nos financiemos a um custo relativamente baixo. Ou seja, caso precisemos de empréstimos para operacionalizar as reformas na economia, tais empréstimos podem ser conseguidos a um baixo custo.

Mas as taxas de juros internacionais não ficarão indefinidamente em patamares baixos, nem o preço das commodities irá nos favorecer para sempre. O momento atual é perfeito para realizarmos as grandes reformas que o Brasil precisa. Essas reformas impõe custos elevados de curto prazo, e seus benefícios se materializam somente no longo prazo. Sendo assim, devemos aproveitar a conjuntura internacional favorável para operacionalizar essas reformas. Com o preço elevado das commodities, e as baixas taxas de juros internacionais, a transição da economia brasileira poderia ser feito a um baixo custo econômico e social.

Reformas econômicas implicam em custos de curto prazo, e benefícios de longo prazo. O momento internacional permite ao Brasil realizar essa transição a um baixo custo. Infelizmente temos usado o boom das commodities, e as baixas taxas de juros, para estimular o consumo presente. Em vez disso, deveríamos estar usando esse momento para acumularmos a poupança que tornaria mais suave a transição entre reformas.

Cedo ou tarde teremos que fazer as reformas econômicas. Esperar então nos impõe dois custos. Em primeiro lugar a demora aumenta o custo das reformas. Em segundo lugar, a espera retira a vantagem estratégica de poder fazer a reforma quando a conjuntura internacional nos favorece. Pior será termos que fazer os ajustes na economia quando os juros internacionais subirem, e o preço das commodities cair.

Um comentário:

Anônimo disse...

Agora é a hora para o Brasil investir em um Sistema Nacional de Inovação maduro! O SNI vai promover o desenvolvimento!

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