segunda-feira, 8 de abril de 2013

Uma Homenagem a Lady Thatcher


"Não existe essa coisa de sociedade. Existem homens e mulheres individuais, e existem famílias" (Margaret Thatcher).

Margareth Thatcher foi primeira-ministra britânica entre 1979 e 1990. Você pode saber mais sobre Lady Tatcher aqui ou aqui. Aqui segue uma biografia.

Pela sua luta, pela sua coragem, por sua perseverança e pela defesa de seus valores eu digo de peito aberto: sou fã de Lady Thatcher. Sou admirador de uma mulher que lutou contra a opressão. Lutou contra os inimigos da sociedade aberta. E, acima de tudo, nunca bancou a vítima para a sociedade. Foi líder do partido conservador, foi primeira-ministra, e nunca precisou recorrer ao vitimismo ativo que caracteriza tantas feministas. Não desfilou com seus seios a mostra para protestar, em vez disso, foi lá e fez. De quebra ainda arrematou “Ser poderoso é como ser uma dama. Se você tem de dizer às pessoas que você é, você não é.”

Uma curiosidade, o livro de cabeceira de Thatcher era “O Caminho da Servidão” (Hayek). Isso mostra que ler e se preparar são fundamentais para quem almeja o poder. Para finalizar deixo claro uma coisa: Dilma Roussef não é a Thatcher brasileira. A Thatcher brasileira, se é que existe uma, é a senadora Katia Abreu.

Até o momento em que escrevo o governo brasileiro, ao contrário do mundi civilizado, ainda não emitiu declaração sobre a morte de Thatcher.... o Sachsida agradece essa mulher admirável por sua luta em prol da sociedade aberta, muito obrigado Lady Thatcher!

"Não há uma semana, um dia, uma hora, que a tirania não possa entrar nesse país se as pessoas perderem sua suprema confiança em si mesmas, e perderem seu espírito desafiante. A tirania sempre pode entrar - não há charme ou barreira contra isso" (Margaret Thatcher).

4 comentários:

Flavia disse...

Aos brasileiros que consideram ser justo "privatizar" o funeral de Margaret Thatcher (vide http://epetitions.direct.gov.uk/petitions/18914), faço algumas considerações.

"Justo", só se for para quem leu o tosco livro "A privataria tucana" e, desde então, se considera doutor em história e economia. As privatizações inglesas nada tiveram a ver com aquelas que aconteceram no Brasil (somente foram muito mal copiadas).

Não nos esqueçamos de que Margaret Thatcher assumiu um país quebrado, afundado em dívidas, desemprego e, sobretudo, assolado por greves lideradas por meia dúzia de sindicalistas oportunistas (exatamente como ocorre na CUT e afins, aqui no Brasil), que manobravam descaradamente a massa de trabalhadores.

Margaret nunca foi totalmente contra os sindicatos, ela simplesmente não admitia que estes determinassem a política econômica de um país. Nesse aspecto, ela fez exatamente o que nenhum PETISTA INGLÊS (sim, porque lá a oposição também recebe o nome de Partido dos Trabalhadores) teve coragem de fazer - DESAFIAR A HEGEMONIA DOS SINDICATOS - e puxar de volta para o governo a condução da economia do país.

(continua)

Flavia disse...

(continuação)

(Isso você descobre lendo a respeito, logo, não adianta assistir ao filme "Dama de Ferro", assim como não adianta assistir ao Código da Vinci e achar que desvendou todos os mistérios da Igreja Católica).

Infelizmente, a massa inglesa, como ocorre até hoje com a brasileira, era manipulável, e enxergava em Thatcher um vilã, uma "bruxa" que ousou cortar o leite da merenda das crianças, e fechar as minas INEFICIENTES de carvão. Na verdade, muitos esquecem que foi ela quem determinou incisivos cortes nos gastos públicos do país (lembrando que o corte em gastos militares abriu a "brecha" para que os argentinos invadissem as ilhas Falkland, mais tarde).

No início de seu governo, havia recorde de desemprego e inflação? Sim.

Mas, com o decorrer do tempo, o que aconteceu? Crescimento SUSTENTÁVEL a longo prazo, com investimentos pesados em educação e eficiência industrial.

Esse trade-off já foi muito bem explicado pela Curva de Phillips. Em suma, altos níveis de emprego, sem contrapartida em aumento de produção, geram inflação. Há como afirmar que trabalhadores em greve, solicitando índices absurdos de reposição salarial, sejam produtivos? Acho que não.

Vide atual caso do Brasil. Vivemos o chamado "nível de pleno emprego" e, nem assim, conseguimos ultrapassar esse "pibinho" ridículo na casa dos 2%, ao passo que a inflação está para estourar o teto da meta de 6,5%. Sabe qual o nome disso? Estagflação. Sabe quando o bicho vai pegar? Em breve.

(continua - 2)

Flavia disse...

(continuação 2)

Ocorre que Dilma é populista e assistencialista; Thatcher não era.

Por fim, lembremos que, uma vez afastada a ingerência sindicalista e socialista da política econômica em Downing Street, o Reino Unido voltou a crescer e a ser um excelente local para negócios, com ênfase no empreendedorismo de seu povo. O que havia de diferente, então? Segurança jurídica, estabilidade, política fiscal e monetária sólidas.

O que temos no Brasil hoje? Desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, descontrole da inflação, políticas fiscal e monetária irresponsáveis, bolha imobiliária, aumento dos gastos públicos, assistencialismo, incapacidade de atrair e manter investimentos de longo prazo, insegurança no câmbio, insegurança nos contratos, protecionismo às indústrias ineficientes, gargalos logísticos e de infraestrutura, educação precária, déficits em conta corrente, uma balança comercial em frangalhos, desonerações escolhidas a dedo para setores "estratégicos", maquiagem de contas, rebaixamento de rating internacional do BNDES e da Caixa Econômica Federal, além do primarismo econômico advindo da “seleta” equipe econômico do governo Dilma.

E por aí vai.

Lady Thatcher dizia: a obrigação de um Estado é fornecer educação de qualidade a seus cidadãos, e não prover-lhes necessidades básicas pelo resto de suas vidas. Em suma, deve-se ensiná-los a pescar, e não pagar eternamente pelo seu peixe (bolsa família? brasil carinhoso? auxílio presídio? bolsa novela? bolsa aluguel? cotas?)

Alguém duvida de que a Inglaterra esteja numa situação mais confortável do que seus países vizinhos, como Espanha, França, Itália, Grécia? Isso faz parte SIM do legado de Thatcher. Foi ela uma das poucas vozes corajosas a anunciar publicamente sua opinião de que países com histórias e costumes diferentes jamais poderiam ser forçados a viver uma união fiscal e monetária sem consequências desastrosas, em estágios tão prematuros. Tanto é que o Reino Unido manteve sua moeda local, não é? Bobinhos eles, não?

E a União Européia, vai bem? A prova está aí para qualquer um ver.

Então, antes de falarmos nas privatizações inglesas e "demonizar" Margaret Thatcher, imbuídos nesse pseudonacionalismo esquerdista, saibamos diferenciar tais privatizações do 'cabide de empregos' criados, com o mesmo nome, no Brasil.

Dilma Rousseff não é Margaret Thatcher. Dilma Rousseff é NADA.

Thatcher será enterrada, merecidamente, com honras militares. Não gostou? Vá para Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, aprenda a dividir seu papel higiênico com outras trintas pessoas, e, enquanto estiver lá, dê um beijinho na bochecha do Chávez embalsamado e ajude a trocar o tubo do Fidel.

Rafael Vilela disse...

Uma merecida homenagem que vc faz a Thatcher. Agora vc quase estrago essa homenagem comparando-a Katia Abreu, que abandono um partido de direita para poder se aproximar do governo petista e das benesses que isso traz, Thatcher nunca faria coisa do tipo

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