quarta-feira, 19 de junho de 2013

Manifestação pela Desestatização do Transporte Coletivo - Brasília; Texto escrito por Daniel Tisi


No momento em que o Brasil se manifesta de uma maneira que há tempos não se via, comentaristas, jornalistas, blogueiros, políticos e mesmo os manifestantes demonstram uma grande dificuldade em transformar essas movimentações em pautas concretas e politicamente factíveis.

Até o momento, as reivindicações aparentam ser muito difusas. Alguns pedem por mais segurança. Outros por uma educação de qualidade. Mas, ao que parece, a demanda que possui maior eco é a da redução dos preços das tarifas de transporte coletivo por todo o país.

Apesar de expressarem o anseio por um transporte coletivo barato - alguns chegam a demandar até a sua gratuidade -, muitas pessoas que têm ido às ruas apresentam sugestões um tanto quanto irrealistas e impossíveis de serem conquistadas sem que a sociedade seja penalizada com mais impostos.

O Movimento Brasil Livre é apartidário e sugere uma alternativa para se atingir o nobre fim de redução dos custos da passagem de transporte coletivo para estudantes, trabalhadores e usuários comuns: um choque de livre mercado.

A desestatização do setor, com o fim do cartel garantido pelo estado e do qual se beneficiam poucos empresários é o arranjo que deve ser efetivamente combatido por todos os manifestantes. Esse imoral arranjo é uma troca promíscua entre o aparato de violência estatal e empresários "amigos do rei", os quais se submetem às regulações de burocratas tendo em contrapartida a garantia de que somente eles operarão o sistema, evitando, com isso, o fenômeno da concorrência.

Somente a concorrência, ampla e irrestrita pode trazer os preços dos transportes coletivos para baixo e, ao mesmo tempo, levar aos usuários a oferta de um serviço de mais qualidade.

Está na hora de os brasileiros enquadrarem o imoral e perverso fenômeno da criminalização dos empreendedores, os quais, para ofertarem seus serviços de forma livre e espontânea a usuários que também espontaneamente queiram contratá-los, devem passar por um maçante corredor polonês de exigências burocráticas, elevada carga tributária e imposições regulatórias esquizofrênicas que sufocam os novos entrantes, tornando rentável apenas os negócios daqueles que "conhecem os caminhos".

Assim, o Movimento Brasil Livre possui a seguinte pauta:

Legalizar Vans e Microônibus
Desvincular os preços de taxi-lotação e ônibus
Reduzir os Impostos que Incidem sobre o transporte público
Ampliar o número de licença de taxis
Testar novos modelos para o financiamento do transporte coletivo.


Nosso evento ocorrerá nas principais Capitais do país e possui a mesma indignação dos principais movimentos que também estão se manifestando. Contudo, temos um diagnóstico diferente: Menos estado e Mais Liberdade! Sem concorrência não há competência! Livre mercado para o sistema de transporte coletivo já!

Em Brasília, o Movimento Brasil Livre se reunirá em frente ao Museu Nacional, nesta quinta-feira, 20, a partir das 17 horas. Mais informações podem ser obtidas neste link: https://www.facebook.com/events/527324857323137/
Assinado Daniel Tisi Stivelberg
Movimento Brasil Livre

5 comentários:

Tullio Bertini disse...

Excelente!!!estarei lá!

Unknown disse...

E o metrô chegar a todas as satélites considero também como uma medida importante.

Rodrigo Otávio Moraes disse...

Pq ter licença de taxi?
A ideia eh que cada um pudesse prover o transporte mediante pagamento...
Alguns iriam aderir, e profissionalizar, outro não... uns eventuais, e tudo mais. Esse seria o caminho mais 'livre' de algo assim.

Mas e como fica a garantia de direitos(mesmo sendo dessa classe de direitos esdrúxulos) de gratuidade?

E o mais pertinente ao momento... Realmente acha que eh esse o melhor momento para a proposta? Quando a maioria dos baderneiros buscam mais direitos(entenda-se Estado)? A aglomeração alcançada vai acabar sendo contabilizada como apoiadores dos grupos com ideais 'esquerdistas'.

Anônimo disse...

Cuidado para nao apanhar dos punks

Anônimo disse...

E ai, bombou? Estou curioso sobre o sucesso da manifestação.

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