quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

30 de janeiro de 1933: Hitler Chega ao Poder

Em 30 de janeiro de 1933 Adolf Hitler foi nomeado Chanceler na Alemanha. Exatamente por que os partidos políticos permitiram isso? Ao contrário do senso comum, a divisão de poder na Alemanha, decorrente da eleição de 1932, não permitia ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (vulgarmente conhecido por Partido Nazista) governar sozinha. Para ser apontado como Chanceler Hitler precisava do apoio de outros partidos. Então, repito a pergunta, por que tais partidos apoiaram Hitler?

A primeira hipótese é: eles confiavam em Hilter. ERRADO. Confiavam coisa nenhuma. O próprio presidente alemão, Paul von Hindenburg, se recusava a ceder a Chancelaria para Hitler.

Segunda hipótese: eles não sabiam do que Hitler era capaz. ERRADO. As várias eleições ocorridas ao longo de 1932 já tinham mostrado a todos do que Hitler e o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães eram capazes. Além disso, o livro escrito por Hitler, Mein Kampf (Minha Luta), pregando ódio e aniquilação contra os "inimigos" (basicamente todo mundo que era contrário suas idéias) era de conhecimento comum.

Terceira hipótese: eles gostavam de Hitler. ERRADO. Hitler era desprezado como arruaceiro e populista. Além disso, esses partidos estavam disputando o poder contra Hitler.

Em minha opinião, alguns partidos apoiaram a indicação de Hitler para a Chanceleraria por causa de um erro de avaliação. Eles acreditaram que podiam controlar Hitler. Acreditaram que era possível controlar um monstro depois de criá-lo. Como aconteceu isso? Se não me falha a memória, naquela época haviam 11 ministérios na Alemanha. Como prova de boa-fé Hitler pediu pelo controle de apenas 3 deles. Isso deu aos demais partidos a falsa sensação de que, controlando os demais 8 ministérios, controlariam também Hitler. A história mostrou que estavam errados.

Será que isso nos traz algumas lembranças com nosso país? Será que temos algumas coincidências ocorrendo? Meus amigos, não se cria um monstro acreditando que se pode controlá-lo. A defesa da liberdade individual, da propriedade privada, e do estado de direito não pode ser feita aliando-se a quem é contrário a esse pilar básico do mundo ocidental. Espero que os partidos políticos do Brasil entendam isso.


OBS: O equivalente a Casa Civil foi um dos 3 ministérios solicitados por Hitler. Que entendeu rapidamente que, não importa a quantidade de ministérios que você tem, mas sim a força dos ministérios sob o seu controle. Com essa manobra a polícia alemã passou a estar sob o controle do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Classe Média Realmente Aumentou?

Um considerável número de analistas tem comentado sobre o incrível aumento de pessoas vivendo na classe média. Respeitosamente eu discordo deles.

Do ponto de vista estatístico, os estudos que relatam o aumento de pessoas vivendo na classe média estão corretos. A metodologia deles é simples: primeiros, verifica-se a distribuição de renda na população, depois divide-se a mesma em faixas de renda, e por fim pega-se a população que não é considerada nem rica e nem pobre. Esta é a classe média. Dada a renda brasileira, considera-se classe média famílias com renda per capita entre 200 e 1100 reais por mês. Isto é, uma família com pai, mãe e um filho que receba 1 salário mínimo por mês pode ser considerada de classe média.

Do ponto de vista estatístico o procedimento descrito acima está correto. Minha crítica é outra. Classe média NÃO É um conceito estatístico. Classe média é um conceito moral. Quando dizemos que alguém pertence a classe média estamos nos referindo a um padrão de vida, e não a uma renda relativa ao resto da população. No Brasil, família de classe média é aquela onde os filhos estudam em escolas privadas, e fazem cursos de idiomas, os pais possuem carros na garagem e plano de saúde privado e, além disso, a família sai de férias no final do ano.

Pode parecer bobagem, mas essa diferença entre o conceito estatístico de classe média e o conceito moral é extremamente importante. Quando se divulga na imprensa que a classe média cresceu, dá-se a impressão de que isso se refere ao conceito moral de classe média. Mas tais estudos se referem ao conceito estatísticos. Para pesquisadores treinados essa diferença é evidente. Mas, para a grande imprensa, e o público em geral, ocorre uma confusão. Assume-se erradamente que tal resultado refere-se a definição moral de classe média. Ou seja, explora-se politicamente um avanço que efetivamente não ocorreu.

Na próxima vez que você ler na grande imprensa sobre o crescimento da classe média, ou de maneira equivalente que existem mais ricos no Brasil, pergunte-se qual a faixa de renda que determina quem é classe média. Você verá que, infelizmente, nem tudo são flores.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Coréia do Norte: A Culpa é dos Humanistas

Em 31 de maio de 2009 escrevi o post abaixo. Antes de ler o post abaixo, leia essa notícia publicada hoje no Daily Mail: North Korean parents 'eating their own children' after being driven mad by hunger in famine-hit pariah state (tradução: Pais Norte-Coreanos comem os próprios filhos em decorrência da fome....).

Coréia do Norte: A Culpa é dos Humanistas

Num post polêmico me posicionei contra a ajuda humanitária a países que não preservam a liberdade econômica de seus cidadãos. O argumento é simples: regimes totalitários sempre enfrentam algum tipo de resistência interna, e a força dessa resistência cresce com resultados ruins do regime. Assim, ajudar países que não respeitam a liberdade econômica implica em diminuir a força da oposição interna ao regime. Tempos de crises, catástrofes e episódios tristes são a melhor chance da oposição derrubar o regime autoritário. Ajudar países totalitários nesses episódios apenas aumenta a chance do regime antigo permanecer no poder, e realizar um mal maior ainda no longo prazo.

A Coréia do Norte é um exemplo claro de meu ponto: por anos sua população foi quase dizimada pela fome. Não fosse pela ajuda humanitária simplesmente não haveria comida no país. Sem comida a força do regime teria decaído exponencialmente, e mudanças se tornariam obrigatórias. A oposição ao regime, e o clamor por liberdade, ganhariam força. Contudo, anos de ajuda humanitária internacional impediram esse movimento, e serviram para consolidar a posição do regime comunista norte-coreano.

A idéia da comunidade internacional ao dar comida para um inimigo em potencial era de que isso tornaria o governo norte-coreano mais simpático, e menos inclinado a se envolver em conflitos armados com sua vizinha Coréia do Sul. Essa política de ajuda humanitária a regimes que não preservam a liberdade econômica já se mostrou errada. Ajudar tais ditaduras apenas fortalece o ditador local, e mantém a população refém de um regime fracassado. A maior parte dos ditadores assume que a ajuda humanitária é um sinal de fraqueza da comunidade internacional, e não como sinal de gentileza e boa intenção.

Selvagens não são capazes de compreender conceitos nobres como piedade e gentileza para com os adversários. Selvagens entendem apenas uma linguagem: força bruta. Selvagens não são piedosos, se eles não destróem seus inimigos isso se deve apenas a sua incapacidade física para tal, e não a algum conceito moral mais elevado. Selvagens assumem que seus inimigos são como eles, ou seja, se o inimigo não os destrói é porque não pode (e não porque não quer, ou acha errada esse tipo de intervenção). Dessa forma, regimes selvagens confundem a caridade internacional com um sinal de fraqueza. Daí suas incessantes demandas, cada vez mais exorbitantes, mediante cada nova concessão internacional.

Por anos a Coréia do Norte gastou quase todos seus recursos produzindo armas, ao invés de alimentos. Tivesse a comunidade internacional se recusado a ajudar e o problema norte-coreano já teria sido resolvido. Claro que haveriam custos, mas estes seriam bem menores do que os que estão prestes a se materializar. Só existe uma maneira de ajudar o povo norte-correano: parar de ser gentil com seu governo, e deixar a oposição local em posição de força para realizar suas demandas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma oração para as famílias do incêncio no RS


O incêndio numa boate em Santa Maria tirou a vida de 245 pessoas.

Nesse momento não há muito o que se fazer ou dizer. O Sachsida dedicou uma Ave Maria as famílias das vítimas, e pede que os devotos façam o mesmo.

Momento triste que expõe a fragilidade de nosso sistema, o como o Brasileiro é mal treinado para reagir em momentos de emergência. Tragédias ocorrem em qualquer lugar e não podem ser evitadas, e prevê-las é difícil. Mas a maneira como reagir a elas pode ser treinada e aprimorada.

Essa tragédia nos mostrou que a única coisa que conseguimos fazer nesse momento é orar, pois nossa preparação para isso é claramente insuficiente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Bolsa Família diminui desmatamento na Amazônia


Depois da incrível descoberta de que dar dinheiro para pobres deixa os mesmos menos pobres, outro pesquisa aponta para mais um resultado positivo do bolsa família: este benefício é diretamente responsável por uma queda de 75% no desmatamento potencial da Amazônia.

Desmatamento potencial é aquele que ocorreria sem o bolsa família. Para calcular o desmatamento potencial uma extensa pesquisa foi feita. A metodologia é simples: pergunta-se a uma família que recebe o benefício se ela esta mais ou menos disposta a desmatar. Com base nesse questionário diversos cenários são analisados e, conjuntamente, um modelo de equilíbrio geral dinâmico é computado. Os resultados são claros: com 99% de probabilidade o bolsa família reduziu o desmatamento na Amazônia em 75%.

Este é mais um estudo que comprova que o bolsa família é o remédio para todos os problemas brasileiros. Até o momento já foram encontradas evidências de que o bolsa família reduz a evasão escolar, aumenta a vacinação infantil, diminui a criminalidade, reduz a pobreza, e não diminui a oferta de trabalho. Também já foi dito que cada real investido no Bolsa Família geram adicionais 8 reais para a sociedade. Ora, dado que a carga tributária brasileira está acima de 35% do PIB, isso implica que quando o governo investe 1 real no bolsa família, isso se traduz num aumento da arrecadação tributária da ordem de 2,80 reais!!! Sendo assim, o bolsa família é também a solução para o problema fiscal brasileiro. Somam-se a todos esses efeitos que o Bolsa Família também reduz o desmatamento na Amazônia.

Novos estudos, ainda em andamento, tendem a comprovar que o Bolsa Família também preserva o meio ambiente. Afinal, uma família alimentada não precisa nem desmatar e nem caçar espécies com risco de extinção. De maneira semelhante, provavelmente a emissão de gás carbono também deve se reduzir com o bolsa família (pois agora os pequenos agricultores não precisam mais recorrer as queimadas).

Enfim, o Bolsa Família é um programa cheio de externalidades positivas e que custa muito pouco à sociedade (algo em torno de 0,5% do PIB). Claro que podemos fazer algumas perguntas simples: e se o governo parar de pagar o bolsa família? Todos esses benefícios desaparecem? Até quando essas famílias precisarão ser sustentadas? Será que não estamos substituindo a caridade voluntária privada por uma “caridade” estatal compulsória? Não é moralmente incorreto basear um modo de vida em receber ajuda do governo? Será que novos políticos populistas não irão, cada vez mais, aumentar o custo desse programa? A longo prazo, o que esse tipo de programa faz com a moral das crianças que crescem vendo seus pais sem trabalhar e sendo sustentados por outros? Será que isso não cria uma sensação de que é responsabilidade dos outros cuidar de problemas que são seus? Não é curioso que ninguém nunca tenha encontrado nenhum efeito negativo desse programa? Não estava na hora de colocar um tempo limite para esse programa? Tipo, que tal limitar esse benefício a no máximo 3 anos por família? São algumas perguntas que certamente só os derrotistas se fazem.

Também observo, com muito otimismo, o fato de alguns governos estaduais criarem programas adicionais para aumentar ainda mais os benefícios do Bolsa Família. Espero que, em breve, os prefeitos também sigam essa bela iniciativa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O pior da crise americana ainda está em fase de incubação


Abaixo segue meu artigo publicado no Ordem Livre hoje.

Tenho notado alguns analistas noticiando que a crise nos Estados Unidos se aproxima do fim. Sim, pode ser verdade. Ao menos no que se refere ao problema atual. Contudo, uma crise muito mais severa, vai se propagando e tomando forma em silêncio: a crise fiscal dos estados e cidades americanas.

Vários estados já se encontram em situação delicada, com destaque para a Califórnia e a Flórida. A nível municipal a situação é, no mínimo, tão grave quanto a nível estadual. Várias cidades apresentam problemas sérios de equilíbrio em seus orçamentos. A crise fiscal das cidades e dos estados será o verdadeiro teste de força para a sociedade americana.

Mas, se essa crise é tão séria, por que ninguém fala sobre ela? Não falam porque a esmagadora maioria dos analistas brasileiros não conhece questões mais detalhadas da economia americana. Aqui presta-se muita atenção as decisões tomadas pelo presidente americano, mas quase nada é discutido fora da esfera federal. Talvez essa estratégia de cobertura da mídia faça sentido no Brasil, onde o governo federal tem um poder desproporcionalmente alto em relação aos demais entes federados. Contudo, nos Estados Unidos, onde uma forma de federação mais descentralizada funciona, é um grave equívoco não dar a devida atenção a estados e municípios.

A própria resposta que as cidades e estados americanos deram à crise é solenemente ignorada no Brasil. Aqui poucos sabem dos inúmeros absurdos que legislações estaduais e municipais, aprovadas para tentar minimizar os efeitos da crise subprime, fazem na dinâmica de longo prazo da economia dos Estados Unidos. Por exemplo, em determinada localidade as autoridades municipais decidiram proibir o aluguel de imóveis (para tentar aquecer o mercado de vendas de casas). É evidente que esses tipos de medidas conduzem a enormes desajustes microeconômicos. Desajustes esses que cedo ou tarde irão se expandir para o restante da economia.

Claro que a nível federal a situação americana também não é boa. Mas, não se enganem, a verdadeira bomba relógio está armada, e se refere ao futuro fiscal das cidades e estados americanos.

Lula, a Caverna do Dragão, e o Retrato de um Sério Problema Moral


Na minha infância o desenho “Caverna do Dragão” fazia considerável sucesso. Em determinado episódio o arqueiro, que era o líder do grupo, se calou quando viu o cavaleiro fazendo algo errado. O arqueiro foi então repreendido pelo guia espiritual do grupo, e se defendeu dizendo “Mas não fui eu quem cometeu o erro”. Em resposta, o guia espiritual apenas disse “Um líder nunca deve abrir mão da liderança”. Princípio moral este que guardo comigo até hoje.

Há 60 dias o ex-presidente Lula está calado. Não fala com a imprensa. Sumiu do mapa para não ter que responder questões sobre corrupção em seu governo. Vejo pessoas comentando “Lula é muito esperto, excelente político, saiu de cena na hora certa”, e coisas do gênero. De maneira equivalente, vejo governadores que desaparecem durante momentos de crises em seus respectivos estados. Apenas para não serem associados a catástrofes. Vejo também ministros de Estado que somem quando problemas em seus ministérios ganham vulto. Prefeitos, em número expressivo de casos, fazem o mesmo.

O parágrafo acima é o retrato de um problema moral que está se perpetuando: os líderes se escondem quando mais se precisa deles. Mas, que tipo de líder é esse que desaparece na hora do perigo? Pois são essas lideranças que estão hoje no comando do Brasil. Fica evidente que algo de moralmente grave esta minando a sociedade brasileira.

O que descrevi acima ocorre não apenas com governantes, mas em várias instâncias de nossa sociedade. Hoje pune-se o líder voluntarioso, pune-se o líder proativo, punem-se os indivíduos que dão a cara a tapa e se expõem ao perigo. De maneir equivalente, aquela pessoa que se esconde dos problemas é admirada como alguém inteligente.

Quando uma sociedade pune os voluntariosos e recompensa os covardes isso tem sérias implicações econômicas. Mas, pior do que isso, o vazio moral gerado por esse sistema de incentivos acaba por destruir também as lideranças proativas, e aumenta o número de líderes que se escondem quando mais são necessários. Esse é o retrato moral do Brasil de hoje, um país sem governo e sem oposição.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Favor das Cotas para Negros, Mulheres, Indígenas e Homoafetivos nos Conselhos das Empresas de Sociedade Anônima


No momento temos visto o enorme esforço do governo, e de grupos esclarecidos da sociedade, em promover corretamente políticas de ação afirmativa inclusivas. A verdade histórica é autoevidente. Somente retrógrados e conservadores precisam de mais provas das inúmeras formas de discriminação sofridas pelos negros, pelas mulheres, pelos indígenas e pelos homoafetivos.

Infelizmente, séculos de injustiças históricas não desaparecem facilmente. Logo, seria ingenuidade esperar por resultados palpáveis em menos de 40 ou 50 anos. Tempo este inaceitável para quem já sofreu por séculos. Sendo assim, urge que incrementemos ainda mais as políticas de ação afirmativa. Evidente que o governo vai na direção correta quando, além das universidades, inclui cotas também para a entrada no serviço público. Mas isso por si só não basta.

Duas outras medidas de ação afirmativa inclusivas devem ser implementadas. A primeira refere-se a um problema que os economistas chamam de “glass ceiling” (teto de vidro). Isto é, as cotas para minorias permitiriam o acesso dessas ao serviço público, mas não garantiria seu acesso a posições de chefia. O que é fundamental para garantir a verdadeira inclusão. Não adianta o negro (ou a mulher, ou o indígena, ou o homoafetivo) entrarem no serviço público para perpetuarem o estereótipo do homem branco manda e a minoria obedece. Para combater esse problema precisamos de cotas para posições de chefia e funções gratificadas no serviço público. Sendo assim, minha proposta é que 75% dos cargos de chefia, e funções gratificadas, no setor público sejam preenchidas obrigatoriamente por negros, mulheres, indígenas e homoafetivos (seguindo suas respectivas proporções na população, mas assegurando que tal participação não seja inferior a 10% por grupo). Lembro também que o setor público inclui não somente os governos federal, estadual e municipal, mas também as estatais e as empresas em que o Estado é o principal acionista. Fica evidente que esta proposta é modesta, pois ainda permite que 25% dos cargos de chefia sejam alocados a homens brancos heterossexuais (valor acima de sua participação relativa na população).

A segunda medida que proponho tenta sanar um problema que permanece intocado. Até o momento estamos propondo cotas que afetam fundamentalmente o valor trabalho. Está no momento de atacarmos o capital. Isto é, precisamos de grupos de minorias no comando do capital. Nesse sentido, proponho uma cota de 75% de vagas para negros, mulheres, indígenas e homoafetivos nos conselhos superiores das empresas de Sociedade Anônima (SA). Quantos indígenas estão no conselho fiscal da Vale do Rio Doce? Qual a participação dos homoafetivos no conselho da Petrobras? São sinais claros de uma terrível forma de discriminação. Excluir sistematicamente as minorias das decisões de alocação de capital das grandes empresas de Sociedade Anônima é uma forma cruel de exclusão social. Precisamos urgentemente de cotas para os conselhos superiores das empresas de Sociedade Anônima. Ir contra essa proposta, é o mesmo que condenar milhões de seres humanos à marginalidade econômica e social.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Finalmente entenderam que o BACEN abandonou o regime de metas de inflação


Demorou... mas finalmente caiu a ficha: a imprensa finalmente notou que o Banco Central abandonou mesmo o regime de metas de inflação.

Claro que para quem acompanha esse blog isso não é novidade nenhuma. Notem que esse blog foi o primeiro a afirmar isso. Já no dia 16 março de 2011 tinha alertado para isso no post abaixo:

Mudança no Sistema de Metas de Inflação

"(...) O BC não tem legitimidade para sozinho alterar o horizonte do sistema de metas. Se o BC quer falar sobre convergência da inflação, para o centro da meta, em horizontes superiores a 1 ano, ele deve informar claramente à sociedade que está alterando o horizonte de tempo do regime de metas. (...)
".


Mas não foi só isso. No dia 07 de março de 2012 escrevi:

BACEN reduz SELIC para 9,75%

"(...) O Banco Central reduziu a taxa SELIC para 9,75%. Como esse blog já alertou desde o começo do ano passado, fica evidente que o BACEN desistiu do regime de metas de inflação. (...) Novamente esse blog pergunta: quem autorizou o BACEN a abandonar o regime de metas de inflação?"



Num artigo que foi publicado pela Folha de São Paulo, em 22 de setembro de 2012, deixo claro que:

O Banco Central deve explicações

"(...) Durante todo o ano de 2011, além de não tentar reduzir a inflação para a meta, o Bacen ainda emitiu diversos sinais de que a preocupação era com a convergência da inflação para a meta apenas no ano seguinte. Basta ler o decreto 3.088, de 1999, para ficar evidente que o Bacen não tem permissão para isso. Eis o texto do primeiro artigo, primeiro parágrafo: "As metas são representadas por variações anuais de índice de preços de ampla divulgação". Ou seja, o Bacen deve perseguir a meta de inflação durante o ano corrente, e não para o ano seguinte. (...)".



Estes foram apenas alguns dos inúmeros posts onde critiquei a atuação do Banco Central do Brasil. O BACEN é diretamente responsável pelos maus resultados no combate a inflação que tem caracterizado o Brasil nos últimos 3 anos. Não só isso, toda a credibilidade do BACEN está sendo jogada fora. Pergunto uma vez mais: quem deu autorização para o BACEN abandonar o regime de metas de inflação?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Existe espaço para demandas judiciais contra a manipulação do IPCA?


Imagine que um banco faça operações no mercado de dólar, mas ao mesmo tempo execute operações casadas com outros bancos para manipular a cotação do dólar. Isso é claramente uma ilegalidade, e os envolvidos nessa manobra irão responder a processos judiciais por fraude contra o sistema financeiro.

De maneira mais atual, uma série de bancos está sendo processada nos Estados Unidos por fraudes contra a LIBOR. Tais bancos manipularam o valor da LIBOR e obtiveram grandes lucros em decorrência disso. Agora estão no banco dos réus.

E o que dizer da manipulação do IPCA? Devemos notar que a rentabilidade de uma série de fundos dependem do valor do IPCA. Além disso, parte expressiva da dívida pública também é remunerada pelo IPCA. Quando o governo brasileiro manipula esse índice para baixo, ele está diminuindo artificialmente o retorno de vários fundos. Mais grave do que isso, ele está diminuindo o valor que deve pagar aos detentores de dívida pública indexada ao IPCA. Isto é, este caso é extremamente parecido com a manipulação da LIBOR.

Um relatório do Credit Suisse aponta que o IPCA de 2012 SEM AS DESONERAÇÕES TRIBUTÁRIAS teria se situado em 6,4% (isto é, mais de 0,5 pontos percentuais acima do IPCA oficial). Como o IPCA oficial de 2012 foi de 5,84%, isto implica que o governo pagou uma taxa de juros menor aos detentores de títulos públicos atrelados ao IPCA. Dado que parte importante das desonerações tributárias foram feitas com o claro objetivo de reduzir o IPCA isso denota uma evidente manipulação do índice.

Mal 2013 começou e temos a seguinte manchete na Folha de São Paulo “Dilma pede, e SP e Rio congelam a tarifa de ônibus para conter inflação”. Ou seja, o governo esta claramente manipulando o IPCA, esse tipo de manobra diminui o retorno de vários fundos de investimento, e também reduz o quanto o governo tem que pagar em juros da dívida pública atrelada ao IPCA. Resumindo: essa manobra é claramente ilegal. E, tal como no caso da LIBOR, caracteriza fraude contra o setor financeiro.

Mas, e no caso de aumentar os juros? Isso também diminui o IPCA, caracterizaria isso fraude? Não. Quando o governo aumenta os juros para combater a inflação, ele não está realizando manobras para reduzir determinado rendimento. Pelo contrário, o aumento dos juros aumenta o rendimento de diversos fundos. O governo atua dentro das regras do jogo. Contudo, desonerações tributárias (com o objetivo de controlar a inflação) e congelamentos de preços denotam interferências diretas no IPCA e, tal como no caso da LIBOR, são claras tentativas de fraudar o índice.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Resposta ao Leitor

Caros Amigos, esse blog não costuma responder aos leitores. Não por desinteresse, mas por escassez de tempo. Contudo, uma exceção deve ser aberta. Recebi a mensagem abaixo referente a meu post "Existe Violência Sistemática contra Homossexuais no Brasil?". Logo em seguida comento.

Sr Adolfo,

Seu argumento está equivocado. O assissinato de homossexuais a que o GGB se refere são crimes cometidos exclusivamente em função da orientação sexual da vítima, ou seja, ela foi assassinada por ser LGBT. Os homossexuais também sofrem crimes comuns (assaltos, roubos a mão armada, atropelamentos, etc) e fazem parte também das estatisticas dos 50mil. Nao se pode simplesmente afirmar que 0,7% dos homicidios tiveram homossexuais como vitimas, mas sim que esses 336 foram crimes motivados por ódio.

É isso que eu quero dizer:
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/90310/A-palavra-dos-mortos.htm



Caro Leitor,

Li o texto do Deputado Jean Wyllys (link que você mencionou: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/90310/A-palavra-dos-mortos.htm). Confesso que me surpreendeu o tom agressivo do mesmo. Para o nobre deputado quem não concorda com ele é limitado ou tem má. Segue um trecho do texto:

"Não repetirei aqui todos "argumentos" dessa gente – até porque seu preconceito ou má fé não precisa de mais espaço do que já tem! – mas vou destacar um que é recorrente: a estatística de 336 homicídios em 2012 motivados por homofobia (numa proporção de um homossexual morto a cada 26 horas) seria irrelevante já que, no mesmo período, a taxa de homicídios em geral é de mais 50 mil. Ora, os porta-vozes desse "argumento" se não agem de má fé são limitados mesmo. As estatísticas não dizem apenas que 336 homossexuais morreram ano passado. As estatísticas dizem que 336 homicídios motivados por homofobia foram perpetrados em 2012 (o que representa um aumento de 26% em relação a 2011). Ou seja, 336 seres humanos foram assassinados em decorrência de sua orientação sexual ou identidade de gênero; foram mortos apenas porque eram gays, lésbicas, travestis e transexuais ou em circunstâncias em que sua orientação sexual e/ou identidade de gênero contribuiu/contribuíram decisivamente para o homicídio. Esses crimes não podem, portanto, ser dissolvidos nas taxas de homicídios em geral cujas motivações não são a orientação sexual nem a identidade de gênero".

Bom, tive a curiosidade de pesquisar a metodologia da pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia. Infelizmente encontrei apenas os dados referentes ao ano de 2004 (e fiz uma copia do arquivo word em meu computador). E acontece que não existem indícios de que as vítimas tenham sido mortas por causa de sua orientação sexual.

Nas estatísticas entram vítimas que eram homossexuais assumidos, mas isso não quer dizer que o homicídio se deu por causa de sua orientação sexual. Um exemplo ilustra bem meu argumento. Na pesquisa do GGB o dado abaixo é classificado como vítima morta por ser homossexual:

(GO) – ?/?/2004 - DESCONHECIDA, 26, negra, foi morta por degolamento e esfaqueada, o corpo foi encontrado dentro da caçamba de lixo nua, enterrada como indigente, assassino desconhecido. (Fonte: AGLT/Go, ?-?-2004)


Não se sabe a data correta do homicídio. Não se sabe o nome da vítima. Não é possível saber a data correta da fonte. Não é possível saber sequer se a vítima era homossexual. Mas mesmo assim tal vítima é contabilizada como vítima de perseguição sexual.

Como disse antes, repito: TALVEZ esteja ocorrendo violência sistemática contra homossexuais. CONTUDO, com os dados disponíveis, não é possível fazer tal afirmação.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Existe Violência Sistemática contra Homossexuais no Brasil?

De acordo com o levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) 336 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2012. Isso representaria um crescimento de 177% nos últimos sete anos. Ainda de acordo com o GGB 44% dos homicídios envolvendo homossexuais no mundo ocorreram no Brasil. Certamente tais números são expressivos e preocupam. Mas será isso um sinal de que existe violência sistemática sendo perpetrada contra homossexuais?

Em primeiro lugar devemos deixar claro que, em números absolutos, o Brasil é o país mais violento do mundo. Em nenhum outro lugar do planeta ocorrem mais homicídios do que aqui. No Brasil ocorrem mais de 50.000 homicídios por ano (o equivalente ao número de soldados americanos mortos durante a guerra do Vietnã). Isso implica que parte expressiva dos assassinatos de homens, mulheres e homossexuais ocorridos no planeta ocorrem no Brasil.

Em segundo lugar devemos notar que 336 homossexuais assassinados, num universo de 50.000 homicídios, implica que menos de 0,7% dos homicídios tiveram homossexuais como vítimas. Será que a participação de homossexuais na população brasileira é tão diferente desse número?

Em terceiro lugar devemos alertar que nem todos os homossexuais assassinados tiveram esse destino em decorrência de sua preferência sexual. Afinal, dado o nível de violência no Brasil, seria de se esperar que parte significativa dos homossexuais assassinados tivessem sido vítimas de morarem num país tão perigoso, ou seja, nada teriam haver com suas preferências sexuais. Isto é, não podemos argumentar que todos os homossexuais assassinadas no Brasil foram vítimas do preconceito. A maior parte desses homicídios ocorreram não contra grupos específicos, mas apenas em decorrência do altíssimo nível de violência da sociedade brasileira.

A rigor a estatística que realmente choca refere-se ao número de homens assassinados. Enquanto a taxa de homicídios é de 4,4 por 100 mil habitantes quando se considera apenas a população feminina, esse número salta para assustadores 50,7 por 100 mil habitantes quando se considera apenas a população masculina.

Certamente alguns vândalos perseguem homossexuais. De maneira alguma tento diminuir a violência desse ato, e é evidente que tais selvagens devem ser punidos. Contudo, argumentar que os homossexuais estão sendo sistematicamente perseguidos (e sofrendo taxas de homicídio alarmantes) é um raciocínio equivocado. Também é equivocada a idéia de que devemos ter políticas públicas de segurança voltadas exclusivamente para o público homossexual. O problema de segurança no Brasil é geral.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Verdadeiro IPCA de 2012 ficou ao redor de 6,44%

De acordo com o IBGE a inflação medida pelo IPCA fechou 2012 em 5,84%. O governo esta comparando este número com a inflação de 2011 (que ficou em 6,5%) para afirmar que a inflação desacelerou. Contudo, o IPCA de 2012 NÃO É DIRETAMENTE COMPARÁVEL ao de 2011. Isso ocorre pois o IBGE mudou a metodologia de cálculo do IPCA. Estimativas preliminares indicam que, com base na metodologia antiga, o IPCA de 2012 ficaria em torno de 0,3% mais alto.

Também deve-se lembrar que o governo usou e abusou de desonerações tributárias com o CLARO OBJETIVO de reduzir a inflação. Sem tais desonerações a inflação medida pelo IPCA teria ficado algo em torno de 0,3% mais alta. Isto é, a verdadeira inflação medida pelo IPCA ficou ao redor de 6,44% em 2012. Valor muito próximo ao de 2011, e que comprova uma vez mais o pouco interesse que o Banco Central tem demonstrado em combater a inflação.

Quando o preço da banana aumenta isso reflete um aumento da escassez relativa da banana em relação a outros bens. Quando o governo diminui o imposto da banana, para tentar anular o aumento de preços original, ele não muda o fato básico de que a escassez relativa de banana aumentou. O que o governo faz é apenas mascarar tal aumento, impedindo que a sociedade ajuste seu consumo a nova realidade.

Usar de política tributária para combater a inflação é equivalente a varrer a sujeira para debaixo do tapete, equivale a tentar enganar a sociedade. Quando os preços dos bens aumentam, isso denota a perda de poder de compra da moeda (inflação). Ao diminuir os impostos para tentar anular o aumento de preços o governo não altera o fato básico de que o poder de compra da moeda caiu.

Um exemplo ilustra bem esse fato. Suponha que 5 reais fossem suficientes para comprar pão e água por um mês. Suponha agora que com a inflação eu seja obrigado a gastar 7 reais para comprar o mesmo conjunto de bens. Então o governo usa política tributária, reduzindo os impostos sobre a água e o pão, de tal maneira que eu volte a gastar apenas 5 reais. O IPCA irá então dizer que não ocorreu inflação, mas esta ocorreu. Afinal, no primeiro momento eu comprava NÃO APENAS pão e água. Comprava também uma série de serviços do governo que estavam embutidas no imposto pago. Ao usar política tributária para combater a inflação o governo evitou o aumento do preço do pão e da água, mas não evitou a perda de valor da moeda. Afinal, o conjunto de bens que passei a comprar, mesmo após as desonerações tributárias, foi reduzido.

Desnecessário dizer que esse truque tem o perverso efeito de: a) enganar a população; e b) dificultar que ajustes nas cestas de consumo (decorrentes do aumento original de preços) sejam realizados pelos consumidores.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Parabéns Mansueto Almeida

Excelente o post escrito por Mansueto Almeida. O Sachsida subscreve!!!!


Sobre truques fiscais e a contabilidade criativa

"(...) O que vou fazer aqui em respeito aos manuais de economia, ao bom senso e aos leitores deste blog é explicar alguns pontos dessa trapalhada do governo com base na entrevista do ministro". Leia o post completo aqui.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estupro Coletivo na Índia e o Relativismo Cultural

A notícia do estupro coletivo sofrido por uma jovem na Índia tem gerado revolta em todo mundo. A inaceitável violência cometida por 6 homens, que resultou na morte da vítima, mostrou um lado sombrio da sociedade indiana. Uma sociedade fortemente patriarcal e, ainda, muito influenciada pelo sistema de casta.

Interessante notar que os defensores do relativismo cultural se omitiram durante esse fato. Onde estão os valentes que são sempre os primeiros a gritar: “Não podemos julgar outras sociedades com base nos padrões de moralidade ocidentais!!”? Podemos sim! Podemos e devemos! O que ocorreu na Índia foi horroroso e é um dever moral de qualquer ser civilizado criticar isso.

Então este blog lança a pergunta: o que os defensores do relativismo cultural tem a dizer sobre o que ocorreu na Índia?

Aliás, vamos fazer mais outra pergunta: até quando a sociedade brasileira vai tolerar o infanticídio realizado pelos índios brasileiros?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Superavit Primário vira obra de ficção científica

Leiam a matéria de ontem no Estadão: Governo faz manobra para levantar R$ 16 bi e cumprir meta fiscal de 2012.

Para quem é leitor desse blog, isso não é nenhuma novidade. Afinal, em 5 de maio de 2010 escrevi o artigo abaixo. Mais um ponto para o blog.


Considerações Sobre o Superávit Primário

Políticos, acadêmicos, policy-makers e jornalistas estão sempre falando sobre a importância do governo gerar superávits primários. Os experts são rápidos em responder que superávit primário é o montante que o governo arrecada menos o que ele gasta, sem considerar a conta de juros. Contudo, essa definição esconde uma série de truques.

Primeiro, e mais importante, devemos lembrar o objetivo básico do superávit primário: poupar receitas para abater a dívida pública. Contudo, aproximadamente metade do superávit primário é obtida por meio de receitas vinculadas. O que isso quer dizer? Receitas vinculadas são receitas com destinação específica, isto é, o governo é proibido por lei de gastar esses recursos para abater a dívida pública. Ou seja, um montante expressivo do superávit primário só serve para fazer volume, uma vez que não pode ser usado para abatimento da dívida pública.

Segundo, nem todos os gastos públicos são computados na hora de se contabilizar o superávit. Quem define quais gastos entrarão na conta do superávit é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Por exemplo, no ano que vem teremos um superávit que NÃO LEVA em consideração os gastos com infra-estrutura ou os gastos do PAC considerados prioritários. Quais gastos públicos entram, ou não, na contabilidade do superávit pode mudar de ano para ano. Assim, é importante que os economistas acadêmicos prestem muita atenção nesses truques contábeis.

Infelizmente a academia brasileira não presta muita atenção na maneira como os dados de finanças públicas são produzidos no Brasil. Estudos de macroeconomia são recorrentemente viesados pelos erros, mudanças de definições, mudanças de regras, e omissões presentes nos dados do governo brasileiro. O superávit primário é um caso de livro texto sobre como o governo pode manipular DENTRO da LEI uma informação tão importante para a sociedade. Hoje o superávit brasileiro é uma peça de ficção científica, ele simplesmente não serve para verificarmos a responsabilidade fiscal de um governo. E também não serve para abatermos a dívida pública no montante que a sociedade acredita que estaria ocorrendo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Copa do Mundo e Alagamento

2 bilhões de reais foi o custo do sistema de barragens que evita que Londres sofra com alagamentos do rio Tâmisa.

1,5 bilhão de reais é o custo do estádio de Brasília para a Copa do Mundo... além de Brasília, outras 11 cidades estão gastando valores similares para terem estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014...

ATÉ QUANDO??????? Até quando permitiremos que irresponsáveis dirijam nosso país???

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