sábado, 30 de março de 2013

Dica do Sachsida de Cinema

Aqui em Brasília esta chovendo, o tempo esta um pouco frio, e a noite ótima pra ficar em casa e curtir um bom filme.

Então segue ai a dica do Sachsida para hoje: Segurança de Shopping (Mall Cop).

O filme é horrível, ruim mesmo. Mas é tão ruim, tão ruim, que acaba ficando engraçado!!!! Então você toma uma cerveja, ou abre um vinho, estoura a pipoca e vá se divertir com essa tremenda comédia!!!!

Amanhã você vai acordar rindo!!!! Aliás, a cena do cara pulando pela janela e gritando "I BELIEVE IN MAGIC" é antológica!!!!!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mensagem de Páscoa do Sachsida

Jesus foi entregue a Poncio Pilatos para ser julgado e, possivelmente, condenado a morte. Pilatos então disse que não via culpa alguma em Jesus, e o encaminhou a Herodes. Este, também sem ver culpa em Jesus, o mandou de volta. Pela segunda vez, Pilatos considerou Jesus inocente e quis libertá-lo, mas cedeu às pressões dos acusadores. Então, pela terceira vez, Pilatos considerou Jesus inocente, e pela terceira vez quis libertá-lo. Mas, pela terceira vez ele cedeu às pressões. Pilatos então lavou suas mãos e Jesus foi condenado a morrer na cruz.

Lendo o parágrafo acima nos vem a pergunta: por que Pilatos é tão criticado? Afinal, por três vezes ele tentou libertar Jesus. A resposta é simples: um líder nunca deve abrir mão de suas prerrogativas. Um líder deve fazer o que é certo, independente de receber aplausos por isso. É por essa razão que o caminho da liderança é tão solitário. Não se buscam, e nem se deve buscar, apalusos. Busca-se fazer o que é certo.

Essa é a mensagem de Páscoa do Sachsida. Não busque o amor, ou o aplauso, das multidões (ou da imprensa). Busque sempre fazer o que é correto, o que é justo. Mesmo que isso te renda reprimendas e ataques infundados. Cedo ou tarde todos teremos que responder por nossos atos e, quando sua vez chegar, não irá adiantar muito dizer: “mas os outros também fizeram isso...”. Cada um de nós tem um conjunto de talentos, aqueles que possuem o talento da liderança devem exerce-la sem almejar pelo prêmio de miss simpatia.

Não se culpa a multidão por gritar “Barrabás”, mas se culpa Pilatos por tê-la ouvido. Então, quando a sua vez chegar, e a multidão gritar e hurrar em seus ouvidos “Solta a Barrabás”, o Sachsida deseja que nesse momento supremo de sua vida você diga “Não! Solta a Jesus”. Uma feliz Páscoa a todos vocês!!!

OBS: quando Jesus morreu na cruz, uma escuridão varreu o mundo. Mais do que figura de linguagem, esse evento realmente ocorreu. Mesmo em locais distantes, como a civilização Asteca, tem-se notícia de uma escuridão súbita que assustou a todos nesse dia (e não adianta dizer que isso era um eclipse, pois as civilizações da época já eram capazes de prever esse evento).

quarta-feira, 27 de março de 2013

Agora é oficial: BACEN não fala mais de inflação!!!

A humilhação pública do BACEN aparentemente não tem fim.... depois da presidente Dilma dizer que inflação não é o problema, o presidente do BACEN foi encarregado de explicar essa declaração. Olha só a frase dita pelo presidente do Banco Central:

"De inflação fala a equipe econômica. Em relação à política de juros, fala o Banco Central", destacou Tombini, reforçando que esta é a posição da presidente Dilma.

Resumindo, agora é oficial: o BACEN não fala mais de inflação.... só por curiosidade, se não for para falar de inflação, então para que serve o BACEN????

A infindável humilhação do BACEN

Impressiona o aparente descaso do governo com a reputação do Banco Central.

Agora Dilma diz em público que inflação não é problema... e adivinhem quem estava ao seu lado???? Isso mesmo, acertou quem disse Tombini!!!! O presidente do BACEN fica de lado ouvindo a presidente da república dizendo que inflação não é problema.... só faltou Dilma dizer: Tá me ouvindo Tombini??? Nada de aumentar juros!!!!!

Dilma diz que é contra reduzir crescimento econômico para conter inflação.

O secretário executiva do Ministério da Fazenda fala de inflação, a presidente da república fala de inflação.... parece que o BACEN hoje recebe ordens e as executa. É humilhação demais. Mas, afinal de contas, foi o BACEN mesmo quem disse que a convergência seria não-linear.... pois é, parece que será mesmo não linear....


terça-feira, 26 de março de 2013

3 passos a frente no Mercado Imobiliário

Dizem que mestres do xadrez são capazes de visualizar o tabuleiro três movimentos a frente. Que tal tentarmos o mesmo para o mercado imobiliário?

Movimento 1: A política monetária expansionista dos últimos anos tem mantido a taxa de juros em níveis artificialmente baixos. Concomitante a isso, tem ocorrido vigorosa expansão do crédito, mesmo a setores da população com duvidosa capacidade de pagamento. Lembramos ainda que boa parte do crédito no brasil é direcionado ao mercado imobiliário. A política fiscal também é claramente expansionista, direcionando inclusive muitos recursos para o mercado de construção civil, com destaques para programas como o Minha Casa Minha Vida, e a construção de estádios para a Copa do Mundo. Tais políticas públicas estão criando uma bolha no mercado imobiliário: o crédito barato estimula artificialmente a demanda por mais imóveis, cada vez a preços mais altos, e os gastos do governo pressionam ainda mais os custos do setor de construção. Não é o mercado que está criando a bolha. A bolha imobiliária no Brasil está sendo criada por uma combinação de políticas monetárias e fiscais expansionistas, que direcionam vultosos recursos para o setor imobiliário.

Movimento 2: As taxas de juros internacionais estão num patamar mínimo histórico, quando estas aumentarem o Brasil será obrigado a fazer o mesmo. O aumento das taxas de juros criará consideráveis dificuldades ao setor imobiliário brasileiro por pelo menos dois motivos: a) torna inviáveis economicamente determinados projetos que antes eram viáveis. Isso não só diminui a oferta do setor de construção civil, mas também acarreta prejuízos ao setor. Afinal, empreendimentos que já começaram terão que ser suspensos ou reavaliados; e b) como a esmagadora maioria dos contratos de financiamento imobiliário é pós-fixada, isto implica que um aumento nas taxas de juros aumenta o valor das parcelas a serem pagas durante o financiamento. Ou seja, aumenta a chance do mutuário não ser capaz de honrar com suas dívidas e tornar-se inadimplente. O aumento da taxa de juros irá fazer explodir a bolha no mercado imobiliário brasileiro.

Movimento 3: A Taxa Referencial (TR) é o segredo! Quando se assina um financiamento imobiliário, na esmagadora maioria dos casos a taxa de juros é representada por X% + TR. O X% representa a taxa de juros fixa (no Brasil geralmente entre 7% e 12%). Ou seja, esta parte não muda. Contudo, a TR é variável!!! No momento, ninguém presta atenção na TR pois hoje ela está em 0% (ou muito próximo disso). Quando os juros subirem, a Caixa Econômica Federal vai ter que repassar isso aos mutuários. A única maneira de se fazer isso é mexendo na TR. Alguém realmente acredita que num ambiente de crise o governo vai aumentar a TR na proporção correta? O mais provável é que o governo jogue essa perda toda para o Tesouro Nacional!!! Isto é, a bolha imobiliária vai explodir, mas quem comprou imóvel também não irá pagar toda conta. Parte dessa conta será paga pelo Tesouro (ou seja, por todos os contribuintes). Acha que estou falando besteira, então te pergunto: se lembra do antigo Banco Nacional de Habitação (BNH)? O que estou dizendo já ocorreu no passado, quando várias famílias compraram inclusive imóveis na praia e não pagaram por seu custo integral.

sábado, 23 de março de 2013

Dica do Sachsida - Nada de Novo no Front

Sem fazer nada no sabadão? Vai ficar de bobeira em casa? Então anota aí a dica do Sachsida.

Nada de Novo no Front (All Quiet on the Western Front). Baseado no aclamado livro de Erich Maria Remarque.

Versão em preto e branco (1930).
Versão colorida (1979).

Vi ambas as versões e li o livro. Recomendo.

sexta-feira, 22 de março de 2013

The Kansas City Maneuver (A Manobra Kansas City)


Você sabe o que é a Kansas City Maneuver? Ou em bom português, você conhece a Manobra Kansas City? Então deixa eu te explicar: essa manobra consiste num ataque simulado à esquerda, para logo depois realizar o ataque principal a direita. Resumindo, cria-se um fantoche (uma enganação) em determinado lugar, isso chama a atenção de seu adversário para o lugar errado, para que o verdadeiro ataque possa acontecer em local diferente, sem que ninguém perceba.

Não só na guerra a Manobra Kansas City é utilizada. Recentemente, temos um excelente exemplo do uso dessa manobra, um verdadeiro caso de livro texto. Refiro-me aos eventos relacionados à posse das novas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Qualquer pessoa que conheça os procedimentos internos da Câmara sabe que: a) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é, de longe, a mais importante das comissões; e b) a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) é daquelas com baixo status. Não digo que não seja importante, digo apenas que, entre os partidos políticos, a CDHM é vista muito mais como um prêmio de consolação do que algo realmente importante. Tanto é assim que tanto o PT como o PMDB abriram mão de ter o presidente dessa comissão.

O PT incluiu dois mensaleiros (João Paulo Cunha e José Genuino), CONDENADOS pelo Supremo Tribunal Federal, como membros titulares na mais importante comissão da Câmara, a CCJ. Era evidente que a repercussão disso seria péssima. Então o PT aplicou a famosa Kansas City Maneuver: criou uma distração numa das MENOS prestigiadas comissões da Câmara (CDHM) para que ninguém noticiasse o que está ocorrendo na MAIS IMPORTANTE COMISSÃO (CCJ).

Você tem todo direito de questionar o presidente da CDHM, mas é uma vergonha ficarmos calados frente ao desrespeito que o PT tem pelas leis. Incluir dois mensaleiros condenados pelo STF na mais importante comissão da Câmara é uma vergonha!!! O PT aplicou a Manobra Kansas City no Brasil. Criou-se um fantoche para que a mídia apedrejasse, ao passo que o verdadeiro absurdo passa incólume pelos noticiários.

O Sachsida acusa: aplicaram a Kansas City Maneuver no brasileiro. Jogaram nossa atenção para a CDHM quando o verdadeiro ataque era na CCJ. FORA MENSALEIROS!!! FORA DA CCJ E FORA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS!!!

Quer saber mais sobre a Kansas Cityu Maneuver? Clique aqui!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Desabafo do Sachsida: é dureza ter que assistir palestras


O problema do mundo é que tem gente demais querendo aplauso” (Bento XVI)

Tenho uma regra: sempre evito participar de seminários onde não possa interrromper o palestrante e perguntar. Venho de uma longa tradição acadêmica, onde esse comportamento é estimulado. Infelizmente, nem sempre posso seguir essa regra. Hoje fui obrigado a participar de uma série de palestras, e digo: a coisa está feia.

Determinadas pessoas se acostumaram tanto a falar qualquer besteira, e serem aplaudidas, que atualmente nem sequer preparam mais suas apresentações. Chegam e despejam um monte de jargões, cinco ou seis palavras-chave e pronto... já saem pro abraço, e o que é pior são aplaudidas!!!

Você então espera aquela palestra infindável terminar, e o palestrante já está lá falando mal dos Estados Unidos, defendendo o meio ambiente, ou ainda argumentando que fulano na comissão de direitos humanos é um absurdo... não importa o tema da palestra, os jargões sempre se repetem.

Hoje participei de três palestras distintas, três temas diferentes, três horários diferentes, três locais diferentes: mas TODAS usaram o mesmo discursso.... e todos os palestrantes foram aplaudidos, nenhum deles contestado. Afinal, não basta o palestrante falar besteira, todos tem que mostrar que concordam com ele.

Nessas horas me pergunto pra que estudar tanto? Pra que trabalhar duro? Nas palestras que dou, na esmagadora maioria das vezes, parece que estou jogando na Bambonera contra o Boca Juniors em alguma final de Libertadores da América, tamanha é a animosidade. Já os picaretas só recebem aplausos. Essas horas são difíceis, o melhor mesmo é voltar pra casa e abrir uma cerveja.

terça-feira, 19 de março de 2013

Qual o maior problema de LONGO PRAZO do Brasil?


Nova enquete no canto superior direito da página: Qual o maior problema de longo prazo da economia brasileira?

Qual você considera o maior problema de longo prazo do Brasil?

1) Carga Tributária: inclui-se aqui não somente a elevada carga tributária brasileira, mas também a péssima estrutura tributária do país. Misture isso com nossas confusas, e aparentemente infindáveis, leis tributárias. Some-se a isso o caos federativo envolvido na divisão tributária entre União, Estados e Municípios.

2) Leis Trabalhistas: inclui-se aqui não somente o conjunto gigantesco de leis trabalhistas, mas toda a estrutura judiciária necessária para tornar isso possível, tais como os tribunais e juizes dedicados apenas a isso.

3) Instabilidade das regras: inclui-se aqui o total desrespeito as regras estabelecidas. Entre elas podemos citar a falta de respeito a contratos, a constante violação do direito de propriedade, as recorrentes intervenções estatais no setor privado (seja aprovando novas leis, seja escolhendo setores para receberem subsídio público), a promulgação diária de novas leis que interferem na esfera privada do cidadão comum, entre outros atos.

4) Tamanho do Estado: inclui-se aqui a gigantesca estrutura e tamanho do Estado brasileiro, seja sendo ineficiente em combater o crime, seja sendo medíocre em providenciar educação e saúde. Enfim, não só o tamanho do Estado mas sua aparente infinita habilidade de ser ineficiente em praticamente todos os serviços que estão sob sua responsabilidade. Também incluí-se aqui o enfraquecimento (e desmoralização) das instituições.

Desnecessário dizer que uma série de outros problemas gigantescos ficaram de fora dessa lista: previdência, envelhecimento da população (problema demográfico), segurança (50 mil homicidios por ano), falta de abertura econômica, etc. Por aí pode-se ter uma idéia do que o futuro nos reserva.

domingo, 17 de março de 2013

O Momento das Reformas é agora!!! Não podemos perder a oportunidade

Ao contrário do que analistas dizem, o momento internacional é EXCELENTE para o Brasil. Existem dois fatos internacionais que realmente importam para a economia brasileira: taxa de juros e preços das commodities. A taxa de juros internacional está num patamar mínimo histórico, sendo que a taxa de juros real (descontada a inflação) chega a ser negativa em alguns casos. Já os preços das commodities, apesar de não estarem mais numa trajetória ascendente, ainda estão em patamares elevados.

O preço elevado das commodities torna os termos de troca mais favoráveis ao Brasil, isto é, nos deixa mais ricos. Muito do crescimento da economia brasileira nos anos passados se deve, em boa parte, a esse fator. A baixa taxa de crescimento do PIB nos últimos dois anos coincide com a estagnação, ainda que em patamares elevados, desses preços internacionais.

A taxa de juros internacional nos patamares atuais permite que nos financiemos a um custo relativamente baixo. Ou seja, caso precisemos de empréstimos para operacionalizar as reformas na economia, tais empréstimos podem ser conseguidos a um baixo custo.

Mas as taxas de juros internacionais não ficarão indefinidamente em patamares baixos, nem o preço das commodities irá nos favorecer para sempre. O momento atual é perfeito para realizarmos as grandes reformas que o Brasil precisa. Essas reformas impõe custos elevados de curto prazo, e seus benefícios se materializam somente no longo prazo. Sendo assim, devemos aproveitar a conjuntura internacional favorável para operacionalizar essas reformas. Com o preço elevado das commodities, e as baixas taxas de juros internacionais, a transição da economia brasileira poderia ser feito a um baixo custo econômico e social.

Reformas econômicas implicam em custos de curto prazo, e benefícios de longo prazo. O momento internacional permite ao Brasil realizar essa transição a um baixo custo. Infelizmente temos usado o boom das commodities, e as baixas taxas de juros, para estimular o consumo presente. Em vez disso, deveríamos estar usando esse momento para acumularmos a poupança que tornaria mais suave a transição entre reformas.

Cedo ou tarde teremos que fazer as reformas econômicas. Esperar então nos impõe dois custos. Em primeiro lugar a demora aumenta o custo das reformas. Em segundo lugar, a espera retira a vantagem estratégica de poder fazer a reforma quando a conjuntura internacional nos favorece. Pior será termos que fazer os ajustes na economia quando os juros internacionais subirem, e o preço das commodities cair.

sexta-feira, 15 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Uma Opinião Amadora sobre o novo Papa

Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, foi escolhido para ser o novo Papa. Será conhecido por Francisco I. Entendo muito pouco de questões teológicas, e sei menos ainda sobre o novo Papa. Sendo assim, esse post é muito mais o resultado de uma angústia do que propriamente uma opinião técnica.

Bergoglio tem vários méritos: humildade e dedicação sendo as características mais óbvias. Como jesuíta fica evidente que é alguém acostumado a seguir a hierarquia, e exigir que a mesma seja seguida, o que parece ser importante no atual momento da igreja. Além disso, ao escolher o nome de Francisco I sinaliza para a importância da igreja buscar seus fiéis onde quer que estejam.

Noto que algumas pessoas se mostraram desanimadas pelo perfil conservador do novo Papa. Acredito que estão erradas. Desnecessário dizer que é absurdo, em nossa época, esperar que um Papa se posicione contra pilares básicos da igreja. Quando um Papa se posiciona contra o aborto, ou contra o casamento gay, isso nada tem de conservadorismo, mas é apenas o mínimo aceitável para a igreja. Dizer que um Papa é conservador pois ele não aceita o aborto é o mesmo que dizer que Friedman (um dos maiores liberais de todos os tempos) é petista pois seria a favor de programas de ajuda aos pobres. Friedman não é petista, e, em minha opinião, Francisco I está longe de ser um conservador.

Até o momento um detalhe importante tem passado despercebido da grande imprensa: o apelo e apreço de Francisco I pela “justiça social”. Acredito ser esse um detalhe negativo no novo Papa. “Justiça Social” é um conceito absurdo. Existe o que é justo, mas “justiça social” implica que nem tudo que é justo é socialmente justo. Ou seja, o conceito “justiça social” implica que as vezes deve-se fazer o que é injusto para se ter justiça social. Esse é o caminho sem volta para uma ditadura. Esse é um caminho sem volta para abandonarmos o estado de direito, e ficarmos a mercê do que for definido por “justiça social”.

Espero sinceramente estar errado a respeito de Francisco I. Mas acredito que sua busca por “justiça social”, em vez de justiça, será um calcanhar de Aquiles pesado para a Igreja Católica. O conceito “justiça social” envolve várias arbitrariedades, implicando ações tanto contra a liberdade econômica quanto contra o estado de direito. Tomara Deus que eu esteja errado, e que Francisco I seja brilhante em seu papado.

A Assombrosa Falta de Compreensão do Processo Inflacionário por parte do Governo e da Imprensa


Entre junho e julho do ano passado eu fiz uma série de entrevistas com vários economistas. Todos respondiam ao mesmo conjunto de perguntas. A última pergunta era: “O governo parece estar usando política tributária para controlar a inflação. Você acredita que isso seja verdade? Se for verdade, concorda com isso? Por quê?

Obviamente nenhum dos entrevistados concordava com essa política absurda (que reflete muito mais um controle de preços do que um combate a inflação). Em especial vejam só a resposta do economista Irineu Evangelista de Carvalho Filho:
Usar política tributária para conter inflação me parece uma das idéias mais estúpidas que podem ser concebidas em política econômica, portanto eu não acredito que o governo brasileiro esteja fazendo isso”.

Até o meio do ano passado era difícil ao governo reconhecer que usava política tributária para combater inflação. Afinal, essa é uma idéia estúpida. Mesmo os economistas não alinhados tinham dificuldade de acreditar que o governo estava cometendo este tipo de infantilidade econômica. O tempo passou, e desde o final do ano passado vejo o governo defendendo abertamente o controle da inflação por meio de desonerações tributárias. O que é incrível é que a imprensa aceitou esse absurdo. Mesmo na CBN vemos comentaristas econômicos comentando o uso da política tributária para combater inflação como sendo algo trivial e correto. ERRADO!!! Isso é estupidez econômica.

Inflação é a perda de poder aquisitivo da moeda. Quando o governo abaixa os impostos para combater inflação ele NÃO ESTÁ COMBATENDO INFLAÇÃO!!! Está combatendo as consequências do processo inflacionário (aumento de preços), mas não sua origem (perda de valor da moeda). Vamos dar um exemplo. Quando você compra uma barra de chocolate por 5 reais, no fundo você está pagando pelo chocolate e por um conjunto de bens públicos (pois o imposto embutido no preço está financiando a compra desses bens públicos). Isto é, você estaria pagando pelo chocolate e por uma aspirina (que seria comprada com seu imposto e dada num hospital público).

Quando o preço do chocolate sobe para 6 reais isso é um reflexo da perda de valor da moeda. Quando o governo reduz o imposto do chocolate para obrigar o preço voltar aos 5 reais ele NÃO COMBATEU A INFLAÇÃO!!! Note que agora seus 5 reais compram apenas o chocolate (e não mais o chocolate e a aspirina como antes). Ou seja, o poder de compra da moeda caiu, mesmo que o preço do chocolate tenha permanecido inalterado.

O truque é que essa manobra tributária ENGANA os índices de preço tais como o IPCA. Se o índice de preços aqui fosse calculado SEM IMPOSTOS isso mostraria o truque do governo para toda sociedade. Esses truques do governo enganam a população, pois maqueiam o verdadeiro valor da inflação.

Repito: política tributária NÃO COMBATE INFLAÇÃO, apenas maqueia os índices de preço!!! E muito me surpreende que a imprensa, e os economistas, não estejam denunciando essa manobra que além de absurda é burra!!!

terça-feira, 12 de março de 2013

Entrevista para a Escola Austria de Negócios

Aqui está o link para minha entrevista na Escola Austria de Negócios.

Dou destaque para a seguinte passagem:

Quais reformas o governo deveria fazer para alcançar um desenvolvimento tal como China, Coréia do Sul e outros países que crescem bastante?

Eu tiro a China da análise. Ela não é modelo para ninguém. O Brasil precisa de 6 grandes reformas: 1) nas leis trabalhistas; 2) tributária; 3) previdenciária; 4) diminuir a burocracia; 5) abrir a economia; e 6) diminuir o tamanho do Estado. Além disso, precisamos de um Banco Central que combata a inflação. A estabilidade econômica é fundamental para qualquer ambiente de negócios.

Acima esta uma agenda de reformas que o Brasil deveria perseguir. Quantas dessas vão ser feitas nos próximos 10 anos? Depois não adianta reclamar....


sábado, 9 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Vexaminoso caso do BACEN... Tombini, está na hora de você pedir pra ir embora....


A inflação de fevereiro, medida pelo IPCA, atingiu 0,6%. Isso implica num acumulado de 6,31% nos últimos 12 meses.

O Banco Central claramente abandonou o regime de metas de inflação.

Para desmoralizar completamente o Banco Central, adivinhem quem está dando explicações sobre a dinâmica inflacionária??? Acertou quem respondeu: o secretário-executivo do Ministério da Fazenda!!!!!! Isso mesmo, agora quem dá explicações sobre a inflação é o Ministério da Fazenda!!!!!

É humilhação demais... Tombini, está na hora de você ir pra casa.

Sachsida homenageia as mulheres

No dia internacional da mulher, o Sachsida deixa aqui uma homenagem a elas.

Em respeito às mulheres eu digo NÃO ao relativismo cultural. Digo NÃO a ideia de que um homem tem o direito de estuprar uma mulher baseado em crenças de sociedades machistas. Digo NÃO às sociedades machistas que acreditam ser correto obrigar mulheres a cobrir o rosto, ou então que apedrejar uma mulher infiel seja correto. Meu respeito às mulheres me proíbe de aceitar o absurdo do relativismo cultural que diz não podermos comparar sociedades, podemos sim dizer que os costumes do ocidente são mais civilizados do que os de determinados países do oriente médio.

Em respeito às mulheres eu digo NÃO a todas as leis que beneficiam exclusivamente a mulher. Não posso aceitar que mulheres precisem de proteção extra ou de ajuda para competir com os homens no mercado de trabalho. NÃO aceito qualquer inferência de que a mulher seja inferior ao homem, e políticas destinadas exclusivamente as mulheres assumem implicitamente tal inferioridade.

Em respeito às mulheres eu digo NÃO a qualquer sociedade que ache justo apedrejar mulheres, digo NÃO a qualquer sociedade que acredita que a mulher precisa de uma legislação especial diferente da do homem, digo NÃO a qualquer sociedade que trate homens e mulheres de maneira diferente. As mulheres não devem nem ser punidas e nem receber benefícios diferentes dos recebidos pelos homens.

Em respeito às mulheres eu digo SIM. SIM, homens e mulheres devem receber SEMPRE o mesmo tratamento perante a lei. Os incentivos e punições devem sempre ser aos seres humanos, e nunca devem se basear no gênero. Homens e mulheres não são iguais – tal como um homem nunca é igual a outro –, mas perante a lei devem sempre ser tratados como se o fossem.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que o Banco Central está esperando???

Absolutamente todos concordam: a inflação preocupa. Então, pergunto: o que o Banco Central está esperando para agir???

Até quando o BACEN continuará culpando o feijão? A culpa da inflação é exclusiva do PÉSSIMO gerenciamento da política monetária recente.

As expectativas de inflação já estão acima do centro da meta. O que o BACEN está esperando para agir??? O BACEN se reuniu e mais uma vez fechou os olhos, mantendo inalterada a taxa de juros selic em 7,25% ao ano.

Quando Tombini deixar o comando do BACEN haverá instabilidade na taxa de câmbio, motivo: as expectativas não estão mais ancoradas. No passado, acreditava-se no tripé macroeconômico. Hoje o BACEN destruiu dois dos pilares: acabou informalmente com o regime de metas de inflação e tornou a política cambial mais exótica.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Resultado da Enquete: Qual foi a pior equipe econômica?


Saiu o resultado de nossa enquete: Qual foi a PIOR equipe econômica de todos os tempos?

No total foram 257 votos:

1) Mantega e Belchior com 112 votos (43%)
2) Zelia e Kandir com 82 votos (31%)
3) Bresser Pereira com 33 votos (14%)
4) Funaro e Sayad com 25 votos (9%)

Obrigado pela participação, e agora é oficial: Mantega e Belchior são a PIOR EQUIPE ECONÔMICA de todos os tempos!!!

Chavez, um ditador que morreu pois cometeu o pior dos erros de um mentiroso: acreditou na própria mentira


Chavez foi um ditador tal qual Hitler. Ser eleito pelo povo não é condição suficiente para chamá-lo de democrata. Democracia é o respeito às minorias e ao estado de direito, coisas que Chavez abominava.

Chavez deixa a Venezuela pior do que a encontrou: encontrou uma democracia e deixou uma ditadura.

Para a infinita sorte dos venezuelanos, Chavez cometeu o pior dos erros que um mentiroso pode cometer: acreditou na própria mentira. Mentiu tanto sobre as benesses do regime bolivariano que acabou acreditando na própria mentira, e foi tratar de sua doença em Cuba. Cuba, outra ditadura chegada a uma mentira, divulga as maravilhas de sua medicina há tempos. Infelizmente para os cubanos Fidel nunca acreditou nessa cascata. Quando Fidel precisou de ajuda tratou logo de chamar um médico espanhol (que trouxe equipamentos da Espanha para tratar do valente ditador).

Tivesse Chavez o bom senso de não acreditar em suas mentiras e ainda estaria vivo. Tivesse feito como Fidel, e chamado médicos espanhois para seu tratamento, aidna estaria vivo.

A Venezuela piorou com Chavez. Cuba piorou com Fidel. Você é daqueles que acredita nas maravilhas do sistema de saúde cubano? Então sugiro que, para seu próprio bem, você nunca pague para ver...

terça-feira, 5 de março de 2013

24 + 29 = 53

Caros amigos,


O artigo: "Crime in a planned city: The case of Brasília", escrito com Joao Faria e Laudo Ogura, acaba de ser aceito pelo Cities.

Com esse artigo chego a marca de 53 artigos aceitos/publicados (24 em revistas internacionais e 29 em revistas nacionais). O que na área de economia é uma marca respeitável.

Abaixo o abstract:

Abstract: Brasília, the capital of Brazil, offers an interesting ground to study crime factors. The central area (Plano Piloto) is characterized by greater concentration of economic activities and stricter planning, which leads to lower density and higher income than most places in the periphery. Using an econometric model to analyze two years of crime data for 27 divisions of the Brasília area, we find that higher overall crime rates in the Plano Piloto are related to the concentration of commercial activities, vertical housing, lower density and greater population size, while lower burglary rates reflect the predominance of vertical housing.

domingo, 3 de março de 2013

PIB em Baixa e Inflação em Alta: na década de 1980 foi assim...


PIB em Baixa e Inflação em Alta: na década de 1980 foi assim... será que estamos revivendo a década de 1980?

O Sachsida já cansou de avisar: as políticas econômicas atuais lembram muito AS MESMAS políticas econômicas adotadas no final da década de 1970. O resultado disso é óbvio: uma década de estagnação econômica.

O problema do Brasil NÃO É UM PROBLEMA DE DEMANDA. O baixo crescimento econômico brasileiro SE DEVE A QUESTÕES DE OFERTA. O problema do Brasil NÃO É o baixo investimento. O problema brasileiro é a baixa produtividade. Políticas de demanda que tentem aumentar o investimento irão inevitavelmente esbarrar na baixa produtividade da economia brasileira.

O problema do Brasil NÃO É conjuntural. O problema do Brasil é estrutural. Precisamos de uma reforma tributária, de uma reforma nas leis trabalhistas, de uma redução na burocracia, num aumento da abertura econômica e da liberdade econômica.

Esse ano o Brasil deve crescer perto de 3%. Em 2014 deve crescer outros 3%. Mas, se não mudarmos nosso rumo, o Brasil terá um doloroso despertar para a realidade em 2015.

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