domingo, 30 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: A Razão Das Manifestações: Inflação para os mais pobres é o Motivo


Neste vídeo explico o porque da inflação ter desencadeado as manifestações recentes. No fundo elas mostram uma revolta da população que reluta em perder para a inflação as conquistas sociais e econômicas obtidas nos últimos 20 anos. Para assistir ao vídeo clique aqui.

sábado, 29 de junho de 2013

A Razão Das Manifestações: Sachsida culpa o Banco Central, Inflação para os mais pobres é o Motivo

Semana passada o Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) formulou uma hipótese sobre as razões das manifestações: a desigualdade de renda teria caído num ritmo muito rápido, e parte da sociedade não estaria pronta para isso. Além disso, em relação aos manifestantes, ele diz “não diria que são os mais ricos, mas talvez não sejam os mais pobres”. Em relação a isso, Miriam Leitao colocou bons pontos, mostrando inclusive que pessoas vivendo em locais de baixa renda, como nas favelas, também estão protestando.

De maneira geral, discordo dos argumentos do Ministro da SAE, até porque não vejo ninguém reclamar que pessoas pobres estão melhor de vida (o que seria a consequência lógica da explicação do ministro). Quando ele diz "não é a mulher negra da favela da periferia que está nas ruas protestando", isso parece ser muito mais uma resposta política do que um argumento técnico. Vejamos, tal como sabemos, vários moradores de favela participaram dos protestos, o que, se não invalida, pelo menos lança dúvidas sobre a generalidade desse argumento. Além disso, CASO SE ACEITE o argumento do Ministro, poderia reescrever sua fala da seguinte maneira: "Os menos educados ficam em casa, e os mais estudados protestam", ou então "Manifestantes tem escolaridade maior do que a média nacional". Não acredito que o ministro queira sustentar esse ponto, logo não creio que seu argumento possa ser expandido.

Tendo a concordar com a linha de argumentação do professor de economia da UnB, Roberto Ellery. Boa parte da revolta não está na "antiga" classe média. Mas sim na "nova classe média". Devemos lembrar que, por uma deifinição estatística (adotada pelo ministro da SAE), uma família composta por pai, mãe e um filho, que recebam 800 reais por mês são considerados classe média. Ora são justamente a essas pessoas que a inflação está penalizando, e muito. Esta família toda anda de ônibus, e sofre com a falta de qualidade e a insegurança desse serviço. Um pequeno aumento na passagem do ônibus, pode significar um almoço a menos no final do mês para essa família.

O governo comete um erro básico: se esquece que a inflação é diferente para os diferentes segmentos de renda. Dessa maneira, apesar da inflação medida pelo IPCA (que representa famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos), nos últimos 12 meses, estar perto de 6%, a cesta básica (que reflete a inflação diretamente sobre os mais pobres) teve alta, segundo o DIEESE, de incríveis 26,8% em Fortaleza, e 23,4% no Rio de Janeiro. É esse o real motivo das manifestações: as conquistas sociais obtidas pela inflação sob controle estão em risco, a população sentiu isso e foi para rua.

Claro que a corrupção também é um problema sério, claro que existem outros motivos, mas foi a aceleração do processo inflacionário, arriscando destruir as conquistas sociais obtidas nos últimos 20 anos, que disparou o gatilho das manifestações. Devemos lembrar que a inflação é o mecanismo mais eficiente para concentrar renda. Com o fim da inflação, em meados de 1995, começou um vigoroso processo de desconcentração de renda e conquistas sociais. Processo esse que está sendo desafiado pela volta da inflação.

As manifestações de rua refletem o medo da população em perder para a inflação as conquistas econômicas e sociais obtidas nas últimas duas décadas. Resumindo, essa é mais uma conquista do péssimo gerenciamento de política monetária do Banco Central. Claro que as péssimas políticas fiscais adotadas pelo Ministério da Fazenda também ajudaram a piorar a situação. Afinal, para quem vê o poder de compra de seu dinheiro diminuir dia-a-dia, é ofensivo passar em frente a um estádio de futebol padrão FIFA custeado pelo dinheiro de nossos impostos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Falta Vergonha na Cara do Banco Central

Amigos, realmente falta vergonha na cara da autoridade monetária. Vejam só essas declarações:

- "Os diretores do Banco Central admitem que há uma probabilidade de 29% de o teto da meta ser estourado neste ano".

- "O Comitê de Política Monetária (Copom) avisa que há 25% de chance de o limite máximo da meta ser ultrapassado em 2014".


Que conversa mole é essa???? Essas probabildiades são altas demais, mostrem que o BACEN já desistiu há muito tempo de perseguir o centro da meta, e agora já demonstra que não tem tanto animo sequer para manter a inflação dentro do intervalo de confiança. O BACEN está violando suas prerrogativas legais!!!!

Cadê o Ministério Público?????? Vejam o que diz a resolução do Regime de Metas de inflação:

Art. 2o Ao Banco Central do Brasil compete executar as políticas necessárias para cumprimento das metas fixadas.

O BACEN NÃO TEM que dar desculpas ex ante!!!! Ele tem é que combater a inflação!!!

VideoCast do Sachsida: O que fazer com os estádios construídos para a Copa do Mundo?


Neste vídeo sugiro uma alternativa de uso para o Estádio de Brasília após a copa do mundo. Vamos transformá-lo numa gigantesca incubadora de empresas, nos mesmos moldes feitos pelas universidades americanas, tais como o MIT. Para assistir ao vídeo clique aqui.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Uma Pergunta Sincera a Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino

Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino são dois dos mais influentes pensadores liberais/conservadores do Brasil. Seus blogs e livros tem audiência ampla, ambos têm grande penetração na imprensa. Ambos são contrários às manifestações recentes.

Aqui você encontra alguns dos argumentos elencados por Constantino, e aqui alguns elencados por Azevedo, para serem contra as manifestações. São argumentos de peso e que devem ser respeitados. A priori eu tendo a concordar com eles. Notem que no meu post “Um pais a beira da eternidade” eu também me posiciono com receio das manifestações ocorridas.

Minha divergência com Constantino e Azevedo é outra: a recusa deles em participar das manifestações. Meu ponto é simples: eu também sou contrário as manifestações. Contudo, dado que as mesmas são uma realidade, e continuarão ocorrendo mesmo que nos recusemos a participar, acredito que a melhor estratégia seja participar delas e tentar incluir a agenda liberal/conservadora dentro das reivindicações do protesto. Claro que isso é difícil, mas é evidente que se ficarmos em casa aí é que isso não ocorrerá mesmo.

Então deixo aqui minha pergunta a Constantino e Azevedo: DADO que as manifestações estão ocorrendo, e continuarão a ocorrer independente de nossa vontade, qual é a melhor estratégia para os grupos liberais/conservadores? Ficar em casa e não apoiar as manifestações (que ocorrerão de qualquer jeito), ou ir para a rua e tentar divulgar as nossas idéias?

Claro que no longo prazo existem outras estratégias de difusão dos ideais liberais-conservadores. Mas a pergunta refere-se a situação atual. Dado que as manifestações estão na rua não é melhor participar delas? Qual o risco para os movimentos liberais-conservadores de participarem dessas manifestações? O que temos a perder? Aliás, vale ressaltar que ficar em casa também não é isento de custos e riscos.

Caso Constantino e Azevedo queiram responder será uma honra publicar suas respostas. E lembro novamente que ambos são defensores sérios e preparados da sociedade aberta.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Será que os Assessores de Dilma querem derrubá-la???

Amigos, prestem atenção nessa idéia da presidenta: "Dilma Rousseff propôs nesta segunda-feira, 24, a realização de um "plebiscito popular que autorize o funcionamento de processo constituinte específico para fazer reforma política"".

Em primeiro lugar isso tem tudo para ser INCONSTITUCIONAL!!! Não é claro que um presidente da República possa convocar uma Assembleia Constituinte. Também não é claro que, mesmo que possa convocar, possa limitá-la a um único assunto: reforma política. Por fim, mesmo que seja juridicamente possível convocar a assembleia constituinte, mesmo que ela possa ser limitada a reforma política, ainda assim resta a questão: o que entra e o que não entra no tema reforma política???

Agora vem a pergunta de 1 milhão de reais: por que a presidenta escolheu essa via??? A reforma política pode ser feita por lei enviada ao congresso. Pode ser feita por referendo (plebiscito) junto a população. Em resumo, não é necessário entrar no imbróglio jurídico de uma assembleia constituinte.

Será que os assessores de Dilma estão tentando derrubá-la? Ou será que a presidenta não ouve ninguém e faz tudo na base do voluntarismo, sem pensar muito????

domingo, 23 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: A PresidentA mentiu, e agora?


Nesse vídeo demonstro as falácias da presidenta Dilma em seu discurso à nação. A presidenta mentiu para a população, e agora? Para assistir ao vídeo clique aqui!

Agora sim!!! Aécio Neves agora mandou bem!


Agora sim, Aécio Neves mandou bem: Aécio diz que Dilma empurrou os problemas para debaixo do tapete.

Entrevista com Claudio Barra, membro do Partido NOVO

Abaixo a entrevista concedida por Claudio Barra, personagem importante no Partido NOVO.

1) Qual é a posição do NOVO em relação a reeleição para cargos do legislativo? Por quê?

RESPOSTA: O NOVO acredita na limitação ao “carreirismo político”. Para tanto, é vedado ao filiado eleito para cargo no Poder Legislativo que se candidate a mais de uma reeleição consecutiva. A oxigenação do sistema político é fundamental. A atuação parlamentar deve ser uma prestação de serviço do cidadão eleito e não uma profissão.


2) É comum o NOVO dizer que não é político, mas um partido político que se recusa a ser político não soa estranho? Para quando podemos contar com o NOVO participando de eleições? O que ainda falta?

RESPOSTA: O NOVO nasce sem políticos porque tem como objetivo atrair a participação do cidadão comum, o pagador dos impostos, o cidadão de bem, que normalmente não participa da vida política e partidária porque acredita que não pode fazer a diferença e que é um ambiente de desvios e corrupção. O NOVO é a semente de transformação das velhas práticas políticas tão condenadas pela sociedade. Temos a perspectiva de finalizar o processo de coleta de assinaturas de apoio nos próximos meses e, com isso, conseguir o registro junto ao TSE. Buscamos participar ativamente dos debates e das eleições de 2014. Para se juntar neste desafio, basta acessar a nossa página eletrônica na internet (www.novo.org.br) e assinar a ficha de apoio, o que não significa filiação partidária, apenas a manifestação de apoio ao nascimento do NOVO.


3) Liberação das drogas, aborto, venda de órgãos, eutanásia, redução da maioridade penal e pena de morte. Qual é a posição do NOVO sobre esses temas?

RESPOSTA: São temas complexos e para os quais o NOVO ainda não tem uma posição fechada. Pretendemos abrir discussões sobre estes temas com os futuros filiados do NOVO. Mas vale mencionar que os debates terão sempre como base os valores do NOVO. Para alguns destes itens, por exemplo, poderíamos recomendar plebiscitos e uma decisão no nível estadual.


4) O que o NOVO tem de diferente em relação a outros partidos políticos?

RESPOSTA: Do ponto de vista da estruturação partidária, destaco alguns diferenciais que já fazem parte do Estatuto do NOVO. Primeiramente, a Ficha Limpa é pré-requisito para filiação partidária de todos os membros. A gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo, ou seja, é independente e descentralizada. Os suplentes e vices candidatos são escolhidos em convenção de modo independente da candidatura ao cargo principal. Os candidatos assumem compromisso de cumprimento do mandato parlamentar, de gestão e de atuação legislativa, prevendo metas a serem cumpridas. O NOVO prestará suporte ao candidato e ao mandatário, com a criação de órgão de apoio e controle que desenvolverá técnicas, métodos, e padrões de atuação que resultem na maior eficiência de suas atividades. Do ponto de vista programático, o NOVO pretende preservar as liberdade individuais e a propriedade privada em oposição ao estado paternalista; rever o papel do estado, reduzindo o escopo de atuação, a carga tributária, a complexa legislação e regulamentação. Pretendemos promover a livre iniciativa com estímulo a um ambiente empreendedor e a cultura da excelência. Para finalizar, achamos fundamental a implantação de uma gestão pública eficiente, promovendo a boa governança e a transparência dos gastos, ciente, sempre, de que os recursos públicos são escassos.


5) Se o NOVO tivesse a chance de aprovar uma única lei no Brasil. Qual lei seria essa?

RESPOSTA: Uma medida importante seria a proibição de endividamento adicional do estado e teto para impostos.

sábado, 22 de junho de 2013

MENOS IMPOSTOS - A Bandeira a ser Defendida nas Manifestações!!!


Meus cartazes para hoje já estão prontos:
1) Menos Impostos - Carga tributaria no Brasil 36% - 4 meses de trabalho
2) Carga tributaria do Rei na Idade Media: 14,3%; No Brasil: 36% - 4 meses de trabalho para pagar!!!
3) Tiradentes se revoltou contra 20%. Impostos hoje no Brasil 36%!!!

Dilma descobre que esta rodeada de incompetentes, ou O Horroroso Discurso da PresidentA

Dilma esta descobrindo da pior maneira possível que esta cercada de incompetentes. Culpa dela mesmo que escolheu mal, e de sua personalidade que afasta os que não são chegados a serem ofendidos por crises de mau humor. O discurso de hoje entra para a história como um dos piores num dos momentos mais delicados de nossa história.

Dilma precisava mostrar ação, convicção, e sobretudo mostrar que está no comando. Não fez nada disso. Verdade seja dita, quem escreveu o discurso ficou devendo. Vamos aos pontos:

1) Dilma diz que vai conversar com os "movimentos". Muito bem, quais deles? Ela vai conversar com o Movimento Passe Livre? Aquele que dizia que não era apenas por R$ 0,20, mas que depois disse que era exatamente apenas pela redução da tarifa? Conversar com eles para que? Eles já disseram que estão satisfeitos. Então repito irá conversar com quais movimentos? Vai conversar com os liberais? Com os Fora Feliciano? Com os Fora Renan? Com os Fora Dilma? Tinha um pessoal na manifestação com a seguinte bandeira: "Patricinha também protesta", é com eles que Dilma irá conversar? Resumindo, proposta vazia e que irá chamar para o Planalto os mesmos movimentos esquerdistas que sempre lá estiveram.

2) Dilma diz que vai usar todos os recursos do petróleo na educação. Que recursos???? A Petrobras está indo a falência em decorrência do péssimo gerenciamento petista. Que recurso é esse presidenta? Aliás, a presidenta já combinou isso com o Congresso (onde o governo não consegue aprovar nem redução em conta de luz)? Qual é volume desses recursos?

3) Dilma diz que não desperdiçou recursos públicos na construção dos estádios, que esse dinheiro irá voltar para os cofres públicos. MENTIRA DESLAVADA (nesse momento, as pessoas que ouviam o discurso no CEUB vaiaram).

4) Dilma diz que o Brasil participou de todas as copas. E DAÍ???? O que isso tem a ver?

5) Dilma diz que é contra manifestações violentas. Não deixa de ser irônico alguém que participou de grupos terroristas dizer ser contra a violência.

6) Dilma diz que devemos receber bem os convidados estrangeiros. Uma declaração tremendamente infeliz. A invasão do hotel da FIFA foi um evento isolado. Um conselheiro sensato diria para a presidenta encher de policiais o hotel da FIFA e deixar esse assunto de lado. Pra que dar idéias a manifestantes que estão na rua???

7) Dilma diz que irá rediscutir a questão de movimentação urbana. Promessa vazia, vai de nada a lugar nenhum, e o que é pior: nao quer dizer absolutamente nada.

8) Dilma clama por uma reforma política. A presidenta tem a maior maioria de que se tem notícia na história democrática de nosso país. O que a impediu de fazer a reforma política nos primeiros dois anos de seu governo?

9) Dilma diz que quer aproveitar essa "onda" de maneira produtiva para discutir questões importantes. Claro, será um prazer. Que tal discutirmos a reforma tributária? Ou a redução dos gastos públicos? Ou uma redução na burocracia? De novo, o que impediu a presidenta de agir antes?

10) Dilma propôs importar médicos. Quem é o doido que escreveu esse discurso???? A vaia no CEUB apareceu na hora!!! É evidente que o governo se refere aos médicos cubanos, mal treinados e com um esquema de pagamento que pode ser enquadrado como trabalho escravo. As ruas em polvorosa e a presidenta traz para mesa de discussão um assunto super mal-resolvido. Será que não há um único assessor sóbrio no Planalto??? Nada contra a imigração de trabalhadores qualificados, mas é evidente que esse não é o momento dessa discussão.

11) Qual proposta concreta Dilma fez? NENHUMA, ZERO.

12) A presidenta assumiu algum erro? ZERO, NENHUM.

13) A presidenta demitiu alguém? Promoveu alguma mudança? NADA!!!!

Em momentos de crise os grandes líderes aparecem, não foi o que ocorreu com nossa presidenta. Discurso vazio, sem nada de concreto. Típico de quem não tem a menor noçao do que deve ser feito.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Só por curiosidade, cadê a PresidentA???? Cadê a Dilma??? Será que sequestraram ela???


Só por curiosidade: cadê a Presidente da República??? Será que sequestraram ela??? Alguém viu? Meu melhor palpite é que ela foi junto com a Luisa para o Canadá (piadinha antiga)!!!!!

O que vi e o que não vi na manifestação em Brasília, ou Notas de um Velho Manifestante


Estive ontem na manifestação em Brasília. Levei dois cartazes: “Mais Liberdade e Menos Estado: Fim do Monopólio” e “Mais competição: preços menores e qualidade maior”. Cheguei em frente ao Museu Nacional as 16:30 e sai de lá as 20:15. Essas são minhas reflexões sobre o que presenciei.

Não existem lideranças bem definidas, mas existem grupos que tentam capturar o movimento. Dos grupos que protestam contra tudo, a UNE e os estudantes secundaristas são disparados os melhores organizados. Dos grupos com protestos específicos chama a atenção o dinheiro gasto pelas associações do Ministério Público. Eles entregavam panfletos (feito num papel caro e muito bem diagramado) contra a PEC 37. Também alguém pagou por MUITAS camisas amarelas com os dizeres contra a PEC 37. O que me assustou: duas faixas grandes seguradas por supostos policiais militares, dando a entender que apoiavam o movimento, se realmente eram policiais militares não sei. O que não vi: não havia uma única bandeira ou camisa partidária. O que não significa que os partidos de esquerda não estavam lá. Estavam sim, mas estavam disfarçados por agendas!!! Quando um grupo passava pedindo “Reforma Política” fica evidente que ele estava seguindo a orientação do PT.

Resta evidente que não existe uma agenda específica nessas manifestações. Ontem, em Brasília, havia até um grupamento de índios protestando. Aliás, o deslocamento das diversas “alas” mostra que o movimento está longe de ser espontâneo. Diversos grupos tem se organizado para puxar para si a pauta das manifestações.

Esse é o verdadeiro embate: qual pauta prevalecerá? O movimento está carente de líderes e, no momento, é um amontoado de propostas sem nexo. Contudo, nos bastidores, existe uma tremenda luta para fazer vingar determinada pauta. Nesse sentido o Ministério Público está na frente. Conseguiu emplacar “Contra a PEC 37” na agenda da maioria dos manifestantes. Esse é o caminho que os liberais devem percorrer. Temos que ter propostas específicas, e tentar incluí-las na agenda de discussão.

Claro que a tarefa é difícil. Mas, no curto prazo, não vejo outra saída senão ir para as ruas com nossos cartazes e panfletos. Tenho 40 anos, sou doutor, tenho uma carreira bem estabelecida. Não foi fácil ir para a rua segurando um cartaz e depois ficar distribuindo panfletos. Mas a primeira vitória, e por vezes a mais difícil, é contra nós mesmos. Superarmos nossos preconceitos e irmos além.

Goste você das manifestações ou não, elas são uma realidade. Grupos de esquerda brigam para impor sua agenda aos movimentos. Ficar em casa contribui muito pouco no momento. Hoje o fundamental é mostrar a população que existe uma alternativa liberal, que existe uma alternativa baseada em menos Estado e mais liberdade, que existe uma alternativa superior a da esquerda. Contudo, não basta sabermos disso. Precisamos que nossa agenda faça parte do movimento, e isso, no curto prazo, só se consegue participando-se das manifestações.

OBS: meus cartazes chamaram muita atenção. Diversas pessoas tiraram foto e o apoiaram. Além disso, um jornalista veio me entrevistar sobre isso. Em resumo, é difícil, mas é possível.

OBS2: os garotos do movimento Brasil Livre fizeram bonito, distribuíram panfletos e tentaram ao máximo divulgar as idéias liberais.

OBS3: havia cartazes que pediam estatização das empresas. Ou seja, nossos adversários estão em campo... cabe a nós não deixá-los sozinhos!

OBS4: um bom número de cartazes dizia “Fora Dilma”.

OBS 5: para todos os efeitos práticos o governo Dilma terminou essa semana. Mesmo com o desemprego ainda baixo, e a renda ainda alta, essas manifestações simplesmente demonstraram que o governo Dilma não tem força para aprovar mais nada. Esqueçam qualquer reforma, o governo vai agora tocar com a barriga até as próximas eleições e, que fique bem claro, gastando cada vez mais recursos públicos.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

No silêncio dos inocentes dolar vai a R$ 2,26!!!!


Esse Banco Central é sortudo mesmo... não fossem as manifestações de rua e já teria presidente do BACEN na rua... dólar vai a R$ 2,26. Nada contra o dólar flutuar, eu sou a favor do câmbio flexível, quem não é a favor dessa flutuação é o BACEN... logo ele se mostra incompetente para evitar isso também (e olhe que reservas internacionais não nos faltam).

Onde está Aecio Neves??? Alguem viu??? Sera que sequestraram ele???


Será que sequestraram Aécio Neves? O que tem a dizer o homem que quer liderar a oposição? Aliás, cadê Aécio Neves??? O que ele tem a dizer sobre esse movimento??? Um líder mostra seu valor nas crises, infelizmente o político mineiro parece desaparecer nesses momentos.... uma pena.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"O que é o Homem que não tenta melhorar o local em que vive"


Com essa abertura "O que é o Homem que não tenta melhorar o local em que vive", que nos remete à abertura do filme "Cruzada", faço aqui um pedido. As manifestações estão nas ruas, goste você delas ou não, esta é uma realidade. No momento, a única maneira que temos de influir no processo é irmos as ruas também. Defendermos nossas idéias, mostrarmos quais são as alternativas liberais aos nossos problemas. Temos que mostrar que existem alternativas as ideias de mais Estado. Temos que mostrar que a solução é MENOS estado.

Muitos não gostam de manifestações, mas lembrem-se: estamos na cidade à beira da eternidade. O que acontecer nos próximos dias terá repercussões de longo prazo. Esse é o momento de nos manifestarmos, de tentarmos expor a população às ideias liberais. A tarefa é dura, mas não creio haver alternativa melhor no curto prazo.

Minha contribuição a causa liberal. Estarei la!!! Empunhando cartazes e tudo!!!! A minha parte, como sempre, estarei fazendo. Na linha de frente !!!! Venha você também!!!! Junte-se a luta pela sociedade aberta!!!!!

Acho que os liberais NAO PODEM se esconder, temos que ir pras ruas também. Mostrar nossas alternativas, mostrar que temos agenda, e tentarmos colocar nossa agenda em discussão. Para isso temos que nos manifestar!!!!!

Manifestação pela Desestatização do Transporte Coletivo - Brasília.

Quando: QUINTA-FEIRA (20/06/2013)
ONDE: Em frente ao Museu Nacional de BRASÍLIA
Horário: 17:00 horas


Atenção: a manifestação é pacífica, não pretende parar o trânsito, e nem incomodar quem não esteja interessado.



Manifestação pela Desestatização do Transporte Coletivo - Brasília; Texto escrito por Daniel Tisi


No momento em que o Brasil se manifesta de uma maneira que há tempos não se via, comentaristas, jornalistas, blogueiros, políticos e mesmo os manifestantes demonstram uma grande dificuldade em transformar essas movimentações em pautas concretas e politicamente factíveis.

Até o momento, as reivindicações aparentam ser muito difusas. Alguns pedem por mais segurança. Outros por uma educação de qualidade. Mas, ao que parece, a demanda que possui maior eco é a da redução dos preços das tarifas de transporte coletivo por todo o país.

Apesar de expressarem o anseio por um transporte coletivo barato - alguns chegam a demandar até a sua gratuidade -, muitas pessoas que têm ido às ruas apresentam sugestões um tanto quanto irrealistas e impossíveis de serem conquistadas sem que a sociedade seja penalizada com mais impostos.

O Movimento Brasil Livre é apartidário e sugere uma alternativa para se atingir o nobre fim de redução dos custos da passagem de transporte coletivo para estudantes, trabalhadores e usuários comuns: um choque de livre mercado.

A desestatização do setor, com o fim do cartel garantido pelo estado e do qual se beneficiam poucos empresários é o arranjo que deve ser efetivamente combatido por todos os manifestantes. Esse imoral arranjo é uma troca promíscua entre o aparato de violência estatal e empresários "amigos do rei", os quais se submetem às regulações de burocratas tendo em contrapartida a garantia de que somente eles operarão o sistema, evitando, com isso, o fenômeno da concorrência.

Somente a concorrência, ampla e irrestrita pode trazer os preços dos transportes coletivos para baixo e, ao mesmo tempo, levar aos usuários a oferta de um serviço de mais qualidade.

Está na hora de os brasileiros enquadrarem o imoral e perverso fenômeno da criminalização dos empreendedores, os quais, para ofertarem seus serviços de forma livre e espontânea a usuários que também espontaneamente queiram contratá-los, devem passar por um maçante corredor polonês de exigências burocráticas, elevada carga tributária e imposições regulatórias esquizofrênicas que sufocam os novos entrantes, tornando rentável apenas os negócios daqueles que "conhecem os caminhos".

Assim, o Movimento Brasil Livre possui a seguinte pauta:

Legalizar Vans e Microônibus
Desvincular os preços de taxi-lotação e ônibus
Reduzir os Impostos que Incidem sobre o transporte público
Ampliar o número de licença de taxis
Testar novos modelos para o financiamento do transporte coletivo.


Nosso evento ocorrerá nas principais Capitais do país e possui a mesma indignação dos principais movimentos que também estão se manifestando. Contudo, temos um diagnóstico diferente: Menos estado e Mais Liberdade! Sem concorrência não há competência! Livre mercado para o sistema de transporte coletivo já!

Em Brasília, o Movimento Brasil Livre se reunirá em frente ao Museu Nacional, nesta quinta-feira, 20, a partir das 17 horas. Mais informações podem ser obtidas neste link: https://www.facebook.com/events/527324857323137/
Assinado Daniel Tisi Stivelberg
Movimento Brasil Livre

O Sachsida Apóia: Manifestação pela Desestatização do Transporte Coletivo - Brasília


QUINTA-FEIRA, as 17:00 horas, em frente ao Museu Nacional de Brasilia, o Sachsida estará participando da Manifestação pela Desestatização do Transporte Coletivo - Brasília.

Venha você também participar desse evento, venha conhecer algumas idéias para melhorar o transporte coletivo no Brasil!!!

Atenção: a manifestação é pacífica, não pretende parar o trânsito, e nem incomodar quem não esteja interessado.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Abaixo, artigo escrito por Claudio Shikida!

A manifestação que desmanchou ao contato com o ar (um longo e não revisado ensaio).

Um país a beira da eternidade....

As manifestações que ocorreram em todo o Brasil hoje ainda estão por serem compreendidas. Foram boas para as oposições? Enfraqueceram o governo? Mudam algo?

Minha leitura não é otimista para a causa liberal. Ao contrário de muitos, eu não acho que esse movimento enfraqueceu o PT. Pelo contrário, acredito que o PT e os partidos de esquerda saem fortalecidos dessas manifestações. O grande perdedor foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o PSDB. Mas esse é apenas o efeito superficial. De maneira mais profunda, acredito que a causa liberal foi a grande vítima dessa segunda-feira.

Eu vi várias demandas feitas pelos manifestantes. Vi várias bandeiras serem empunhadas. Mas, em momento algum, vi qualquer manifetação pela causa liberal. A esmagadora maioria dos manifestantes protestavam por MAIS Estado. Nas discussões sobre o transporte público, tirando raras e honrosas exceções, poucos se lembraram de culpar o Estado pelo caos atual. Afinal, essa é uma concessão pública. A proposta que ganhou força foi a do passe livre. Idéias liberais para melhorar o transporte urbano sequer foram aventadas.

Os movimentos também não foram tão espontâneos assim. Foram organizados, e novamento não foram organizados por partidários da causa liberal. Essa segunda-feira marcou uma aceleração do processo de combate contra a sociedade aberta* no Brasil. Olhando para as consequências de longo prazo, proponho a pergunta de 1 milhão de reais: como tirar das esquerdas o monopólio desses movimentos? Como fazer para que as idéias liberais circulem dentro de tais organizações populares?

Não sei a resposta para as perguntas acima, mas hoje vejo nosso país como a cidade a beira da eternidade...


*: na versão escrita há dois dias atras, em vez de sociedade aberta tinha escrito "ao livre mercado". Acredito que o termo sociedade aberta capture melhor o sentido que quis dar ao texto.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: Como melhorar o Transporte Público no Brasil?


Neste vídeo apresento algumas estatísticas sobre o transporte público no Distrito Federal. Ao final sugestões de políticas públicas para melhorar o transporte público são feitas. Para ver o vídeo clique aqui.

domingo, 16 de junho de 2013

O Pacote Fiscal do Sachsida, texto escrito em 03 de março de 2011!!!!

No dia 03 de março de 2011 escrevi o texto abaixo. Deem uma olhada no item 4. Pois é, eu ME MANIFESTEI A TEMPO. Não esperei até a abertura da Copa das Confederações para isso. Acho que vale a pena reler o texto que escrevi há mais de 2 anos atrás!!! Aproveitem e releiam o item 5.... ou o 6... ou o 7.... vejam que abaixo está descrito o caminho que teremos que, cedo ou tarde, seguir... quanto mais demorarmos nos ajustes mais caros e difíceis os mesmos serão.

O Pacote Fiscal do Sachsida

Quando se conhece a estrutura do gasto público no Brasil, o primeiro detalhe que chama a atenção é a impossibilidade de se fazer grandes cortes de gasto num único ano. Assim, qualquer pacote fiscal deve ter em mente um horizonte mínimo de 3 a 4 anos. Grandes ajustes dependem de consistentes alterações ao longo dos anos. Essa é a única maneira de se produzir um ajuste fiscal sério no país. Junto com a redução do gasto público deve ser realizada uma reforma que reduza a carga tributária no Brasil (deixaremos a questão tributária para outra postagem).

1) A mais fácil medida a ser tomada para o ajuste fiscal é o fim imediato das operações entre Tesouro Nacional e BNDES. Tais operações geram pesados ônus ao erário público, e ao mesmo tempo fragilizam a situação fiscal do país.

2) Reduzir, e muito, os gastos com investimento público. Essa é a maneira mais efetiva de se diminuir gastos no curto prazo.

3) Acabar com a regra atual de reajuste do salário mínimo. Tal regra terá um impacto terrível nas contas públicas em 2012.

4) Desistir de sediar a Copa do Mundo de 2014. Os recursos podem ser melhor usados numa série outra de programas, tal como na melhoria da educação básica. Quando o governo diz que irá gastar R$ 1 bilhão na reforma da Fonte Nova (Bahia) não tem como não ficar assustado.

5) Desistir de sediar as Olimpíadas de 2016. O investimento é muito alto, e num país sem esgoto e sem água encanada isso não pode ser prioridade.

6) Projeto de Lei que aumente a idade mínima para aposentadoria para 67 anos, com uma regra de transição, tanto para homens como para mulheres. Além disso, finalizar a opção de se aposentar por tempo de serviço (a não ser na presença de redutores salariais).

7) Não elevação dos gastos com o bolsa família e implementação de uma regra compulsória de saída. O problema do bolsa família não está na falta de recursos e nem em sua abrangência (com quase 13 milhões de famílias atendidas). O problema do bolsa família está na ausência de uma regra de saída.

8) Concursos públicos: cada caso deve ser analisado separadamente. Reajuste do salário dos servidores: cada caso deve ser analisado separadamente. A regra de ouro aqui é, gradativamente, diminuir parte da excessiva atratividade do setor público. Salários altos, e risco, são características do setor privado. Quem quer ir para o setor público terá menos risco, mas ao custo de um salário menor.

9) Forte redução com gastos de publicidade, incluindo redução desse gasto nas empresas estatais e nos bancos públicos.

10) Proibição do Banco do Brasil e da CEF de comprarem participação em bancos privados. Se isso não for legalmente possível, então é melhor vendê-los.

11) Forte redução na quantidade de Ministérios, com imediata redução do número de funcionários comissionados não concursados.

12) Imediata auditoria nos repasses para todas as ONG´s, abrindo inclusive processo judicial quando se fizer o caso. Inclui-se aqui também o fim do repasse para qualquer ONG ligada a movimentos ilegais (tal como as ligadas ao MST).

13) Regra para o “Restos a pagar”. Em grande parte das ocasiões, o “restos a pagar” é uma maneira do governo enganar a opinião pública (dizendo que economizou um dinheiro que na verdade gastou).

14) Abandonar, pelos próximos 4 anos, os grandes projetos tais como o trem de alta velocidade, o programa Minha Casa Minha Vida, e a usina de Belo Monte.


Ajuste fiscal é isso. Ajuste fiscal dói no bolso, ajuste fiscal corta gastos e corta projetos que talvez sejam importantes (mas que não são urgentes). Ajuste fiscal deixa as pessoas tristes e descontentes com o governo. Se quando o governo anuncia um ajuste fiscal as pessoas ficam felizes, então pode apostar que tem algo errado.

sábado, 15 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: Hoje NÃO É o momento para se manifestar!!!!


Se você está na manifestação contra os gastos da copa em Brasilia, POR FAVOR, vá para casa. Esse não é o momento e nem o local para essa manifestação. Para assistir ao vídeo clique aqui.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ALERTA: será que o vídeo do policial quebrando a própria viatura é verdadeiro?????


Tem um vídeo fazendo o maior sucesso no youtube: um policial estaria supostamente quebrando o vidro da própria viatura (para incriminar depois os manifestantes).

Assistindo ao vídeo tenho as seguintes dúvidas:

1) Por que um policial quebraria o vidro da viatura naquele lugar??? Notem que a viatura esta num local iluminado e aberto. Mais que isso, ao fundo do vídeo aparecem AO MENOS 4 CIVIS!!!! Isto mesmo, o policial teria supostamente quebrado o vídeo da própria viatura num local claro, com ampla visibilidade e cheio de testemunhas civis por perto. Não parece estranho isso???

2) Tem um reflexo no vidro que foi supostamente quebrado. ESTRANHAMENTE o reflexo NÃO muda de posição depois que o vidro é quebrado..... como é que se quebra um vidro e o reflexo permanece lá?????

3) Não é claro para mim que a força usada pelo policial é suficiente para quebrar o vidro de uma viatura. Se o vidro estava intacto, me parece que quiebrá-lo demandaria mais força.

Resumindo: contei ao menos 4 pessoas CIVIS ao redor da viatura. Se um policial quisesse forjar o fato não seria de se esperar que ele fizesse isso em local mais isolado, menos iluminado e não em campo aberto? Outro detalhe, vidro de viatura não quebra com essa facilidade. A pancada tem que ser grande para trincar o vidro. Essa batida que ele deu não tem forca para quebrar um vidro que já não estivesse quebrado. Por fim, gostaria de saber o porque do reflexo no vidro não desaparecer, mesmo depois do vidro ser quebrado.

Não sou um especialista no assunto e posso estar completamente errado. Se este é o caso, o policial e todos que estavam com ele devem ser punidos. Mas, minhas dúvidas são fortes o bastante para desconfiar que esse vídeo NÃO MOSTRA o que diz mostrar....

quinta-feira, 13 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: Estudantes NÃO!!! Bandidos!!!


Este vídeo demonstra que os marginais que estão depredando São Paulo e o Rio de Janeiro são bandidos, e não estudantes!!! Estudantes não tentam botar fogo em outra pessoa, isso é coisa de bandido!!! Para assistir ao vídeo clique aqui.

VideoCast do Sachsida: Ainda é possível evitar o desastre econômico que ocorrerá em 2015!!!


Nesse vídeo dou a receita para evitar o desastre econômico que se aproxima de nosso país. Ainda é possível evitar o desastre, mas temos que agir rápido!!! Clique aqui para assistir ao vídeo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Respostas ao meu vídeo sobre a PEC 37

Recebi várias críticas sobre meu vídeo referente a PEC 37. Em resumo, eu sou CONTRA o Ministério Público poder realizar investigação SOZINHO, pode realizar investigação desde que junto com a polícia. Na minha opinião, o Ministério Público (MP) já tem poderes demais. Não devemos concentrar ainda mais poderes nesse órgão. Para assistir ao vídeo clique aqui.

Respostas aos comentários

1) "Sachsida, você não acha que todo monopólio é ruim? Porque acha bom deixar o monopólio da investigação com a polícia, que é subordinada ao executivo?"

Resposta) Sim, todo monopólio é ruim. Então que tal darmos a polícia o poder de propor ação penal pública (que é monopólio do Ministério Público)? Pelo seu argumento, se é ruim a polícia ter o monopólio da investigação também deve ser ruim o MP ter o monopólio de propor ação penal pública, concorda? Que tal também retirarmos o monopólio do julgamento dos juízes? Afinal, todo monopólio é ruim. Note que o monopólio do sistema legal é do Estado, isto é, ao fim e ao cabo, o sistema legal já é um monopólio estatal. O que se está julgando é qual ente ou entes do Estado serão responsáveis por qual tarefa. Nesse sentido eu prefiro que cada ente estatal fique com uma parcela menor das responsabilidades, evitando assim a concentração excessiva de poderes num único órgao do governo.


2) "Vou negar seu video por uma única justificativa, sem o MP nas investigações não existiria o julgamento do mensalão e tantas organizações criminosas desmantelados, somente 3 paises convive no ideal da pec 37, unganda, Quênia e indonésia, eles vivem na linha da pobreza e com idh abaixo da posição 150, e isso que você quer?"

Resposta) Na Espanha, se não me engano, os juízes têm poder de investigação. É isso que você quer? Veja, temos que ter cuidado antes de julgar sistemas legais de outros países. Até onde sei, em nenhum país do mundo o MP é tão forte quanto no Brasil. Isto é, o MP aqui já tem muito mais poderes que seus equivalentes em outras partes do mundo, incluindo a Europa. Por acaso temos menos corrupção aqui? Claro que isso não é culpa do MP, de maneira semelhante não é claro que os desastres dos países que você citou seja evidência das consequências de falta de poder do MP. Por fim, peço que você se atente a meu vídeo: eu NÃO EXCLUO o MP das investigações!!! Eu sou contra o MP investigar SOZINHO. Resumindo, sou favorável que o MP possa participar das investigações da polícia, mas sou contra que o MP possa investigar sozinho.


3) "Na verdade, a investigação pertence ao Ministério Público, pois a própria ação penal pertence a essa instituição. A polícia judiciária nada mais é do que um braço do MP que tem a função auxiliar de colher elementos a fim de instruir a sua ação penal. Assim, a solução não é tirar o poder do MP de colher subsídios à sua própria ação, mas sim eliminar o cargo de delegado. Deve-se deixar de delegar o poder do MP aos delegados e fazer com que as delegacias sejam gerenciadas por policiais de carreira".

Resposta) Esse não é meu entendimento. Acredito que isso aumentaria brutalmente o poder do MP, o que seria perigoso para a sociedade aberta. Também discordo de que a polícia seja um braço do MP. Confesso que essa é a primeira vez que me deparo com esse argumento. Seria interessante saber mais sobre o mesmo, e verificar como tal argumento evita a concentração de poder que fatalmente ocorrerá em favor do MP.


4) "Gosto dos seus videos e opiniões, mas neste consegui assistir até os 50 segundos apenas. Sua opinião está equivocada. Retirando o poder de investigação do MP, automaticamente voce retira o poder de "corregedoria" independente em investigar delegados, policiais etc...Com a autonomia de investigação restrita aos delegados, que subordinados ao min. da justiça, o executivo terá o tal "poder absoluto" sobre a condução das investigações. É um efeito nefasto em cascata".

Resposta) Peço que você assista ao restante do vídeo. De maneira alguma eu retiro o poder de investigação do MP. O que eu quero retirar é o poder do MP investigar sozinho. Isto é, o MP continua tendo poder para investigar em conjunto com a polícia. Sou contra APENAS o MP poder investigar sozinho.


5) "Sachsida, sou seu fã! Mas pela primeira vez falou uma grande besteira. O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Sou Policial Federal. Com essa PEC o poder absoluto vai ficar na mão dos delegados federais e civis, retirando-se o poder de investigação do Ministério Público, Ibama, CGU, Receita Federal etc. O poder ficará única e exclusivamente na mão dos delegados, imagina um delegado de algum estado sendo mandado pelo governador?"

Resposta) Sim, essa é uma preocupação que também tenho. Vamos responder essa questão em duas partes. Primeiro, no caso do delegado corrupto essa PEC não altera o comportamento do delegado: ele não investigava o governador antes, e também não irá investigar agora. Contudo, sem a PEC o MP poderia investigar sozinho o governador corrupto. Mas note que mesmo com a PEC o MP ainda pode pedir a investigação, e punir o delegado corrupto se este for relapso (sim, o MP tem instrumentos para isso). Ou seja, proibir que o MP investigue sozinho não afeta esse caso, pois o MP ainda tem instrumentos para obrigar a polícia a investigar e fazer um bom trabalho. Vamos agora ao segundo caso, o delegado é honesto. SEM a PEC ele irá investigar o governador do mesmo jeito, mas com a ajuda do MP. COM a PEC ele irá investigar o governador do mesmo jeito, e novamente com a ajuda do MP. Sendo assim, me parece que, apesar de seu argumento ser importante, a PEC mantém o sistema de checagens e balanços (check and balance) necessário ao bom funcionamento do sistema democrático.


Por fim, quero lembrar a todos que o MP, tal como qualquer órgão público, também esta sujeito a interferências políticas, e claramente tem uma agenda política. Será que nos esquecemos daqueles procuradores que fizeram o famoso churrasquinho na cracolândia? Ou então daqueles outros que infernizavam a vida do governo FHC, mas que simplesmente desapareceram no governo Lula-Dilma? E no caso dos absurdos cometidos pelo MST, onde está o MP? Aliás, cadê o MP nos conflitos de terra? Se você se esqueceu de tudo isso que tal clicar aqui!!! Achar que o MP é o lar de indivíduos que só pensam no bem comum me parece um equivoco perigoso. Os conflitos de interesse existem lá como existem em qualquer outro órgão público. Daí a necessidade de se limitar seu poder.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Uma resposta a meu post, por Joel Pinheiro


Abaixo segue uma resposta elaborada por Joel Pinheiro ao meu post "Um Conselho aos Seguidores de Von Mises: Não Se Tornem Seguidores de Karl Marx". Aproveito para responder a pergunta final dele: de minha parte seria um prazer e uma honra tomar esse chopp.

Esses dias, Adolfo Sachsida publicou, em seu blog, um "Conselho aos Seguidores de Von Mises". Segundo ele, a postura intelectual de muitos liberais brasileiros deixa a desejar. Perderam de vista a realidade, transformando-se em seguidores fanáticos de Mises, que não ousam discordar de uma linha dele.


Nunca vi esses tais seguidores ferrenhos de Mises. Quem, mesmo no IMB, defende a conscrição militar em tempo de guerra? Ou a proibição (estatal, decerto) de reservas fracionárias nos bancos? Ou a imposição do padrão-ouro? Quem, dentre os libertários, seria capaz de fazer uma afirmação como esta? "Government as such is not only not an evil, but the most necessary and beneficial institution, as without it no lasting social cooperation and no civilization could be developed and preserved. It is a means to cope with an inherent imperfection of many, perhaps of the majority of all people." ["O governo enquanto tal não só não é um mal, como é a instituição mais benéfica e necessária, já que sem ela seria impossível desenvolver e preservar a civilização ou qualquer cooperação social duradoura. Ele é um meio para lidar com a imperfeição inerente de muitos, talvez da maioria das pessoas."] (The Ultimate Foundation of Economic Science, cap. 5, seção 10).


Mises não é o X da questão, e é estranho que Sachsida não veja isso. O X é Rothbard. Mas, acrescento, também não encontro seguidores de Rothbard que façam dele uma Bíblia. Sei que muitos libertários, por exemplo, têm uma visão diferente de como se estendem os direitos dos pais sobre suas crianças. Encontro, isso sim, gente que aplica com consistência absoluta o princípio da não iniciação de agressão (PNA) que Rothbard defendia. São coisas muito diferentes.


No lugar dos três critérios elencados por Sachsida (que, fora o primeiro - defesa da propriedade privada -, parecem um tanto redundantes e/ou desnecessários, dependendo de como se os lê), os libertários da corrente rothbardiana defendem um critério único para determinar o grau de liberalismo: grau de adesão ao PNA ou ao direito irrestrito à propriedade privada (não sei se as duas coisas são equivalentes, se uma decorre da outra; aqui não é muito relevante e tomá-las-ei como sinônimas). Por essa definição, que é simples e, ao que me parece, condizente com o senso comum, é muito simples determinar quem é ou não liberal em diversas questões. Você defende que um Estado cobre impostos para manter um sistema de tribunais e polícia? Bom, então você é menos liberal do que outro que considera mesmo esse imposto mínimo uma violação inaceitável do PNA ou da propriedade privada. Não há polêmica nisso, há? Eu mesmo, que não sou um liberal puro sangue pela definição (basicamente porque o PNA não me convence da forma absoluta que os libertários demandam), não vejo problema em dizer: sim, comparado a alguém como Hoppe ou como Fernando Chiocca, sou menos liberal. Comparado a alguém como o Sachsida, sou provavelmente mais liberal. Quem disse que a melhor posição é aquela que maximiza o liberalismo (conforme definido aqui - respeito à propriedade privada)?


Comparados ao mainstream do pensamento político, eu, Chiocca e Sachsida somos, os três, liberais. Estamos apenas medindo o grau de adesão a um princípio, e não expressando uma superioridade moral (ainda que, para o defensor da PNA, quanto menos liberal, mais imoral).


Por trás dessa mera medição de liberalismo, o que está em jogo são duas formas distintas e independentes de se defender a liberdade individual. Uma delas mais baseada nas consequências, e portanto mais próxima a considerações econômicas, e outra preocupada com uma certa visão de princípios éticos. Para quem enxerga o PNA como um princípio moral, não há possibilidade alguma de defender a existência do Estado, mesmo que se se prove, por A + B, que a imensa maioria da população sairia beneficiada da existência de um Estado mínimo. A questão nem se coloca. A ciência econômica pode dar ainda mais motivos para se defender a liberdade, mas jamais será capaz de provar nada contra ela.

É natural que os liberais mais afeitos à economia e à análise das consequências de políticas liberais sejam menos radicais do que os principistas. Deles, apenas uma pequena parcela defenderá uma ordem 100% liberal, ao passo que todos os principistas a defendem. Mas não é aí que reside a principal diferença.


Há muitos libertários que defendem o anarco-capitalismo com argumentos econômicos, ou de ética das virtudes (que não tem nada a ver com o PNA), ou o que seja. Nenhum desses, via de regra, considerará que discordar dele seja imoral. É aí que vemos a diferença de postura. Para o defensor da PNA o caso é exatamente esse: desviar dele em qualquer detalhe é já abrir mão de um princípio inegociável, e portanto é uma ofensa moral, própria de um criminoso em potencial. "Ah, então você considera justo colocar uma ARMA NA MINHA CABEÇA para me obrigar a financiar um sistema de tribunais e cortes para julgar crimes? Medo de você!" Acho que os libertários do PNA erram ao inferir que discordar do PNA em algum caso faça do sujeito alguém imoral. Ter uma opinião errada acerca da moral e ser imoral são coisas diferentes; mas sem dúvida é forte a tendência de identificá-las (direitistas e católicos também o fazem a torto e a direito).


Ser radical, levar um princípio a sua consequência lógica inescapável, é um tipo de mérito intelectual. É bom que haja pessoas que o façam. Essas pessoas serão as mais liberais no sentido político definido acima. Serão pouco liberais em um outro sentido: o de prezar um clima de serenidade intelectual, ceticismo e polidez na discussão. Historicamente, muitos liberais políticos foram também liberais nesse outro sentido. Mas nem todos: Ayn Rand era bastante liberal politicamente, mas pessoalmente suas atitudes e opiniões eram de uma intransigência inigualável (e, pra completar, não defendia o PNA).


Quanto a esse sentido pessoal de ser liberal, faço uma triste constatação: para se chegar à verdade e ter conclusões mais precisas, é bom ser liberal - prezar a opinião alheia, reconhecer as limitações das próprias, ouvir a todos, etc. Para efetuar mudanças políticas, contudo, é um fator negativo. Céticos cautelosos, sempre corteses e prontos a mudar suas opiniões caso evidências melhores surjam, jamais formarão um movimento político. Sim, a organização política de nossas sociedades impõe um conflito entre virtude intelectual pessoal (penso que essa serenidade seja algo admirável) e capacidade de fazer o bem social.


Alguém aqui quer um mundo mais liberal, isto é, com menos Estado? Então é melhor se acostumar com seus novos colegas, que não, não seriam bem-vindos e nem teriam interesse de participar do encontro da ANPEC. Há gente que se persuadirá com argumentos intelectuais mais refinados, e há gente que se persuadirá com posicionamentos simples, claros e cheios de convicção. Cabe a cada um tentar, na medida do possível, unir as duas coisas; só não se iluda: há uma rudeza incompatível com a academia que é, contudo, imprescindível na organização política.


Voltando ao PNA: como já disse, não me convence. Não é trivial de se refutar, mas também não persuade quem já não o aceita de alguma maneira. É mais uma corrente liberal/libertária que está aí, e que tem muita relevância, e da qual seria uma pena abrir mão apenas para nos mantermos no campo sagrado da respeitabilidade acadêmica e da discussão polída. Reconheçamos: aos olhos de alguns aliados nossos, seremos vistos como "menos puros". Aos meus olhos, eles, embora mais liberais do que eu, é que estão equivocados em alguns pontos; a vida segue. Mesmo assim, podemos contribuir de diferentes maneiras, sem parar a todo momento para exigir uma consideração igual dos defensores da PNA.


É pura utopia minha querer ver Constantino, Sachsida, os irmãos Chiocca e outros brindando um chopp numa terça libertária, deixando as mágoas para trás e aceitando que sempre haverá diferenças irreconciliáveis?

domingo, 9 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: O Custo de Oportunidade da Manutenção dos Estádios de Futebol para a Copa


Neste vídeo mostro que, com o dinheiro gasto apenas na manutenção dos estádios, poderíamos estar mandando mais crianças para colégios melhores, fornecendo um atendimento médico melhor às famílias carentes, ou ainda cobrando menos impostos. Clique aqui para assistir.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Greves!!! Mais uma consequência indesejada da Copa do Mundo no Brasil!!!


Neste vídeo explico que, no ano que vem, deveremos esperar por uma onda de greves quando se aproximar a Copa do Mundo. Para assistir ao vídeo clique aqui.

Perguntas para auxiliar a compreensão da Doutrina Liberal


Liberais defendem a propriedade privada, a liberdade individual, e um sistema de preços de mercado. Perguntas que todo liberal deve responder:

1) Suponha que determinada propriedade privada seja estrategicamente vital, para a construção de uma linha de defesas, para proteger o país de um agressor externo, que já deu repetidos sinais de que pretende invadir nosso pais. Pergunta-se: mesmo contra a vontade do dono da propriedade privada deve-se desapropriar essa propriedade?

2) Suponha que exista uma bomba nuclear escondida em São Paulo. A bomba irá explodir dentro de 2 horas. Um suspeito é preso. Pergunta-se: tem o Estado o direito de torturar esse suspeito para conseguir informações referentes a bomba?

3) Um jornalista descobre os planos de invasão referentes ao "Dia D". Ele pretende divulgar isso 1 semana antes da invasão aliada. Pergunta-se: o Estado tem o direito de prender esse jornalista e impedir que ele divulgue essa informação?

4) Suponha que um vírus mortal esteja acabando com a população da Terra. Um cientista descobre a cura. Contudo, ele só aceita revelar a fórmula do remédio caso receba a Europa inteira como pagamento. Pergunta-se: o Estado tem o direito de torturá-lo para que o mesmo revele a fórmula do remédio?

Para qualquer pessoa minimamente sensata todas as respostas acima são SIM. A primeira pergunta refere-se a uma violação do direito de propriedade. A segunda refere-se a uma violação das liberdades individuais. A terceira significa violar a liberdade individual e a liberdade de imprensa. A quarta implica numa violação do direito de propriedade e da liberdade individual. Em resumo, mesmo para um liberal, a liberdade individual e a propriedade privada não são valores absolutos. É evidente que existem situações onde as mesmas não podem ser preservadas.

A doutrina liberal, bem como seus postulados básicos, são guias que devem ser seguidos. Contudo, não são valores absolutos. Claro que isso gera um espaço enorme para arbitrariedades do Estado. Sendo assim, a tarefa de um liberal não é defender valores absolutos, mas sim defender condições bem determinadas onde a interferência do Estado torna-se aceitável. Claro que traçar essa linha não é tarefa fácil.

A questão da liberação das drogas é um exemplo disso. Deve o Estado proibir o crack? Eu acredito que sim, outros que não. Mas defender a liberação das drogas com base na idéia de que a liberdade individual, ou o direito de propriedade, é um princípio absoluto é um erro.

Um Conselho aos Seguidores de Von Mises: Não Se Tornem Seguidores de Karl Marx


Tive o enorme prazer de ler algumas obras de Von Mises. Discordo que sua grande obra tenha sido "Ação Humana". Apesar de ser um livro importante e que mereça destaque, na minha opinião, os dois grande livros de Mises foram: "Liberalismo na Tradição Clássica", e "Socialismo". Mises implodiu a teoria marxista com sua crítica sobre a impossibilidade do cálculo econômico em economias centralmente planejadas.

Von Mises é certamente um dos grandes pensadores de economia. Infelizmente para ele, alguns de seus seguidores abandonaram seu brilhantismo e passaram a defender uma espécie de seita. Para esses seguidores - muito ao estilo da galinha de A Revolução dos Bichos que declarava "duas patas mau, quatro patas bom" -, ou você concorda com TODAS as ideias liberais até sua extensão máxima ou então você é um canalha (novamente se aproximam dos marxistas nos insultos).

O que os seguidores dessa seita são incapazes de compreender é que o que define uma pessoa como liberal, ou marxista, ou pertencente a qualquer outra corrente, é sua aderência a um rol mínimo de idéias. Por exemplo, liberais são A) defensores da propriedade privada; B) da liberdade individual; e C) do sistema de preços de mercado. Todos que defendem esse conjunto de ideias são liberais. Claro que dentro dos liberais existem divisões. Claro que para determinados liberais existe espaço para ação estatal. Claro que para determinados liberais existem limites a propriedade privada. Dentro dos liberais existe espaço para a discordância, afinal liberalismo não é uma seita.

Vejamos: tem o governo o direito de desapropriar uma área para lá construir uma rodovia? Eu acredito que sim. Sim, em determinados casos o governo deve desapropriar áreas mesmo contra a vontade do proprietário original. Isto é uma ofensa ao direito de propriedade? Sim, claro que é. Eu sou um defensor do direito de propriedade, mas este não é absoluto. O que acham do governo desapropriar TODAS as terras? O único proprietário de terras seria o governo, e em vez de impostos pagaríamos apenas aluguel. Isso viola os requisitos do livre mercado?

Na cabeça de alguns seguidores de Von Mises apenas pessoas que defendem TODAS as implicações possíveis dos três itens listados acima são liberais. Por consequência, eles afirmam que Milton Frieman e Friederich Hayek, dois dos maiores pensadores liberais, não eram liberais. Esse tipo de radicalismo, e de tratar a todos que discordam deles de desonestos ou imbecis os aproxima, e muito, da tradição marxista. Pior, ao afastarem pensadores do calibre de Friedman e de Hayek abrem espaço para seguirem pensadores com habilidades no mínimo duvidosas.

O liberalismo é uma doutrina que evolui, que debate idéias, com espaço para o contraditório. Se você acredita que quem não concorda contigo é imbecil ou desonesto, então você não é liberal. Afinal, um liberal sempre sabe que existe a possibilidade de se estar errado. Hoje determinado grupo de seguidores de Von Mises se assemelha muito a grupos de seguidores de Marx, são intolerantes, arrogantes, e o que é pior, na esmagadora maioria das vezes são tecnicamente fracos. Nunca escreveram ou publicaram nada, acreditam honestamente que "Ação Humana" deve ser lida como uma bíblia. Esse grupo realmente se assemelha aos seguidores de Marx que consideram "O Capital" como uma bíblia.

Caros seguidores de Von Mises, não cometam o mesmo erro dos marxistas. Von Mises foi um gênio, mas sua obra pode e deve ser melhorada. Não se comportem como marxistas, e lembrem-se de que ser a favor do bolsa família não torna Friedman ou Hayek em não-liberais. Hoje alguns mediocres querem afastar esses gigantes de vocês, apenas para tomarem o espaço deles. Quando seguirem algum pensador, vejam se esse pensador já publicou algo, já escreveu algo, enfim se já deu alguma contribuição outra do que ofender os outros.

terça-feira, 4 de junho de 2013

VideoCast do Sachsida: Meus motivos para ser Contra a Descriminalização das Drogas


Neste vídeo explico meus motivos para ser contrário a liberação das drogas. Clique aqui para assistir.

Regras de Sobrevivência do Monasterio!!!!



"Sincero e debochado, o livro mostra como estudantes ou professores iniciantes podem sobreviver (e até curtir) a vida acadêmica. O "Manual de Sobrevivência na Universidade" é o oposto daqueles livros chatos
com regras detalhadas da ABNT. Ele alerta para as armadilhas mais frequentes e apresenta dicas para ser bem-sucedido na academia. Com o equivalente a 120 páginas, o livro é organizado em 58 verbetes, sem embromação e cobre vários assuntos:
- Como apresentar seminários sem surtar
- Dez mitos sobre tese
- Como reagir à rejeição de um artigo científico
- Como ser um ninja no Google Acadêmico
- Técnicas de sobrevivência aplicadas às reuniões
- Qual a diferença entre ciência e picaretagem?
- Como descobrir se um concurso para professor é armado?

Leo Monasterio é pesquisador do Ipea e professor da UCB. (Ambas
instituições, ele avisa, não têm culpa pelo conteúdo do livro)."

VideoCast do Sachsida: Tem algo de muito errado com os concursos públicos


Nesse vídeo explico o porque de acreditar que tem algo de muito errado na sociedade brasileira. Clique aqui para ver o vídeo.

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