sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal do Sachsida: Nessa Vida Você Sempre Encontra o que Busca

Nesse mês a WestJet fez uma surpresa de Natal aos seus clientes: o passageiro passava em frente de um telão, em que estava o Papai Noel, e fazia um pedido de natal, e logo em seguida embarcava no voo. Pois bem, determinado casal pediu uma televisão grande, um rapaz pediu uma cueca, e assim por diante. Quando desembarcaram a empresa tinha providenciado EXATAMENTE o presente que cada um pediu.

Adoro um livro chamado "O Fio da Navalha" de Somerset Maugham. No último parágrafo do livro o autor faz uma análise do livro e conclui que em seu romance todos conseguiram o que buscaram, quem buscou o amor o encontrou, quem buscou a fortuna também a encontrou, e quem pela morte buscou a encontrou. Acho que na vida é assim, nós sempre encontramos por aquilo que procuramos. Então diga: pelo que você procura? Na solidão de sua intimidade, responda a você mesmo: pelo que você busca?

Reza a lenda de que em determinados momentos de nossa vida os anjos ficam a nosso lado e escutam nosso pedido. Se este for o seu momento, pelo que pediria? Mas não invente moda, não diga que anseia pela paz mundial, isso não é um concurso de miss universo. Te faço um convite, gaste dois minutos de seu tempo comigo e me responda: pelo que você anseia? Qual é o presente de natal que você quer ganhar?

Quando assisti ao vídeo da WestJet pensei no que pediria: queria que minhas filhas estivessem esperando por mim no aeroporto. Eu viajo bastante, e é uma merda voltar e nunca ter alguém te esperando. Agora é sua vez, faça um pedido. As vezes eles se realizam.

Um FELIZ NATAL repleto de paz e amor a todos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

As razões para meu pessimismo em relação ao futuro da economia brasileira

Em junho desse ano, uma notícia da CBN me chamou a atenção: a Kombi iria finalmente sair de linha no Brasil. O motivo: as exigências do governo federal referente a freios ABS e airbags não eram economicamente viáveis para esse carro. Duas semanas atrás o governo recuou em suas exigências, e depois mudou de opinião de novo, mas agora permitindo que a Kombi continue. Esse exemplo simples mostra o quão despreparada é a equipe econômica. Quando seu time tem Pelé e Garrincha voê sabe que pode vencer a qualquer momento. Quando seu time tem Mantega, Belchior e Augustin, acontece o contrário, você sabe que pode perder a qualquer momento. Esse é o primeiro motivo para meu pessimismo: a péssima qualidade da equipe econômica.

A Caixa Econômica Federal (CEF) foi capitalizada com ações da Petrobras. Pois bem, o valor de mercado das ações da Petrobras caíram, o que a CEF fez? NADA. O governo autorizou a CEF a marcar essas ações com o valor da série histórica (em vez de marcá-las a mercado). O mesmo procedimento foi feito em relação ao BNDES. Esse é o segundo motivo de meu pessimismo: o governo esta escondendo verdadeiros esqueletos no balanço contábil de algumas empresas estatais.

A inflação está sendo combatida no Brasil com medidas artificiais: congelamento de preços de alguns insumos básicos (notadamente combustíveis e energia), e desonerações tributárias com o fim de evitar reajustes de preços. Esse é o terceiro motivo de meu pessimismo: o Banco Central do Brasil (BACEN) passou a contar com medidas heterodoxas para controlar a inflação.

As contas públicas estão em situação delicada, as operações BNDES-Tesouro escondem uma verdadeira conta movimento dentro do orçamento federal. Os saldos de restos a pagar não param de crescer. Gastos vultuosos são excluídos da conta do superávit, e operações no mínimo suspeitas são feitas com o claro objetivo de inflar o superávit primário. Esse é o quarto motivo de meu pessimismo: a contabilidade criativa adotada com naturalidade pelo governo.

O ano de 2014 ainda nem começou, mas uma certeza todos tem: os gastos públicos irão aumentar. Seja em decorrência das obras para a Copa, seja em decorrência das eleições. Esse é o quinto motivo de meu pessimismo: o descaso que esse governo tem com a responsabilidade fiscal.

O aumento exacerbado do crédito levanta dúvidas sobre a capacidade futura de pagamento da economia. Em novembro, o estoque de crédito teve alta de 1,5%, acumulando alta de 14,5% em 12 meses. O financiamento imobiliário teve alta de 2,2% no mês, atingindo 8,1% do PIB (ante 6,7% em relação ao mesmo período de 2012). Alguém acha normal uma expansão dessa magnitude numa época de crescimento econômico baixo? Esse é o sexto motivo de meu pessimismo: os sinais contraditórios emitidos pelo BACEN. Por um lado tenta apertar a política monetária, por meio de aumentos na taxa de juros, mas por outro lado expande o crédito.

Enfim, uma combinação de políticas fiscais e monetárias equivocadas são a principal razão de meu pessimismo em relação ao futuro da economia brasileira. Mas não é só isso, existem diversos outros problemas que sequer estão sendo endereçados no momento. Entre eles ressalto a perda do dividendo populacional, e a piora consistente das contas da previdência, a confusa legislação tributária e trabalhista, e a dificuldade enorme gerada pela burocracia e órgãos de controle no Brasil. Nos EUA existe uma chance enorme de uma revolução energética com o xisto betuminoso, e o Brasil parece sequer entender esse risco. Me parece também que temos uma bolha imobiliária no país, assunto este que parece ser proibido no governo. Acrescente-se a isso as constantes mudanças de regras feitas pelo governo, que em última instância afugentam o investidor privado, piorando ainda mais a já baixa produtividade da economia brasileira.

O desemprego esta num dos patamares mais baixos da história. A renda do trabalhador ainda esta alta para padrões históricos, e a taxa de juros também esta num patamar baixo em relação a série histórica. Ainda assim o endividamento médio do brasileiro atinge 44% de sua renda (31% se excluídos os financiamentos imobiliários). O que irá ocorrer em nossa economia quando o desemprego aumentar? O que irá ocorrer em nossa economia quando a taxa de juros subir?

Não ocorrerá hoje, e não será amanhã, mas cedo ou tarde as taxas de juros nos Estados Unidos irão subir. Quando isso ocorrer será um despertar doloroso para a economia brasileira. A partir de 2015 os efeitos da irresponsabilidade fiscal e monetária começarão a cobrar seu preço. Seguindo no caminho que estamos teremos outra década perdida a frente.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Previsões do Sachsida para 2014

Como já é tradição nesse blog, faço minhas previsões para 2014. Aqui você pode ler sobre as previsões que fiz para 2012, e aqui as previsões feitas para 2013. E ai? Estou indo bem ou não estou?

Previsões para 2014:

Inflação: acima de 6%
PIB: ao redor de 3%

Contas públicas: gastos gigantescos nos governos federais e estaduais (essa é fácil).

Greves: vai ser o ano com o recorde mundial de greves (para aproveitar a Copa).

Eleições: Dilma só perde se as manifestações de junho de 2014 foram grandes.

Maior inimigo: o momento em que as taxas de juros americanas irão aumentar está chegando. Quando isso acontecer será um desastre para a economia brasileira. Uma pena, avisei isso há muito tempo atrás, mas como não fui ouvido, e nem serei ouvido, quando a taxa de juros americana subir o Brasil amargará uma enorme crise.

Em 2014 os gastos públicos irão decolar, seja pela Copa sejam pelas eleições estaduais e presidenciais. Gastamos todo excedente de nossa economia com consumo, e não com poupança. Quando a taxa de juros americana subir será a hora da verdade para a economia brasileira. A propósito, eu falei isso há muito tempo, não sou daqueles que tirou onda e só agora estão acordando para a realidade. Há muito tempo eu alerto que 2015 será o ano do ajuste de contas.

Libertários e a Questão da Justiça Privada

Recebi algumas mensagens mal educadas em decorrência de minha última postagem "Os Libertários e o STJD: uma questão difícil aguardando por resposta". Deixando isso de lado, vamos a crítica central que me foi feita: o STJD não é um tribunal privado, logo o que eu teria escrito não se aplica. Claro que alguns não escreveram isso de maneira educada.

Sim meus amigos, tal como escrevi no texto existem elementos estatais no STJD. Mas isso não invalida meu ponto. Se você é favorável a um sistema legal privado, me parece evidente que o STJD é um avanço em relação aos outros tribunais. De maneira alguma argumento que o STJD satisfaz todos os critérios elencados pelos libertários. Mas, na vida real, são muito poucos os exemplos práticos que refletem 100% das suposições teóricas. No mundo real, dificilmente temos um comunismo absoluto ou um liberalismo absoluto. Sendo assim, o exemplo do STJD é sim válido. Existem mais elementos privados nele do que em outros tribunais, logo, de acordo com os libertários, o STJD deveria ser mais eficiente que os demais.

Por exemplo, o que impede os clubes de formarem uma liga e elegerem outro tribunal arbitral? A resposta é basicamente nada, os clubes não fazem isso pois, aparentemente, estão satisfeitos com o arranjo atual. Aliás, isso já foi feito no passado, foi o Clube dos 13. Se eu fosse um libertário estaria estudando porque esse arrnajo foi abandonado, e porque outro semelhante não foi tentado.

Por fim, meu post foi tomado por alguns como uma ofensa, quanda na realidade ele é muito mais uma sugestão: os libertários, se querem realmente defender suas ideias, precisam fazer algo de mais substância do que discussões no facebook. Precisam escrever artigos técnicos, precisam escrever livros, mostrando a superioridade de suas ideias. O STJD é um ponto de partida, pois acredito que você pode tentar demonstrar que no estágio atual, ele não é pior do que o STF ou o STJ, com a grande vantagem de, ao menos, ser mais rápido. Mas se não gostaram desse exemplo, escrevam sobre a justiça arbitral (outro exemplo de justiça privada), ou então sobre os condomínios (outro exemplo de justiça privada), mas é fundamental tentar mostrar com exemplos do dia a dia a superioridade das ideias que defendem. Inclusive, se antecipando a alguns problemas de operacionalização.

Muitos também argumentaram, corretamente, que o STJD é um monopólio. Mas se assim o é, pergunto: por que? Por que os times privados não propõe outro arranjo? Vamos ser honestos: alguém acredita que a CBF seja capaz de peitar o Clube dos 13? Além disso, devemos lembrar que, em muitos casos, é bem provável que não haja competição em arranjos privados de justiça. Por exemplo, numa cidade privada talvez a lei local seja obrigatória a todos que morem naquela cidade (o que a torna um monopólio local). Enfim, meu argumento é simples: o STJD é um exemplo sim de um tribunal que tem mais influência privada que os demais. Acredito que os libertários ganhariam muito em explorar esse exemplo.

Na prática muitos poucos mecanismos da sociedade se assemelham 100% a uma corrente teórica. Temos sim instituições que se aproximam mais ou menos de determinados postulados. Explorando tais semelhanças, e comparando seu desempenho com outras, é que podemos fazer inferências para a sociedade. A alternativa a isso é ficarmos em casa reclamando, dizendo que no mundo real nada é parecido com o que tal autor disse, logo não podemos fazer nada.

Se você é um libertário, não tente responder esse post. Em vez disso estude, colete dados, elabore uma hipótese, escreva um texto. Esse é o caminho que deve ser seguido por qualquer corrente filosófica para vencer a batalha das ideias. Esse crítica também vale para diversos institutos liberais que acreditam que artigos de jornais, ou posts no facebook, vão vencer a batalha de ideias. Claro que artigos de jornais são importantes, claro que a visibiladade do facebook é importante. Não quero diminuir os que sozinhos lutam nesse front. Quero dizer apenas que, sem um esforço grande de pesquisa, estaremos fadados a lutar sempre na defensiva.

Para finalizar: libertários parem de chamar as pessoas que discordam de vocês de burros ou desonestos... isso só os aproxima dos marxistas. No mundo real existem espaços enormes para discordâncias honestas e sensatas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os Libertários e o STJD: uma questão difícil aguardando por resposta

Os libertários são uma corrente de pensamento ultraliberal (a nomenclatura pode variar, mas acredito deixar claro no texto o contexto em que uso esse termo). Acreditam que qualquer forma de coerção estatal é crime. Sendo assim, os libertários qualificam os impostos como uma forma de roubo. Não só isso, argumentam que a justiça poderia ser privada (e não pública). Certamente essa corrente filosófica possui vários méritos, apesar de eu não compartilhar de suas ideias.

No Brasil nós temos um exemplo de justiça privada: é a justiça desportiva. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é um tribunal privado sujeito a leis e regimentos aprovados dentro da esfera privada. Sim, existe alguma regulamentação estatal. Contudo, no geral, o STJD se aproxima muito de um tribunal privado. Sendo assim, este é um excelente exemplo de como seria a administração da justiça por um sistema legal privado.

Os acontecimentos recentes mostraram críticas severas ao funcionamento do STJD: falta de credibilidade, viés em favor de clubes grandes, incoerência entre decisões, etc. Sendo assim, acredito que os libertários deveriam estudar em detalhes o funcionamento do STJD e responder a uma simples pergunta: um tribunal privado é confiável? De maneira alguma quero dizer que tribunais públicos sejam imunes a críticas. Mas acredito que o recente exemplo do STJD mostra bem os riscos associados a privatizar o sistema legal.

Como todos bem sabem, sou um liberal clássico: o sistema legal, bem como seu aparato de coerção, em minha opinião, devem ser públicos. Acho que o STJD mostra bem os riscos inerentes a um sistema de justiça privado. Contudo, acredito também que os libertários tenham aqui uma excelente chance de mostrar a superioridade de sua proposta.

Por favor, não estou sugerindo estatizar o STJD!!!! O STJD deve ser privado mesmo. Meu ponto refere-se apenas a seu desempenho, credibilidade, e sobre os perigos de privatizarmos a justiça comum.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fluminense, Portuguesa e a decisão do STJD

Vamos analisar a recente decisão do STJD que retirou 4 pontos da Portuguesa, rebaixando este time no lugar do Fluminense.

Em primeiro lugar, resta evidente que a Portuguesa cometeu uma infração: na última rodada do campeonato, escalou um jogador irregular para a partida contra o Grêmio. São 3 as provas que comprovam essa infração. Em primeiro lugar existe a prova material de que o jogador irregular atuou na partida. Em segundo lugar, a própria Portuguesa argumentou que só escalou o jogador pois seu advogado nada lhe comunicou. Isto é, a Portuguesa argumenta um problema de comunicação entre ela e seu advogado (coisa que o advogado nega). Mas, em momento algum, argumenta contra a comunicação da CBF que informa que seu jogador não poderia jogar a última partida. Ao dizer que não foi informada por seu advogado, a Portuguesa confirma que o problema esta em sua esfera, e não na da CBF.

Em terceiro lugar, e para acabar com qualquer divergência, o próprio novo advogado da Portuguesa (o antigo foi demitido) baseia sua defesa em dois pontos: ausência de má fé, e inexistência de obtenção de vantagem com a infração. Ou seja, o advogado NÃO NEGA que a infração ocorreu. Apenas argumenta que a punição seria severa demais.

Dado que a infração ocorreu, pergunta-se: Qual é o procedimento usual nessas ocasiões (escalar jogador irregular)? O procedimento padrão é perda dos pontos da partida (1 ponto decorrente do empate com o Grêmio) mais uma penalidade extra de 3 pontos. No caso da Portuguesa, isto implica na perda de 4 pontos. Além disso, vamos deixar uma coisa clara: esta penalidade é comum nos campeonatos brasileiros. Não é novidade alguma os clubes perderem pontos em decorrência de escalação de jogadores irregulares.

Assim, temos que: 1) a Portuguesa cometeu uma infração punível de acordo com a legislação vigente; e 2) a Portuguesa foi punida DE ACORDO COM O PROCEDIMENTO PADRÃO usado em casos similares. Claro que num país onde o direito achado na rua faz escola pode parecer absurdo julgar com base na lei. Mas não nos enganemos, estamos falando de um campeonato que movimenta milhões de reais. Todos os times aqui possuem departamentos jurídicos, não estamos falando de um campeonato de várzea, estamos falando de um campeonato extremamente profissional.

Num campeonato profissional exige-se profissionalismo de seus integrantes. A Portuguesa cometeu um erro incrível, só existe um culpado por seu rebaixamento: ela mesma.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Por que odeio o racismo?

Odeio o racismo pois o mesmo é o equivalente moderno da aristocracia: é o método de definir o ser humano não por seus méritos, mas definí-lo com base em seu nascimento. Para um racista, ou para um aristocrata, pouco importam seus méritos, tudo que vale é seu nascimento. Se você nasceu numa família de respeito, então você é intrinsicamente bom. Pouco importam suas decisões, suas atitudes ou sua história de vida, tudo que conta é seu nascimento. O racismo é a negação suprema do maior presente que Deus deu ao homem: o livre-arbítrio.

Classificar alguém de acordo com a origem de sua família é negar a Deus, é negar o livre- arbítrio. É negar ao indivíduo seu direito supremo, e inalienável, de ser definido pelos seus atos, por sua história individual, e não pela história de outros.

Eu odeio o racismo, odeio o fato de alguns brancos classificarem negros como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns brancos classificarem outros brancos como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns negros classificarem outros negros como inferiores. Igualmente odeio o fato de alguns negros classificarem brancos como inferiores. A cor de nossa pele não nos define. Nossa origem étnica não nos define. Um homem é definido por suas escolhas frente a vida, e não por seu nascimento.

Por odiar o racismo, que em última instância é uma negação a Deus, não posso aceitar a ideia de que um homem seja inferior ao outro. Não posso aceitar a ideia de que um homem precisa de ajuda para vencer a outro. Não posso aceitar a ideia de que a cor da pele deva ser um critério de recebimento de ajuda do governo. Não posso aceitar que brancos recebam ajuda do governo pelo simples fato de serem brancos. Mas, igualmente, não posso aceitar que negros recebam ajuda do governo apenas por serem negros.

Deus fez ao homem sua imagem e semelhança. Aceitar o racismo é negar a Deus, é rejeitar o maior dom que Deus nos deu: a liberdade de escolha, a liberdade de trilharmos nosso próprio caminho, de fazer a nossa própria história. São nossas escolhas que nos definem, não nosso nascimento.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

VideoCast do Sachsida: Estadio de Brasilia x Estadio do Dallas Cowboys

Neste vídeo comparo o estádio do Dallas Cowboys com o Estádio de Brasília. Esqueci de mencionar no vídeo, mas no último jogo compareceram 104 mil pessoas no estádio do Dallas, qual vai ser o público de Taguatinga x Ceilândia? Para assistir ao vídeo clique aqui.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ainda existem juizes em Brasília?

No dia 18 de setembro de 2013 eu escrevi o post "Hoje, para qualquer fim prático, acabou a democracia no Brasil". Infelizmente eu acertei mais uma vez.

Leiam a reportagem da VEJA com o ex-secretário nacional de justiça no governo Lula, Romeu Tuma Jr. Aqui vocês podem ler parte da entrevista.

Por favor, prestem atenção: tais acusações, CASO SEJAM CONFIRMADAS, são suficientes para DERRUBAR o governo Dilma e botar vários petistas na CADEIA. Entre outras coisas é AFIRMADO que TODOS os juízes do STF foram grampeados!!!! Amigos, este é o FIM DO ESTADO DE DIREITO!!! Essa acusação é gravíssima: acusa-se o executivo de grampear a mais alta instância do poder judiciário!!!! Foi afirmado que instituições do Estado são usadas para perseguir políticos da oposição!!! Como vários dos perseguidos fazem parte do Congresso isso implica no executivo tentando abalar as bases do legislativo. Se isso for verdade, então o governo Dilma está comprometido! Esta acusação é seríssima!!! O autor das acusações afirma inclusive que recebeu pressões para vazar dossiês!!! E entre os que pressionavam encontrava-se a então Ministra da Casa Civil, e futura presidente do Brasil, Dilma Roussef.

Sabem o que irá ocorrer? NADA! NADA! NADA! Nada será investigado, pois, tal como afirmei em setembro passado, já não vivemos mais numa democracia.

Eu não sei mais o que dizer. Gostaria de acreditar que tais acusações serão apuradas, que se confirmadas os responsáveis serão presos. Mas, infelizmente, nada disso irá ocorrer.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VideoCast do Sachsida: O Fracasso no Lançamento do Satélite Brasileiro e a Politica de Inovacao Nacional


Nesse vídeo mostro dois dos maiores obstáculos para o sucesso da política de inovação nacional: legislação arcaica e parcerias inadequadas. Para assistir ao vídeo clique aqui.

VideoCast do Sachsida: Resultados do Brasileirão e Proposta de Mudança

Neste vídeo mostro que errei em todas minhas previsões para o Brasileirão 2013. Além disso, apresento uma proposta polêmica: pelo fim do rebaixamento. Para assistir ao vídeo clique aqui.

Pesquisa Datafolha: Considerações a serem feitas e o Espaço para a Direita


A Folha de São Paulo publicou matéria comentando sobre o perfil do brasileiro. Algumas considerações devem ser feitas. Em primeiro lugar, ela cria um leque de bondades e atribui isso a esquerda. Já afirmações do tipo: "o pobre é pobre pois tem preguiça de trabalhar" o jornal classifica como pensamento de direita. Evidente que isso é incorreto!!!

Não meus amigos, a direita não é má. Nós não qualificamos os pobres de preguiçosos e vagabundos como a Folha de São Paulo indica. A direita defende que toda pessoa deve ter chances de ter sucesso na vida e perseguir sua felicidade. A direita defende comportamentos conservadores no lado moral, isso implica ser contra a liberação das drogas, implica em ser contra o aborto. Aliás, cadê a pergunta referente ao aborto na pesquisa??? O que é que estão querendo esconder??? Você faz uma pesquisa para ver o perfil comportamental do brasileiro e a pergunta sobre aborto não aparece????? Estão querendo enganar quem??? Ou essa pergunta foi feita, e estão escondendo o resultado; ou a pesquisa já nasceu tendenciosa, pois deixou de lado uma das maiores bandeiras da direita.

Mas vamos continuar, desde quando a direita diz que os crimes são culpa da maldade das pessoas? A direita é a favor de prender bandidos, colocar policiais nas ruas, e punir os criminosos justamente por acreditar que a falta de punição é o principal motivador do crime. A direita acredita em Deus, como alguém pode acreditar em Deus e dizer que os crimes são obra primordial da maldade humana? Existem pessoas más, não restam dúvidas, mas a matéria da Folha de São Paulo tenta passar a idéia que a direita é um bando de bocós.

A questão das armas é emblemática. Se eu tiver que apostar, aposto que a pesquisa está ERRADA. Veja bem, a população brasileira REJEITOU de forma contundente o plebiscito para limitar a posse de armas de fogo. Como é que na pesquisa aparecem 68% de pessoas querendo limitar tal direito???

Por fim, a boa notícia. Apesar da reportagem não explorar tal ponto: 49% da população brasileira preferem pagar MENOS impostos e arcar com seus próprios gastos de saúde e educação, contra 43% que preferem mais impostos para essas despesas. Outra boa notícia: sobre ajuda estatal (por mais viesada que tenha sido a pergunta) 47% dos brasileiros deixam claro que querem menos governo. Isto é, a direita propriamente dita (valores conservadores em questões morais, e liberdade econômica) tem espaço para vencer eleições majoritárias no país. E isso com toda a propaganda esquerdista, e com toda difamação sofrida pela direita. Será que finalmente as oposições irão acordar para essa agenda???

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quem foi ele?

Morreu hoje. Foi um terrorista confesso, plantava bombas para matar civis. Não era um humanista. Matou inocentes para obter uma vitória política que era justa.

Os judeus lhe precederam. A fundação do Estado de Israel foi o exemplo que esses terroristas seguiram. Adotaram a mesma estratégia que levou a criação do Estado de Israel.

O mundo não é branco e preto... existem enormes áreas cinzas. Mas digo de maneira simples: o homem que morreu hoje não merecia o prêmio Nobel da Paz (como outros que o receberam também não mereceram).

VideoCast do Sachsida: Para que serve a CVM: o Caso da OGX e Petrobras

Nesse vídeo pergunto: para que serve a Comissão de Valores Mobiliários? Afinal, o caso da OGX e da Petrobras são escandalosos!!! Clique aqui para assistir ao vídeo.

Nós dissemos que 2015 seria um caos!!! Mas quando dissemos isso fomos chamados de exagerados e alarmistas!!!


Hoje a grande maioria dos analistas econômicos gosta de tirar onda dizendo que era óbvio que 2015 seria um ano de ajustes drásticos.... mentira!!!! Vamos colocar as coisas nos devidos lugares.

Durante uma seção de conjuntura econômica da ANPEC, em dezembro de 2009, eu disse que a inflação seria um problema para 2010. Os apresentadores da seção discordaram de mim. A única pessoa presente na seção que concordou comigo foi o pesquisador do IPEA Mario Jorge Cardoso de Mendonça. Em 2010 o IPCA acumulou alta de 5,9% (mostrando que minha preocupação estava correta).

Em 14 de março de 2010 eu alertava para o problema das contas públicas e sua pressão inflacionária. Em 5 de maio de 2010 eu fui certamente um dos primeiros, para não dizer o primeiro, a alertar que o superávit primário havia virado peça de ficção científica. Hoje todos concordam com isso, mas na época fui taxado de exagerado e alarmista. No dia 27 de maio de 2010 eu, junto com alguns colegas, notamos o pouco comprometimento dos candidatos presidências com o tripé econômico. Então escrevemos uma carta pedindo pela manutenção do tripé econômico. No dia 27 de dezembro de 2010 eu já alertava que era importante manter o regime de metas de inflação, e mostrava que o governo estava planejando expandir o horizonte da meta.

No começo de 2011 tive uma reunião com o deputado Efraim Filho (DEM-PB) onde alertei que, ao contrário do alardeado pelos especialistas, o ano de 2011 teria um crescimento do PIB baixo e uma inflação alta (que foi exatamente o que ocorreu). Ainda nesse ano comecei a alertar que o governo estava usando a inflação para realizar o ajuste fiscal. No dia 22 de fevereiro de 2011 eu já escrevia que o governo usaria a inflação para ajustar as contas públicas.

Em 09 de julho de 2012 eu em conjunto com o professor Roberto Ellery Jr e o pesquisador Mario Jorge Cardoso de Mendonça fomos os primeiros a alertar sobre as similaridades entre o modelo econômico do governo Dilma e do governo militar. Numa série de entrevistas com especialistas eu perguntava “A Década de 1970 está de volta?”. Novamente não faltaram os que disseram que éramos alarmistas e exagerados. Novamente fui um dos primeiros, junto com o Cristiano Costa, a alertar que o governo estava usando de desonerações tributárias como arma de combate a inflação. Algo simplesmente absurdo do ponto de vista econômico. Na época muitos se recusaram a aceitar esse fato, que hoje é aceito de maneira corriqueira (o que é outro absurdo, pois política tributária não serve para combater inflação).

Em 08 de julho de 2012 eu já deixava claro que haveria um tremendo ajuste de contas em 2015. Em agosto de 2012, novamente junto com Mario Jorge Cardoso de Mendonça, publiquei um texto técnico alertando sobre a bolha imobiliária.

Então meus amigos, vamos deixar uma coisa clara: o que determinados especialistas dizem hoje, eu já alerto há mais de 3 anos. Só que na época boa parte desses mesmos especialistas me chamavam de alarmista e exagerado. Para encerrar, eu em conjunto com o pesquisador Mario Jorge Cardoso de Mendonça e o professor Roberto Ellery temos alertado sobre os problemas referentes a 2015 há um bom tempo. Mesmo que o PIB de 2013 e de 2014 não sejam tão ruins, isso não muda nossa análise: 2015 é que será o ano do ajuste.

Há 3 meses atrás nós sofremos quase que um bullying na internet. Há 3 meses atrás o governo anunciava um bom crescimento do PIB, e choveram críticas a nós três. Disseram que isso era a prova de que estávamos errados e éramos alarmistas. Nós demos, e continuamos a dar, sempre a mesma resposta: pouco importa a variação trimestral ou anual do PIB em 2013 e 2014, isso não muda nossa análise: 2015 será o ano do ajuste. Nossa análise não se baseia em conjuntura econômica, nossa análise é estrutural. Aliás, algo que eu já tinha dito em 11 de junho de 2012.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Política Monetária: Estudos para o Brasil

Acaba de ficar pronto o volume especial da Revista Brasileira de Economia sobre Política Monetária. Tive a honra de ser o editor convidado para preparar essa edição. Sem falsa modéstia, acredito que os resultados foram excelentes. Espero que esse volume seja uma referência importante para o debate da política monetária no Brasil. Agradeço ao Professor Ricardo Cavalcanti pela confiança e pela oportunidade de contribuir com tão importante debate. Abaixo transcrevo a nota do editor que abre o volume especial.

Prezados Leitores,

Ao longo da década de 1980, e começo dos anos 1990, a macroeconomia era o centro do debate econômico nacional. Praticamente todos os renomados economistas brasileiros estudavam temas relacionados a inflação, desemprego, políticas monetária e fiscal, e outros temas correlatos. Com a estabilização econômica, decorrente do Plano Real, ocorreu uma inversão: agora eram os microeconomistas que estavam em voga. Desigualdade de renda, pobreza, avaliação de programas sociais, e outros temas microeconômicos passaram a ser atores principais do debate nacional.

A implementação do regime de metas de inflação, junto com a instituição do regime de responsabilidade fiscal, aliados ao câmbio flutuante, formaram o tripé da economia Brasileira desde o começo da década passada. Com o advento da crise internacional recente, iniciada em meados de 2008, as implicações tanto macro quanto microeconômicas da manutenção do tripé econômico passaram a despertar a atenção dos economistas, e formuladores de políticas públicas, trazendo a política monetária novamente para o centro do debate nacional.

Nesse volume especial sobre Política Monetária são apresentados 8 artigos. No primeiro, estudam-se implicações de política econômica em dois modelos canônicos da literatura recente em Teoria de Moeda e Bancos, a qual busca capturar fricções financeiras de uma forma consistente com a análise de bem estar. No segundo texto analisam-se os efeitos da política monetária sobre os empréstimos bancários, além disso, testa-se a existência de um canal de empréstimos em operação no Brasil. O terceiro trabalho quantifica o conteúdo informacional dos comunicados do COPOM verificando se os mesmos tem efeitos sobre as taxas de juros de curto e médio prazos. O quarto artigo verifica os efeitos dinâmicos de um choque de política monetária sobre os determinantes do crédito imobiliário. O quinto estudo desenvolve um modelo para mensurar como medidas macro-prudenciais sobre o crédito afetam a atividade econômica e a inflação. O sexto trabalho investiga o grau de tolerância à inflação dos presidentes do Banco Central do Brasil no período 2001 a 2012. O sétimo estudo investiga a maneira pela qual crises externas, tais como choques nos termos de troca, afetam a economia brasileira, derivando daí as implicações para a condução da política monetária. Por fim, o último artigo, revê a literatura referente a curva de Phillips no Brasil, concluindo que “De maneira mais ampla, parece ficar a dúvida da adequação do uso da curva de Phillips para descrever a dinâmica inflacionária brasileira no período recente”.

Essa edição da RBE foi planejada com o intuito de fomentar e contribuir para o debate nacional sobre política monetária. Os artigos presentes aqui foram apresentados no seminário “Política Monetária: Estudos para o Brasil”, ocorrido no IPEA do Rio de Janeiro, no dia 07 de junho de 2013. Esperamos que esse volume especial seja uma referência valiosa para os estudos futuros sobre o tema.

Adolfo Sachsida
Editor Convidado

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