domingo, 2 de fevereiro de 2014

Os Libero-Marxistas

Existe uma tradição de classificar pensadores em determinadas correntes de pensamento. Então proponho uma nova vertente de pensamento, os Libero-Marxistas, uma mistura de determinados segmentos de liberais com determinados segmentos de marxistas. Por mais improvável que pareça, os libero-marxistas existem. São caracterizados por um comportamento padrão: atribuem toda e qualquer discordância a ignorância e/ou má-fé do oponente. Discorde deles em qualquer assunto, e o libero-marxista te chamará de burro ou canalha, ou algo pior... são incapazes de compreender que em ciência sempre se é possível que o errado seja você.

Outro ponto comum dos libero-marxistas é sua absoluta falta de capacidade de sugerir qualquer medida de política econômica operacionalmente viável. Por algum motivo difícil de compreender os libero-marxistas se recusam terminantemente a testar suas hipóteses. Mas, ao mesmo tempo, são rápidos em criticar as premissas dos outros. Um verdadeiro dupli-pensar orwelliano.

Outro ponto para identificar um libero-marxista é seu profundo desprezo pelos conservadores. Seja por uma questão de moral burguesa, seja porque arranjos privados deveriam ser totalmente livres, os libero-marxistas não aceitam a idéia conservadora de proteção à vida (contra o aborto), ou as restrições conservadoras seja a liberação das drogas seja a idéia de que uma família significa a união entre um homem e uma mulher.

Para um conservador, a ordem social e econômica é formada dentro de um padrão moral. Mudanças no padrão moral implicam em possíveis alterações nos arranjos econômicos e sociais. Será que o casamento gay irá desestabilizar a sociedade? Será que a liberação das drogas será prejudicial ao desenvolvimento de longo prazo? Quais as implicações morais de se permitir a adoção de crianças por casais do mesmo sexo? São questões que suscitam dúvidas em conservadores como eu. Veja, eu não sei e nem tenho todas as respostas. É por isso que a idéia conservadora sugere discussão e cautela, e mudanças lentas e graduais. Mas diga isso a um libero-marxista e ele te chamará de imbecil.

Por exemplo, se família não é mais definida como um homem e uma mulher, podemos definir família como sendo 3 homens e 2 mulheres? Como se daria o divórcio? Divisão de bens? Guarda dos filhos? Aposentadoria e benefícios previdenciários? Uma infinidade de questões aparece, verificar em que magnitude tal mudança moral é compatível com a manutenção de um sistema de livre iniciativa é uma pergunta válida dos conservadores.

Quer identificar um libero-marxista? Compartilhe esse post, e você verá a que me refiro.

7 comentários:

James disse...

Em país onde não exista liberdade econômica e meritocracia e onde o intervencionismo estatal impere apoiado em uma demagogia socialista/populista para se manter no poder o fracasso e abismo econômico é certo.
Não há sequer um único exemplo de economia baseada em princípios socialistas/comunistas que tenha prosperado por um período razoável de tempo ou sequer tenha prosperado por algum tempo.

A ausência de meritocracia leva à competição por improdutividade. Hoje em dia, mesmo entre os jovens mais “letrados” o melhor é considerado o que ganha mais trabalhando menos e não o que produz mais ganhando mais em consequência disto. A ausência de crescimento produtivo proporcional ao aumento populacional encarece os bens e consequentemente desvaloriza a moeda de troca. A forma mais fácil e populista de lidar com isto é decretar ainda mais ganhos indevidos e sem base em produtividade para a massa eleitoral através de medidas de divisão infundada de renda e criação de inúmeros cargos de trabalho improdutivos no governo. Isto apenas retroalimenta o sistema de encarecimento de bens e desvalorização da moeda.

A parcela da população que é mais afetada pela carestia é justamente a que menos produz segundo seus méritos e diferenciação no mercado de trabalho. Logo após são os ocupantes improdutivos de cargos públicos que pelo caráter descartável e supérfulo de suas funções atuais, facilmente executáveis por uma fila interminável de candidatos prontos para ocupar seus cargos por menos, tem seus ganhos reais progressivamente corroídos pela desvalorização da moeda com pequenas resistências pontuais baseadas apenas em greves.

Mesmo em meio a podridão demagógica do governo mais populista e do regime mais anti-produtivo que exista, sempre persiste um lampejo de liberalismo no âmago da população e o livre mercado sempre acaba achando seu caminho, mesmo que de forma árdua e oculta e a meritocracia nunca morrerá em um sistema de trocas informal. E isto ocorre por um motivo muito simples: Riqueza não se cria apenas com idéias, discursos, leis e decretos. Riqueza se cria com a prática que é baseada em conhecimento e estes não brotam espontâneamente em um discurso demagógico, apenas surgem após árduo esforço individual e coletivo.

Estamos novamente caminhando ao falso abismo sedutor do socialismo, como muitas vezes a humanidade ja fez e fará em diversos lugares, onde se ganha sem trabalhar proporcionalmente e onde se é igual ao seu semelhante, sem ser ser de fato igual. As ditorções que vão sendo criadas novamente promovem uma regressão cultural e profissional na sociedade pois o livre mercado sempre atuante passa novamente a valorizar as atividades mais primitivas em detrimento das funções mais avançadas em termos evolucionários. O indivíduo que é físico um dia terá que se tornar agricultor, o engenheiro se tornará vendedor de alimentos, o técnico em informática se tornará enfermeiro pois em uma derrocada socialista somente o essencial passa a ser necessário por sua própria escassez.

James disse...

Em país onde não exista liberdade econômica e meritocracia e onde o intervencionismo estatal impere apoiado em uma demagogia socialista/populista para se manter no poder o fracasso e abismo econômico é certo.
Não há sequer um único exemplo de economia baseada em princípios socialistas/comunistas que tenha prosperado por um período razoável de tempo ou sequer tenha prosperado por algum tempo.

A ausência de meritocracia leva à competição por improdutividade. Hoje em dia, mesmo entre os jovens mais “letrados” o melhor é considerado o que ganha mais trabalhando menos e não o que produz mais ganhando mais em consequência disto. A ausência de crescimento produtivo proporcional ao aumento populacional encarece os bens e consequentemente desvaloriza a moeda de troca. A forma mais fácil e populista de lidar com isto é decretar ainda mais ganhos indevidos e sem base em produtividade para a massa eleitoral através de medidas de divisão infundada de renda e criação de inúmeros cargos de trabalho improdutivos no governo. Isto apenas retroalimenta o sistema de encarecimento de bens e desvalorização da moeda.

A parcela da população que é mais afetada pela carestia é justamente a que menos produz segundo seus méritos e diferenciação no mercado de trabalho. Logo após são os ocupantes improdutivos de cargos públicos que pelo caráter descartável e supérfulo de suas funções atuais, facilmente executáveis por uma fila interminável de candidatos prontos para ocupar seus cargos por menos, tem seus ganhos reais progressivamente corroídos pela desvalorização da moeda com pequenas resistências pontuais baseadas apenas em greves.

Mesmo em meio a podridão demagógica do governo mais populista e do regime mais anti-produtivo que exista, sempre persiste um lampejo de liberalismo no âmago da população e o livre mercado sempre acaba achando seu caminho, mesmo que de forma árdua e oculta e a meritocracia nunca morrerá em um sistema de trocas informal. E isto ocorre por um motivo muito simples: Riqueza não se cria apenas com idéias, discursos, leis e decretos. Riqueza se cria com a prática que é baseada em conhecimento e estes não brotam espontâneamente em um discurso demagógico, apenas surgem após árduo esforço individual e coletivo.

Estamos novamente caminhando ao falso abismo sedutor do socialismo, como muitas vezes a humanidade ja fez e fará em diversos lugares, onde se ganha sem trabalhar proporcionalmente e onde se é igual ao seu semelhante, sem ser ser de fato igual. As ditorções que vão sendo criadas novamente promovem uma regressão cultural e profissional na sociedade pois o livre mercado sempre atuante passa novamente a valorizar as atividades mais primitivas em detrimento das funções mais avançadas em termos evolucionários. O indivíduo que é físico um dia terá que se tornar agricultor, o engenheiro se tornará vendedor de alimentos, o técnico em informática se tornará enfermeiro pois em uma derrocada socialista somente o essencial passa a ser necessário por sua própria escassez.

Anônimo disse...

Entendo muito bem isso, pois conheço vários "liberais" ou "libertários" que são assim! Eu mesmo sou um pouco, ...

Anônimo disse...

Saschida, você acabou de deixar bem claro que o estado não só pode como DEVE ditar os padrões sociais. E ainda se diz um liberal. É realmente difícil entender.

Anônimo disse...

Ao amigo do post acima, nao encontri em nenhuma parte do texto o Sachsida defender que o Estado deve ditar os padroes sociais. Se vc interpretou isso, ou é por analfabetismo funcional ou por desonestidade intelectual mesmo.

Anônimo disse...

Adolfo, você pode escrever um artigo dando as melhores opções para compra do ouro? Em outras palavras, traçar o caminho das pedras?
Acho que por enquanto é a melhor opção como uma reserva. O problema é que aqui no Brasil isso é extremamente complicado, tudo tem que ser declarado e tenho muito medo de vir um confisco ou então supertributação daqueles ganharem dinheiro neste tipo de investimento no caso de uma hiperinflação.

Anônimo disse...

O homem é mais um animal na natureza. todo mundo ta lutando pela sobrevivência.

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