domingo, 20 de julho de 2014

A Primeira Guerra Mundial

Conversava ontem com minha filha mais velha e escutava sua frase "Papai, não tem como haver guerra mundial mais, pois as armas atuais destruiriam o mundo". Não pude deixar de sorrir. Comentei apenas que outro pensador já havia dito isso, a diferença é que havia dito isso em 1913. Um ano após sua frase eclodiu a Primeira Guerra Mundial. Aquela que seria a guerra das guerras. Afinal, diziam alguns, depois tal morticínio e sofrimento nunca haverá outra grande guerra. Trinta anos depois explodia a segunda guerra mundial.

As razões para a primeira guerra mundial são difíceis de explicar. Tratatos internacionais, ameaças mútuas, revanchismo entre países, estímulo deliberado a soberania do Império Austro-Húngaro, e outros motivos são comumente elencados. De certeza apenas uma: foi a guerra mais assustadora da história humana. Sim, a segunda guerra mundial matou mais pessoas. Contudo, a guerra de trincheiras, o uso do gás, combates de baionetas, soldados correndo, lutando e morrendo ininterruptamente, por um espaço grande de tempo, num espaço mínimo, foram coisas que nunca haviam acontecido antes, e nem voltariam a ocorrer depois. Foram 10 milhões de mortos. Uma tragédia.

As novas tecnologias militares se depararam com métodos arcaicos de ataque, o que resultou em baixas catastróficas no campo de batalha. No final, a primeira guerra mundial foi uma guerra de atrito. Convencidos de que era impossível vencer com um ataque, ambos os lados partiram para a ideia simples: vencerá quem tiver mais soldados no final. Essa conta implicava em sacrificar soldados com o único intuito de obrigar que o outro lado sacrificasse mais vidas. As estatísticas da Primeira Guerra mundial são assustadoras: o tempo médio de vida de um piloto de avião era de três meses. Sim, você leu direito. Depois de começar a voar em combate, a expectativa de vida de um piloto na primeira guerra mundial era de três meses.

Enfim, esse post é uma singela lembrança dessa catástrofe que completa 100 anos de seu início no dia 28 de julho. Fica aqui uma lembrança: acreditar que o mau deixará de atacar porque as perdas serão grandes é um erro histórico. Estejamos sempre prontos para o combate, para defender nossa liberdade, nossa família, nossa propriedade, e nosso direito a preservar nosso modo de vida e nossa existência.

3 comentários:

Marcos Ronald Roman Gonçalves disse...

Desarmados, Adolfo?

Anônimo disse...

"The root of the evil is not the construction of new, more dreadful weapons. It is the spirit of conquest."

Von Mises, Human Action.

amauri disse...

Bom dia Adolfo, sobre o fim distro ou aquilo, voce já leu este artigo? http://www.empiricus.com.br/o-fim-do-brasil/

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