quinta-feira, 31 de julho de 2014

Lições do Exército Romano ao Banco Santander: como posso confiar num banco que não confia em si mesmo???


O exército romano virtualmente dominou o mundo. Foi um dos mais formidáveis exemplos de organização e sucesso militar da história. Baseava-se em três princípios, dos quais dois nunca lembro. Mas o terceiro era conhecido por comitatus romano. Por esse princípio, o general se comprometia a não se esquivar e nem abandonar seus soldados na hora do combate. Em contrapartida, os soldados se comprometiam a obedecer as ordens de seu comandante, mantendo a disciplina e lealdade na hora do perigo.

O Banco Santander teria muito a aprender com o comitatus romano. Não há como garantir a lealdade dos subalternos se os líderes se escondem na hora do perigo. Uma analista do Santander foi demitida por ter escrito um relatório econômico com uma previsão simples: se Dilma ganhar a economia continua patinando. Alguém vai me convencer que os superiores da analista não tinham conhecimento do documento? Então, na hora do perigo, os generais do Santander abandonaram sua soldado. Então pergunto: e os demais soldados (analistas) do Santander? Alguém realmente acredita que de agora em diante eles irão fazer as melhores análises possíveis? Óbvio que não! A partir de hoje os analistas do Santander entendem que seus respectivos relatórios econômicos devem agradar primeiro ao Partido dos Trabalhadores, e só depois se preocupar com os investidores do banco.

Enfim, não é a primeira vez que o Santander amarela (ou melhor dizendo "avermelha"). Como confiar nas análises econômicas de um banco que demite seus analistas dependendo do humor do governo?

Um comentário:

Bruna Pimentel disse...

Muito bem colocado!
Isso traz à memória os casos de policiais que quando mal interpretado em seus atos, pela opinião pública,são exonerados por Superiores dentro da hierarquia da Polícia Militar, os quais deveriam defender a conduta do policial (desde que razoável, claro), e não simplesmente exonerá-los, para agradar a pressão da mídia/população, em detrimento da corporação. Faço a mesma pergunta: Um policial que não se sente protegido em suas prerrogativas irá prestar o mesmo serviço à sociedade? Será mais fácil "fazer vista grossa" ao crime, do que correr o risco de perder o cargo, responder administrativa e judicialmente por atos que, em países sérios, são considerados compatíveis e necessários à prática policial. Abraço!

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