quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Você Concorda que um Homem Solteiro de 40 anos possa adotar uma Menina de 12 anos?

Infelizmente o Brasil é o país das discussões rasteiras, que beiram a torcida por um time de futebol. Aqui questões filosóficas e morais complexas são simplesmente desconsideradas. "Sou a favor disso porque sou!" ou ainda "Sou contra porque sim!" Costumam ser o padrão básico da discussão.

Perguntas difíceis e questões complexas tem o direito de terem repostas difíceis e nebulosas, onde é extremamente complicado saber quem tem razão e quem está errado. Pode até ser o caso de todos estarem igualmente errados. Umas dessas questões difíceis, e que no Brasil os gênios já tem a convicção da resposta certa, refere-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Você concorda que pessoas do mesmo sexo possam se casar? Se sua resposta for sim, inevitavelmente você terá que responder a outra pergunta: você concorda que um casal homossexual possa adotar filhos? Notaram? A discussão sobre casamento homossexual envolve esferas bem maiores do que a simples união delas.

Você concorda que um homem solteiro, de 40 anos, possa adotar uma menina de 12 anos? Notaram? Essa pergunta é extremamente difícil de responder, pois a rigor a questão sexual passa automaticamente em nossa cabeça. E um casal de homens poderia adotar a menina? Ora, se dois homens podem adotar uma menina, por que um apenas não o poderia? E se, em vez de uma menina, eles quisessem adotar um menino de 12 anos, você estaria de acordo?

Não é fácil ser favorável a um homem solteiro poder adotar uma criança. Mas se isso vale para um homem (e nem tanto para uma mulher solteira), então por que o mesmo argumento não valeria para dois homens que vivem juntos?

Eu acredito que o termo "casamento" tem uma conotação religiosa, logo deve ser reservado para heterossexuais. Aos homossexuais restaria a união estável. Sim, o tema é polêmico. Não sou o dono da razão, talvez esteja errado. De qualquer maneira, acho que em breve a igreja deveria escolher outro nome para o termo "casamento", algo como "sagrado matrimônio". Assim, preservaria-se o caráter religioso e heterossexual das uniões celebradas na igreja.

Encerro por aqui com um pedido: reflitam! A questão do casamento entre homossexuais é ampla e difícil; não deve ser tratada na base do nós contra eles. As implicações que derivam disso não se restringem apenas ao casal, mas a toda a sociedade. Por fim, apenas para esclarecer aqueles que insistem em não entender: acredito que todo ser humano tem o legítmo direito de perseguir sua felicidade. Sendo assim, me parece evidente que os homossexuais devam ter direito a união estável. A questão aqui é outra, é apenas provocar uma reflexão no leitor sobre futuros desdobramentos que devem ser pensados.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Agora ninguém mais nega: A Década de 1970 está de volta!!!

O tempo realmente é incrível... há 4 anos atrás eu era um alarmista. Há 3 anos atrás eu era irresponsável. Há 2 anos atrás eu era "daqueles que torcem para dar tudo errado". Ano passado eu era "aquele cara é radical demais". Pois bem, ano que vem é 2015, o ano do ajuste. Quantas vezes alertei? Quantas vezes disse que estávamos revivendo OS MESMOS ERROS cometidos na década de 1970?

Que tal me ver alertando sobre o problema em vídeo? Clique aqui!

Que tal me ver alertando sobre o problema numa vídeo aula? Clique aqui!

Ou então você pode apenas ler o texto abaixo... onde eu alerto com todas as letras sobre o problema. Você também pode ler o professor Roberto Ellery dando o mesmo alerta. Ou ainda pode ver o mesmo alerta sendo dado pelo pesquisador Mario Jorge Cardoso de Mendonça. Resumindo, falta de aviso não foi. Abaixo transcrevo minha entrevista publicada no dia 31 de julho de 2012.

Pergunta 1) O Brasil está revivendo o final da década de 1970? Será que em breve estaremos revivendo a década de 1980 (apelidada de década perdida)? Por quê?

Sachsida) Sim. Temos hoje um governo que tem as mesmas ambições, e que utiliza os mesmos métodos errados, empregados pelos gestores de política econômica do final dos anos 1970. Tal como no final da década de 1970, os gestores da economia brasileira se recusam a realizar os ajustes macroeconômicos necessários. Tal como no final da década de 1970 temos o governo como o grande promotor do crescimento econômico. Seja escolhendo setores, e favorecendo-os com generosos subsídios do BNDES, seja escolhendo indústrias e favorecendo-as com desonerações fiscais, o governo tenta a todo custo dizer para onde deve ir a economia. Essa política de dirigismo estatal não funcionou antes, e irá fracassar novamente agora. É estranho que o Brasil adote hoje políticas que já fracassaram no passado e espere por resultados diferentes.

É uma ilusão acreditar que o Brasil não necessita de recursos externos. Existe aqui algo diferente da década de 1970. Hoje uma desvalorização cambial, no primeiro momento, favorece as contas públicas brasileiras. Isto ocorre por dois canais: 1) as reservas internacionais que o Brasil mantém diminuiriam a dívida pública em reais; e 2) a inflação resultante ajudaria a equacionar o problema fiscal. Adicionalmente, o setor público não está tão endividado em dólares como ocorria ao final da década de 1970. É com base nisso que alguns analistas argumentam que a dependência externa brasileira não é tão severa. Contudo, se esquecem de que, num segundo momento, as incertezas decorrentes desse ambiente trariam o caos de volta à economia brasileira. Também devemos ressaltar o óbvio: de onde vem a poupança para financiar o investimento brasileiro? Certamente não é do setor público. A poupança interna privada também não é suficiente. Isto é, boa parte do investimento nacional se realiza por meio de poupança externa. Poupança essa que denota a grande dependência que temos dos recursos externos.

Tal como a década de 1980 foi conhecida como década perdida, temo que as políticas econômicas atuais do governo brasileiro (muito semelhantes às políticas adotadas ao final da década de 1970) nos joguem numa crise de proporções equivalentes no futuro. Existem hoje vários problemas que podem complicar razoavelmente o desempenho de longo prazo do Brasil. Em particular, quero ressaltar a questão demográfica, uma verdadeira bomba relógio que o governo insiste em não desarmar.


Pergunta 2) Qual o maior risco do cenário externo para a economia brasileira?

Sachsida) Existem hoje dois grandes riscos para o Brasil: a) uma queda no preço das commodities; e b) um aumento na taxa de juros internacional. Uma queda no preço das commodities afeta negativamente os termos de troca nacionais, em resumo, nos deixa mais pobres. Note que ao longo do tempo é normal a oscilação dos termos de troca. Assim como hoje tal oscilação nos favorece, um dia tal tendência irá se inverter. Nada de errado com isso. Errado é deixarmos em segundo plano o importante papel que as commodities representaram no desenvolvimento econômico brasileiro recente.

Cedo ou tarde a inflação irá ressurgir nos EUA e na Europa. Quando isso ocorrer tais países irão aumentar a taxa de juros, que hoje se encontra num patamar mínimo histórico. O aumento das taxas de juros internacionais será o começo do suplício da economia brasileira. Devemos aproveitar enquanto a taxa de juros internacional ainda é baixa para realizarmos os necessários ajustes macroeconômicos. Infelizmente, a recusa em fazer isso, aliada ao aumento dos gastos do governo, terá consequências nefastas para nossa economia quando do aumento da taxa de juros internacional.


Pergunta 3) O governo parece estar usando política tributária para controlar a inflação. Você acredita que isso seja verdade? Se for verdade, concorda com isso? Por quê?

Sachsida) Sim, o governo vem adotando mecanismos exóticos de combate à inflação. Essa equipe econômica é tão ruim que é bem provável que eles não tenham notado que as desonerações tributárias iriam reduzir a inflação medida pelo IPCA. Contudo, uma vez que o fruto proibido foi provado o governo parece ter gostado da ideia e insiste nela. O exemplo mais gritante foi a questão da CIDE, onde o governo clara e intencionalmente usou política tributária para conter a inflação.

Usar política tributária para combater inflação é uma ideia medíocre. Apoiar isso requer um alto grau de analfabetismo econômico.

Os 10 Grandes Livros de Ficção do Sachsida

Segue o meu ranking com os 10 melhores livros de ficção que já li. Vale uma ressalva, estes foram os livros de ficção que mais me influenciaram... talvez não sejam os melhores, mas foram os mais importantes para mim.

10) O Processo (Franz Kafka)

9) Nada de Novo no Front (Erich Maria Remarque)

8) Fome (Knut Hansum)

7) A Graça de Deus (Bernard Malamud)

6) Servidão Humana (Sommerset Maugham)

5) Admirável Mundo Novo (Aldoux Huxley)

4) 1984 (George Orwell)

3) A Leste do Eden (John Steimbeck)

2) O Fio da Navalha (Sommerset Maugham)

1) As Viagens de Gulliver (Jonathan Swift)

VideoCast do Sachsida: Diga Não as Manifestações de Junho!!! Manifeste-se em Outubro!!!

Neste vídeo faço um pedido: vamos deixar nossas manifestações para as eleições, e não para a Copa. Vamos nos manifestar nas urnas, mas vamos ficar em casa durante a Copa. Para assistir clique aqui.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Onde está o dinheiro? (artigo escrito em 24/03/2010)

Em 24 de março de 2010 escrevi o artigo abaixo. Será que errei??? A teoria econômica é implacável, não é boa e nem ruim, ela apenas nos mostra que ações tem consequências. Sem querer parecer pedante, mas mais uma vez eu alertei dos problemas MUITO ANTES deles ocorrerem.

Entre janeiro de 2003 e janeiro de 2010 a oferta de moeda (M) cresceu incríveis 144,7%. No mesmo período a inflação acumulada (P) do IPCA foi de 45,7%, e o PIB (Q) cresceu aproximadamente 27%. Recorrendo a popular equação MV = PQ, e supondo V sem grandes variações, surge a inevitável pergunta: onde está o dinheiro? A parcela PQ deveria ser corrigida em torno de 33% para manter a igualdade válida. Assumindo que a velocidade de circulação da moeda (V) não se alterou tanto no período, temos aqui um mistério. Cabe ressaltar que caso inovações financeiras aumentem V, então o problema é mais severo ainda.

Assumindo que V não caiu nesse período (o que parece ser uma hipótese altamente plausível), restam três explicações para a controvérsia: 1) o PIB cresceu muito mais do que a contabilidade do IBGE indica; 2) alguns ativos se valorizaram numa magnitude muito superior a sugerida pelos índices de preço; ou 3) existe uma defasagem entre o aumento de moeda e o aumento de preços. No primeiro caso, temos uma medida do crescimento da corrupção ou do mercado informal. Isto é, o PIB do setor informal da economia cresceu o bastante para acomodar o aumento na oferta monetária (sendo que tal aumento da informalidade não foi captado pela metodologia do IBGE). No segundo caso, temos um índicio da presença de bolhas na economia brasileira. O terceiro caso sugere que teremos, em breve, a volta da inflação. Claro que uma combinação dessas três alternativas também é possível.

No caso de bolhas, quais seriam os mercados mais propensos a estarem operando numa bolha? Basta verificarmos quais mercados apresentaram valorização expressiva nos últimos 10 anos. Em termos de valorização, restam poucas dúvidas de que nos últimos 10 anos os mercados de ações e imobiliário foram campeões em rentabilidade. Dessa maneira, são estes os mercados mais propensos a estarem operando sob uma bolha inflacionária. Existe uma boa chance do aumento da oferta monetária (e do crédito) ter inflado os mercados imobiliários e de ações no Brasil. Sendo que tal incremento no preço das ações e das casas, por uma deficiência dos índices de preço, acabaram não se refletindo nas tradicionais medidas de inflação.

O aumento da moeda (M) está escondido em algum mercado no Brasil. Para nossa infelicidade, existem indícios de que o mercado de ações e imobiliário sejam o reduto de parte desse excesso de oferta monetária. Caso isso seja correto, cedo ou tarde, teremos um estouro de bolha nada agradável no Brasil.

Como roubar US$ 50 milhões? (publicado 5 de dezembro de 2012)

Em 5 de dezembro de 2012 escrevi o post abaixo. Vale a pena reler.

Poucos sabem, mas uma de minhas linhas de pesquisa refere-se a economia do crime. Tenho um bom número de artigos publicados nessa área. Após muito estudo, notei que existe uma maneira facílima do governo desviar 50 milhões de dólares para mãos privadas (sejam elas de partidos políticos ou de indivíduos).

Operacionalmente, o golpe funciona da seguinte maneira:

Passo 1) Escolher uma ditadura que passa por graves problemas de acesso a financiamento externo. Esses países precisam não só de recursos, mas também de legitimação internacional. Sendo assim, seus governantes estão prontos a aceitar uma ampla gama de acordos não-ortodoxos.

Passo 2) Emprestar US$ 500 milhões para tais ditaduras a critério de ajuda humanitária, ou apoio a obras de infra-estrutura, ou a qualquer outro item de difícil fiscalização para quem esta fora do país. As condições do empréstimo seriam de pai pra filho, desde que 10% do empréstimo fosse mandado (em dinheiro) de volta a um representante escolhido do governo que originalmente emprestou os recursos.

Passo 3) Garantir diplomatas de confiança, que transportem o dinheiro e os entreguem para as pessoas que farão a partilha. Não devemos esquecer que malas diplomáticas não estão sujeitas a fiscalização. Algo em torno de 50 milhões de dólares, 5 milhões por mala, implicam em 10 viagens para resolver o “problema”.

Passo 4) Dividir o dinheiro em despesas que não aparecem facilmente, por exemplo, gastos de campanha eleitoral. E, então pega-se o dinheiro doado legalmente para a campanha eleitoral e desvia-se para o partido (ou para o próprio bolso). Pronto, o dinheiro agora esta legalizado. Ou então, inventa-se que tal companhia doou mais do que realmente doou. Eh bom pra companhia (que tem pouco ou nada a perder) e legaliza-se o dinheiro do mesmo jeito.

Claro que não estou acusando ninguém. Claro que esse exemplo é teórico e não se refere a nenhum país em particular. Estou apenas explorando uma possibilidade teórica para que se desviem grandes volumes de recursos públicos. Sendo assim, esse é mais um motivo do porque devemos evitar de ter governantes indo visitar ditaduras. Além disso ser uma afronta aos direitos humanos, é também uma imensa janela para a corrupção.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Quando Estourar a Bolha Imobiliária vão Dizer que Ninguém Avisou...


Em meados de 2007 comecei a criticar o "novo" modelo econômico adotado no Brasil (como se não fosse uma cópia do modelo adotado na década de 1970). Agora que a crise é evidente, alguns dizem que já tinham avisado (o que é mentira) e outros dizem que não dava para prever isso (o que é absurdo). Bom eu avisei que 2015 seria um ano difícil, mas quando o fiz me chamaram de alarmista e irresponsável.

Desde meados de 2008 alerto que tem algo de errado no mercado imobiliário. Na época eu falava que ainda iria demorar um tempo para aparecer o problema, mas ela iria aparecer. Já há algum tempo eu alerto que existe bolha no mercado imobiliário, e que ela irá estourar com o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos (algo que eu acredito que ocorrerá em 2015).

Quando a bolha imobiliária estourar vão dizer que ninguém avisou (mentira) ou então que era impossível prever (o que é um absurdo). Eu avisei que havia bolha no mercado imobiliário brasileiro, mas quando o fiz me chamaram de alarmista e irresponsável.

Para que não restem dúvidas, segue uma lista das pessoas que há um bom tempo alertam para a existência de bolha imobiliária:

1) Adolfo Sachsida
2) Mario Jorge Cardoso de Mendonça
3) Luciano D'Agostini
4) Sammy Dana

E, mais importante de todos: o site bolha imobiliária. Visite esse site e tire suas próprias conclusões. Esse site é uma fonte extremamente importante de informações sobre o mercado imobiliário brasileiro. Vale a pena acompanhá-lo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

VideoCast do Sachsida: Vista essa Camisa: Por um Estado Menor, Por Mais Liberdade

Espere até o final do vídeo para ver qual camisa estou usando. A violência está explodindo no país. Vamos mudar essa situação!!! Vista essa camisa: Por um Estado Menor, Por Mais Liberdade!!!! Para assistir clique aqui!

Estádio de 1,5 BILHÕES DE REAIS continua SEM receber jogos!!!!!

No final de semana ocorre a segunda rodada do campeonato candango de futebol. Adivinhem quantos jogos irão ocorrer no estádio que custou aos cofres públicos R$ 1,5 bilhões??? Se você disse ZERO.... acertou!!!!! Isso mesmo, o estádio que custou uma fortuna continua sem receber jogos do campeonato candango de futebol. O Bezerrão receberá dois jogos e o Abadião mais outro, outros dois ocorrerão no Serra do Lago.

eu ainda acreditava que iria ver Sobradinho e Luziânia no estádio de 1,5 bilhões de reais... pelo visto estava enganado, esse elefante branco é caro demais para receber jogos de público baixo... uma verdadeira fortuna jogada no lixo. Em Brasília pode não ter hospitais ou escolas públicas padrão FIFA, mas certamente temos um estádio FANTASMA padrão filme de terror B... ahhh quase ia me esquecendo, no vídeo que fiz comparando o estádio de Brasília com o estádio do Dallas Cowboys eu fiz uma aposta: dada a "qualidade" da obra, e seguindo o exemplo histórico do Engenhão (que sequer durou 7 anos), apostei que o Estádio de Brasília não duraria até 2020. Duvidam? Então se preparem... já começou!!! Claro... claro... ninguém esta preocupado....

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O que penso sobre a Senadora Katia Abreu

Em primeiro lugar, devo deixar claro de que era fã da senadora Katia Abreu. Nessas coincidências da vida, por duas vezes vi a Senadora (no lançamento do livro de Reinaldo Azevedo em Brasilia, e outra vez no aeroporto). Em ambas entreguei meu cartão a ela dizendo que teria prazer em trabalhar de graça, caso ela precisasse de ajuda em questões econômicas. Se Katia Abreu tivesse sido candidata a Presidente da República em 2010, teria votado e feito campanha para ela.

Quando a senadora trocou o DEMOCRATAS pelo PSD fiquei chateado, mas compreendi seus motivos. Infelizmente esse tipo de coisa acontece. A medida que o PSD se aproximava mais e mais da base governista, meu descontentamento aumentava. Então veio a surpresa: Katia Abreu deixou o PSD para ingressar no PMDB. Foi uma surpresa negativa, mas dado que ambos os partidos são da base do governo, também não foi nenhum desastre. Além disso, os motivos para a saída da senadora do PSD me pareceram legítimos.

Dito isto, confesso que me surpreendi com o artigo publicado pela Senadora na Folha de São Paulo "Conspiração, teoria e prática". Sim, o artigo é excelente. Sim, o artigo vai no ponto: "(...) há um projeto em curso, que pretende restringir e relativizar a propriedade privada e a economia de mercado. Em suma, o Estado democrático de Direito". Perfeito, excelente análise!!! Mas, se assim o é nobre Senadora, então por que você se alia ao PT???

Ora, por que se associar ao grupo que dá sustentação política a quem quer destruir, nas palavras da senadora, o Estado Democrático de Direito???? Senadora, não se faz parceria com o Diabo se acreditando que irá salvar sua alma. Claro que eu entendo a situação politica, mas pergunto: será que a bancada ruralista é tão fraca assim? Não nos enganemos, o Brasil não tem partidos, tem bancadas. E, entre as bancadas, a ruralista é das mais fortes. Forte o suficiente para aprovar o código florestal, sem a necessidade de se associar a um partido da base governista.

Senadora, seu local é lutando a favor da democracia e do Estado de Direito. Senadora, te faço uma pergunta: quem financia os movimentos que estão pondo o Estado de Direito em risco? Ora, exatamente por que você vai apoiar quem apoia esses movimentos contra a propriedade privada e contra o Estado de Direito? Não pense que você esta usando o PT, não pense que você é capaz de manipular o PT, é justamente o contrário... é o PT quem esta a lhe usar. E fará contigo exatamente o que faz com todos os seus ex-aliados.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Rolezinhos: Shoppings deveriam processar os organizadores!!!

Sachsida dá aqui uma dica aos lojistas e administradores de shoppings: processem judicialmente os organizadores de rolezinhos. Certamente é possível mostrar que os rolezinhos afetam não apenas a lucratividade do empreendimento, mas também perturba a paz e o trabalho alheios. O artigo 42 da Lei das Contravenções Penais é claro:

Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheios.

Não sou especialista em direito penal, mas certamente existem outros artigos onde os organizadores do Rolezinho podem ser enquadrados, o que faria com que esses organizadores tivessem que responder criminalmente por suas ações.

Os shoppings estão usando uma estratégia muito defensiva, buscando na justiça apenas liminares que proíbam o rolezinho no shopping. É necessário um pouco mais do que isso, é necessário levar a justiça os organizadores desse movimento.

Hoje praticamente não há custo algum para um organizador de rolezinho. Ele tira onda de um cara descolado e, usando o facebook e algumas conexões, fica relativamente barato organizar os rolezinhos. É necessário que os shoppings aumentem esse custo: processar criminalmente os organizadores de rolezinhos é um caminho para aumentar o custo desse procedimento. Veremos como os organizadores reagem quando um oficial de justiça lhe entregar uma intimação judicial em sua casa.

NENHUM jogo no Estádio de 1,5 BILHÕES DE REAIS!!!

Hoje começa o campeonato candango de futebol.... adivinhem quantos desses jogos ocorrerão no estádio que o governo do Distrito Federal gastou 1,5 BILHÕES DE REAIS para construir???

Acertou quem respondeu: ZERO... nenhum jogo. Na abertura do campeonato não teremos nenhum jogo ocorrendo no elefante branco daqui de Brasília. Em compensação ocorrerão 2 jogos no Serejão, e outros 2 jogos no Abadião...

R$ 1,5 bilhões de reais jogados no lixo... um verdadeiro elefante branco!!!

Nova Pesquisa do IBGE confirma o problema que eu havia ressaltado sobre a Relação Inflação e Desemprego

Em meu estudo "A Curva de Phillips dos Estados Brasileiros: Uma Análise de Dados de Painel", junto com Mario Jorge Cardoso de Mendonça, eu já alertava, em 2009, de que:

"A dinâmica do emprego e da inflação não necessariamente são similares entre as diversas regiões de um país. Dessa maneira, é uma razoável simplificação técnica se estimar uma curva de Phillips para o país como um todo, ainda mais quando esse país é territorialmente extenso e possui dinâmicas regionais tão diferentes. Adotar uma única taxa de inflação e uma única taxa de desemprego para todo o país equivale a assumir dinâmicas regionais similares entre todas as unidades de um país. Para tentar minimizar tal problema esse estudo faz uso de técnicas de dados de painel, estimando uma curva de Phillips para a economia brasileira com dados de diversas regiões metropolitanas. Este procedimento leva em consideração as diferentes dinâmicas regionais, providenciando assim uma estimativa mais fidedigna da curva de Phillips para o Brasil".

A nova pesquisa de desemprego, realizada pelo IBGE, comprova que nosso estudo ia na direção correta.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Rolezinho em Brasilia discrimina os mais pobres

Rolezinho é aquele movimento absurdo, geralmente marcado pelo facebook, onde um bando de pessoas sem ter o que fazer vão atazanar a vida de cidadãos de bem e comerciantes. Algumas pessoas argumentam que a LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 impede que os shoppings proíbam a entrada desses manifestantes sem causa. Nada disso, essa lei se aplica a questões de discriminação racial, não se aplica a um shopping impedir a entrada de movimentos organizados.

Mas deixemos as questões jurídicas de lado. O mais engraçado é o que esta por ocorrer em Brasília. Explico: uma das possíveis (ninguém sabe ao certo) causas dessa manifestação seria protestar contra a desigualdade de renda. Pois bem, os organizadores escolheram protestar no Shopping Iguatemi. Não há como não rir dessa.... para os que não conhecem Brasília, vou explicar uma coisa: não há metro para se chegar ao Shopping Iguatemi, as linhas de ônibus para lá também são poucas. A rigor, os comerciantes do Shopping Iguatemi sofrem para conseguir pessoas para trabalharem lá exatamente por causa da falta de transporte público para o local.

Entenderam??? Os organizadores do rolezinho em Brasília escolheram como local para protestar contra a desigualdade social um shopping onde é praticamente impossível aos pobres chegarem. Isso mostra que os tais organizadores nada sabem a respeito de pobreza, a rigor devem ser de classe média. Se fossem pobres mesmo, os organizadores teriam escolhido protestar no Park Shopping, um local igualmente de elite, mas servido amplamente por transporte público (inclusive o metro tem um estação em frente).

Em resumo, esse rolezinho é o fim da picada: não bastasse invadir espaços privados para fazer "manifestações", ainda por cima, em Brasília, é o próprio rolezinho quem discrimina os mais pobres.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Por que Devemos Colocar um Limite de Tempo para Permanência no Bolsa Família?

Em 2004 5 milhões de famílias eram atendidas pelo Bolsa Família. Hoje são aproximadamente 14 milhões de famílias, algo próximo a 50 milhões de pessoas, isto é, 1 em cada 4 brasileiros recebe benefícios desse programa. Em outras palavras, 3 a cada 4 brasileiros é obrigado a trabalhar para sustentar o quarto. Resta evidente que um programa dessa magnitude, e que só faz crescer o número de beneficiários, não pode ser sustentável a longo prazo. Sim, é verdade que os gastos desse programa são relativamente baixos (em torno de 1% do orçamento federal), é verdade também que esse programa tem fortes e positivos impactos sociais.

O grande problema do Bolsa Família é sua porta de saída: depois que passam a fazer parte do programa as famílias dificilmente saem dele. Desde o seu começo em 2003, algo em torno 2 milhões de pessoas que recebiam o benefício o deixaram de receber (pois saíram da linha de pobreza coberta pelo programa). Esse número expõe uma realidade cruel: o Bolsa Família, apesar de ajudar o beneficiário, é um completo fracasso no que se refere a sua habilidade de "ensinar a pescar", isto é, em preparar o beneficiário a seguir em frente sozinho.

Minha sugestão para esse problema é operacionalmente simples: colocar um limite máximo de tempo, ao longo da vida, que cada pessoa poderia receber ajuda do Bolsa Família. Minha sugestão é que seja criado um limite máximo de 5 anos, ao longo de toda a vida, que a pessoa poderia receber Bolsa Família. Sendo que esse período seria dividido em duas partes. A primeira com limite máximo de 3 anos; e a segunda com limite máximo de 5 anos descontado o tempo que foi utilizado na primeira vez. Sendo que o indivíduo apenas poderia usar o benefício pela segunda vez depois de um espaçamento mínimo de 3 anos, após ter usado o benefício pela primeira vez.

Exemplo prático: João passou a usar o Bolsa Família e usou esse benefício por 2 anos e 10 meses (lembre-se que nessa primeira fase o limite máximo de tempo é de 3 anos). Depois disso conseguiu um emprego, mas 4 anos depois precisou novamente do programa (lembre-se que existe um intervalo obrigatório mínimo de 3 anos entre o final do recebimento do benefício e o começo do direito de se receber o benefício novamente). Como João já havia recebido o Bolsa Família por 2 anos e 10 meses, ele tem direito a receber o benefício por mais 2 anos e 2 meses (2 anos e 10 meses + 2 anos e 2 meses = 5 anos (tempo máximo do benefício)).

A exigência de tempo máximo faz uso de 3 premissas econômicas importantes: expectativas racionais, aversão ao risco, e incentivos corretamente alinhados. Sabendo que ficarão sem o benefício o próprio indivíduo, apoiado por sua família, tentará sair dele o mais rápido possível. Afinal, quanto mais tempo permanecer no programa, maior será o risco de uma adversidade futura (quando o tempo de benefício somado não poderá exceder 5 anos). O próprio indivíduo tentará se qualificar, e terá os incentivos corretos para sair do programa o mais rápido possível.

Claro que devemos nos lembrar de CANCELAR o Bolsa BNDES. Afinal, não faz sentido estimularmos o pobre a trabalhar e não procedermos da mesma maneira para com os ricos.

Os Números Oficiais da Economia Brasileira Já Não Servem para mais Nada

1) Qual foi o superávit primário oficial do Brasil nos últimos anos? Alguém ainda acredita nesses números? A contabilidade criativa adotada pelo governo federal, junto com o crescente aumento do gasto público, acabou com a credibilidade fiscal do governo.

2) Qual foi o resultado oficial da balança comercial brasileira? Dá para acreditar nesse número? Todos sabem que em 2012 parte do resultado foi obtida graças ao atraso no lançamento da importação de combustíveis. Já em 2013 o resultado ocorreu por uma exportação de plataformas da Petrobras que não foram exportadas...

3) Qual é o número oficial da taxa de desemprego? Esse número reflete a realidade a que se propõe? Num país em que mais de 10 milhões de pessoas não querem nem trabalhar e nem estudar, as estatísticas de desemprego perdem muito de seu apelo original.

4) Qual foi a inflação oficial dos últimos anos? Quando o governo congela preços administrados, ou usa política tributária para maquiar a inflação, resta evidente que esse número perdeu em muito o seu apelo original.

5) Quanto o governo investiu em infraestrutura nos últimos anos? Alguém consegue ler esse número sem desconfiar? Até porque o governo passou a incluir gastos do minha casa minha vida como investimento público (coisa que não ocorria há alguns anos atrás). Que outros itens foram inclusos nessa conta?

6) Quanto o governo gastou em 2013? Como confiar nesse número se os restos a pagar são uma incógnita que não para de crescer?

7) De que adianta olhar as estatísticas de matrículas escolares se a qualidade do ensino público não para de cair?

8) Qual foi o lucro/prejuízo das empresas estatais? O recente caso do balanço inflado da CEF nos mostra que tampouco podemos confiar nesses números.

Infelizmente, no cenário atual, os números oficiais sobre a economia brasileira não servem para mais nada. Quando economistas olham as estatísticas de inflação ou desemprego, isso ocorre pois tais números trazem informações embutidas. Quando o governo manipula esses dados tais informações embutidas se perdem, e junto com elas se perdem também o interesse econômico daquela estatística.

domingo, 12 de janeiro de 2014

O Absurdo Confisco de Poupanças da Caixa Econômica Federal

Acredito que a grande mídia ainda não entendeu direito o tamanho do absurdo levado a cabo pela CEF. Sendo assim, vale a pena explorar mais esse tema. A Controladoria Geral da União deu o alerta e os técnicos do Banco Central confirmaram: não existe previsão legal que ampare o procedimento da CEF.

Para quem não acompanhou o caso, aqui vai um resumo: a CEF incorporou a seu patrimônio uma série de contas inativas de poupança. O caso ganhou repercussão por causa de uma matéria da revista Isto é, e depois foi repercutida no Jornal Nacional. Mesmo assim, parece que a ficha ainda não caiu para alguns. Então vou explicar qual é o maior absurdo disso tudo: é crime o que a CEF fez!!!!!

Não vou discutir aqui temas periféricos. TALVEZ a CEF até tivesse razão em suspender algumas contas (até nisso tenho dúvidas). CONTUDO, é crime se apropriar dos recursos dessas contas!!! Imaginem se o Banco Itau cancelasse algumas contas, argumentando que a documentação das mesmas estivesse incompleta, e pegasse o dinheiro que estava depositada nelas para ele.... bom, foi exatamente isso que a Caixa Econômica Federal fez. Isso é crime!!!

Mesmo que a CEF tivesse razão em suspender tais contas, ela NUNCA poderia se apossar do dinheiro depositado nelas. O que a CEF fez é crime de apropriação indébita (art. 168 do Código Penal: Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa).

O ponto central da discussão é simples: a CEF se apropriou de recursos QUE NÃO ERAM SEUS!!!! Mesmo que as contas tivessem problemas de documentação isso não permite que a CEF se aproprie desse dinheiro. Suponha que o Al Capone depositasse dinheiro na CEF, e ela então bloqueasse a conta de Capone. Mesmo nesse caso é crime se apropriar do dinheiro de Capone. Pois se é verdade que o dinheiro depositado não era lícito, também é verdade que esse dinheiro não pertence a Caixa. Será que agora as pessoas vão ser capazes de entender a gravidade desse procedimento realizado pela CEF????

A CEF se apropriou de recursos de terceiros, isso é crime. Não é possível que as pessoas não entendam a gravidade disso.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Alguém precisa fiscalizar a Caixa Econômica Federal!!!!


Esse ano irei estudar com mais cuidado uma das grandes caixas pretas do governo atual: a Caixa Econômica Federal.

A capitalização da CEF ocorrida em 2011 com ações da petrobras ainda precisam ser estudadas. Agora, vejam só essa notícia:

O confisco secreto da Caixa. Sim, vocês leram certo: a CEF confiscou a grana de contas de poupança que estavam sem movimentação!!!! Olha eu não sei o que dizer.... isso é caso de polícia!!!! Não existe previsão legal para esse comportamento. É ESCANDALOSO ISSO!!!!!

O Coronel comenta bem esse assunto: Escândalo! Caixa "rouba" R$ 719 milhões de mais de 500 mil pequenos poupadores. Denúncia é da CGU.!!!

Por que a Inflação não caiu com o aumento da taxa de juros? PARTE II


Apenas para complementar meu post anterior, e vendo os comentários do Roberto Ellery, notei que não tinha incluído um fator na análise passada: as expectativas de inflação.

Verdade que os repasse do BNDES para as empresas mina a política monetária, afinal se as empresas podem se financiar por uma taxa de juros subsidiada, fica difícil aceitar que parte dos investimentos responda a taxa de juros fixada pelo BACEN. De qualquer maneira, no post passado eu já havia alertado de que não adianta aumentar juros e crédito ao mesmo tempo. Assim, acho que eu já havia endereçado esse ponto.

Por outro lado, no post passado eu acabei me esquecendo de incluir as expectativas de inflação na análise. TODOS os meus estudos que envolvem a Curva de Phillips sugerem que as expectativas de inflação são fundamentais para explicar a evolução da inflação. E, como parece evidente a todos, as expectativas de inflação no Brasil pioraram. Em outras palavras, precisamos de uma taxa de juros mais alta para manter o mesmo nível de inflação que teríamos se as expectativas não estivessem deterioradas. Obrigado ao Ellery por me lembrar desse ponto importante, foi um lapso de memória não ter incluído as expectativas de inflação no post anterior.

Desnecessário dizer que a piora nas expectativas de inflação podem ser atribuídas integralmente ao papel que o BACEN desempenhou nos últimos anos. Afinal, frases do tipo "convergência não linear" ou "política monetária neutra no horizonte relevante" costumam assustar os não alienados.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Por que a Inflação não caiu com o aumento da taxa de juros?

A inflação do IPCA em 2013 foi de 5,91%. A inflação dos alimentos e bebidas foi de 8,48%, e as despesas pessoais subiram 8,39%. Em 2013, novamente, o BACEN foi salvo por medidas heterodoxas de controle de preços: redução (forçada pelo governo) no preço da energia elétrica, e redução (forçada pelo governo) das tarifas de transporte urbano. Não fosse por medidas que passam longe do Banco Central, e a inflação teria sido mais alta.

O BACEN aumentou a taxa de juros. Contudo, a inflação não caiu. Por que? Em primeiro lugar, existe uma certa defasagem entre o aumento das taxas de juros e a redução da pressão inflacionária. Nesse sentido, devemos culpar o BACEN por sua incrível demora em elevar a taxa de juros. Em segundo lugar, tal como eu já havia avisado, o BACEN executa uma política monetária confusa: por um lado aumenta os juros, mas por outro expande o crédito. Esse tipo de manobra dificulta o impacto dos juros sobre a inflação.

O que combate a inflação é uma política monetária (aliada a uma política fiscal) restritiva. No Brasil já esta claro que a política fiscal não é restritiva. Assim, o combate a inflação fica todo a cargo da política monetária. Mas uma política monetária restritiva implica numa redução da oferta monetária. Como o Brasil adota o sistema de metas de inflação, isso é feito por um aumento da taxa de juros. Contudo, ao expandir o crédito o governo acaba por aumentar a oferta monetária, o que diminui o impacto do aumento da taxa de juros sobre o nível de preços. Em outras palavras, é pouco eficiente aumentar a taxa de juros para combater a inflação se ao mesmo tempo o governo expande o crédito.

Por fim, gostaria de ressaltar um problema técnico: quando o Banco Central Americano (FED) aumenta a taxa de juros, ele altera uma taxa de juros equivalente ao interbancario no Brasil. Isso implica numa pressão forte para os bancos reduzirem a liquidez do mercado, mas essa taxa NÃO É a taxa que remunera os títulos da dívida pública americana (claro que existem impactos sobre a dívida pública, mas estes são impactos indiretos). No Brasil, o BACEN altera a SELIC. Isso não altera diretamente a liquidez dos bancos, pois não altera diretamente a taxa que o BACEN empresta aos outros bancos, mas afeta diretamente a dívida pública. Acho estranho que esse tema seja tão pouco discutido no Brasil, pois me parece que essa estratégia enfraquece o efeito da taxa de juros no combate a inflação.

Enfim, mais um ano se passou e mais uma vez a inflação foi controlada por medidas exóticas do governo. Esse ano o governo aplicou um mal disfaçado congelamento de preços para evitar que a inflação saisse do controle. Combustíveis, energia, transporte público, outros preços administrados, foram exemplos claros de que o governo usou de congelamento de preços para combater a inflação. O passado já nos ensinou que essas medidas não funcionam, elas apenas varrem a sujeira para baixo do tapete. Será que ainda existem economistas na diretoria do Banco Central do Brasil?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Se Falta de Vergonha na cara fosse modalidade olímpica o Brasil já tinha sua campeã!!!!

O que dizer dessa passagem brilhante proporcionada pela governadora do Maranhao Roseane Sarney:

"O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes" - justificou a governadora.

Tem gente que diz que Brasil sempre foi assim.... tem gente que diz que isso não é novidade... MENTIRA!!!!!!

O Brasil esta piorando, será que é tão difícil ver isso???? As bases morais da sociedade estão completamente minadas, antes corrupto e mau caráter pelo menos tinha vergonha, agora eles sentem orgulhos de serem pilantras. Será que é tão difícil assim entender isso?

Eu entendo um petista mau caráter dizer que "no passado também era assim". Afinal, essa é a única desculpa que lhe sobrou. Mas pessoas de bem não podem cometer esse erro!!! No passado não era assim coisa nenhuma!!!!

Quando Explode a Violência!!!

Esse blog tem alertado a tempos: 2015 será um ano de ajustes fortes na economia brasileira. Mas esse post vem alertar sobre outro problema: o que será de nossa sociedade??? O que irá ocorrer na sociedade brasileira a partir de 2015?

Vejamos: 1) a taxa de desemprego está num mínimo histórico; 2) a desigualdade de renda tem sido reduzida consistentemente nos últimos 10 anos; 3) a população pobre tem tido um incomum acesso a crédito barato (principalmente estatal); 4) a renda dos mais pobres tem aumentado consistentemente nos últimos anos; e 5) a escolaridade média do brasileiro tem aumentado. Notaram??? TODOS os fatores socio-econômicos usados para explicar a criminalidade tem apresentado melhora significativa nos últimos anos. Mesmo assim a taxa de homicídios tem, consistentemente, superado a marca dos 50 mil homicídios por ano. Imaginem então o que ocorrerá em nossa sociedade quando esses indicadores piorarem?

Nos meus estudos acadêmicos sobre a taxa de homicídios, venho demonstrando a importância de se prender bandidos, e de se por policiais na rua, para combater o crime. Infelizmente, para um amplo rol de "especialistas" esse seria um caminho conservador e não combateria as raízes do crime. De maneira geral, acredito que existam várias formas de se combater a criminalidade. Claro que fatores sócio-econômicos são importantes, mas não devemos desprezar nunca a importância do aparelho repressor da justiça sobre a criminalidade.

Para a infelicidade nossa, grupos de pressão tem criminalizado cada vez mais a atuação da polícia (mesmo quando a polícia está claramente cumprindo corretamente com seu papel). Hoje um policial é vítima de um sistema midiático pronto a condená-lo pouca importa o que ele faça. Pior que isso, autoridades públicas, no afã de agradar a imprensa, são as primeiras a lançar dúvidas sobre a conduta policial. Esse comportamento gera uma reação de inércia por parte da polícia. Por que prender um black bloc que destrói uma vidraça se em seguida será punido por ter cumprido com seu dever? Por que intervir num assalto se, caso mate o bandido, será tratado como criminoso?

Hoje o policial é refém de um sistema que dá muito valor a grupos de pressão ditos de "direitos humanos". Grupos esses sempre prontos a condenar ações legítimas da polícia se as mesmas forem direcionadas a grupos selecionados. Por exemplo, quando bandidos escolhem policiais para morrer isso não gera uma única palavra de comoção na mídia, ou qualquer consolo vindo dos grupos de "direitos humanos". Já quando um policial, amparado por uma ordem judicial, promove uma desocupação pacífica, então o mundo vem abaixo. Policias são, num proporção grande de vezes, acusados sem prova alguma. Pior, são condenados primeiro e julgados depois (longe dos holofotes midiáticos). O policial sofre, sua família sofre, e tudo porque ele cumpriu com seu legítimo papel.

Ano após ano, tal condenação da nobre atividade policial gera um vazio no policial. Por que combater o crime se vou ser punido por isso? O resultado dessa campanha, orquestrada principalmente por ong's de "direitos humanos" e certa imprensa, é a inação do policial.

Nos últimos anos tivemos uma média superior a 50 mil homicídios por ano (número maior do que o de todos os americanos mortos em toda a guerra do Vietnã). Em 2014 não será diferente. E o que nos espera em 2015? Se com todos os indicadores sócio-econômicos favoráveis a taxa de homicídios já é assustadora, o que ocorrerá em nosso país quando o desemprego aumentar, a desigualdade de renda piorar, a renda dos mais pobres cair, e o crédito desaparecer? 2015 não será apenas o ano do ajuste econômico, será um ano de desafios enormes no que se refere a estabilidade da sociedade brasileira.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Noção PeTista de Democracia....

A página do Partido dos Trabalhadores no Facebook apresentou um violento ataque a Eduardo Campos. Contudo, uma passagem me chamou a atenção:

"Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais.

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora.

O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País.

Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo
".


Entenderam???? Essa é a noção petista de democracia... Pernambuco recebeu escolas federais e projetos do PAC APENAS porque seu governador era aliado do governo federal.... fosse da oposição não teria recebido nada.

Simplesmente nojenta essa concepção de democracia petista.... trata do dinheiro público como se seu fosse, trata questões federativas como jogo entre compadres. O PT é isso: divide o mundo entre eles e o resto, e se você pertence ao resto, para os petistas, você não vale nada. E aí, vai votar no PT?

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Maria do Rosario: você tem caráter?

Maria do Rosário é Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

No Maranhão, os presos estão sendo DECAPITADOS!!! Sim, você leu direito: existem imagens de presos esquartejados e decapitados. Sabe o que a ministra Maria do Rosario disse a respeito????? NADA... NADA... NADA.... afinal ela está de férias.

Maria do Rosario é aquela mesma senhora que disse no twitter que o boato sobre o fim do bolsa família deveria ter partido da oposição...

Maria do Rosario, a senhora é a Ministra que, no papel pelo menos, deveria zelar pelo cumprimento dos direitos humanos no Brasil. A senhora não tem vergonha na cara???? A senhora tem caráter??? O que esta esperando para suspender suas férias e ir imediatamente ao Maranhão?????

Presidente Dilma, o que a senhora tem a dizer sobre o comportamento da ministra?

Chega um momento em que a indignação toma conta das pessoas de bem. Se você ainda não esta indignado com esse governo, então sugiro escrever uma carta de apoio a ministra dos Direitos Humanos.... esta na hora de colocarmos as cartas na mesa: você apoia a barbárie ou defende a civilização?

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

VideoCast do Sachsida, A Questao Indigena

Na esmagadora maioria dos casos a população indígena no Brasil eh pobre. Por outro lado, os índios possuem muitas terras. Isso eh uma contradição, uma população rica em terras e pobre ao mesmo tempo. A maneira de resolver esse problema eh simples, devemos dar a chance dos índios se integrarem a nossa civilização. Para assistir ao vídeo clique aqui.

A questao indigena

No dia 01 de junho de 2011 escrevi o post abaixo. No dia 21 de abril de 2013 eu o postei novamente nesse blog. E hoje, posto novamente. Faco aqui um apelo, chega de condenar os índios a miséria.

A Questão Indígena

Um dos grandes desastres sociais de nosso país, também é o de mais fácil solução. A questão indígena só é um problema devido ao enorme número de indigenistas, isto é, pessoas que vivem basicamente da desgraça do povo indígena. Estes “especilistas” acreditam, sinceramente, que sabem o que é melhor ao povo indígena do que o próprio índio.

O povo indígena no Brasil é miserável (abaixo de pobre), vive em condições horrorosas pelos padrões de nossa sociedade: passam fome, frio, tem baixo nível educacional, péssimas perspectivas de crescimento futuro, e são assolados por doenças. Não bastasse isso, as taxas de homicídio entre os indígenas também é alta. Exatamente por que os indigenistas querem manter o status quo do povo indígena? Para que alguém quer manter o povo indígena em tal estado de miséria?

A maneira mais simples de resolver a questão indígena é permitir que os índios vendam suas terras. Vejam o caso da Reserva Raposa do Sol, os indigenistas geraram miséria. Como mudar isso? Simples, basta permitir que os índios vendam parte de sua propriedade. Com direitos de propriedade bem estabelecidos, o próprio mercado se encarregaria de trazer as oportunidades de volta a região. Os agricultores e pecuaristas poderiam comprar ou arrendar a terra dos índios, e se beneficiariam com a renda da terra (o que simplesmente não ocorre hoje).

Outro exemplo é o setor Noroeste em Brasília. Essa região é super nobre, os imóveis (ainda por construir) estão avaliados em valores superiores a R$ 10 mil o metro quadrado. Nessa região havia um grupo indígena. Qual era a solução óbvia? Simples, permitir que eles mesmos vendessem sua parte no terreno, e ganhassem alguns milhões. Mas a solução encontrada foi outra: realocaram os índios para outra região, mantendo-os na mesma miséria.

Propriedade privada implica no direito de venda. Qual o problema de permitir que os índios vendam suas propriedades e usem seu dinheiro em benefício próprio? Aliás, 500 anos de convivência com o homem branco já se passaram, não está na hora de permitir que os índios se beneficiem das vantagens da civilização? Que tal, ao invés de perguntarmos a “especialistas”, perguntarmos diretamente aos índios o que eles querem? Será que os índios querem mesmo viver isolados da civilização?

sábado, 4 de janeiro de 2014

Três Comentários Acerca da Entrevista de Scheinkman na VEJA

O Professor José Alexandre Scheinkman deu uma entrevista para as páginas amarelas da VEJA dessa semana. Vamos deixar uma coisa clara: Scheinkman é um craque, certamente esta no rol seleto dos melhores economistas do mundo. Dito isso, gostaria de comentar três passagens de sua entrevista das quais não concordo (e talvez o errado seja eu, afinal não sou o dono da verdade).

1) Pergunta VEJA) O que funciona mesmo quando o objetivo é aumentar a produtividade?

Resposta Scheinkman) Antes de tudo, reproduzir em larga escala iniciativas já testadas com sucesso, dentro e fora do país. No Brasil, o melhor exemplo vem da agricultura, que experimentou ganhos notáveis de eficiência nas últimas décadas. Isso se deve, em grande parte, à criação da Embrapa, um centro de inovação com pessoal e estrutura capazes de obter soluções sob medida para nossas necessidades e desenvolver técnicas revolucionárias para o agronegócio. O Brasil multiplicou por quatro a produção de milho, enquanto a área cultivada caiu à metade. Conseguiu também transformar a cultura da cana em uma indústria moderna. Enfim, o campo está repleto de exemplos inovadores que devem ser copiados.

Comentário Sachsida) Acho que Scheinkman foi infeliz nessa resposta, pois ela da margem para o governo criar uma estatal da inovação ou do empreendedorismo. Sim, a EMBRAPA é exemplo de sucesso. Mas para ter ganhos de produtividade eu esperaria outra resposta de Scheinkman: simplificação e reforma tributária, diminuição da burocracia, abertura econômica, reforma das leis trabalhistas. Confesso que não entendi o porque desses temas não aparecerem nessa resposta. O exemplo da agricultura é de sucesso devido a dois fatores: a) a grande vantagem comparativa desse setor; e b) alto grau de competição. Sei que Scheinkman concorda com meu comentário, acredito que ele deveria ter explorado a questão da necessidade das reformas macroeconômicas para responder a essa pergunta.


2) Pergunta VEJA) O Brasil ocupa os últimos lugares nos rankings mundiais de inovação. Como mudar isso?

Resposta Scheinkman) O segredo está em criar canais de comunicação entre a academia e o mercado. Temos um bom ponto de partida: 200000 pesquisadores e mais de 10 000 Ph.Ds., publicações de nível internacional e instituições como a Embrapa e o ITA. O difícil é pôr a tecnologia a serviço da sociedade de forma rápida e eficiente. Em 1999, o número de registros de patentes brasileiras nos Estados Unidos era praticamente igual ao da índia e da China: cerca de 100 por ano. Hoje, a índia registra anualmente mais de 4 000 patentes; a China, 6000; e o Brasil quase não andou. Na origem desse atraso está a eterna discussão sobre uma suposta disputa entre pesquisa teórica e pesquisa aplicada, discussão tola e contraproducente.

Comentário Sachsida) Concordo com a primeira frase da resposta. Mas discordo fortemente da última frase: "Na origem desse atraso está a eterna discussão sobre uma suposta disputa entre pesquisa teórica e pesquisa aplicada, discussão tola e contraproducente". A discussão entre pesquisa teórica e aplicada tem bem pouca responsabilidade no baixo número de patentes brasileiras. O problema aqui tem outra nome: legislação e órgãos de controle. Hoje apenas pesquisadores extremamente propensos ao risco aceitam inovar dentro de universidades públicas. Aqui a legislação pertinente ao funcionalismo público, aliada ao TCU, CGU, MPU, e demais órgãos de controle é que travam a inovação no Brasil. Vou dar um exemplo: se um pesquisador de uma universidade federal tentar registrar uma patente, é bem capaz que ele termine sendo processado ou pela universidade ou por algum órgão de controle.


3) Pergunta VEJA) Que legado é esse?

Resposta Scheinkman) O país precisa de portos, de ferrovias, e o fato de uma quantia razoável de dinheiro barato ter sido alocada em projetos nesses setores ainda virá a ter efeitos positivos. É uma pena que, por falta de um ambiente regulatório mais adequado, tenhamos perdido uma ótima chance de aproveitar melhor a onda de expectativas positivas sobre o Brasil. Mas, reforço aqui, considero exagerada a atual onda de pessimismo.

Comentário Sachsida) Não existe nada de exagero em relação ao meu pessimismo sobre o futuro do Brasil. Em 2015 nosso país vai ser obrigado a fazer ajustes enormes. Para ler minha opinião sobre esse tópico clique aqui.


Para finalizar, ressalto que Scheinkman parece endossar a carta escrita nesse blog referente a questão do reajuste das poupanças ora em análise no STF.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Comentários a Respeito do Artigo de Bresser Pereira no Valor Econômico

Bresser Pereira escreveu um artigo no jornal Valor Econômico sob o título "Desenvolvimentistas, liberais, e o baixo crescimento". Confesso que achei estranhas algumas de suas afirmações. Vamos a elas:

1) "(...) os economistas liberais, que até há dois anos estavam calados, voltaram a fazer suas críticas à política que está sendo adotada".

Resposta) Vamos dar um desconto aqui, afinal Bresser conhece poucos economistas liberais. Mas é bem fácil encontrar críticas minhas a condução da política econômica (em especial a expansão fiscal) a partir do segundo semestre de 2007, começo de 2008. Alguns outros economistas se juntaram a mim nessas críticas. Roberto Ellery, Mario Jorge Cardoso de Mendonça, e Alexandre Schwartsman são alguns deles, mas não os únicos. Claro que haviam diferença nos tons da crítica, mas o alerta era semelhante: erro de condução na política macroeconômica. Um número bem maior de economistas tem criticado duramente a política econômica do governo Dilma. Dizer que os economistas liberais estavam calados é exagero de linguagem.


2) "A crítica maior refere-se à política industrial, que no governo Dilma foi fortemente ampliada por meio da desoneração de impostos".

Resposta) A maior crítica refere-se a semelhança da política econômica do governo Dilma com a do governo Geisel. E todos sabemos como acabou o governo Geisel...


3) "Outras críticas foram relativas à diminuição do superávit primário e ao ligeiro aumento da inflação".

Resposta) As críticas foram direcionadas a falta de responsabilidade fiscal do governo, em especial às absurdas manobras fiscais com o claro objetivo de inflar o superavit primário. Talvez Bresser não se preocupe com uma inflação na casa dos 6% ao ano, mas é absurdo que o Banco Central não se preocupe com isso. As críticas sobre a condução da política monetária, e do uso de desonerações tributárias para maquear índices de inflação, me parece mais que pertinente. Por acaso Bresser acha razoável um BACEN que esteja satisfeito com uma inflação consistentemente próxima de 6% ao ano?


4) "(...) é preciso observar que os desenvolvimentistas do passado não defendiam uma taxa de câmbio competitiva; em seu lugar eles preferiam taxas múltiplas de câmbio para evitar a remuneração excessiva dos exportadores de commodities e beneficiar os empresários industriais. Dessa forma intuíam a doença holandesa e como neutralizá-la".

Resposta) Aqui só posso dizer uma coisa: só o professor Valdomiro Pinto para concordar com taxas múltiplas de câmbio. Honestamente, acredito que interpretei mal o artigo de Bresser. Confesso que não consigo acreditar que ele esta a defender a existência de taxas múltiplas de câmbio. Mas friso novamente, acredito que aqui estou interpretando errado o artigo de Bresser.


5) "Segundo, como se comparam esses quatro pilares com os correspondentes pilares da ortodoxia liberal? São precisamente o inverso: câmbio apreciado, juros altos, política fiscal restritiva, e política fiscal contracionista".

Resposta) Isso é um erro grotesco, para evitar usar outra palavra. Nenhum liberal defende juros altos ou câmbio apreciado. Liberais argumentam de maneira simples: taxa de juros e taxa de câmbio são preços, logo devem flutuar de acordo com o mercado. Acontece que o BACEN adota a taxa de juros como instrumento para combater a inflação. O que os economistas ortodoxos argumentam é que, nesse caso, a taxa de juros deve permanecer num nível compatível com uma inflação moderada. Isso não significa, em absoluto, defender juros altos. Liberais não defendem políticas fiscais restritivas, apenas políticas fiscais responsáveis.


Vou evitar comentar as conclusões do autor. Mas me reservo o direito de fazer duas ressalvas: 1) o problema do Brasil está na baixa produtividade, esse problema é estrutural. Algo que me parece completamente esquecido no artigo (que foca no câmbio de equilíbrio sugerido pelo autor); e 2) para que qualquer discussão prospere é fundamental haver honestidade intelectual. Chamar o adversário de feio, bobo e amante de juros altos é coisa de alguém que não quer debater, mas que quer aplausos.

Desapega, artigo escrito por Roberto Sobreira

O texto abaixo foi escrito por Roberto Sobreira.

Pessoal, nossas postagens no FB de reclamações, denúncias e sugestões sobre as ilegalidades e desvios de nosso governo, são muito importantes. Porém continuamos deixando existir uma “classe política“, uma casta que certamente continuará agindo da mesma forma em fins de 2014. Os Partidos Políticos são compostos por uma maioria de pessoas bem intencionadas, traídas muitas vezes por representantes que revelam seu mau caráter ao assumir cadeiras nos níveis municipais, estaduais e federal . Oxigenemos as idéias e conceitos dedicando uma pequena parcela de nosso tempo produtivo ao convívio partidário, para não deixar que aqueles que não tem atividades produtivas dediquem 100% de seu tempo a tirarem proveito da política. Analisemos os estatutos dos partidos e ingressemos naqueles que nos apresentem maior afinidade, e aqui não excluo nenhum Partido.

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