terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2016 o Ano do Colapso Fiscal, e uma sugestão com 23 medidas que podem evitar isso!


O ano de 2016 será o ano do colapso fiscal. As contas dos estados e municípios aguentam até junho de 2016, depois disso é o fim: calote generalizado em fornecedores e atraso no pagamento de funcionários públicos. A nível estadual e municipal existe um verdadeira bomba relógio: os fundos de previdência dos funcionários públicos. No Distrito Federal, no Rio Grande do Norte, e no Paraná o governo já andou botando a mão nesses recursos para pagar despesas correntes. Em Londrina e em outras cidades a situação da previdência também é bem complicada.

A nível federal a conta de previdência irá gerar um déficit monumental, daqueles que colocam em risco a solvência de longo prazo do sistema. Os gastos federais continuam a crescer, e a arrecadação a cair. Junho de 2016 também é a data limite para o governo federal tomar as medidas necessárias para tentar reequilibrar suas contas. O governo federal já vem atrasando pagamento a fornecedores, o caso dos funcionários terceirizados também é preocupante pois o governo vem atrasando tais pagamentos também.

Junho de 2016 é o limite: temos até lá para tomarmos medidas drásticas de redução de gastos e de reestruturação de longo prazo, caso contrário as contas públicas colapsam. O que o governo deve fazer? Segue uma lista com as 23 medidas necessárias:

A. REDUÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO NA ECONOMIA: LADO DA DESPESA


Medida 1: Fim dos repasses do Tesouro para o BNDES.

Medida 2: Substituir Investimento Público por Parcerias ou Concessões

Medida 3: Acabar com a regra atual de reajuste do salário mínimo, e manter em 2016 o mesmo valor do salário mínimo que vigorou em 2015.

Medida 4: Minimizar os custos decorrentes da Copa do Mundo de 2014 privatizando todos os estádios, e cobrando as dívidas de quem deve ao Estado.

Medida 5: Minimizar os custos decorrentes de sediar as Olimpíadas de 2016.

Medida 6: Projeto de Lei que aumente a idade mínima para aposentadoria para 67 anos tanto para homens quanto para mulheres.

Medida 7: FIM da aposentadoria por tempo de serviço.

Medida 8: Não elevação dos gastos com o bolsa família e implementação de uma regra compulsória de saída.

Medida 9: Pente fino na necessidade de novos concursos públicos

Medida 10: Congelamento dos Salários dos Servidores Públicos por um ano

Medida 11: Forte redução com gastos de publicidade.

Medida 12: Proibição do Banco do Brasil e da CEF de comprarem participação em bancos privados.

Medida 13: Forte redução na quantidade de Ministérios.

Medida 14: Imediata auditoria e cortes nos repasses para todas as ONG´s

Medida 15: Revisão das Concessões de Indenização a Aposentadorias aos grupos denominados “Perseguidos Políticos”

Medida 16: Regra para o “Restos a pagar”

Medida 17: Redução nas despesas com saúde

Medida 18: Redução dos gastos federais em educação

Medida 19: Abandonar, pelos próximos 4 anos, os grandes projetos tais como o programa Minha Casa Minha Vida, ou o Minha Casa Melhor, ou o PAC


B. REDUÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO NA ECONOMIA: LADO DA RECEITA

Medida 20: Suspensão de vários dos incentivos tributários setores específicos concedidos nos últimos anos

Medida 21: Fim da Isenção de IR para LCI e LCA

Medida 22: Grande processo de privatização de empresas públicas

Medida 23: Ampla revisão da legislação ambiental

Essas 23 medidas são capazes não apenas de ajustar o orçamento para 2016, mas são suficientes para reequilibrar a saúde fiscal do Estado brasileiro. NÃO é necessário aumentar impostos, precisamos de reformas estruturais e não de ajustes paliativos e transitórios. A ausência desse ajuste só pode ser corrigida por aumentos de impostos ou por uma inflação elevada, então façam suas escolhas, não há saída fácil para o caos fiscal gerado pelo PT.

11 comentários:

Marcio Mesquita disse...

Infelizmente pouco dos itens acima serão adotados.

Flávio Ribeiro disse...

Privatizar presídios.
Descriminalizar o uso e tráfico de drogas.
Privatizar todas universidades estatais.
Privatizar os correios.

Anônimo disse...

E, o JURO da Dívida Pública, não tem que reduzir nao? Só neste ano vai consumir 500 Bilhões.

Triste disse...

Você fala em não aumentar impostos e pede o fim de incentivos tributários e da isenção de LCI/LCA? Pelo amor de deus Sachscida, não levante bandeiras para alimentar ainda mais o leviatã. Amanhã jogarão todas as outras medidas no lixo, ficarão apenas com as de aumento de impostos e ainda dirão "mas ué, até economistas liberais eram a favor". E não adianta dizer que não é elevação de impostos ou criação de novos, pq na prática essa medida retira os ganhos dos poupadores e ainda desisumula o crédito no setor. Isonomia não é um fim em si mesmo, ela serve a um propósito e no caso tratar LCI/LCA da mesma forma que se trata cdb/lc é um péssimo exemplo de isonomia, pois desincentiva a poupança e passa a mensagem errada para o governo.

Triste disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Triste disse...

Sachscida, por favor, você é um economista liberal, já tem economista demais levantando a bandeira da elevação da carga tributária, se os poucos liberais não defenderem a não elevação da mesma ngm mais o fará. E não adianta dizer que não é um novo imposto pq na prática retirar isenções de ferramentas de captação de recursos significa expropriar ainda mais o poupador, que já é expropriado pela inflação e tem nessas ferramentas uma das poucas maneiras de se defender. Os incentivos tributários da mesma maneira, servirá para retirar capital de quem tá produzindo para dar na mão de quem tá desperdiçando. Isonomia não é um fim em si mesmo, no caso de impostos clamar por isonomia é o mesmo que dizer que uma medida imoral deve ser aplicada uniformemente para não ser "injusto" com quem tá sofrendo.

Ester Gym disse...

Adolfo parece que sera um ano perigoso. O que seria aconselhavel ter dinheiro em mãos esse ano, ou comprar ouro/dolar para se proteger?

Rodrigo Ferreira disse...

MEDIDA 1: SÓ O FIM DO REPASSE? O BNDS tem que devolver o dinheiro também, com juros né...
MEDIDA 2: Isso é ótimo, mas sempre fazem isso pegando financiamento e usando dinheiro dos bancos publicos, a regra é usar o dinheiro do investidor, só isso ja mudaria tudo..
MEDIDA 3 : essa já foi para o brejo
MEDIDA 4 e 5 : pra começar esse é um elefante branco que esse tipo de evento deixa em todos os paises, e para privatizar, tem que ser sem ajuda do estado e claro dando a concessão por tempo determinado, entregar de graça para os amigos do rei sera que é justo?
MEDIDA 6 E 7: Porque sempre dificultando e tirando o direito dos trabalhadores? Porque sempre sugar pelo caminho mais facil? Que tal criar uma regra onde todo mundo aposenta com 1 salario minimo? afinal temos toda uma vida profissional para programar nossa aposentadoria e diante disso porque deixar esta tarefa nas mãos do estado?

Peço respeitosamente que não apague meu comentario...

fernando ramalho disse...

Infelizmente vc esqueceu da parte mais importante da Reforma da Previdéncia, as aposentadorias especiais, que correspondem a mais de 60% do deficit previdenciário, tanto na união como nos estados. Segundo relato do governador Geraldo, ele possui 10 coroneis aposentados para 1 ativo, as vezes esta aposentadoria chega a 42,43, 44 anos de idade. Reformar as aposentadorias especiais com rigor deve ser o primeiro item da sua lista.

Leonardo Oliveira disse...

Os recursos usados para o pagamento da dívida são emprestados de terceiros,a chamada "rolagem da dívida". Saídos do orçamento do governo mesmo são só 5% (que ainda é muito, mas para a aposentadoria de servidores federais por exemplo são mais de 14%.

Carlo Henrique disse...

Medida 24: Reforma política e moral no Parlamento - Reduzir o número de deputados/senadores, reduzir drasticamente os benefícios concedidos a todos os cargos públicos eleitos democraticamente: vereadores, prefeitos e afins..

Curioso que não vejo esse tipo de medida serem adotadas, sequer mensuradas pelos governantes, aliados e até mesmo imprensa.
O Povo bate nessa tecla há tempos. É como se apenas o jovem, o trabalhador, o pobre pagasse por esse rombo devastador que existe hoje nos cofres públicos.

Medidas devem ser tomadas? Claro !! Mas deve haver uma igualdade. Porque quem mais sobre com isso é o pobre.
Comece cortando de cima, mostrando que a ética e a moral voltaram. Assim, as outras medidas seriam muito bem aceitas pela sociedade, visto que, todos, sem exceção estariam sacrificando-se para a melhoria do nosso País.

Google+ Followers

Ocorreu um erro neste gadget

Follow by Email