sábado, 24 de outubro de 2015

Uma Pequena Homenagem aos Meus Amigos do MBL

Verdadeiros guerreiros! Um grupo liderado pelo Movimento Brasil Livre esta acampado em frente ao Congresso Nacional em Brasília (em frente ao espelho d'água). Protestam pedindo o impeachment da presidente Dilma.

Este post é um pequeno agradecimento ao enorme esforço de vocês. São pessoas de todas as partes do Brasil, que passam o dia em pequenas tendas pedindo o impeachment. Não há conforto algum. Pra complicar está chovendo aqui em Brasília. Eles seguem firmes lá. De dia o calor é insuportável, e eles continuam lá.

Sim, eu conheço as críticas que foram feitas a eles. Conheço o pensamento do professor Olavo de Carvalho. Mas aqui faço um pedido ao professor e a seus seguidores: reconheçamos ao menos a bravura e a abnegação dessas pessoas. Seu espírito de luta, coragem, e fibra é de fazer vergonha a diversos generais do exército brasileiro. Enquanto uns murmuram e não saem do facebook, esses bravos enfrentam desafios gigantes em prol de um Brasil mais livre.

Eles ao menos estão tentando algo, ao menos demonstraram bravura, ao menos deram o exemplo e se posicionaram a frente da batalha. Esse post é um pequeno agradecimento ao sacrifício dessas nobres pessoas que se sacrificam em prol da liberdade. Muito obrigado!!!

Peço que aqueles que leiam esse post demonstrem algum agradecimento aos nobres guerreiros, vão visita-los, passem e buzinem, mas, por favor, mostrem que vocês apoiam a causa. Faça um mínimo por quem está fazendo tanto por nosso país. Reserve uma hora desse final de semana e visite o acampamento pró-impeachment.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Contas Públicas: Atrasar Pagamentos NÃO PAGA a Dívida

Soa como absurdo o argumento do governo de que se tiver que pagar pelas pedaladas fiscais o déficit primário irá aumentar!!!! Prestem atenção: a dívida JÁ foi feita!!!! Postergar o pagamento apenas ilude o pobre contribuinte, mas em nada altera o fato de que o gasto já foi feito e terá que ser necessariamente pago.

As contas públicas vão de mau a pior, o governo central já prevê um déficit primário superior a R$ 50 bilhões. Estados e municípios são outra bomba relógio! REPITO: vários estados e municípios estão virtualmente quebrados, pior: muitos deles estão fazendo uso de fundos de previdência estadual ou municipal para pagarem suas contas. Resumindo: não só as contas públicas atuais estão colapsando como está-se criando uma BOMBA PREVIDENCIÁRIA nas contas de estados e municípios.

Amigos, esse será o pior natal de que muitos tem lembrança. Mas janeiro será pior ainda. Como de hábito a economia brasileira já costuma caminhar mais devagar no começo do ano, seja porque muitos estão de férias seja porque a população usa esse mês para ajustar os gastos em excesso do Natal e Ano Novo. Acontece que, nesse ano, as contratações para o Natal simplesmente não estão acontecendo. Imagine o que não ocorrerá em janeiro-fevereiro de 2016!

A crise fiscal É EXTREMAMENTE GRAVE, e até agora o governo só tem duas respostas para ela: inflação e CPMF. Ajustar as contas públicas por aumentos ainda maiores de impostos parece ser o único caminho que esse governo quer trilhar. Para piorar as coisas, ajustar as contas públicas por inflação, tal como alertei diversas vezes, é a pior forma de ajuste. Enfim, o governo NÃO ANUNCIOU UMA ÚNICA medida de redução estrutural do gasto. Essa conta vai chegar, e será cara. Esconder o gasto, postergar o pagamento do gasto, não paga a dívida, apenas a esconde e a torna mais onerosa.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Curiosa Meta de Superávit Primário para 2016

No começo do ano a nova equipe econômica anunciou as metas de superávit primário para os anos de 2015 a 2018. Em 2015 a meta de superávit primário era de 1,2% do PIB, subindo para 2% do PIB de 2016 a 2018.

No meio do ano, o governo reviu sua própria previsão e estipulou uma meta de superávit primário de 0,15% do PIB para 2015, 0,7% em 2016, e 1,3% em 2017.

Em agosto nova surpresa. Dessa vez, o governo enviou ao Congresso Nacional um orçamento prevendo DÉFICIT primário de R$ 30,5 bilhões para o governo federal (isto é, um déficit primário de 0,5% do PIB). Menos de duas semanas depois o governo mudou de ideia novamente, e agora promete que, para 2016, obterá um superávit primário de 0,7% do PIB.

Apenas para relembrar a trajetória do superávit primário de 2016:
1) em janeiro era de 2% do PIB
2) em junho foi alterado para 0,7% do PIB
3) em agosto foi alterado novamente para um DÉFICIT de 0,5% do PIB
4) ainda em agosto foi novamente alterado para retornar ao superávit de 0,7% do PIB

Será que alguém ainda acredita nesse governo? Será que alguém ainda acredita nessas mentiras. Em 2015 o Brasil apresentará, pelo segundo ano consecutivo (pois em 2014 o governo central apresentou um déficit primário de R$ 20,4 bilhões), um déficit primário. Em 2016, se continuarmos na mesma letargia teremos outro déficit primário. Vexame atrás de vexame no gerenciamento das contas públicas.

O problema do Brasil não é conjuntural, é estrutural. Precisamos realizar as grandes reformas (previdenciária, administrativa, tributária, abertura econômica, etc.). Remendos pontuais infelizmente não funcionam mais. Ou enfrentamos os grandes desafios ou nossa economia irá colapsar no segundo semestre de 2016.

As contas públicas estão em frangalhos. Não apenas o governo federal, mas estados e municípios e diversas empresas estatais também estão em seu limite. Negar tal realidade terá um custo alto para o futuro de nosso país.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Comprar um imóvel hoje é um bom investimento?

Neste vídeo dou minha opinião sobre a pergunta: Comprar um imóvel hoje (14/10/2015) é um bom investimento? Assista ao vídeo clicando aqui.

Estados, municípios e o 13º salário

Abaixo segue meu artigo publicado na Folha de São Paulo (no dia 30/09/2015).

A crise fiscal é uma realidade. Jornais e analistas discorrem diariamente sobre o caos fiscal nas contas públicas brasileiras. Contudo, tal análise costuma ter seu foco na União. Poucos têm comentado sobre a situação fiscal de Estados e municípios.

O Rio Grande do Sul está com dificuldades de pagar seus funcionários, Minas Gerais já avisou que não pagará determinados bônus de desempenho, e o Distrito Federal já anunciou cortes de despesas e aumentos de impostos importantes. E os demais? Como será que andam as finanças dos pequenos municípios, ou o caixa de alguns Estados?

Existe um grande número de profissionais qualificados monitorando as contas da União. Boa parte dos desvios e incoerências são logo percebidos e denunciados. Contudo, isso não é verdade para outros entes federados. Ora, se a União com toda essa vigilância executou as famosas pedaladas fiscais, imagine o que Estados e municípios, muito menos vigiados, não fizeram.

Em 2014, vários governadores e prefeitos tentaram a reeleição. Para tanto, muitos deles aumentaram consideravelmente os gastos públicos e aplicaram aos seus balanços a mesma ética contábil adotada pela União.

Existe uma verdadeira caixa preta na contabilidade de Estados e municípios, muitos deles claramente insolventes a longo prazo. Desnecessário dizer que boa parte das cidades pequenas sobrevive apenas das transferências da União. Quedas nessas transferências são motivo de preocupação para eles. Com a arrecadação federal em queda, nuvens negras se formam no horizonte.

Dados do Tesouro Nacional indicam uma piora nos indicadores fiscais de vários Estados. Por exemplo, na relação entre despesa corrente líquida (DCL) e receita corrente líquida (RCL), um indicador de vulnerabilidade fiscal.

No Amapá, o índice saiu de 0,17 em abril de 2014 para 0,30 em abril de 2015 (uma piora de 73% em doze meses). Outros Estados seguiram o mesmo caminho. No Ceará, esse indicador piorou em 69% no mesmo período. São Paulo teve piora de 7,5%, Minas Gerais, de 7%, e Rio de Janeiro, de 14%, mostrando uma deterioração na situação fiscal medida por esse indicador.

Claro que, para Estados pequenos e com poucas alternativas de financiamento, esse problema é mais sério.

Para o município de São Paulo, com data base de abril de 2015, a despesa corrente líquida já é 81% superior à receita corrente líquida. Outros municípios paulistas também estão em situação delicada, como é o caso de Mauá com um DCL 15% maior que sua respectiva RCL, o que mostra bem o tamanho das dificuldades futuras.

Outro detalhe pouco comentado refere-se à bomba-relógio dos fundos de pensão municipais e estaduais. Qual deles é realmente solvente? Qual deles necessitará de vultosas transferências públicas para manter seus pagamentos em dia?

A hora da verdade se aproxima: em dezembro, vários Estados e municípios terão dificuldades para pagar o 13º salário a seus funcionários. O caos fiscal brasileiro é bem mais profundo e vai bem além da União: Estados, municípios, e várias empresas estatais também têm muitos ajustes a serem feitos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pela Primeira Vez na História da Humanidade a Produção de um país cai 3% SEM ter ocorrido choque algum na economia!!!

Crises econômicas acontecem desde que o mundo é mundo. Mas, pela primeira vez na história da humanidade a produção de um país cai 3% SEM ter ocorrido choque algum na economia!!! Essa é mais uma vitória de 13 anos de PT no poder.

Na antiguidade crises econômicas estavam associadas a desastres naturais: secas, alagamentos, pragas agrícolas, terremotos, ou qualquer outra coisa do gênero. Mais recentemente, algumas crises estavam associadas a algum evento financeiro: crise da bolsa de valores de 1929, hiperinflação na Alemanha na década de 1920, crise subprime nos Estados Unidos em 2007. Ou ainda temos as crises associadas a choques negativos de oferta, tal como a crise de 1972-73 e 1979-80, associadas ao choque do petróleo. Tem-se também as crises geradas por guerras externas ou internas. Por fim, não podemos esquecer das crises geradas por mudanças bruscas no método de produção (tal como as crises geradas pelas políticas marxistas nos países do leste europeu e asiático).

Mas, repito, pelo melhor de meu conhecimento, o Brasil é o primeiro país do mundo que entra numa crise SEM a ocorrência de choque algum. A produção no Brasil, medida pelo PIB, irá cair em 3% esse ano e, provavelmente, cairá novamente em mais de 1% no ano que vem. É a primeira vez na história que um país sofrerá tal decréscimo na produção sem que tenha ocorrido choque algum. A safra agrícola não quebrou, o preço do petróleo não disparou, não estamos em guerra alguma, em resumo, nosso PIB irá sofrer uma grande redução sem que tenha ocorrido qualquer choque negativo em nossa economia. Como será isso possível?

A redução na produção no Brasil não é decorrência de choque algum. Pelo contrário, tal redução era plenamente previsível como decorrência das péssimas políticas fiscais e monetárias adotadas pelo governo petista. Nunca na história da humanidade isso foi possível. Nunca na história de um país a produção caiu tanto sem que ocorresse qualquer evento desfavorável. O PT foi o choque negativo da economia brasileira. Choque esse tão severo que fará com que nossa produção se retraia num volume superior aos das crises de 1930 e 1980.

Da próxima vez, se você tiver que escolher entre: 1) a crise da bolsa de 1930; 2) a crise do Petróleo e da dívida externa de 1980; ou 3) a crise gerada pelo PT. Escolha, sem medo de errar, as opções 1 ou 2. Afinal, de acordo com os dados, o PT consegue ser pior do que qualquer crise.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Monica de Bolle e a Questão da Dominância Fiscal

A discussão do momento é o artigo de Monica de Bolle sobre dominância fiscal. Geralmente gosto das opiniões dela, mas aqui me manifesto contra. Monica sugere literalmente o abandono do regime de metas de inflação, a adoção de uma banda cambial, e até mesmo a adoção de controle de capitais.

Creio que o que Monica tem em mente é uma âncora cambial similar a adotada no Plano Real. Isto é, enquanto o lado fiscal da economia não é sanado adota-se a taxa de câmbio como instrumento para o controle da inflação. Monica certamente tem um ponto: o lado fiscal da economia está descontrolado. Contudo, me parece que sua solução não é a mais adequada por pelo menos três motivos.

Em primeiro lugar, a âncora cambial tem um custo. Qual seja, manter o câmbio controlado só é possível com o uso maciço das reservas ou com uma taxa de juros mais elevada ainda. Monica confia nas reservas, eu não. Segundo ela o Brasil teria ainda U$ 370 bilhões para garantir uma banda cambial. Pessoalmente tenho várias dúvidas quanto ao montante real de reservas que o Brasil efetivamente tem. Além disso, se os ataques especulativos do passado nos ensinaram algo, é que mesmo que o Brasil tivesse tais reservas elas não seriam suficientes para aguentar por muito tempo. Exatamente por esse motivo Monica acrescenta que controles de capitais poderiam ser adotados nesse cenário. Acredito que essa é a pior das sugestões que ela já fez. Sinalizar para a adoção de controle de capitais agora é desastre certo. Tal sinalização jogaria muita volatilidade no mercado e a ideia dela se aproximaria perigosamente da famosa, e fracassada, banda diagonal endógena (de triste lembrança).

Em segundo lugar, temos a regra básica de equilíbrio internacional: se o Banco Central controla câmbio (como sugere Monica), então é o mercado que estipula a taxa de juros. No cenário atual, fixar o câmbio provavelmente jogará a taxa de juros nas alturas (exatamente como aconteceu durante o período do câmbio fixo no Plano Real). Isto é, a adoção da ideia de Monica levaria ao resultado inverso do pretendido por ela. Em vez da taxa de juros cair, a taxa de juros subiria. Piorando ainda mais a situação fiscal de nossa economia.

Em terceiro lugar, resta a pergunta óbvia: exatamente por que o mesmo governo que nos trouxe a essa situação nos tiraria dela? Exatamente por que o mesmo governo que abandonou a responsabilidade fiscal (com o regime de metas de inflação) retornaria com sua responsabilidade na ausência do regime de metas? Isso simplesmente não é crível. E, sem tal credibilidade, o argumento da âncora cambial não se sustenta.

Certamente não existe solução fácil para o momento atual. Contudo, creio que abandonar (mais ainda) o sistema de metas de inflação seja um passo na direção errada.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Paulo Kramer e os 5 Ensaios de Política

Abaixo o press release do livro de Paulo Kramer:

"5 Ensaios de Política: Liberalismo, Conservadorismo e Neoconservadorismo é o novo livro do cientista político Paulo Kramer, mestre e doutor pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), docente licenciado da Universidade de Brasília (UnB) e assessor parlamentar.

A obra reúne trabalhos que Kramer escreveu entre 2005 e 2010, alguns inéditos, a exemplo daquele que reconstitui a gênese da influência intelectual e política dos neoconservadores nos Estados Unidos.

Kramer observa que o fato de somente agora ter sido possível publicar essa coletânea reflete o esgotamento do ciclo de ideias que até bem pouco tempo atrás pautavam o debate público brasileiro. Segundo o autor, o crescente interesse despertado -- na imprensa, no meio acadêmico e, sobretudo, entre os jovens -- pelas doutrinas que ele expõe, analisa e defende com prova que o pluralismo areja e irriga a vida democrática, ao mesmo tempo que oferece o melhor antídoto aos perigos do chamado pensamento único.

Paulo Kramer lançará 5 Ensaios de Política... no próximo dia 14 de outubro (quarta-feira), a partir das 18h30, na Biblioteca do Senado Federal".

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

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