sexta-feira, 1 de julho de 2016

Eu apoio o ajuste fiscal, e você?

O que passou pela cabeça de Honório quando ele viu o exército visigogo na fronteira norte de Roma? Será que naquele momento ele compreendeu que todo Império Romano estava para ruir?”

Meus amigos, será que vocês compreendem que estamos a um passo do desastre? Será que vocês compreendem que basta mais um equivoco para termos outra década perdida? Ou o Brasil faz um ajuste fiscal sério até o final desse ano ou estaremos sacrificando outra década de nossa história.

Sim, eu compreendo o esforço da equipe econômica atual. Sim, eu entendo que o déficit primário desse ano (da ordem de R$ 170 bilhões) é culpa do governo anterior. Sim, eu sei que é difícil reduzir o déficit de um ano para outro. Dito tudo isso, repito uma vez mais: a economia brasileira não resiste a um déficit primário de R$ 100 bilhões no ano que vem.

Sim, o déficit primário desse ano é culpa de Dilma. Contudo, a verdade é que o governo atual concedeu reajustes a salários de funcionários públicos e ao Bolsa Família. Apesar de politicamente custoso tais reajustes poderiam ter sido negados. Além disso, não é possível aceitar um déficit primário acima de 100 bilhões de reais para 2017. Honestamente não acredito que um déficit dessa magnitude consiga ser financiado com dívida pública a um custo razoável para a sociedade. Um déficit primário dessa magnitude destrói a credibilidade tanto da política fiscal quanto da política monetária.

Reforma da previdência, limites rígidos para gastos (incluindo empresas estatais, estados e municípios), ampla privatização de empresas, forte programa de concessões, modernização da legislação trabalhista (acabando inclusive com o absurdo e anacrônico imposto sindical), abertura econômica, desburocratização e simplificação tributária, forte redução no gasto público, entre outras medidas, são fundamentais para recolocar a economia brasileira de volta ao caminho do crescimento sustentável.

Ou fazemos o ajuste fiscal, ou fazemos as grandes reformas de que nosso país precisa, ou teremos outra década perdida. Esse texto é meu pedido pessoal ao Presidente Temer. Presidente seja o estadista que nosso país precisa, não tenha medo! A sociedade irá lhe apoiar no ajuste fiscal! Diga não ao déficit primário de 100 bilhões de reais em 2017! Façamos os cortes de gastos públicos e os ajustes que, embora impopulares, nosso país tanto precisa. Não condene o Brasil a outra década perdida, faça os ajustes!

6 comentários:

Anônimo disse...

Você diz isso porque não ficou 10 anos sem reajuste.
Se esse reajuste, que não cobre nem a inflação do período, não fosse dado aos servidores do judiciário, a justiça pararia, com greve geral.

JOSE PEDRO TAVARES SILVA disse...

É simples assim. O governo não produz nada, só gasta o que arrecada ou o que toma emprestado. A arrecadação está em queda e os investidores nao confiam mais na capacidade do Tesouro rolar a dívida. O futuro é sombrio. Talvez o ajuste aconteça na "marra".

JOSE PEDRO TAVARES SILVA disse...

É simples assim. O governo não produz nada, só gasta o que arrecada ou o que toma emprestado. A arrecadação está em queda e os investidores nao confiam mais na capacidade do Tesouro rolar a dívida. O futuro é sombrio. Talvez o ajuste aconteça na "marra".

Miguel Coimbra disse...

Cada um defende o seu, o todo vai ter que sofrer, não vejo como não continuarmos no déficit

Anônimo disse...

DR. ADOLFO SACHSIDA, e eu estou lhe chamando de doutor, porque de fato o senhor tem a titulação e honra a sua titulação, eu gostaria de saber como o senhor vê a existência de instituição que simplesmente somente no papel como o Banco do Central? Eu faço isso, porque é absurdo haver tantos roubos e está instituição simplesmente não os constatou, ou o pior sabendo da existência nada fez (http://www.oantagonista.com/posts/correios-r-6-bi-caixa-r-5-bi#comentarios); eu falo porque muitos economistas advogam para aumentar a independência do Banco Central, e falo baseado nesse texto: " O exemplo do Panamá, que utiliza o dólar como moeda corrente, que não possui Banco Central, e que por isso é o único país da América Latina que nunca passou por uma crise financeira, é uma boa mostra prática desta teoria.

Portanto, a criação do real, embora bem executada, foi uma pirotecnia desnecessária. No final, foi apenas um estratagema que permitiu ao estado manter — agora sem o descontentamento popular gerado pela hiperinflação — sua principal fonte de financiamento, aquela instituição que garante a ininterrupta expansão do seu tamanho e do seu poder: o Banco Central.

Perdemos, em 1994, uma ótima chance de termos nos tornado muito mais livres." http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294
Para mim, o Branco Central é um bastião do atraso do Brasil.

Adolfo Sachsida disse...

Caro Anonimo,

entendo seu ponto sobre o BACEN. Contudo, acredito que uma solução mais viável operacionalmente seria abolir o monopólio da moeda pelo Estado brasileira e retirar da constituição o curso forcado do real. Essas duas medidas gerariam competição no mercado de moeda, e me parecem mais fáceis de serem obtidas do que a abolicao do bacen.
Abraco,
Adolfo

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