segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Teria o Estado o Direito a Legislar sobre a Roupa que Vestimos?

Será que o Estado tem o direito de nos obrigar a usar determinados trajes, ou de nos proibir de usar outros? Essa pergunta é bem mais difícil do que parece a primeira vista.

De maneira geral a resposta é não. Não cabe ao Estado nos dizer qual traje podemos ou não podemos usar. No mundo ocidental essa regra funcionou muito bem por muito tempo. Contudo, um fenômeno novo surgiu: a migração que se recusa a se integrar a sociedade. Quando observamos o fenômeno migratório dos séculos XIX e XX, a migração era caracterizada por migrantes que tinham formação moral parecida com a do local para onde migravam. Sim, muitos tinham religiões e hábitos diferentes. Mas, grosso modo, a moral judaico-cristã era um padrão. Mesmo migrantes que não compartilhavam dessa moral comum aceitavam se integrar a nova sociedade.

O problema atual é que a onda migratória para países ocidentais é composta por migrantes que não compartilham, e nem aceitam se integrar, aos valores básicos de nossa sociedade. Isso gera uma série nova de conflitos que antes inexistiam. No mundo ocidental a mulher e o homem tem tratamento idêntico do ponto de vista legal, o mesmo não ocorre em outros locais (onde a mulher é submissa ao homem). Permitir que migrantes desses locais mantenham a mulher em condição de submissão é uma afronta a nossos princípios, e não deve ser tolerada.

Alguns migrantes querem se aproveitar das benesses de nossa sociedade, mas sem se integrar a ela. Pior, querem usar o que a sociedade ocidental tem de melhor (a liberdade de expressão, por exemplo) para minar os próprios pilares de nossa sociedade. Permitir que homens submetam suas filhas e mulheres a usar a burca é uma afronta direta aos princípios de nossa sociedade, e não deve ser tolerada.

A verdade é que quando migrantes se recusam a assimilar os pilares morais de sua nova moradia uma série nova de conflitos surgem. A recusa em aceitar os preceitos morais do mundo ocidental implica que as mulheres migrantes serão submissas ao seu homem. Algo inaceitável para nossos padrões morais. Portanto, por mais absurdo que seja, acredito que o Estado tem o direito de forçar a integração dessas culturas ao mundo ocidental. Claro que essa é uma linha tênue e perigosa. Contudo, mais perigoso ainda é aceitarmos levas e mais levas de migrantes sem vínculo algum com nosso modo de vida.

Freiras podem ir a praia com sua vestimenta, mas muçulmanas devem ser proibidas sim de irem a praia de burka (ou burquini). Não há contradição nisso. Freiras são mulheres que cresceram no mundo ocidental, tiveram opções e escolheram livremente o caminho do Senhor. Não é possível dizer o mesmo das adeptas do birquini. E digo mais, a burca deveria ser banida por lei dos países ocidentais. Quem quer viver e usufruir das vantagens do mundo ocidental deve respeitar as regras que nos fizeram desfrutar dessas mesmas vantagens.

3 comentários:

Tati disse...

Sachsida, acho que roupas que cobrem o rosto inteiramente devem ser proibidas (burca e niqab), por motivo de segurança (não se sabe quem está por trás daquela tenda).

Nunca vi nada de mais no lenço muçulmano normal, que cobre só os cabelos mas deixa o rosto à mostra. Também nada vejo de mais no burkini. Isso, em uma primeira análise, pois respeito seu ponto de vista: é difícil saber se a mulher está usando essa roupa por opção ou por imposição. Se for por imposição, o problema não está na roupa, mas na opressão, pior ainda quando essa opressão ocorre em um País supostamente livre.

Enfim, é complicado...

Anônimo disse...

A burka é um triste símbolo da submissão e violência de que as mulheres muçulmanas são vítimas. Esse símbolo só é permitido nos países ocidentais devido a covardia e a maligna mentalidade relativista-esquerdista dominante no mundo contemporâneo.

Luiz Alberto Mezzomo disse...

A questão, também, é o símbolo. As pessoas que se vestem com costumes islâmicos no ocidente, em grande parte, têm a intenção desafiadora. Não apenas pela vestimenta em si, mas pelo que ela representa contra a civilização ocidental. Por outro lado são bem vindos aqueles que respeitam e entrosam com os nossos costumes, mesmo mantendo os seus hábitos.

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