segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Minha Redação para o ENEM 2016

TEMA: "Caminhos para Combater a Intolerância Religiosa no Brasil".

De acordo com os dados fornecidos no caderno de provas, a cada três dias têm-se 1 (uma) denúncia de crime de intolerância religiosa no Brasil. Ou em outras palavras, registram-se 0,33 denúncias de intolerância religiosa por dia em nosso país. Ainda de acordo com os dados apresentados, temos que em 2013 20% das denúncias envolviam violência física. Para os dados até julho de 2014 esse percentual se reduziu para 12%. De posse dessas informações podemos inferir que por dia registram-se entre 0,066 e 0,039 denúncias envolvendo agressões físicas relacionadas a intolerância religiosa. Em 2015 foram registrados mais de 58 mil homicídios no Brasil, ou seja, mais de 158 homicídios ao dia. Em relação as agressões físicas, essas somam mais de 1 milhão ao ano em nosso país. Isto é, são mais de 2.740 agressões físicas por dia. Quando olhamos esses grandes números tendemos a achar que a intolerância religiosa, no que se refere a crimes, é muito pouca expressiva no contexto de nossa nação. Por exemplo, quando olhamos para os dados informados temos que, entre janeiro/2011 e julho/2014, ocorreram 75 denúncias de intolerância religiosa contra religiões afro-brasileiras, ou seja, foram menos de 2 denúncias ao mês. Um percentual minúsculo se comparados aos mais de 150 mil homicídios (ou as mais de 3 milhões de agressões físicas) que ocorreram no mesmo período.

De acordo com os dados quantitativos não existem evidências de intolerância religiosa no Brasil. Contudo, devemos também nos lembrar de usar dados qualitativos. Nesse ponto se evidencia a intolerância religiosa no Brasil. Dois exemplos ajudam esclarecer a situação. É muito comum durante manifestações organizadas por movimentos feministas que uma de suas representantes enfie o crucifixo (um símbolo religioso importante para os cristãos) em seu respectivo ânus. Isso denota uma clara intolerância religiosa por parte desse movimento. Um Ministério Público que preze pelo respeito e pela tolerância religiosa deveria processar criminalmente os responsáveis por organizar tal ato em via pública. Outro exemplo de perseguição religiosa são os evangélicos. A recente eleição no Rio de Janeiro demonstrou claramente que parte da mídia tentava relacionar o voto dos evangélicos a um voto menos informado. Isto é, atribuíam uma falta de cultura aos evangélicos apenas por esses manifestarem sua preferência eleitoral em determinado candidato. Talvez uma política pública que repasse menos verbas publicitárias para tais mídias seja uma intervenção estatal válida para combater a intolerância religiosa de determinados setores formadores de opinião.

Para encerrar é preciso ressaltar a brutal perseguição religiosa sofrida por cristãos na África e na Ásia. Nesses continentes, em determinados países dominados por ditaduras islâmicas, o simples fato de se carregar a bíblia pode resultar numa condenação brutal, e mesmo na própria morte do cristão. Mais amor, menos intolerância!

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OBS: não concordo com intervenções do governo para retirar verbas publicitárias de mídias que dão opiniões viesadas ou distintas da minha. Verbas publicitárias devem ser praticamente extintas do gasto público. Confesso que quando sugeri isso no texto foi por não ter resistido a essa provocação.

Um comentário:

Marcelo Monteiro disse...

O mesmo vale para as perseguições a ateus, agnósticos e à seguidores das religiões afro...

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