domingo, 31 de dezembro de 2017

Metas para 2018!

Metas para 2018:
1) Me eleger Deputado Distrital (Distrito Federal)
2) Ajudar a eleger conservadores e liberais por todo Brasil
3) Lançar, no mínimo, 3 livros: um sobre economia brasileira, um sobre avaliação de políticas públicas, e outro sobre reforma tributária

sábado, 30 de dezembro de 2017

Mensagem de Fim de Ano do Sachsida: The Body shot AGAIN (o porradão na linha de cintura de novo)

Nunca na história do Brasil tivemos 4 anos tão ruins como a sequência: 2014, 2015, 2016 e 2017. Atenção, não falo apenas do desastre na economia. Junte a isso os mais de 60 mil homicídios anuais em cada um desses quatro anos, some os escândalos astronômicos de corrupção, o baixo desempenho educacional dos alunos brasileiros, e o aumento generalizado da pobreza. Foram quatro anos de desastres econômicos, sociais e morais.

Infelizmente, muito pouco disso poderá ser revertido em 2018. Os alunos brasileiros continuarão com seu baixo desempenho, a violência continuará elevada, e os escândalos de corrupção continuarão a ser manchete nos jornais. A economia irá se recuperar um pouco em 2018, e o desemprego irá diminuir. Mas, dependendo do que aconteça no período eleitoral, podemos ter outro "tombo" em 2019.

A minha mensagem de ano novo para vocês é simples: todo mundo cai, mas os campeões sempre se levantam. Sim, eu sei que é muito mais fácil falar do que fazer. Mas acreditem, eu também cai muito nesses últimos anos. A cada nova pancada eu ouvia em minha mente a famosa frase "That's the body shot again" (outro porradão na linha de cintura DE NOVO, numa tradução livre). A frase se refere ao round nove da primeira luta entre Arturo "Thunder" Gatti contra Micky Ward. Esse round foi considerado o round da década.

Assim é a vida, você está indo bem. você está construindo algo sólido, então ele aparece "o porradão da linha de cintura DE NOVO" te coloca de joelhos, sua respiração para, sua capacidade de raciocinar diminui e por alguns segundos, que parecem anos, tudo se apaga. Parece que é o fim, mas nesse momento vem algo de dentro que te diz "get up and win" (levanta e vença). De onde vem essa voz? De onde vem essa força? Uns dizem que vem de dentro de você, outros que vem da força de sua família e de suas responsabilidades, outros ainda atribuem a um carma ou alguma força exterior, outros ainda deixam claro que é Deus a teu lado te comandando e protegendo.

Enfim, será nesses momentos que você decidirá sua vida. Você é ou não um campeão? Você irá ou não honrar a Deus e a sua família? Você irá se superar, ir além de seus limites ou permanecerá no chão? Dessas escolhas dependerá toda sua vida. Em 2018 iremos ouvir muito essa frase "That's the body shot again".... peço a Deus que nesse momento você ouça também sua voz que diz "Get up and win".

Um 2018 abençoado e repleto de realizações para todos vocês e suas famílias.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Será mesmo que os brasileiros são contra a privatização?

Uma pesquisa recente do Datafolha ressalta que sete entre cada dez brasileiros são contra a privatização de empresas estatais.

Será mesmo? Vejamos, que tal o Datafolha fazer as seguintes perguntas:

1) Você é a favor do governo ser dono de uma fábrica de camisinhas?

2) Você concorda que dinheiro de impostos sejam usados para subsidiar empresas estatais que dão prejuízo?

3) Você concorda que o Estado deva reduzir seu gasto em saúde e educação públicas para pagar a conta de estatais que dão prejuízo?

4) Você concorda que o Estado deva manter o controle das empresas estatais que foram usadas para corromper o sistema político e resultaram no maior escândalo de corrupção de nossa história?

A doutrinação esquerdista nas escolas e universidades, aliadas a grande penetração de ideias socialistas em sindicatos, jornais, revistas, e partidos politicos, difamaram e deturparam para a população a ideia de privatização.

Perguntas genéricas do tipo da elaborada pelo Datafolha apenas capturam esse viés incutido na população em geral. Aposto com quem quiser que a esmagadora maioria dos brasileiros responderia NÃO as perguntas formuladas acima.

O mesmo vale para perguntas referentes a privatização da Petrobras. Anos de propaganda do "petróleo é nosso" geraram um forte viés em defesa da Petrobras. Aqui caberiam as seguintes perguntas:

a) Você concorda em pagar mais caro pelo combustível, e pelo transporte coletivo, para que a Petrobras continue estatal?

b) Você concorda em transferir dinheiro público da saúde e da educação para que o governo continue dono da Petrobras?

c) Você acha justo o governo fazer indicações políticas para as empresas públicas ou o melhor é privatizá-las?

Enfim, as contas públicas estão completamente deterioradas. Privatizar empresas públicas é uma maneira de tentar sanar as finanças estatais. Além disso, apresenta várias outras vantagens tais como aumentar a competição no mercado, aumentar a eficiência e a produtividade da economia, dando ao consumidor acesso a produtos de melhor qualidade a preços mais acessíveis. Por fim, privatizar empresas é um potente remédio contra a corrupção que assola o Estado brasileiro.

Vale ressaltar que é possível privatizar empresas estatais sem demitir os funcionários que lá trabalham. Isso pode ser feito facilmente no ajuste do contrato de venda.

Para finalizar, não deixa de ser irônico notar que, tal como ressaltado pelo Datafolha, entre os maiores entusiastas da privatização estejam os eleitores do Deputado Jair Bolsonaro. Isso mostra que muito dos apoiadores do deputado têm sim um forte compromisso com a economia de mercado.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal do Sachsida

"Isso só terminaria com o incêndio do Pireu" (Tucídides, "História da Guerra do Peloponeso").

Em sua magistral obra, "História da Guerra do Peloponeso", o historiador e general ateniense, logo após uma dura derrota militar escreve: "(...) isso só terminaria com o incêndio do Pireu". Pireu era o porto de Atenas, e sua frase retrata que depois daquela derrota militar o destino de Atenas estava selado.

As vezes olho para a situação atual de nosso país e me pergunto se nosso destino também já está definido. Será que avançamos demais na desordem? Será que agora é tarde demais para reverter o curso do desastre?

Honestamente espero que ainda tenhamos tempo para corrigir os rumos de nosso país, antes que um desastre mais trágico se abata sobre nossa sociedade. Por isso clamo a todos: prudência. Sejamos prudentes, tenhamos sabedoria para nortear nossos próximos passos. Nossa sociedade está a beira de uma séria ruptura. Ano que vem, ano eleitoral, definiremos se poremos nós mesmos fogo em nossa própria sociedade, se iremos incendiar nós mesmos nosso Pireu, ou se iremos usar a oportunidade para reconstruir nossa sociedade.

Peço a Deus, que nesse Natal, ilumine nossos corações. Nos encha de bondade, amor ao próximo, respeito, inteligência, e prudência. Que nesse Natal possamos celebrar com respeito o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo ao lado de nossos irmãos, que tenhamos em mente a oração de São Francisco, e tenhamos força para mudar o que pode ser mudado, que tenhamos paciência para com o que não podemos mudar, e sabedoria para reconhecer cada uma delas. Que saibamos respeitar as divergências, e que nesse Natal sejamos nós mesmos a mudança positiva que queremos para o mundo e para nossa sociedade.

Feliz Natal, que a paz de Cristo esteja com todos vocês. E que, ano que vem, lutemos juntos para defender nosso porto seguro, não iremos permitir que ateiem fogo em nosso Pireu.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Bolsonaro e o PSL/LIVRES: Considerações de um Defensor da Liberdade

Escrevo esse post apenas para registrar minha opinião. Não conversei com ninguém do Patriota, também não conversei com ninguém do PSL/LIVRES. Tenho vários amigos em ambos os partidos, mas preferi escrever esse texto me restringindo ao conjunto de informações que está disponível a todo o público.

Tal como a maioria de vocês, fui pego de surpresa pela notícia de que o Deputado Federal Jair Bolsonaro estaria terminando sua relação com o Patriota e quase indo para o PSL/LIVRES. Segue minha opinião sobre isso.

1) Em primeiro lugar quem perde é o Brasil. O Patriota mudou seu estatuto para se tornar claramente um partido liberal/conservador (conservador nos valores e liberal na economia), o que muito me agrada. A ida de Bolsonaro para o Patriota consolidaria um partido de direita forte no Brasil, e creio isso ser importante para solidificar nossa democracia, e balizar melhor a discussão pública.

2) Em segundo lugar, o Brasil perde novamente. O PSL/LIVRES tentava fazer o mesmo que o Patriota fez, mas em direção diferente. Isto é, tentava mudar seu estatuto para se tornar um partido libertário (liberal nos valores e liberal na economia). Da mesma maneira que o Brasil carece de um partido forte representando o centro conservador-liberal, também carece de um partido representando ideias libertárias. Da mesma maneira que o Patriota fortaleceria nossa democracia, levando representatividade dos conservadores-liberais para a arena política, o mesmo aconteceria com o PSL/LIVRES que daria representatividade política ao grupo libertário (por quem nutro grande respeito, e no qual insiro vários amigos).

3) Em terceiro lugar perde o próprio deputado. Ao ir para o PSL/LIVRES teria que recomeçar o trabalho que foi feito na mudança do antigo PEN para o novo Patriota. Além disso, a confusão gerada sempre irá levantar críticas que irão atrapalhar desnecessariamente sua campanha.

O Brasil precisa de um partido liberal-conservador da mesma maneira que precisa de um partido libertário. Se dependesse de mim, o deputado Jair Bolsonaro seguiria em frente no Patriota e consolidaria a força desse partido que representa a direita brasileira. Caso Bolsonaro perca as eleições, se estiver no Patriota, ainda assim terá contribuído de maneira decisiva para fortalecer a democracia e a direita brasileira. Afinal, terá certamente eleito uma forte base parlamentar para representar a grande população liberal e conservadora de nosso país.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Perspectivas para 2018: A Calmaria que precede a Tempestade

Antes de ler as previsões para 2018, talvez você queira ler sobre previsões passadas feitas por mim. Verá que meu índice de acerto é razoavelmente elevado.

Para 2018 teremos a famosa calmaria que precede grandes tempestades.

1) O PIB deve crescer em torno de 2,5%.

2) A inflação (IPCA) deve ficar ao redor de 4%.

Mas apesar de tais indicadores parecerem positivos em vista dos últimos resultados da economia brasileira, alguns alertas se fazem necessários:

a) a dívida pública está crescendo em velocidade acelerada, existem razoáveis dúvidas sobre sua sustentabilidade se continuar nessa trajetória.

b) boa parte dos estados e número considerável de municípios estão falidos, e precisarão de ajuda federal.

c) em ano eleitoral, é difícil acreditar que União, estados e municípios reduzam (ou façam grandes esforços para reduzir) seu gasto público. Isso gera considerável dúvida sobre a promessa de resultado primário para 2018 (no momento é previsto um déficit primário de R$ 159 bilhões).

d) o governo dá como certo que será fácil rolar a dívida pública, essa situação pode se complicar rapidamente e merece muita atenção ao longo de 2018. O risco aqui não é baixo.

e) a taxa de juros internacional pode aumentar, o que complicaria nossa situação fiscal (pois isso implicaria na necessidade de aumentarmos nossa própria taxa de juros).

f) a situação política está muito conturbada, não será surpresa se tivermos uma eleição agitada.

g) é impossível manter o Teto do Gasto Público Federal (PEC do teto) se os gastos públicos federais seguirem a trajetória atual. Acredito que se nada for feito o próximo presidente será obrigado a abandonar a PEC do teto, isso será péssimo para a credibilidade e para as contas públicas do país.

h) tenho sérias dúvidas sobre a reforma da previdência em 2018. O mais provável é que essa reforma seja transferida para 2019, e o próximo presidente terá que arcar com esse tremendo problema fiscal. A reforma da previdência é urgente, qualquer atraso em sua aprovação implicará em pesados ônus fiscais para nossa sociedade.

i) as previdências estaduais e municipais estão pondo em risco a solvência fiscal de vários estados e municípios, esse problema aparecerá com força ao longo de 2018.

Enfim, 2018 será aquele famoso ano em que a calmaria precede a tempestade.

domingo, 17 de dezembro de 2017

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Eu apoio a Reforma da Previdência

Sejamos claros: existe um rombo bilionário nas contas públicas brasileira. Parte expressiva desse déficit advém diretamente do rombo previdenciário. Já fiz vídeos explicando a situação da previdência no Brasil, você pode assisti-los aqui e aqui.

A situação previdenciária brasileira é extremamente grave: ou reformamos a previdência ou o Brasil quebra. O que significa quebrar? Significa que o governo será incapaz de pagar suas contas. Se não reformarmos a previdência o governo brasileira será incapaz de pagar o salário de seus funcionários, será incapaz de pagar o salário dos aposentados, será incapaz de pagar os fornecedores. Será uma situação muito similar a que já ocorre com o estado do Rio de Janeiro.

Se a reforma da previdência não for aprovada teremos um grave problema fiscal que colocará em risco toda estabilidade de nossa sociedade, incluindo a volta da inflação e o atraso (ou calote) nos pagamentos do governo.

Não é o momento de olharmos cargos, não é o momento de política partidária. Deixemos o quanto pior melhor para o PT, partido que sempre votou contra o Brasil. O PT votará e fará campanha contra a reforma da previdência, está na essência do PT colocar os interesses partidários acima dos interesses da nação. Não sejamos igual ao PT.

Eu defendo a reforma da previdência. Convido a todos a postarem a seguinte mensagem em suas redes sociais:

"Creio que é chegado o momento da responsabilidade e da transparência. O déficit previdenciário atinge valores que colocam em risco a estabilidade de nosso país. Eu apoio a reforma da previdência. Previdência: ou reforma ou quebra!"

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Aula 15: Curva de Laffer e a Economia pelo Lado da Oferta

Neste vídeo explico a curva de Laffer e a economia pelo lado da oferta, os impactos da tributação sobre o crescimento econômico, e a importância de se reduzir a complexidade tributária brasileira. Para assistir clique aqui.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Um pedido honesto de tolerância, respeito e união

Em 2007 começava esse blog num esforço de divulgar ideias liberais e conservadoras. Foi duro, naquela época haviam poucos nessa trincheira, e os que pensavam diferente eram muitos e poderosos. Nessa trincheira lembro de alguns que já não estão mais entre nós como o Blog do Coronel (descanse em paz guerreiro), mas vários outros ainda continuam na batalha de divulgação de ideias. Muito me entristece quando recém-chegados ofendem líderes que foram provados a ferro e fogo (inclusive com perdas de emprego, de oportunidades profissionais, fim de relacionamentos, e até processos judiciais).

Quero deixar muito clara a admiração que tenho por pessoas como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Flavio Morgenstern, Alexandre Borges, Paulo Roberto Almeida, Paulo Briget, Orlando Tambosi, Roberto Ellery, Bernardo Santoro, Paulo Eduardo Martins, Paulo Kogos, Nariz Gelado, Felipe Moura Brasil, Hélio Beltrão, Mises Brasil, Selva Brasilis, Alexandre Schwartzman, Percival Puggina, Claudio Shikida (De Gustibus), e várias outras lideranças antigas. O tempo passou, e novas lideranças surgiram: O Antagonista, o Movimento Brasil Livre, o Vem Pra Rua, o Movimento Brasil, o Avança Brasil, Bene Barbosa, o Mamãe Falei, o Rafael Lima (Ideias Radicais), o Eder Borges, o Filipe Martins, a Bruna Luiza, a Thais Godoy Azevedo, a Ana Paula (do vôlei), o Nando Moura, o Paulo Enéas, o Rodrigo Saraiva Marinho, o Fabio Osterman, Carlos Andreazza, a Joice Hasselmann, o Matheus Faria, a Rachel Sheherazade, o LIVRES, o NOVO, o canal Terça Livre, o Foro de Brasília, a Bia Kicis, o Felippe Hermes (Spotniks), o movimento Escola sem Partido (sob a brilhante liderança de Miguel Nagib), a Ana Caroline Campagnolo, o Instituto Mercado Popular, os Institutos Liberais (IL, ILIN, ILISP, e todos os demais) e vários outros. Desnecessário dizer que nesse grupo se destacam os Deputados Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, bem como todos os movimentos liberais (Rede Libertária), conservadores, e de direita (Direita Ceará, Direita São Paulo, Direita Amazonas, Direita Minas Gerais, etc.) espalhados pelo país. São vários outros grupos que faço questão de deixar aqui registrado meu agradecimento e admiração a todos.

Sim, nem todos que citei apoiam o Deputado Jair Bolsonaro. Pelo contrário, muitos são ferrenhos críticos de Bolsonaro. Mas aqui convido a todos para uma reflexão honesta: será que os críticos de Bolsonaro tem razão em suas dúvidas? Minha resposta: SIM, muitas críticas são realmente providas de razão. Verdade que outras são pura maldade e mentiras, mas existem sim críticas e receios honestos. E aqui faço um convite a TODOS os apoiadores de Bolsonaro, vamos responder com argumentos, respeito, e tolerância aos que pensam diferentes de nós.

Por exemplo, Reinaldo Azevedo é uma liderança importante, e o mesmo vale para o MBL, o ILISP, e vários outros movimentos que criticam a postura de Bolsonaro. A maneira de lidarmos com a crítica é reconhecermos que sim, nós temos que melhorar. Muitas das críticas que Bolsonaro sofre são sim fundadas em bons argumentos. A melhor maneira de lidar com isso é reconhecermos eventuais erros e trabalharmos duro para corrigir isso. Não se convence pessoas ofendendo-as, o processo de convencimento começa por uma autocrítica honesta, e por argumentos sensatos, mantendo sempre o diálogo e o respeito com quem pensa diferente.

Eu apoio o Deputado Jair Bolsonaro para presidente do Brasil. Eu quero vencer as eleições presidenciais de 2018, mas não quero isso a qualquer custo. Existe um limite além do qual um homem civilizado não deve ir, não se cria um monstro acreditando que será possível controlá-lo depois. Um presidente terá que governar para todo Brasil, para isso tolerância, respeito, e união se fazem necessários. Tenho vários amigos de esquerda, são várias pessoas queridas que irão votar em Lula, Marina, Ciro e até mesmo em Manuela D'Ávila. Pensar diferente não é crime, tenhamos por nossos adversários o respeito que se faz necessário.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Aprenda Economia com o Sachsida: 14 aulas gratuitas

Aprenda Economia com o Sachsida! São 14 aulas gratuitas direto da minha playlist do youtube

Aula 01: Os três pilares básicos de qualquer análise econômica: a) incentivos; b) curvas de oferta e demanda; e c) restrições.

Aula 02: Curva de Demanda; Curva de Oferta; e Equilíbrio de Mercado

Aula 03Nessa aula aprenderemos várias aplicações práticas sobre os deslocamentos das curvas de oferta e de demanda. Aprenderemos também sobre elasticidade das curvas.

Aula 04Nessa aula aprenderemos mais sobre elasticidades. Além disso, exemplos práticos sobre tributação e sobre o ônus tributário são utilizados. Por fim, explica-se o excedente do consumidor, o excedente do produtor, e a perda de peso morto dos impostos.

Aula 05Nessa aula aprendemos sobre os efeitos da intervenção do governo na economia. Especificamente são estudadas questões referentes a políticas públicas de preços mínimo e máximo. Adicionalmente, comenta-se sobre a questão das externalidades.

Aula 06Nesta aula aprenderemos um pouco sobre a história da moeda. Depois discutiremos sobre a origem da inflação, e política monetária.

Aula 07: Nessa aula estudaremos sobre discriminação e sobre políticas de ação afirmativa, tais como as quotas para mulheres e negros.

Aula 08Nessa aula discutiremos sobre as falhas de governo e sobre a origem dos monopólios.

Aula 09Nessa aula aprenderemos sobre bens privados, bens públicos, recursos comuns, e monopólios naturais. Adicionalmente, falaremos sobre o Teorema de Coase e sobre a Tragédia dos Comuns.

Aula 10Nessa aula falaremos sobre o desemprego e sobre a inflação.

Aula 11Nessa aula respondo as perguntas que recebi nos comentários das aulas anteriores, e faço menções a alguns temas que não abordei diretamente no curso. Desindustrialização, globalização, dívida pública, e cidades privadas são alguns dos vários temas tratados nessa aula. 

Aula 12Nesta aula, a MAIS IMPORTANTE AULA DO CURSO, explico sobre o mecanismo de preços. Explico a importância dos preços serem livres, e os erros inerentes a qualquer política econômica que tente controlar preços.

Aula 13Nessa aula explico como funciona o sistema de previdência no Brasil, e dou detalhes sobre a necessidade de reformas. Um detalhe, no vídeo cometi uma gafe. Na realidade a Seguridade Social = saúde + previdência + assistência social (e não educação como digo no vídeo). A rigor isso não muda a análise, quanto mais o governo gastar com a previdência menos sobrará para gastar em outras atividades.

Aula 14Neste vídeo explico a necessidade de modernizar nossa legislação trabalhista.


Obrigado, foi uma honra enorme ter participado desse desafio com vocês. Espero que tenham gostado!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Pode não ser o que parece: O que traz felicidade, com quem se casar, quais amigos ter ou como a ciência ajuda você a tomar as melhores decisões.

O que traz felicidade, com quem se casar, quais amigos ter ou como a ciência ajuda você a tomar as melhores decisões.

Escrito porSamy Dana (FGV/Globo News) e Sérgio Almeida(USP)

Quem tem mais dinheiro é mais feliz? O amor tem um preço? Por que nos importamos com a opinião dos outros? Como as emoções afetam nossas decisões? Talvez essas não pareçam perguntas que interessem a um economista, mas Samy Dana e Sergio Almeida vão muito além do cálculo de juros, inflação e crescimento do PIB. A economia também é a ciência que estuda como os seres humanos tomam decisões — em muitas das escolhas que fazemos, há um lado oculto que tem muito a ver com economia. Usando como base dezenas de estudos e artigos científicos, Pode não ser o que parece foge do senso comum e responde às dúvidas que afligem a todos. Um livro que mudará sua maneira de enxergar o mundo.

Nos capítulos deste livro trataremos de vários temas do cotidiano, sem a pretensão, obviamente, de esgotá-los. Falaremos sobre felicidade, casamento, dinheiro, sexo, emoções, além de temas mais específicos, como criação dos filhos, desempenho escolar, combate às drogas, o impacto das amizades em nossas vidas, políticas de segurança e como encontrar o par ideal. É difícil imaginar — não importa sua idade ou formação profissional — que não haja aqui algum assunto que já não tenha merecido sua atenção, que não tenha sido um problema de decisão.

Pode não ser o que parece é um livro que funciona, portanto, como uma ponte entre, de um lado, as pessoas produzindo conhecimento sobre esses assuntos de uma forma mais metódica e baseada em cuidadosa análise dos dados e, de outro lado, todos nós que nos deparamos com as dificuldades de entender eventos cruciais da nossa vida. O livro é também, ainda que como produto indireto, uma tentativa de mostrar como o olhar dos economistas pode ser útil também para entender temas comportamentais comuns às nossas vidas, e não apenas para falar de juros, inflação e finanças. Fugimos do senso comum e respondemos com números, dados e pesquisas a questões que afligem a todos.

VENDAS



Livraria Cultura: http://bit.ly/2wCMQSA

Livraria da Folha: http://bit.ly/2xyya6j

Martins Fontes: http://bit.ly/2hlMjdn

Livraria da Travessa: http://bit.ly/2wCKOSz


domingo, 15 de outubro de 2017

Dona Rute e Dona Odete, minhas professoras inesquecíveis! Feliz dia do Professor

Dona Odete me ensinou a ler e escrever, e fazer as primeiras contas. Foi minha professora do primeiro ano no Colégio Universitário em Londrina. No segundo ano, continuei aprendendo com a Dona Rute. Ambas mulheres incríveis e professoras magníficas. Dona Odete na sua juventude pegava a charrete para ir ensinar aos índios. Quando me deu aula já tinha mais idade, guardo-a no  coração. Dona Rute era dona de uma paciência incrível, e uma didática maravilhosa, certa vez pediu para que chegasse mais cedo para me ensinar matemática, na época não conseguia fazer contas de subtração. Também me lembro da Dona Suely, professora do Pré II, mas sem tanto carinho pois ela me puxou a orelha chamando-me de burro (Rsssss puxar a orelha vá lá, mas não precisava dizer que era por burrice). Guardo-a com o respeito de quem dedicou sua vida a educar.

Também me lembro de meu professor de história, Geraldo, que dava aulas inspiradoras. Do Gilleno de matemática, e do Vivaldo (também de matemática), do SS (física), da Graça (gramática) e Denise (literatura), Deus como sofri para aprender português!!! Duas mulheres importantes e super competentes me ensinaram com paciência. Da Leo de inglês (outra matéria que sofri horrores para aprender). Rssss lembro que quando me formei no inglês uma professora virou pra mim e disse: "Nunca imaginei que você conseguiria" Rsssss eu consegui! E foi graças a professoras maravilhosas que me ajudaram muito no caminho!

Lembro do Hugo Yabe e do professor Piraju nas aulas de natação. Hugo foi um dos professores mais brilhantes que tive na vida, suas lições sobre a vida me marcam até hoje.

Na universidade lembro do professor Rogério, do professor Miguel e nossas discussões. Do professor João Faria (Jocka) que mudou minha carreira para sempre e que foi fundamental para meu crescimento profissional, sem sombra de dúvidas o professor mais importante dessa fase de minha vida. Lembro até hoje das aulas do Hermes e tantas outras histórias.

No mestrado/doutorado posso citar o professor Joaquim Andrade (meu orientador no mestrado), e o professor Joanílio Teixeira (orientador no doutorado), e claro o professor Francisco Carneiro que me ensinou a importância da publicação acadêmica e que me deu uma importante oportunidade profissional ao me contratar como professor da Universidade Católica de Brasília. Destaco ainda o professor Geraldo da estatística com quem aprendi muito.

E assim se passaram 45 anos, minha vida retratada por alguns de meus professores. Obrigado por tudo, obrigado por todo carinho, paciência, amor, dedicação, e vontade de superação. E Dona Suely, obrigado pelo  puxão de orelha, não me fez mal e hoje é uma lembrança querida.

Obrigado a todos os meus professores, obrigado a todos os professores, obrigado por tudo. Professor é para a vida toda!


domingo, 8 de outubro de 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

Uma Homenagem Simples a professora Heley de Abreu Silva Batista

Querida Professora Heley,

Obrigado por seu sacrifício, obrigado por seu exemplo, obrigado por sua dedicação. Não existem palavras para descrever a gratidão que tenho por seu gesto, por sua coragem, por sua honra, por sua valentia e determinação frente ao perigo.

A senhora sacrificou sua vida no altar de gigantes, Deus queira que quando minha hora chegar eu demonstre sua bravura e coragem. Não sei mais o que dizer, mas saiba que estará em minhas preces de amanhã na missa.

Um indivíduo sempre pode fazer a diferença, e com o sacrifício de sua vida a senhora nos lembrou uma vez mais disso.

Descanse em paz.

sábado, 30 de setembro de 2017

Liberdade de Expressão, Autonomia dos Pais para Criar Seus Filhos, e Propriedade Privada: Perguntas e Dúvidas Honestas

Existe um limite para a liberdade de expressão? Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Existem limites para a propriedade privada?

Nos Estados Unidos, terra da liberdade, a liberdade de expressão é um pilar básico. Lá você tem o direito de protestar no enterro de pessoas que você sequer conhece. Isso efetivamente ocorre. Grupos se reúnem com cartazes para dizer que determinado soldado morreu pois a América está pecando. Consegue imaginar isso? Enquanto a família chora seu ente querido um monte de pessoas segura cartazes dizendo que ele morreu por culpa de seus pecados. Detalhe, a Suprema Corte decretou que, em acordo com a liberdade de expressão, tais grupos tem direito a esse protesto.

Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Pais costumam amar seus filhos, será que o Estado tem direito a interferir nessa relação? Será que o Estado tem o direito de obrigar os pais a matricularem seus filhos em escolas, e negar-lhes o direito do ensino domiciliar (homeschooling)? E quando uma mãe decide levar sua filha de 5 anos de idade para uma exposição de arte com pessoas nuas e estimulá-la a tocá-los? E quando um pai decide que, em defesa de sua crença, seu filho não receberá determinado tratamento médico? E um pai que decide deliberadamente matar seu filho, tem esse direito?

Imagine uma prefeitura que pretende construir um novo terminal de ônibus para melhorar o transporte público, será que ela tem o direito de desapropriar propriedades privadas para realizar seu projeto? E quando o dono de uma obra de arte importante decide destruí-la, ele tem esse direito? E quando o dono de um estoque de vacinas decide destruí-las, apenas para ver seus vizinhos morrerem, ele tem esse direito? E o que dizer de alguém que aumenta o preço da gasolina e da água potável logo após furacões, ele tem esse direito?

Peço que reflitam sobre as perguntas acima, verá que seguir princípios (quaisquer sejam eles) apresenta um custo razoável (e as vezes desnecessário) em realidades concretas. Claro que princípios são importantes como uma regra geral, claro que as vezes devemos pagar o preço de nossos princípios,  mesmo que o pagamento seja em sangue. Contudo, é fundamental entender que nossa sociedade é baseada em princípios E magnitudes. Princípios não são absolutos em nossa sociedade, é exatamente por isso que diferenciamos transgressões à regra com base também em sua magnitude. Um ladrão de balas e um ladrão de bancos infringiram o mesmo princípio, mas por óbvio merecem punições distintas. Ao contrário do que alguns argumentam, ser corrupto e desviar 100 milhões de obras públicas NÃO É o mesmo que ser corrupto e furar uma fila de cinema.

Em resumo, se você é daqueles que seguem princípios até o extremo de suas implicações talvez valha a pena refletir um pouco. De maneira alguma digo quem está certo e quem está errado, eu não sei a resposta. Mas o conservadorismo é um guia importante para essas respostas. Ao não se alinhar a princípios absolutos o conservador media cada situação de acordo com suas peculiaridades, creio que isso é uma vantagem (mas claro que posso estar errado).

Vamos agora as minhas respostas (e lembre-se de que não sou o dono da verdade, lembre-se também que como conservador tenho minhas idiossincrasias, mas que as vezes elas estão corretas).

1) Existe um limite para a liberdade de expressão?
Resposta) Sim, devemos ter muito cuidado em termos tolerância com os intolerantes. Devemos ter muito cuidado com quem tenta usar nossos princípios para nos destruir. Regras de tolerância são importantes, mas elas não podem ser usadas para permitir o crescimento  de grupos que pretendem destruir nossa sociedade e modo de vida. Claro que minha resposta levanta riscos, afinal quem irá decidir quem pode e quem não pode ser tolerado? Quem irá decidir o que representa e o que não representa riscos a sociedade? Por exemplo, governos totalitários decidem que a imprensa livre é um risco a sociedade. Sim, não há resposta fácil e isenta de riscos aqui. Exatamente por isso Ronald Reagan afirmava que a liberdade nunca estará segura por mais de uma geração. Cada geração precisa defendê-la.

2) Existe um limite para a autonomia de um pai decidir como criar seu filho? Sim.
2.1) Pais costumam amar seus filhos, será que o Estado tem direito a interferir nessa relação? Sim.
2.2) Será que o Estado tem o direito de obrigar os pais a matricularem seus filhos em escolas, e negar-lhes o direito do ensino domiciliar (homeschooling)? Não.
2.3) E quando uma mãe decide levar sua filha de 5 anos de idade para uma exposição de arte com pessoas nuas e estimulá-la a tocá-los? Sim, ela tem esse direito.
2.4) E quando um pai decide que, em defesa de sua crença, seu filho não receberá determinado tratamento médico? Sim, ele tem esse direito.
2.5) E um pai que decide deliberadamente matar seu filho, tem esse direito? Não.

3) Existem limites para a propriedade privada? Sim.
3.1) Imagine uma prefeitura que pretende construir um novo terminal de ônibus para melhorar o transporte público, será que ela tem o direito de desapropriar propriedades privadas para realizar seu projeto? Sim
3.2) E quando o dono de uma obra de arte importante decide destruí-la, ele tem esse direito? Não
3.3) E quando o dono de um estoque de vacinas decide destruí-las, apenas para ver seus vizinhos morrerem, ele tem esse direito? Não
3.4) E o que dizer de alguém que aumenta o preço da gasolina e da água potável logo após furacões, ele tem esse direito? Sim.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Escândalo: Estadao MENTE escandalosamente sobre Criança tocando homem nu no MAM. VEXAME!


Um verdadeiro vexame a reportagem no Estadão sobre uma criança tocando um homem nu numa exposição de arte. Se você tem estômago aqui está o link para a filmagem.

Agora vejam o que diz a matéria do Estadão:
"A criança parece mostrar curiosidade enquanto engatinha pelo tatame, vendo uma mulher adulta tocar os pés do artista. A mulher a incentiva a participar, a menina ri, toca rapidamente os dedos dos pés dele, e volta à plateia diante de sorrisos do público".

1) só o Estadão que viu a menina rindo, eu vi uma criança querendo sair dali.

2) O reporter se esqueceu de dizer que: a) a criança tocou primeiro a mão do homem, e depois tentou ir embora. Foi então que a mulher chamou a criança de volta para tocar os pés do homem nu. É nítido o constrangimento da criança.

3) O público que sorriu disso é doente. Uma pessoa normal teria tirado a criança dali.

4) Digno de nota é o título da matéria que está presente em vários jornais.... "Interação de criança com artista nu em museu de São Paulo gera polêmica."

5) Quando um jornal faz ginástica na sua manchete, e mente em seu texto, é porque está querendo tornar uma mentira mais palatável. É isso que a matéria do Estadão faz.

Arte hoje se reduziu a isso: a vontade de chocar. Infelizmente os "artistas" modernos esqueceram que a arte é transcendência, reflexão, beleza. Sou contra a censura, se malucos querem cagar e chamar aquilo de arte não tenho problemas com isso (aliás, já fizeram isso). Contudo, é fundamental que tais manifestações artísticas que pretendem chocar sejam feitas 1) para uma plateia de pessoas capazes (isto é, não pode ser permitido fazer determinadas performances para crianças); 2) pagas com dinheiro privado (e não com desonerações dos cofres públicos); e 3) em espaços fechados.

Por fim uma pergunta: qual dessas performances será imortalizada? Qual delas será lembrada em 100 anos? No fundo, nenhuma dessas performances foi feita para a imortalidade, seguem apenas uma pauta política.

domingo, 24 de setembro de 2017

Histórias Reais do Crime para você contar a seu amigo isentão esquerdista

Esse post conta algumas histórias reais que eu conheço sobre como a criminalidade destruiu a vida de várias pessoas e criou inconvenientes grandes na vida de outros. Esse é um relato para você contar a seu amigo isentão esquerdista que adora falar que prender não resolve, que a culpa é do sistema, e que o bandido é a vítima.

ATENÇÃO: Quem gosta de criminoso é marginal, rico, ou intelectual, pobre odeia bandido! Botem isso na cabeça: quando um rico é assaltado, ou mesmo assassinado, isso é horroroso, é terrível, uma tragédia. Contudo, por ser rico ele, ou sua família, podem seguir em frente. Quando um pobre é assaltado, ou mesmo assassinado, isso pode representar não apenas o fim de sua vida, mas o fim da vida de toda sua família. O custo do crime é pesado para toda sociedade, mas é muito mais pesado para os mais pobres.

1) O dia que encontrei uma mulher chorando no ponto de ônibus. Era faxineira, os ladrões tinham roubado tudo dela: seu telefone, seu passe de ônibus, seu dinheiro, e até mesmo sua marmita. Ela não teria dinheiro para ir trabalhar, e sem trabalhar não teria como voltar pra casa com dinheiro. Era mãe solteira, contava com o dinheiro para comprar comida pra casa.

2) O dia que encontrei um eletricista carregando seu equipamento a pé. Perguntei o que ocorreu: os ladrões levaram seu carro. Como ele usava o carro pra trabalhar agora ele tinha que carregar no braço todo equipamento, o que por óbvio limitava muito os serviços que podia atender. Sua renda tinha despencado, e sem carro sua renda continuaria baixa por muito tempo.

3) O dia em que fui no enterro de meu amigo Silvinho de apenas 10 anos de idade. Um assassino havia matado ele e sua mãe, seu pai estava internado em estado grave no hospital (ele sobreviveria a essa tragédia). Silvinho tinha dois irmãos menores que cresceram sem seu irmão mais velho e sem sua mãe.

4) O dia em que roubaram o botijão de gás de minha faxineira. Ela estava desesperada, sem botijão não teria como preparar comida para sua família.

5) O dia que roubaram e estupraram uma amiga  minha. Desnecessário comentários adicionais.

Tais como essas, milhares de famílias brasileiras sofrem na mão da criminalidade. Ricos e pobres, negros e brancos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, somos todos vítimas de uma das sociedades mais violentas do mundo.

Quando um intelectual repetir que prender não resolve, então sugira a ele levar os bandidos para casa. É muito fácil para um intelectual da zona sul carioca, tomando seu vinho de frente para praia, dizer que o Brasil prende muito, e que deveríamos punir menos com penas de prisão. Para ele é fácil dizer isso, pois o bandido solto não mora em Ipanema. Não é para Ipanema que esse criminoso irá retornar. Não é seu carro blindado que corre risco, não é seu apartamento com segurança 24 horas por dia que estará na mira do bandido. Já o pobre que anda de ônibus, que tem que chegar em casa sozinho a noite, é esse que será a principal vítima do bandido.

sábado, 23 de setembro de 2017

Hoje na Esquerda: PT renova apoio a ditadura na Venezuela, PSOL faz apologia a grupo terrorista, e PCB defende a Coreia do Norte.


Esse post só tem um objetivo. Te informar dos destaques de hoje, 23/09/2017, nos sites de três partidos de esquerda.

1) Aqui o PT declara,  uma vez mais, seu apoio a ditadura venezuelana (lembre-se de que estamos em 23/09/2017!!!)

2) Aqui o PSOL dá as boas vindas as FARC, um movimento terrorista que atuou na Colômbia sequestrando pessoas, vou repetir: sequestrando pessoas!!!! (lembre-se de que estamos em 23/09/2017!!!)

3) Aqui o PCB declara, uma vez mais, seu apoio a Coreia do Norte (lembre-se de que estamos em 23/09/2017!!!)

O que passa na cabeça desse pessoal? Por que tanto amor as ditaduras? Por que tanto amor a um grupo que sequestrava pessoas, assassinava adversários, e traficava drogas?

OBS 1: até agora nenhuma manifestação de Freixo, nem em seu site e nem no facebook, sobre a violência no Rio de Janeiro. Talvez tenha ido ao supermercado comprar material para soltar bolhas de sabão. Ou talvez esteja esperando um novo frame para foto de protesto em facebook. Ainda acho que ele vai dar um jeito de criminalizar a polícia, mas isso é especulação minha.

OBS 2: Molon se manifestou em seu facebook sobre a violência no Rio de Janeiro. Solução: bom, ele fala fala fala e adivinhem.... nenhuma solução para resolver o problema atual. Ele apenas repete que educação é bom (como se alguém discordasse disso). De maneira estranha não vi ele dando entrevistas hoje para o Jornal Nacional.



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Onde está Freixo? Cadê as ONG's da Paz? Será que bolinhas de sabão combatem o crime? E cantar imagine?


Quem gosta de criminoso é marginal, rico, ou intelectual, pobre odeia bandido!

O Rio de Janeiro está um caos, está claro que o Estado não tem como manter a ordem em partes importantes da cidade. Como chegamos nessa situação?

1) Ideias malucas de esquerda, tais como criminalizar o policial e vitimizar o bandido, são certamente o principal determinante do caos atual de violência pública vivido no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Hoje o policial é refém de um sistema que criminaliza praticamente todos os seus atos. Num país onde o policial não pode agir o criminoso abusa da violência. Ou no jargão popular, "quando o gato sai o rato faz a festa".

2) ONG's que nunca abriram a boca para manifestar seu repúdio ao gigantesco número de policiais assassinados, mas sempre prontas a gritar quando um assassino perde a vida. Ninguém defende o assassinato de marginais, mas num confronto com a policia não podemos criminalizar um policial que mata o bandido para salvar sua vida.

3) PSOL, PT, e vários outros partidos de esquerda, representados muito bem pela figura de Marcelo Freixo. Suas ideias de que bolhas de sabão e cantar "Imagine" combatem o crime, suas ideias de deslegitimar a polícia, de fingir que tudo é uma questão de conversar, de dizer que os bandidos são violentos pois a polícia é violenta, criaram um ambiente propício a propagação da criminalidade. Pior: acuaram e deixaram na defensiva os bons policiais que ficaram impotentes diante de tamanhas críticas e processos judiciais.

4) Intelectuais: aqueles que inventam artigos dizendo que existem crimes raciais no Brasil (mesmo que seus resultados não confirmem isso), ou ainda que fingem que o problema do Brasil é o feminicídio (mesmo com a taxa de homicídios entre homens sendo 12 VEZES mais alta que a de mulheres), ou que dizem que o problema é a perseguição a alguma minoria, ou inventando outro espantalho qualquer. MENTIRA! A violência no Brasil é generalizada, se existe algum grupo perseguido em nosso país são os policiais (esses sim com taxas assustadoras de mortalidade). Infelizmente, ao aumentarem artificialmente a magnitude de determinado problema (e diminuir a relevância dos crimes mais sérios) os intelectuais desviam RECURSOS PÚBLICOS escassos para locais onde eles são pouco eficientes. Ao dar destaque a crimes que podem até ser importantes, mas não são a prioridade desvia-se recursos de onde eles são mais necessários e urgentes. O resultado é a explosão da criminalidade.

5) O estatuto de desarmamento: ao desarmar a população civil, e não conseguir desarmar os bandidos, o risco do crime para o marginal foi reduzido. O resultado óbvio foi o aumento da criminalidade. Cabe ainda destacar que com a queda do número de policiais e a explosão da violência é covardia deixar o cidadão comum desarmado, sem chance alguma de defender sua vida, sua família, e sua propriedade.

6) A imprensa: seus especialistas sempre prontos a criminalizar o policial, sempre prontos a dizer que prender não resolve, sempre pronta a elogiar políticos de esquerda e criminalizar os deputados que pregam leis mais duras contra o crime (apelidando-os de bancada da bala por exemplo), dizendo que melhor do que construir presídios é construir escolas (como se alguém discordasse disso), ou ainda de passar a falsa impressão de que 60.000 homicídios por ano não é algo sério, tem também parte nesse problema. Quando alguém defende prender bandidos, valorizar o policial, e armar o cidadão a imprensa o trata como um radical de extrema direita, alguém que não deve ser levado a sério. Já aqueles isentões sempre prontos a culpar o sistema são retratados positivamente na grande imprensa.

7) Nosso sistema legal que simplesmente não mantém na cadeia presos de alta periculosidade, mas estranhamente pune duramente alguns crimes menores. Saidão de natal, saidão de dia das mães, saidão de festa junina (sim, existe isso no Distrito Federal). Outro detalhe refere-se a expressiva redução nas penas propiciada pela lei de execução penal (a duração das penas aumentou no Código Penal, mas a duração média das penas é dada pela LEP - Lei de Execução Penal).

8) Nosso sistema policial completamente sucateado: a chance de encontrar o autor de um assassinato, conseguir as provas necessárias, e prendê-lo é próxima de zero no Brasil. Menos de 5% dos assassinatos no Brasil resultam num réu sentenciado e preso. Se a taxa de encarceramento para assassinos é assim, imagine então quão baixa é para crimes como roubo e furto. Com punições tão baixas a criminalidade no Brasil cresce a passos largos.

9) O Estatuto da Criança e do Adolescente: quando uma criança decide matar e estuprar ela deve ser tratada como adulto,  e ser punida como tal. Infelizmente, no Brasil, temos marginais usando e abusando das salvaguardas desse estatuto para praticar a criminalidade e a barbárie.

10) Um sistema educacional completamente falido, que ainda por cima esta impregnado com gangues dentro das escolas. Aliado a isso, a constante propaganda esquerdista de desrespeito as autoridades tradicionais minou completamente a autoridade do professor em sala de aula. O resultado é uma crescente violência dentro da escola. A sensação de impunidade, a baixa qualidade da educação em várias escolas, e a falta de respeito a ordem, estimula muitos desses jovens a ingressarem em atividades ilícitas.

11) A desestruturação da família: várias famílias passaram ao Estado a obrigação de educar seus filhos. Famílias desestruturadas, sem interesse de educar, ausência de bons exemplos no seio familiar, noção de impunidade, tudo isso contribui para aumentar a violência.

12) Políticos covardes que se curvaram ao politicamente correto para ganhar "likes", e deixaram a população sofrer com o crescimento exponencial da violência.

Tudo que a esquerda pediu em termos de segurança pública ela recebeu. Existe apenas uma única exceção: o aborto. A esquerda argumenta que o aborto poderia combater a criminalidade futura. Mesmo essa medida foi em boa parte flexibilizada. Todas as outras medidas que a esquerda sugeriu para combater a criminalidade foram colocadas em prática nos últimos 20 anos. O resultado é a explosão da violência em nosso país.

Em resumo, a situação atual da violência em nosso país é decorrência direta das políticas de segurança pública defendidas pela esquerda. Talvez esteja na hora de colocarmos em xeque as ideias que nos trouxeram a essa situação calamitosa.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

2019: uma ponte longe demais

Em setembro de 1944, logo após o dia D, os aliados lançaram a operação Market Garden. Se fosse bem sucedida essa ousada manobra poderia encerrar a guerra na Europa ainda antes do natal de 1944. A operação foi um tremendo fracasso, a ponte de Arnhem (fundamental para o avanço aliado) era simplesmente longe demais...

Guardadas as devidas proporções, creio que o Brasil está numa posição semelhante hoje. Temos a chance de fazermos as reformas, temos a chance de elegermos um presidente responsável em 2018, temos a chance de recolocarmos nosso país no caminho do desenvolvimento sustentável. Tudo depende de nossa "ponte de Arnhem", tudo depende de fazermos as escolhas corretas.

Infelizmente, quando olho para 2018 vejo a polarização ganhando força em nossa sociedade, vejo populistas prontos a prometerem qualquer coisa para se elegerem, vejo governadores que irão gastar mais dinheiro público para tentarem sua reeleição ou a eleição de seus comandados. Quando olho para 2018 tenho a impressão de que 2019 é uma ponte longe demais.

Deus proteja nosso país. Confesso que tenho muito medo do ano que vem. Olhando para o futuro sinto que 2019 é uma ponte longe demais. Deus tenha misericórdia de nosso país.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O que nos espera em 2018? Conflitos ou Redenção?

Se não me falha a memória estávamos no início de 2011, era a inauguração do Instituto Carl Menger. Tive a honra de ser convidado para lá palestrar. Na sessão de perguntas me lembro de responder que tinha muito medo de 2018. Argumentava que teríamos uma crise econômica muito severa em 2015, e como em toda crise os extremos atrairiam muitos adeptos. Argumentava que nas eleições presidenciais de 2018 os extremos seriam confrontados, e a chance de conflitos seria grande.

O tempo passou, a crise de 2015 ocorreu, e os extremos realmente ganharam força. O ano de 2018 se aproxima e meu medo só aumenta. Infelizmente o PT optou por criminalizar a opinião contrária: se você apoia o impeachment eles te rotulam de golpista; se fala contra cotas eles te acusam de racista; se adverte contra os riscos de uma fronteira desguarnecida eles te chamam de xenófobo. Essa postura é irresponsável, pois criminaliza todos que pensam diferente. Como irão se portar quando Bolsonaro, ou Doria, ou qualquer outro antipetista se destacarem nas pesquisas?

Como será que os grupos de esquerda, doutrinados por pelo menos 14 anos de governo petista, irão se portar frente ao crescimento de candidatos de direita? Lembre-se de que Lula comemorava a inexistência de candidatos de direita nas eleições presidenciais de 2010. Você realmente acredita que eles irão aceitar o debate de ideias? Você realmente acredita na ética de um grupo que defende a inocência de Lula, e apoia a ditadura de Nicolas Maduro na Venezuela?

Tenho vários colegas de esquerda, e vários deles votam no PT. Eles tem todo direito de assim procederem. Esse post não é uma crítica a quem vota na esquerda, esse post é um alerta: está na hora da esquerda voltar a debater ideias, está na hora da esquerda parar de rotular seus adversários de nazistas. Ou como vários esquerdistas gostam de dizer: Mais Amor, por favor!

Tenho muito medo do que nos espera em 2018. Honestamente acredito que teremos pancadaria nas ruas, acredito que teremos grupos de segurança para garantir a ocorrência de comícios. Triste, mas a cada dia que passa veja nosso futuro mais negro. Esse post é um pedido: respeito! Vamos respeitar quem pensa diferente de nós, vamos respeitar o contraditório, e acima de tudo vamos lembrar de que somos todos brasileiros, e de que esse é nosso país. Vamos acalmar os ânimos enquanto ainda é tempo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Conservadorismo e Liberalismo: Uma reposta ao meu amigo Carlos Goes

Carlos Góes é um jovem e competente pesquisador. Tive o prazer de ler alguns de seus trabalhos, todos excelentes. Góes também faz parte da EXCELENTE equipe do Instituto Mercado Popular. Recomendo a leitura, você pode até discordar de alguns de seus textos, mas todos valem a reflexão. Com o texto "Não se engane: o conservadorismo é antagônico ao liberalismo" não é diferente, você pode discordar do texto, mas vale a leitura. Contudo, acho que aqui cabe uma resposta. O texto de Góes segue entre aspas, e minha resposta na sequência.

"No senso comum brasileiro é normal confundir liberais com conservadores. Nada poderia ser mais distante da realidade. Em termos de política objetiva, liberais e conservadores discordam radicalmente. Enquanto conservas vão falar contra as drogas e o casamento gay, liberais vão ter propostas radicais como a legalização de todas as drogas e a desestatização do casamento. Mas liberais e conservadores se antagonizam em algo mais profundo: em seus princípios".

Resposta) Parte expressiva dos conservadores não são contra a legalização das drogas, muitos questionam apenas a operacionalização disso. Além disso, conservadores preferem mudanças graduais. Quanto ao casamento gay, a maioria dos conservadores é contrário ao uso do termo "casamento" nada tendo contra a união homoafetiva. Cabe ressaltar que conservadores e liberais se juntam na defesa a vida, na defesa da propriedade privada, e na defesa da responsabilização individual. Creio que temos mais semelhanças do que propriamente diferenças.

"O foco fundamental dos conservadores é na tradição, nos costumes e na continuidade. Eles partem da ideia de que as gerações passadas, presente e futuras se ligam através de um contínuo histórico de uma “ordem moral”. Por isso, esse elo intrageracional deteria uma superioridade moral que deveria ser preservada. Eles dizem que não são teorias metafísicas que justificariam suas escolhas – mas a “experiência”. As mudanças, embora necessárias “para a nossa sobrevivência”, são vistas como um mal inevitável. O ode é ao status quo".

Resposta) Sim, tradição e costumes são importantes para conservadores. Sim, conservadores gostam da ideia de uma ligação entre gerações passadas, presentes, e futuras. Você pode até usar o termo "ordem moral", mas o significado disso é de transcendência. Tal vínculo dá um sentido importante a nossa vida, nos fortalece diante de um futuro desconhecido. Conservadores não são contrários a mudança. Contudo, o conservador compreende a limitação humana. Se o homem é limitado é óbvio que nossos projetos serão igualmente limitados e suscetíveis a erro. Logo, o conservador sugere mudanças lentas e graduais na sociedade. Assim, os custos associados a erros seriam baixos e facilmente corrigíveis. Por outro lado, a história demonstrou o custo em vidas humanas das revoluções. Um conservador sabe que sociedades complexas não podem sofrer alterações profundas e rápidas sem gerar conflitos internos. São tais conflitos, e a carnificina associada a eles, que o conservador tenta evitar ao sugerir mudanças graduais.

"Antes de mais nada, é importante lembrar que o liberalismo surgiu em oposição àqueles que queriam conservar a velha ordem. O bom e velho Adão Smith falava em favor do livre comércio e pela abolição das leis protecionistas do trigo e milho numa Inglaterra em que tanto o mercantilismo quanto essas leis eram a tradição e estavam lá desde sempre".

Resposta) Sim, isso está correto. Mas desde então o liberalismo econômico faz parte de boa parte dos conservadores. Aqui é importante ressaltar que, ao contrário do liberalismo, o conservadorismo não é uma ideologia. O conservador da Inglaterra no século XX é diferente do conservador brasileiro do século XXI. O conservadorismo varia de local para local, e de época para época. Por exemplo, Edmund Burke, um dos grandes nomes associados ao conservadorismo, era um defensor do livre comércio. A essência do conservadorismo não é o medo da mudança, e nem a restrição ao comércio, mas sim a constatação (também feita por liberais) da limitação da capacidade humana. Daí decorre a defesa de mudanças sociais graduais, e a limitação do poder do Estado.

"Um estranho vício dos conservadores é não perceber o quanto a economia de mercado foi e é revolucionária – e quanto ela abalou as estruturas da sociedade tradicional. A economia de mercado acabou com as posições tradicionais – a ideia de que você sempre seguiria a profissão de seus pais – e libertou as classes mais desfavorecidas para experimentar e tentar buscar uma vida melhor".

Resposta) Sim, é verdade que a economia de mercado revolucionou a sociedade trazendo uma prosperidade nunca vista antes. Mas é igualmente verdade que a maioria dos conservadores apoia a economia de mercado. Não são os conservadores o inimigo aqui, afinal a própria índole do conservador pede por um Estado pequeno. Ronald Reagan, Margareth Thatcher, e Winston Churchill estão entre os maiores conservadores do século passado. Não me parece que eram inimigos da economia de mercado.

"As desigualdades objetivas e de status (embora não as desigualdades de renda) foram significativamente reduzidas com a economia de mercado. Até um Rei passou a estar debaixo da lei. Como dizia Mises, a diferença entre um pobre e um rico numa sociedade pré-economia de mercado era a diferença entre possuir ou não possuir sapatos. A diferença entre um pobre e um rico na sociedade de mercado é entre ter um carrão e ter um fusca".

Resposta) Novamente isso é verdade, mas novamente é verdade que conservadores prezam pela economia de mercado. 

"Isso vai contra toda a tradição. Isso vai contra tudo o que sempre esteve aí. A economia de mercado é uma revolta contra o estado natural da humanidade. É uma boa revolta, porque o estado natural da humanidade sempre foi a pobreza".

Resposta) A economia de mercado foi contra a tradição há mais de 200 anos atrás. Desde então está incorporada na tradição do mundo ocidental. Novamente repito: a economia de mercado, a propriedade privada, e o respeito a vida, são partes integrantes do conservadorismo.

"Embora os conservadores achem que não se justificam em “fórmula mágica feita por um estudioso”, eles não percebem que a derivação de legitimidade dos costumes é em si uma teoria racionalizada. Os costumes, por si só, não justificam nada. É preciso um corpo teórico para derivar legitimidade moral dos costumes".

Resposta) Aqui discordo de meu amigo Góes. A tradição é resultado direto da ordem espontânea (que aliás é corretamente apreciada por meus amigos liberais). O próprio sistema legal inglês, baseado na tradição, pode ser citado como exemplo de ordem espontânea. Sobre costumes alguns conservadores diriam que os costumes foram a resposta a problemas passados dos quais a sociedade já se esqueceu.

"Os costumes podem ser bons ou ruins. Racionais ou irracionais. Os costumes já impuseram a dominação e propriedade masculina sobre as mulheres; a escravidão de negros a brancos; a divisão de pessoas em classes imóveis de aprendizes e profissões; a impossibilidade de se ter mobilidade religiosa; e a ainda persistente lealdade irracional a um desenho em um mapa e uma bandeira – e tantas outras arbitrariedades. Para um liberal, um costume que infringe a justiça e a liberdade deve ser mudado".

Resposta) Certamente isso ocorreu. Mas a pergunta relevante aqui é qual seria a opção? Apenas para dar um exemplo: a escravidão surgiu para que tribos conquistadas não fossem massacradas por seus conquistadores, acabar com o instituto da escravidão poderia ter jogado a sociedade num genocídio. Claro que a partir de determinado momento o instituto da escravidão passou a ser anacrônico, e certamente é motivo de vergonha para os que o defenderam. Mas vamos fazer uma pergunta difícil: qual a melhor solução para acabar com a escravidão: a solução brasileira (conservadora) ou a solução americana (guerra civil)? Note que nenhuma das alternativas é isenta de custos. Cabe ressaltar também que a escravidão não terminou por motivos econômicos, terminou por motivos morais (valor importante para conservadores, mas que nem sempre encontra apoio entre liberais). Mas vamos nos ater a parte final do argumento: Góes está a sugerir que um liberal deve ser contra o conceito de país. Na realidade atual, será que abrir as fronteiras é realmente a melhor solução? Para Góes sim, para mim não. Independente de sua resposta, a verdade é que não existem soluções indolores aqui, e esse é meu ponto. Claro que ideias conservadoras geraram injustiças no passado. Mas é igualmente verdade que foi graças ao conservadorismo que outras soluções mais devastadoras foram afastadas. A ideia conservadora de mudanças lentas e graduais é uma potente arma contra paixões momentâneas que prometem maravilhas no futuro em troca de sacrifícios no presente. Afinal, um conservador sabe que o paraíso não é terrestre. Sabe que nenhum caminho é isento de custos, e sacrificar o presente conhecido em nome de uma promessa de futuro melhor é uma aposta que geralmente não se paga. A escolha conservadora é frequentemente entre o mal menor.

"Outro erro da maioria dos conservadores é não perceber que as instituições sociais estão em permanente revolução, em um processo evolutivo e dinâmico. Elas mudam o tempo todo rumo aos novos desígnios que a sociedade lhes dá. Eles acham que o simples fato delas existirem (o status quo) é que o lhes garante legitimidade, quando a legitimidade deriva precisamente da utilidade social delas. É a sociedade que escolhe o que é útil e o que não é útil, através de suas trocas e do encontro de suas preferências subjetivas".

Resposta) Conservadores gostam de instituições pois enxergam nelas o resultado de uma ordem espontânea. Conservadores não são contra mudanças, são  apenas contra mudanças bruscas e de grande magnitude. Afinal, tais mudanças costumam ter um efeito disruptivo sobre a sociedade.

"Quando algo deixa de ser útil, a ordem é contestada e alternativas são providas. A contestação da ordem faz parte do processo de mudança social necessária a uma sociedade inovadora. A mudança derivada da contestação da ordem não vem por definição “acompanhada de prudência”. A mudança é uma luta constante contra o status quo".

Resposta) A referência ao conservadorismo aqui reside na palavra "prudência". Sim, o conservador é uma pessoa prudente. Sabe das limitações humanas, logo é contrário a mudanças abruptas e profundas na sociedade. Em seu lugar, um conservador prefere mudanças lentas e graduais. Claro que muitas vezes a sociedade tem urgência nas mudanças. Contudo, mudanças abruptas e profundas são características de um regime revolucionário que dificilmente é compatível com a ordem democrática. Numa democracia mudanças repentinas e profundas são impossíveis de serem realizadas.

"Contestação, também, faz parte essencial da preservação da liberdade individual. Como conservadores abraçam uma visão comunitarista de mundo, eles acabam ignorando o valor intrínseco do indivíduo, relegando-o a mera engrenagem na máquina da tradição. Para o liberal, o importante é a preservação da capacidade de expressão das individualidades – inclusive quando, para isso, se torna essencial subverter a ordem vigente. Em diversas situações, o que um conservador chamaria de “prudência” em favor das tradições prevalentes um liberal chamaria de “tirania da maioria".

Resposta) Não creio que um conservador ignore o valor intrínseco de um indivíduo, a proteção a vida abraçada pelos conservadores é um exemplo disso. Conservadores dificilmente são utilitaristas, são os utilitaristas que costumam fazer tal conta e ignoram o valor intrínseco da vida humana. A tirania da maioria é uma preocupação constante dos conservadores. Afinal, conservadores não gostam de mudanças profundas e abruptas que geralmente são prometidas por políticos populistas, e que costumam ser abraçadas pela maioria.

"São nas tentativas de mudar o status quo que se molda o futuro. A gente não sabe qual vai ser o futuro, nem a velocidade das mudanças. Ele é fruto da livre experimentação social e da competição do mercado de ideias. Ao conservador, isso dá calafrios; ao liberal, regozijo. Para o liberal quem deve moldar o futuro são as pessoas – e não as elites presunçosas, seja de direita ou esquerda. Quem acredita em mudança  derivada de ordem espontânea, sem direcionamento nem gurus, são os liberais".

Resposta) Como argumentado antes, os conservadores dão enorme valor na tradição que são um exemplo claro de ordem espontânea. Novamente, o conservador defende sim as mudanças. Mas, como somos seres humanos falhos, defendemos mudanças lentas e graduais que possam ser facilmente revertidas caso se provem equivocadas. Não defendemos gurus, não defendemos salvadores da pátria, exatamente daí vem nosso discurso em prol da prudência.

"O liberal vê a evolução social não como fruto de superioridade moral de costumes, mas como fruto da livre experimentação e competição de ideias. Ele não se foca na estática do passado, mas na dinâmica do presente e nas potencialidades do futuro. Como escreveu brilhantemente Hayek: “antes de mais nada, os liberais devem perguntar não a que velocidade estamos avançando, nem até onde iremos, mas para onde iremos”.

Resposta) Certamente conheço o discurso de Hayek, e muitos diriam até que foi um discurso bem conservador (apesar do título ser o contrário disso). Por não possuírem uma ideologia, os conservadores estão sempre preocupados com a velocidade do processo. É melhor irmos lentamente na direção correta do que rapidamente em direção ao precipício. Claro que o melhor mesmo seria irmos rapidamente na direção correta, mas a mentalidade conservadora impede isso da mesma maneira que nos impede de corrermos para o abismo. Como disse, o conservadorismo tem sim suas falhas. As vezes torna mais lenta alguma evolução positiva, mas por esse mesmo motivo muitas outras vezes nos salva de precipícios.

"Um liberal olha para o futuro e almeja o progresso. A bem da verdade, não há nada menos conservador do que um liberal".

Resposta) Será mesmo? Acaso um conservador quando olha para o futuro almeja o retrocesso? Creio que no Brasil de hoje conservadores e liberais possuem muito mais similaridades do que diferenças.










domingo, 17 de setembro de 2017

Mais Escolas, Menos Presídios? E que tal mais Igrejas?

Existe uma falácia que muitos repetem "Prefiro construir escolas a construir cadeias". Óbvio que qualquer pessoa sensata prefere isso. O problema real não é esse, o problema é que apesar de preferirmos construir escolas, as vezes é necessário construir também presídios.

Mas o motivo desse post é outro: as pessoas que argumentam que preferem escolas a cadeias deveriam elas mesmas serem favoráveis a construção de mais igrejas. O motivo é simples: a eficiência da igreja para evitar crimes é tão defensável quanto a da escola. Isso ocorre em duas frentes:

1) é verdade que educação aumenta o custo de oportunidade da atividade criminosa, mas é igualmente verdade que educação diminui o custo de aprendizagem de atividades ilícitas. Tanto é assim que estudos teóricos colocam o efeito da educação sobre a criminalidade como AMBÍGUO. Isto é, mais educação pode aumentar ou diminuir a criminalidade dependendo dos parâmetros adotados no modelo, e dependendo do tipo de crime em questão (FAJNZYLBER, LEDERMAN, e LOAYZA, 2002). Vale ressaltar que diferentes políticas educacionais tem efeitos importantes sobre a criminalidade (LOCHNER, 2010).

2) A igreja combate QUALQUER tipo de crime, acreditar em Deus e na existência de uma punição (ou recompensa) em decorrência de seu comportamento terreno gera incentivos importantes no combate a criminalidade. Apenas para dar ao leitor uma noção de magnitude existem mais pessoas que acreditam no inferno do que no sistema legal brasileiro. Vários estudos comprovam a importância da interação social no combate a criminalidade, e entre os componentes da interação social resta óbvio que uma família bem estruturada e uma crença na justiça divina atuam positivamente no combate ao crime (MENDONÇA, LOUREIRO, e SACHSIDA, 2002).

De maneira alguma argumento que devemos construir igrejas e não escolas. Argumento apenas que o pessoal do "Mais amor por favor", ou do "Prefiro construir escolas à presídios", deveria dizer que prefere também a construção de mais igrejas.

Para que não restem dúvidas, esse é um post crítico ao pessoal que cria falsas escolhas na sociedade para aparecerem bem na foto, e bancarem os isentões. Da próxima vez que esse pessoal aparecer para bancar os bacanas cobrem deles também a construção de mais igrejas. Tenho a impressão que irão gaguejar! Óbvio que construir escolas é importante, óbvio que igrejas são importantes, mas óbvio também que é necessário construir presídios.

FAJNZYLBER, P., LEDERMAN, D., LOAYZA, N. What causes violent crime. World Bank Report, 1998.

LOCHNER, L. "Education Policy and Crime". University of Western Ontario, September, 2010.

MENDONÇA, M.; LOUREIRO, P.; SACHSIDA, A. Interação social e crimes violentos: uma análise empírica a partir dos dados do Presídio da Papuda. Estudos Econômicos, v. 32, n. 4, p. 621-641, out./dez. 2002.

sábado, 16 de setembro de 2017

Será que funcionários públicos relapsos devem ser demitidos?

Óbvio que funcionários públicos relapsos devem ser demitidos! Ser aprovado num concurso público não é sinônimo de aposentadoria, não é uma garantia eterna de emprego. Sim, maus funcionários públicos devem ser demitidos.

Infelizmente nem tudo que é óbvio é operacionalmente simples. Demitir maus funcionários públicos apesar de correto enfrenta uma dificuldade prática enorme. Em teoria é extremamente fácil separar bons e maus funcionários, mas no mundo real a dificuldade é bem maior. No setor privado, quando o patrão demite por engano um bom funcionário, ou ainda quando resolve perseguir seu empregado por motivações políticas, seu lucro diminui, é a própria empresa que paga a conta desse erro. No setor privado sempre há o lucro para disciplinar a empresa, e em última instância a própria companhia pode ir a falência em decorrência de suas más escolhas.

Já no setor público, permitir que funcionários públicos possam ser demitidos por questões políticas pode representar um ônus enorme para toda sociedade. Imagine se o PT pudesse ter demitido todos os funcionários públicos favoráveis ao impeachment, ou se resolvessem demitir os agentes públicos responsáveis pela operação Lava Jato. O que no setor privado é um problema restrito as partes (empresa e empregados), no setor público é um problema que atinge a toda sociedade.

Para complicar ainda mais a análise, vamos lembrar de um detalhe: quando um funcionário público não faz nada, dificilmente algo acontece com ele. Por outro lado, quando ele é pró-ativo, propõe coisas novas, tenta resolver problemas, toma iniciativas, entre outras coisas que seriam valorizadas no setor privado, bem no setor público isso é um problema. Isso ocorre pois ao setor privado é permitido fazer tudo que não é expressamente proibido, já no setor público só se pode fazer o que está expressamente definido em lei.

O que esse texto tentou demonstrar é que existem diferenças importantes entre o setor público e o setor privado, achar que ambos devem ser administrados da mesma forma é um erro grave. Esse é um aviso expresso a partidos políticos e candidatos que acham que a mentalidade de setor privado irá surtir os mesmos efeitos no setor público, essa ideia não irá funcionar.

De maneira alguma digo que não devemos demitir funcionários públicos relapsos. Pelo contrário, devem sim ser demitidos. Argumento apenas que existe razoável dificuldade técnica em se operacionalizar essa ideia. Mais ainda, se tal ideia for posta em prática de maneira equivocada as perdas para a sociedade serão gigantescas. Se você duvida de mim, imagine o que o PT não teria feito em seus 14 anos de governo federal se pudesse demitir quem lhe fosse contrário.

Em Defesa do Ensino Domiciliar: Eu Apoio o Homeschooling

De maneira geral o homeschooling é o ato de ensinar crianças dentro de casa e não na escola. Você pode ler mais sobre o homeschooling nesse texto publicado no Instituto Mises Brasil.

Existem vantagens e desvantagens associadas ao homeschooling. Entre as desvantagens podemos citar: a falta de interação das crianças com outros alunos do colégio, ausência de um professor qualificado, e o risco da criança não aprender o mínimo necessário. Essas críticas podem estar equivocadas, mas ao menos são justas. Outra série de críticas são pura especulação e preconceito, por exemplo, argumentar que homeschooling é usado para ensinar racismo e xenofobia as crianças. Há mais de 50 anos que crianças são educadas em colégios tradicionais, nem por isso o racismo e a xenofobia deixaram de dar o ar da graça. Xenofobia e racismo não são características do homeschooling, honestidade no debate é fundamental.

Por outro lado temos as vantagens do homeschooling: a criança receberá o conhecimento num ambiente seguro (basta olhar a violência associada a escolas brasileiras para rapidamente compreender essa vantagem), numa idade em que a criança está suscetível a influências negativas ela estará mais próxima de seus pais, e a criança pode ter um horário de estudo muito mais adequado a sua realidade específica. Outro argumento muito utilizado é que as escolas tradicionais deixaram de ser um local de aprendizado para se transformarem em centros de doutrinação que eliminam a capacidade de raciocinar dos alunos, e em seu lugar colocam uma visão de mundo específica de seus professores (muitas vezes completamente dissociadas da realidade que os cerca).

Certamente existem vantagens e desvantagens associadas tanto ao colégio tradicional quanto ao homeschooling. Contudo, existe aqui um argumento inquestionável: a esmagadora maioria dos pais ama seus filhos, a esmagadora maioria dos pais daria com prazer sua vida para salvarem a de seus filhos. Sendo assim, quando um pai ou uma mãe decidem pelo homeschooling o mais provável é o fazerem por acreditar que isso será benéfico a seus filhos. Outro detalhe, pais preguiçosos não escolhem o homeschooling. Por óbvio educar as crianças em casa dá muito mais trabalho do que enviá-las a escola.

Quando pais decidem ensinar seus filhos em casa sua vontade deve ser respeitada. Infelizmente, no Brasil de hoje, pais que optam pelo homeschooling de seus filhos podem ser criminalmente processados, isso é um completo absurdo. Todos os pais tem o direito, e o sagrado dever, de zelarem por seu bem mais precioso: seus filhos. O homeschooling é um compromisso severo que pais fazem com seus filhos. Muitas vezes o pai ou a mãe abrem mão de suas carreiras, e de seu lazer, para ensinarem seus filhos em casa. Tal sacrifício deve ser respeitado, nunca punido.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Santander, MBL, e a Liberdade de Expressão

Sejamos claros: a liberdade de expressão é um dos fundamentos de nossa sociedade. Semana passada ganhou destaque a mostra cultural do Banco Santander: Queermuseu. Nela estão expostas hóstias profanadas, imagens religiosas igualmente desrespeitadas, e quadros com os dizeres "Criança Viada" ou ainda "Criança Viada Travesti da Lambada". Vários grupos da sociedade (e não apenas grupos religiosos) protestaram contra a mostra. Entre tais grupos o protesto do Movimento Brasil Livre (MBL) recebeu bastante destaque. Depois da pressão da sociedade o Santander cancelou a mostra. Você pode ler mais sobre o episódio clicando aqui.

Alguns fatos me chamaram a atenção:

1) A imprensa e o beautiful people tentaram dar a entender que o protesto era coisa de quem não respeitava a liberdade de expressão. Isso é FALSO! A liberdade de expressão vale para ambos os lados. Vale para quem quer expor a arte e vale igualmente para quem quer criticá-la. Ou será que agora querem calar quem discorda? Será que querem nos tirar o direito de protestar? Repito: a liberdade de expressão pode ser invocada tanto por quem defende o direito de expor sua obra como por aqueles que defendem o direito de criticar tal obra.

2) Parte importante do protesto referiu-se ao cancelamento de contas no Banco Santander. Querem protesto mais liberal do que esse? Quem discorda da política cultural do Santander tem todo direito de trocar de banco. Aliás essa é a uma das principais maneiras de se protestar numa economia de mercado: se discordo do fornecedor tenho liberdade de troca-lo.

3) Absurdo quem destruiu propriedade privada. Inadmissível que pessoas destruam aquilo de que discordem. Isso não é aceitável e é contrário a qualquer princípio liberal ou conservador (afinal ambos dão grande destaque a propriedade privada).

4) Imagine que em vez de "Criança Viada" o quadro se chamasse "Negro Fedido". Será que esse pessoal do beautiful people ainda estaria apoiando a liberdade de expressão e a mostra do Santander? De minha parte digo que "Criança Viada" e "Negro Fedido" são nomes de extremo mau gosto, mas respeito a liberdade de expressão. Sou consistente, mas será que podemos dizer o mesmo daqueles que boicotaram uma mostra de arte apenas porque o filme do Olavo de Carvalho lá seria exibido?

5) Por que o boicote liderado por alguns intelectuais ao filme de Olavo de Carvalho não causou revolta na grande imprensa e no beautiful people?

6) O MBL protestou contra a mostra do Santander. Concordo com a postura do MBL, também achei a mostra ofensiva. Protestar é meu direito. Protestar faz parte da liberdade de expressão. O que não entendi foi algumas pessoas querendo dizer que a posição do MBL não era liberal. Ora os protestos contra Dilma não eram legítimos? Será que não era liberal protestar contra o PT? Óbvio que o protesto é uma manifestação liberal, e não há nada de errado no MBL ter se posicionado dessa maneira. ERRADO é exigir censura pelo Estado, mas em nenhum momento o MBL exigiu isso.

A verdade é que boa parte da população está cansada do duplipensar, da linguagem dupla, dos dois pesos e duas medidas que são adotados recursivamente por parte da imprensa e de alguns intelectuais. Exigem liberdade plena para eles, mas querem a todo momento cercear a nossa.



domingo, 10 de setembro de 2017

O que é a Terceira Via? Ela é possível?

O termo "terceira via" geralmente se refere a uma ideia de moderação, um meio termo entre duas propostas distintas. Os adeptos da terceira via costumam argumentar que reúnem o melhor de cada ideia, aglutinam o melhor de cada proposta numa terceira que conteria apenas as vantagens das propostas anteriores, e eliminaria suas desvantagens.

Um exemplo típico de terceira via é querer aglutinar as vantagens do capitalismo e do socialismo numa mesma proposta. Quando era aluno do direito vários de meus professores mostravam uma teoria, e depois uma teoria alternativa, e então concluíam que a terceira via juntava o lado bom das outras duas, mas sem nenhuma das desvantagens das anteriores.

Como fã de Star Trek, lembro de um episódio chamado "O Melhor de Dois Mundos". Nesse episódio os humanos encontram os Borgs, raça que muitos podem qualificar como os comunistas espaciais. O episódio mostra que a terceira via simplesmente não é possível, pois a individualidade humana não pode ser preservada na coletividade Borg, e vice-versa.

Quando estruturamos uma ideia, partimos de determinados princípios. Ao desenvolvermos os princípios chegamos a determinadas conclusões, e essas conclusões possuem pontos positivos e negativos. O que algumas pessoas gostam de fazer é juntar o resultado de ideias distintas, mas querem alterar diretamente a conclusão (sem alterar os princípios). Ora isso é simplesmente incorreto, a conclusão (o resultado) é o resultado dos princípios, alterar a conclusão sem antes alterar os princípios é um claro erro lógico (assumindo que erros lógicos não tivessem sido cometidos antes).

Nosso mundo não é o paraíso, toda ideia terá coisas boas e ruins associadas a ela. A ideia liberal é maravilhosa, mas é evidente que possui limitações. Contudo, acreditar que é possível alterar apenas as conclusões de uma teoria, sem antes alterar seus pressupostos, é um erro grave. A força do liberalismo reside na propriedade privada, na liberdade e responsabilidade individual, e num sistema de preços via mercado. Esses são os pilares do liberalismo, você só pode mudar o resultado desse sistema alterando seus pilares. Acreditar que é possível alterar apenas os resultados do liberalismo sem alterar seus pilares é logicamente absurdo. Contudo, alterar os pilares do liberalismo é equivalente a destruir a ideia liberal.

Outro exemplo recorrente são pessoas querendo alterar questões específicas da Igreja Católica sem se atentarem para os pilares da Igreja. Veja a questão do divórcio, muitos reclamam que a Igreja Católica não aceita o divórcio. Contudo, essas mesmas pessoas se esquecem de que num casamento católico é feito um juramente a Deus, é feita uma afirmação de que aquilo que Deus uniu o homem não pode separar. Como conciliar isso com a ideia do divórcio? Certamente, não dá pra dizer: "os tempos são outros então a Igreja tem que aceitar". A doutrina católica não funciona assim. Hoje existem vários teólogos tentando construir uma ponte, uma maneira de reconciliar indivíduos que se divorciaram - e agora estão numa nova relação - com a Igreja. Mas essa é uma tarefa árdua, e difícil de ser realizada sem alterar profundamente outros dogmas da Igreja.

Para finalizar, geralmente a ideia de uma terceira via (unindo o melhor de duas ideias opostas) é um discurso vazio. É a maneira de não se comprometer e de passar a impressão de uma pessoa moderada. A terceira via costuma ser a via expressa para o pior de dois mundos. Pra ser justo com o leitor, vale ressaltar que vários outros autores já chegaram a essa conclusão.

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