terça-feira, 24 de julho de 2007

Como Combater o Terrorismo?

Uma breve inspeção pelos jornais parece indicar um incremento das atividades terroristas ao redor do mundo. Qual seria a justificativa para isso? Para os democratas americanos a invasão americana ao Iraque é a explicação. Já seus adversários políticos, os republicanos, argumentam que sem a invasão ao Iraque o nível de ataques terroristas seria ainda maior. A meu ver, essa discussão não toca na principal questão: quem é o inimigo da liberdade? Se o Iraque era um potencial inimigo da liberdade então nao interessa se sua invasão aumentou ou não o número de atentados terroristas, pois esta teria sido a escolha correta. Os Estados Unidos e seus aliados estariam lutando contra um inimigo (tal como a guerra contra o nazismo no passado), e custos de curto prazo são uma condição necessária para a estabilidade de longo prazo. Assim, a questão a ser respondida é: Era o Iraque um pais inimigo da liberdade?

O senso comum parece sugerir dois grandes inimigos, fortes o bastante, para ameaçar a liberdade: regimes ditatoriais e radicais islâmicos. As duas principais implicações de políticas que se seguem são: 1) Os Estados Unidos deveriam pressionar paises ditatoriais pela adoção de regimes democráticos; e 2) Esforços para aumentar a luta contra radicais islâmicos deveriam ser incluídos na guerra contra o terror. Note que o argumento (1) foi a justificativa para a intervenção americana no Iraque.

Antes de aceitarmos que ditaduras e radicais islâmicos são os adversários a serem batidos, vamos analisar três países: Irã, Coréia do Norte e Venezuela. Todos eles possuem posições muita claras contra os Estados Unidos e não são exemplos de países que respeitem as liberdades individuais. Enquanto podemos comprovar a presença de radicais islâmicos no Irã, é muito difícil acreditar que tal grupo seja parte integrante da população venezuelana (onde a maioria da população é cristã) ou da Coréia do Norte (onde o culto religioso não é considerado prioridade de estado). Já em relação a regimes ditatoriais temos que enquanto a Coréia do Norte é uma ditadura, tanto Irã como Venezuela são países democráticos (pelo menos no que diz respeito à existência de eleições periódicas com mais de um único candidato).

Após a leitura do parágrafo acima, devemos questionar nossa crença inicial sobre a força de regimes ditatoriais e de radicais islâmicos para ameaçarem a liberdade. Parece que a origem do poder que ameaça a liberdade repousa sobre algum outro fator que é comum não somente ao Irã, a Coréia do Norte e a Venezuela, mas esta presente também na Síria, Afeganistão e em todos os outros países que ameaçam a liberdade. O que é que todos esses países têm em comum? A resposta é simples: todos eles possuem um alto grau de controle do governo sobre a atividade econômica. Em outras palavras, o inimigo real a ser vencido é o controle estatal sobre amplos setores da atividade produtiva. Ou, de maneira mais simples, o verdadeiro inimigo são os países de economia centralmente planejadas.

Talvez você concorde comigo, talvez não, mas gaste algum tempo analisando os exemplos acima e você verá que os países de economia centralmente planejadas são aqueles mais propensos a investirem contra a liberdade dos indivíduos. Esta afirmativa tem uma importante implicação de política: o verdadeiro desafio no Iraque não é a implementação de um regime democrático, mas sim a implantação de uma economia de mercado. Quanto mais a liberdade econômica se desenvolver no Iraque menos seus cidadãos irão depender do governo, e menor será a força do governo iraquiano para pressionar seus cidadãos a tomarem atitudes que vão contra seus próprios interesses (suas vidas inclusive). O mesmo vale para o Irã, para a Venezuela, e Coréia do Norte entre outros.

A existência de economias centralmente planejadas será sempre uma ameaça àqueles países que baseiam suas sociedades na liberdade de fazer escolhas.

5 comentários:

Paulo disse...

Caro Adolfo!
Sua leitura sobre esta questão é muito interessante.
O Poder econômico sempre prevalecerá, sobre qualquer ação ou omissão que o governante queira realizar, independente de qualquer credo, raça ou cor.
Como diz o poeta: "...homem primata, capitalismo selvagem..."
Se até o filho de Deus foi vendido por algumas moedas... imagine aos demais ??!!
Abraços.
Paulo Magno

Anônimo disse...

Muito bom esse post, parabéns. A liberdade econômica é essencial para qualquer outro tipo de liberdade.

J. Coelho disse...

Beleza de conclusão Adolfo, sobre os países que são ameaça: todos eles possuem um alto grau de controle do governo sobre a atividade econômica. É isso aí! A Besta do Apocalipse é o estado intervencionista.

Anônimo disse...

Caro Adolfo, gostei muitíssimo de sua iniciativa: liberdade política que pode garantir liberdade econômica. Eu luto por ambas as formas de liberdade.Já tivemos no Brasil liberdade econômica sem liberdade política. Já tivemos falta de liberdade tanto política quanto econômica.Hoje vivemos uma falta de liberdade pouco perceptível que se traduz pela ausência de liberdade nos negócios. Existem vários tipos de restrições econômicas e políticas que estão travando a economia. Quero lutar contra isso. Tendo mais um espaço para brigar pelos nossos interesses é muito oportuno.

Em relação à questão que levantou, eu perguntaria em primeiro lugar se os Estados Unidos não estão eles mesmos restringindo a liberdade dos outros? O que acredito seja a hipótese correta.

Um abraço e sucesso no seu blog
Marco Bittencourt

Anônimo disse...

Adolfo!!!!!
gostei muito d seu comentario, vivmos num mundo conturbado, cheio d violencia e mort, gostei d sua colocaçao liberdade política que pode garantir liberdade econômica.

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