sábado, 11 de agosto de 2007

O Brasil provou que Shakespeare estava errado

A CAPES divulgou a nota dos cursos de pos graduacao em economia, e contribuiu decisivamente para provar que Shakespeare estava errado. Numa frase célebre Shakespeare pergunta: "De que vale um nome? Acaso a rosa tivesse outro nome seu perfume seria outro?". O ilustre escritor inglês afirmava, por meio dessa pergunta, a precedência da substância sobre o nome. Em palavras simples, você vale pelo que você é; não por quem é seu pai.

A CAPES provou que Shakespeare estava errado. De acordo com o ranking de Faria et al. (2007, Economia Aplicada a sair), que engloba o período 2000-06, a Universidade Católica de Brasilia (UCB) ocupa a segunda posição entre os centros de pós graduação em economia com mais publicações internacionais, atrás apenas da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (EPGE). De acordo com várias tabelas, ainda em fase de preparação, elaboradas por Issler et al. (ainda não publicado), a UCB ocupa entre a quinta e a sexta posição nos rankings de publicação internacional. De acordo com o relatório oficial da CAPES, em 2004 a UCB foi o curso de pós graduação em economia com o maior número de pontos em periódicos internacionais. Em palavras, no ano de 2004 a UCB foi o centro de economia mais produtivo, em termos internacionais, do Brasil, batendo inclusive a EPGE.

Mesmo após todas essas evidências, a nota que a CAPES atribuiu ao doutorado em Economia da UCB é nota 5 (numa escala de 1 a 7). Mesma nota, por exemplo, do CAEN (doutorado da Universidade Federal do Ceará), que sequer publicou um único artigo internacional no período 2000-06 [de acordo com o ranking de Faria]. O mesmo CAEN aparece em posições fora dos 10 primeiros no ranking de Issler, mesmo assim recebeu da CAPES avaliação que lhe coloca no mesmo patamar da UCB. A Universidade de Brasília (UnB), fez bonito e recebeu nota 6; mesmo tendo nível de publicações não superior ao da UCB. Verdade seja dita a UnB mereceu essa nota, o estranho foi a UCB ter ficado abaixo.

A verdade é que se no relatório da uCb estivesse escrito uNb, ela teria recebido nota 6. Caso no relatório da uNb estivesse escrito uCb, a unb teria recebido nota 5. Em outras palavras, no Brasil o nome vale mais do que a substância. Aqui se uma rosa se chamasse rosa privada seu odor chocaria a muitos.

23 comentários:

J. Coelho disse...

Adolfo,

Como é feita a avaliação da Capes? O único item avaliado é publicação internacional? A formação dos professores não é levada em conta? Além desses critérios, há mais algum?

Anônimo disse...

Não conheço todos os critérios de availiação da CAPES, mas acho estranho que Shakespeare esteja errado. Em primeiro lugar, pelo que sei você seria beneficiado com esta analise, porque és professor da UCB. Em segundo lugar, não sei qual a qualidade dessas publicações da católica. Elas são citadas ? Teve alguma aplicação útil? Em terceiro lugar, pela qualidade dos alunos. As teses do curso de mestrado são avaliadas adequadamente ou receberam algum prêmio? Qualquer rank de classificação feita por instituições oficiais tem apenas um caráter fiscalizador. Na verdade um liberal não estaria preocupado com este tipo de questionamento, mas sim em analisar todos os critérios para inferir se este tipo de pesquisa tem algum valor para os cidadãos e os deixa plenamente informado sobre a qualidade da instituição. Mas nada como a avaliação dos proprios alunos em especial daqueles que lá poderiam ter ido estudar e não foram. Entre estudar na UNB e na UCB, eu preferia a UNB. E voce?

Blog do Adolfo disse...

Caro Anonimo,

Dificil entender seus comentarios: agora pelo fato de eu ser professor sou beneficiado?

Outro detalhe: entre ter publicacoes e NAO ter publicacoes; ter publicacoes nao pode ser pior...

Por fim, entre unb e ucb eu preferiria estudar onde ha bolsa. E o numero de bolsas e determinado pela avaliacao da capes. Esse e o motivo de um liberal como eu me preocupar com essa avaliacao. Ela tem efeito sobre o numero de bolsas que a instiuicao recebe e informa alunos (que muitas vezes, como parece ser o seu caso, nao possuem informacoes suficientes) sobre a qualidade dos centros.

Badger disse...

Adolfo, se a defesa de privilégios indevidos é uma lei do comportamento humano universal, no Brasil já há séculos ela se transformou na diretriz maior da nação. O seu post denuncia a inépcia e o favoritismo da CAPES, e a reação indignada dos privilegiados só serve de prova de que você acertou na mosca.

Anônimo disse...

O fato de um departamento pequeno e novo ter uma ascensão tão rápida, quase
meteórica, com um corpo docente novo, mas sem dúvida com muito talento e cheio de disposição, deve incomodar muita gente e despertar muita inveja. O fato é que esse departamento de bravos tá lutando contra tudo e contra todos, num espaço já preenchido por bons centros que de fato merecem a menção da CAPES, mas também se pode ter certeza que muitos centros mantêm-se ou ascendem com base em outros predicados que não pura competência.... Felizmente boa parte dos critérios é objetiva e não permitem discricionariedade.... Nesse contexto, esse centro de economia que tem sobrevivido no meio do planalto central é uma prova viva de que mesmo num sistema de comunistas como o nosso ainda há vez para aqueles que inovam, acreditam e que usam seu talento para fazer ciência ....

Anônimo disse...

anônimo responde ao Blog:
Se você trabalha numa instituição melhor avaliada, maior a probabilidade de você receber recursos públicos, segundo sua própria informação e, portanto, maior a probabilidade de você também obter renda. Em relação a publicações, é melhor tê-las do que não tê-las, concordo. Mas se tiver que tê-las, a sociedade desejaria que fossem úteis. Publicações internacionais podem não ser uma referência, principalmente se não forem as melhores do mundo ou que tragam poucos benefícios para o nosso país. Uma avaliação da utilidade das publicações é a referência e citações dos demais pesquisadores, fora do clube. Não entendi sua referência de liberal em relação à bolsa. Eu estudaria na Universidade em que minha percepção indicasse que eu teria um maior retorno do meu investimento em estudo e não pelo fato de ter bolsa que de fato pode influir na minha decisão pessoal. Diga-se de passagem, uma universidade não tem que ser para todos. E sim para os melhores que serão a elite intelectual do nosso pais. Um liberal, a principio, defenderia que cada um pagasse para estudar. Mas um liberal defende que o equilíbrio político é mais importante do que o econômico.

Blog do Adolfo disse...

Caro Anonimo,

O curso da UCB custa 1.200 reais/mes. Em outras universidades, o aluno não paga nada e ainda recebe uma bolsa ao redor de 800 reais/mes. Ou seja, estudar na ucb representa um custo de 2.000 reais/mes em relacao a unb (que foi a universidade que você citou). Convenhamos que é um custo alto e, com certeza, influi na decisão de um aluno em relação ao lugar onde irá estudar.

Com relação as citações das publicações você esta correto: isto é fundamental. De acordo com o ranking de Isller et al (2007, ainda não finalizado) a UCB ocupa a 5a posição nacional nesse ranking.

Anônimo disse...

Universidade privada recebendo recursos publicos é um ABSURDO!!!! Se a catolica é boa assim, deve se virar sozinha para obter recursos privados.

Mineiro disse...

Adolfo,
Parabéns por seu blog. Mas discordo de seu post sobre a CAPES. A nota da ucb certamente seria maior se a capes levasse em consideração apenas as publicações nacionais e internacionais. Acontece que outros itens também são avaliados (embora com um peso menor). A ucb recebeu nota 3 em 2001, nota 4 em 2004, e agora nota 5 em 2007. Parece claro que, a continuar nessa tendencia a ucb receberá nota 6 em 2010. Um detalhe importante também é sobre a falta de credibilidade de determinadas universidades privadas. Elas contratam um bom time de professores por 3 ou 4 anos e tão logo recebem uma boa nota da capes demitem todos e contratam docentes menos qualificados, e portanto mais baratos. A capes tem que se atentar para isso. Creio que esse foi o caso da ucb, ela tem que mostrar primeiro que veio para ficar. Esse é um problema informacional (discriminação estatística), e a ucb paga o pato por estar associada a um grupo ruim (faculdades privadas).

Anônimo disse...

Absurdo = CEDEPLAR nota 6!!!!

Mônica disse...

A comparação da forma que está sendo feita entre UCB e UNB é bastante perigosa. Acredito que a UCB ainda precisa crescer em muitas coisas para essa comparação poder ser feita.
Entre as instituição privadas a UCB é a melhor sem sombra de dúvida, mas comparada à UNB é claro que ainda não é melhor e nem igual!

Badger disse...

Absurdo também que a USP tenha obtido nota 7. Por sinal, pelo critério de "contribuição à sociedade brasileira" todos os grandes departamentos de economia no Brasil deveriam ter nota ZERO. Afinal, são quinhentos anos de trapalhadas econômicas cometidas pelos alunos destes departamentos!

Anônimo disse...

Como coordenador do Programa de Doutorado em Economia da Universidade Católica de Brasília sinto a obrigação de comentar o assunto “O Brasil provou que Shakespeare estava errado”. Não estou aqui para defender a UCB como programa, visto que minha informação não é crível. Como todos sabem por ser coordenador do programa, vou ter sempre um viés de tentar defende-lo – isso é teoria da informação (uma informação só é crível se tiver custo para o informante) e eu não preciso ensinar isso a vocês. Vou apenas apresentar dados do programa.

1) Fico muito feliz de saber que a UCB subiu de nota de 4 para 5. Esse resultado mostra um comportamento consistente do programa. A UCB sem duvida hoje é um dos programas mais importantes de economia do país. Envio um parabéns especial para todos os outros programas que também subiram de nota e em especial a UNB que temos uma amizade especial.

a) Em dois rankings diferentes de publicações no período 2004-2006, um publicado pelo João Victor Issler (FGV-Rio) a UCB ficou em 5º (1. EPGE, 2. IBMEC/RJ, 3. PUC-Rio, 4. IBMEC-SP, 5. UCB) e outro publicado pelo João Ricardo Faria em que a UCB está em 2º (1. FGV-Rio. 2. UCB)

b) O corpo docente permanente da UCB nesse triênio publicou per capita 0.74 artigos internacionais A, 0.25 artigos internacionais B e 0.37 artigos internacionais C. E também 0.48 artigos nacionais A, 0.33 artigos nacionais B e 0.03 artigos nacionais C. Vamos comparar com o programa com mais reputação do Brasil. A FGV-Rio publicou per capita 0.54 artigos internacionais A, 0.12 artigos internacionais B e 0.14 artigos internacionais C. E também 0.50 artigos nacionais A, 0.06 artigos nacionais B e 0.03 artigos nacionais C. Não acho que o critério usado para avaliar publicação pela CAPES seja o correto. De fato, existe bastante divergência em relação a esse item, entretanto esse é o critério usado para avaliar produção e é meio que uma média do que todos os coordenadores acham. Em minha opinião avaliação deveria ser baseada em impacto. Como se pode ver, quando somos comparados com o com programa com mais reputação do país – estamos muito bem. Entretanto, a FGV é 7 e nós subimos para 5. [ Os dados utilizados para se fazer essas contas estão disponíveis na página da CAPES em uma planilha excel]

c) Os 9 professores permanentes do programa de acordo com o Cited Reference Search do Web of Science receberam no período 2004-2006 – 95 citações [Estou contando todas as citações que foram recebidas no período 2004-2006 para artigos publicados em qualquer período que estão no Web of Science]. Logo, as publicações da UCB são importantes para alguém, respondendo ao colega ANONIMO que sugere que as publicações da UCB não são válidas. Ainda respondendo ao ANONIMO enviamos a CAPES uma lista de publicações dos alunos que inclusive incluem publicações A internacional. Logo, na média nossas dissertações estão melhores que daqueles centros que apenas publicam no Brasil. Finalizando, como mensurar aplicação? O que é isso? Na academia, mensuramos impacto.

2) Outros comentários:

a) Tenho certeza que a comissão de avaliação tem um papel difícil de juntar opiniões tão distintas, avaliar centros tão distintos e tentar ser a mais justa possível. Entretanto, sem dúvida, os resultados das avaliações refletem que provavelmente muita subjetividade está presente ainda na avaliação e infelizmente nem todos os programas tem representantes na comissão. Essa situação me lembra o problema de agência muito comum em finanças. Os administradores de empresas devem representar suas empresas. Entretanto, muitas vezes estão mais preocupados com a sua sobrevivência. Na CAPES, ocorre o mesmo. A comissão está lá para representar a CAPES, entretanto, como os gerentes, os representantes estão mais preocupados com sua sobrevivência (a sobrevivência dos seus centros).

b) Publicações internacionais não podem ser uma referência? Que tal usar publicações nacionais como referência (cujo editor está na sala vizinha)? A questão não é ser nacional ou internacional e sim qual o impacto da publicação. Dessa forma, há um incentivo para as revistas nacionais se tornarem mais sérias. Na avaliação da CAPES revistas com uma diferença de fator de impacto de 100 vezes (o que seria equivalente a compararmos a Econometrica com a Revista Brasileira de Economia) na avaliação da CAPES se diferenciam apenas por 2 vezes.

c) Como contribuinte (eu pago impostos) quero que a minha contribuição seja destinada aos mais eficientes. Não importa se a instituição é privada ou pública, fica no Sudeste, no Nordeste ou na região Centro-Oeste. O dinheiro publico deve ir para os melhores. Isso é teoria econômica – teoria dos incentivos. Precisamos acabar com o protecionismo e deixar de passar mão na cabeça de gente incompetente. Esse protecionismo que gera essa ineficiência no Brasil. Se abríssemos o mercado, metade das instituições Brasileiras quebrariam

Cordialmente, Professor Daniel Cajueiro (UCB)

XX disse...

Concordo com a Mônica no sentido de que ainda não podemos fazer comparações entre a UNB e a UCB. A UCB ainda tem um longo caminho pela frente e pelo que estamos vendo ela está na trilha certa. Outro ponto importante; assim como não podemos comparar a UCB com a UNB, não podemos comparar a UCB com o CAEN. O CAEN é um centro de tradição que vem se destacando cada vez mais tanto no Nordeste quanto em todo Brasil. Como exemplo podemos citar a criação diversos laboratórios como os de Econometria Aplicada e o LEP-Laboratório de Estudos da Pobreza(que é referencia no Brasil inteiro). Além disso o CAEN conta com a maioria de seus alunos em regime de dedicação exclusiva (o que a Católica não tem) o que faz com que o corpo discente desenvolva de forma bem mais proveitosa todo o conteúdo proposto pelo programa de mestrado/doutorado do CAEN.

Anônimo disse...

Pergunta: Além de publicações internacionais o que mais justificaria nota 6 para UCB? Quantos alunos publicaram nos últimos anos e quantos estão em regime de dedicação exclusiva?

Anônimo disse...

Cedeplar 6! USP 7! e CAEN 5!

Piada de mau gosto! Esses caras têm representantes na comissão de avaliação?

Anônimo disse...

Esse debate todo está muito interessante. No entanto, como o prof. Cajueiro lembrou muito bem acima, os comitês da CAPES sofrem de um problema muito sério que nas grandes burocracias que tentam primar pela ética profissional é chamado de "conflito de interesse". O conflito de interesse neste caso se manifesta quando os avaliadores são professores das universidades que estão sendo avaliadas. E como a CAPES é um órgão vinculado ao setor público, geralmente, há um número muito maior de avaliadores afiliados a universidades públicas. Ora, como no final do dia está-se falando de uma avaliação que vai definir quem abocanha uma fatia maior de recursos públicos para financiar "pesquisa", nada mais natural do que imaginar que os membros das universidades públicas se comportem como um clube que tenta criar o maior número possível de obstáculos para que instituições privadas tenham acesso ao herário. Daí a aparição de juízos de valor completamente subjetivos para avaliar o desempenho de instituições privadas, principalmente daquelas que estão crescendo e se estabelecendo na academia. O comentário do prof. Cajueiro é claro e cristalino para demonstrar que objetivamente a UCB possui um centro de excelência em Economia. Avaliadores externos chegaram a esta conclusão (Issler e Faria). A endogeneidade desse processo de avaliação no Brasil está errada. Está sujeita a conflitos de interesse e deve ser repensada.

Anônimo disse...

Sinto muito Mr. XX!

O que eh ser um centro de tradição?
Eh ser um centro antigo que nunca de fato conseguiu fazer nenhuma contribuição em teoria economica?

Se a catolica nao tem alunos com dedicação exclusiva (nao tenho essa informação), não eh porque nao há interesse e sim porque não há bolsas para tal.

O papel da universidade é gerar ciência... Quanta ciência esses centros de tradição estão gerando?

Uma vez que a UCB é uma universidade de cunho confessional, provavelmente o programa de economia deve ter um papel importante junto as comunidades locais. Não tenho essa informação também.

Por outro lado, como foi comentado acima, foi enviada uma lista com as publicaçãoes dos alunos que inclusivem envolvem publicações A internacional (se isso eh verdade, acredito que seja, pois o cara assinou sua mensagem e eh facil checar)... Que interessante, os alunos da UCB publicam internacionalmente e varios centros do Brasil, mesmo com o suporte forte de bolsas, não conseguem fazer isso.

Para pensar!

Claudio disse...

ok, belas críticas de todos. Vá a uma reuniao pra ver o nível dos debates de certos academicos para se favorecerem e voce entenderá a bronca do adolfo. Ouvi (de diferentes fonte) casos que deixariam alunos de cabelos arrepiados...

Anônimo disse...

Voce tem informação da nota de todas as instituições?
É possível disponibilizar?

Anônimo disse...

adolfo,

pergunta: capes na era lula é tal como na era fhc?

ou severinizou?

Anônimo disse...

Queria deixar minhas parabenizações à UCB pelo 5.

A continuar com esse padrão de publicações o 6 virá em breve. Isso é o que vale!

Anônimo disse...

alunos com dedicação exclusiva??? Nunca na minha vida vi esse criterio para avaliar departamentos e produccao cientifica. Soh tem que olhar as avaliacoes que facem no UK, Franca, Alemanha, Holanda... Nesses lugares, especialmente no UK (lugar de maior produtividade cientifica per capita do mundo), ser um "centro de tradição" nao tem peso nenhum (basta olhar para a nota que Cambridge e Oxford levaram no ultimo RAE).

Todos esses debates de como availar ja aconteceram muito antes em paises com Universidades e produccao cientifica muito mais avancada. E todos eles chegaram na mesma conclucao: o unico criterio valido (imperfeito mais valido) e publicacao internacional e depois como criterios secundarios a destinacao dos alunos de posgraduacao e os "research grants".

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