sábado, 22 de setembro de 2007

ROCKY BALBOA

“A vida não é sobre quão duro você é capaz de bater, mas sobre quão duro você é capaz de apanhar e continuar indo em frente”. (Rocky Balboa)

Já notaram como os intelectuais não gostam de filmes americanos? Eu tenho uma opinião, para eles o homem é produto do meio. Adoram “O homem que virou suco”, pois o filme retrata a impossibilidade de se vencer o meio. Quando se deparam com filmes americanos são expostos a uma cultura que acredita ser sempre possível vencer.

Nos filmes de Hollywood a superação individual é comumente destacada; por maiores que sejam as dificuldades do meio, o herói é sempre capaz de superá-las. Nossos intelectuais tremem frente à essa possibilidade. Afinal, atribuem seu fracasso pessoal não a si mesmos mas ao meio... ao sistema. Se Hollywood estiver certa, o mundo de certos intelectuais desaba. Se um homem pode superar dificuldades iniciais, então o meio não determina o destino das pessoas. Mas isso quer dizer que o sucesso, ou fracasso, de cada um esta associado muito mais a escolhas individuais do que a problemas sociais impossíveis de se resolver a nível individual. Tal hipótese é o pesadelo dos medíocres.

Eu assisti e virei fã de “Rocky Balboa”, o filme tem três grandes momentos: 1) o discurso de Rocky na comissão de boxe esta intimamente ligado ao pensamento sobre liberdade individual exposto por Stuart Mill (On Liberty); 2) A discussão de Rocky com seu filho parece inspirada em von Mises; e 3) a luta final retrata bem a idéia americana de superação.

No Brasil, somos treinados a acreditar que um homem não pode vencer seu meio. Isso é mentira. Ou nas palavras do Capitão James T. Kirk “eu não acredito na hipótese de não vencer”.

7 comentários:

Badger disse...

Preciso ver este filme...

guilherme roesler disse...

Há muito tempo não lia una análise de cinema deste tipo. FENOMENAL!

Marcileide disse...

Amo a série "Balboa" creio que é um ótimo exemplo de superação. Mas não só para a personagem, e sim principalmente pelo autor da história que acreditou em seu sonho e foi à luta.
Um forte abraço.
Espero vê-lo em breve.
Marcy

Anônimo disse...

Esse seu comentário me lembra uma matéria escrita num jornal Alemão sobre o recente acidente da TAM (matéria traduzida no UOL). O jornalista destacava que apesar do Brasil ser um país com grande potencial (recursos naturais, uma imensa área, etc.) tinha um povo que não tinha autoconfiança, que não acreditava em si mesmo e não tinha nenhuma auto-estima. De fato existem vários motivos pra não acreditarmos mesmo no nosso país (mas isso é o que eles querem, por isso não vamos desanimar), como a impunidade, os quase diários escândalos de corrupção entre nossos dirigentes, a violência desenfreada, etc.,..., mas acredito que há muita gente ou grupos interessados em que o povo não acredite em nada e seja indiferente às patifarias dos nossos políticos e de grupos de interesses frequentemente aquartelados nas benesses do estado. Para eles não há qualquer interesse em mudar o atual status quo. Os intelectuais ao pregarem a ideologia do perdedor (ao contrário da ideologia americana) estão de fato acobertando e perpetuando esse espírito de passividade do povo brasileiro. Por isso e dentre outros motivos, que acredito na necessidade de um choque de liberalismo nesse país. O país precisa de novas, melhor dizendo, de velhas referencias como as ideias liberais. Se pensarmos bem, nosso país (infelizmente) nunca se deu a oportunidade de exercitá-la num período mínimo para ser avaliada. Chega de papo de comunista e de sangue sugas do estado.
O que vou dizer vai parecer controverso, mas o único presidente que deu um choque de liberalismo no nosso país foi Fernando Collor. Acredito que seu impeatchman deveu-se em grande parte às suas práticas liberais (privatização, abertura do mercado, etc). Pensem sobre isso: por que as nossas elites têm tanto pavor do liberalismo, inclusive a grande impressa? Será que são pelas mesmas razões (destacada pelo Adolfo) dos ditos intelectuais brasileiros? Será que os grupos que sobrevivem das benesses do estado (de fato, dos contribuintes) sobreviveriam num ambiente de competição?
Tito Moreira

Fábio Mayer disse...

Os intelectuais brasileiros, quase todos, de algum modo tem relações com o Estado. Ou eles vendem livros didáticos, ou seus filmes são financiados pela EMBRATUR, ou suas turnês tem patrocínio de alguma Estatal, e assim por diante...

Daí ele vendem essa idéia de que o brasileiro não deve ser pro-ativo, porque no dia em que o brasileiro deixar de esperar o Estado, este dominuirá e passará a exercer apenas suas funções básicas.

Karla disse...

Otimo post Adolfo!!!!!!!!
As pessoa tem que parar de querer que as coisas caiam do céu, elas tem que lutar pelo o que elas querem e serem as melhores...
Abraços

Karla

corneteiro disse...

Vc viu "em busca da felicidade"?!?

fala exatamente da superação e da vontade de vencer...

bom

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