quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Este blog reclamou e a CAPES ouviu

No passado este blog criticou duramente algumas das notas, atribuídas pela CAPES, a cursos de pós graduação em economia. Hoje a CAPES divulgou a relação oficial das notas dos cursos, e para a surpresa de alguns ocorreram mudanças importantes.

Todo ranking apresenta anomalias. O importante então é tentar minimizar tais anomalias. Verdade seja dita, o novo ranking divulgado pela CAPES apresenta menos anomalias do que o anterior. Ponto positivo para a CAPES.

Ainda acho estranho a pontuação da UCB ser inferior a da UnB (mas reitero que a UnB mereceu a nota 6), tal como acho estranho a pontuação da ESALQ ser a mesma da EPGE (que sem dúvida é o melhor curso de pós graduação em economia no Brasil). A PUC-RJ vai reclamar muito de sua nota 5, o CEDEPLAR também deve recorrer de sua nota. Enfim, muita gente vai ficar chocada. Mas digo novamente, este novo ranking apresenta menos anomalias do que o anterior.

Por fim, deixo um grande abraço aos meus amigos da UnB. Vocês fizeram um trabalho e tanto, parabéns. Mas fiquem atentos: pegamos vocês na próxima avaliação.

12 comentários:

Anônimo disse...

Caro Adolfo,

Muito obrigado pela força. Você foi parceiro na volta ao 6, é parceiro na comemoração e será parceiro na manutenção do 6.

Não apenas acredito que a Católica vai chegar no 6 como torço para que isto ocorra. Entretanto, nesta avaliação, creio que ainda não era hora do 6 da Católica. De fato a pontuação da Católica foi excelente, por isto ela ficou no topo da avaliação do questionário junto com EPGE, UnB, PUC e outras. Mas o 6 considera inserção internacional e foca no doutorado. Não sei se a Católica já chegou a formar algum doutor, se formou foram poucos, certamente um número insuficiente para a CAPES atestar um doutorado de inserção internacional.

Fica a certeza de que seguindo este caminho, na próxima avaliação, a Católica terá formado um número suficiente de doutores e estaremos comemorando a presença de dois centros de excelência em Brasília.

Abraço e mais uma vez obrigado,

Roberto

dsVasques disse...

Essa queda da PUC-Rio foi de lascar. Uma pena, realmente, mas o mercado seleciona oferecendo melhores empregos e oportunidades de doutorados top no exterior.

Anônimo disse...

A area de economia queria de alguma forma satisfazer a todos que participam da comissao... Na area pelo que foi apresentado nesse Blog por exemplo CAEN era 5, CEDEPLAR era 6 etc.... Sem duvida essa foi uma das anomalias que a CAPES melhorou... Ainda fico em duvida se esses programas merecem 4 e 5 respectivamente.

Em relacao a PUC-Rio, ela precisa trabalhar mais e viver menos a partir de reputação conseguida no passado...

Fico surpreso com a ESALQ ter nota 6....

Vamos dar uma olhada nos dados da CAPES!
Para ter 6 precisa-se ter inserção internacional... Que interseção internacional eh essa?
A esalq no trienio publicou per capita 0.06 artigos A internacional, 0.12 B e 0.12 C?
Nos sabemos que grande parte das revistas internacional C sao as revistas nacionais de outros paises e nao revistas de fato internacionais.

Vamos comparar por exemplo com a UCB... A UCB publicou 0.74 A, 0.26 B e 0.31 C...

A FGV publicou 0.54, 0.12 e 0.14!

A UNB 0.20, 0.13 e 0.24!

Todos merecem relativamente ser 6!
Mas se pensarmos num 6 como inserção internacional... Realmente, algum programa no Brasil tem de fato inserção internacional na area de economia? Vamos comparar com Chicago, Princeton etc!

De qualquer forma, que eh que a Esalq esta fazendo ai no 6? Isso eh no minimo estranho....

Anônimo disse...

Professor Adolfo

Sou mestrando em Economia, eu também achei muito estranho essas notas, por exemplo, colocar Esalq que teve somente 2 artigos A internacional no grupo da Unb 11 Artigos, FGV, 27 é complicado.
A UCB com 25 bem que merecia ser 6 sim. Também achei estranho a UFRGS com 6 artigos A internacional um doutorado consolidado e lider do Sul do Brasil não ter ganhado nota 6. A Puc -rj é referência em Economia Monetária no Brasil e formadora de excelentes mestres e basta visualizar a quantidade de alunos que a mesma manda para estudar no exterior nas top 10 americanas.Quem sabe eles devem convencer esses alunos a ficarem no Brasil,algo muito complicado. Pela pouca oportunidade em fazer pesquisa e grandes centros de ensino do Brasil.
anderson teixeira

Anônimo disse...

Eu imagino que a ESALQ esteja no 6 porque apesar de não ir muito bem em relação ao quesito pesquisa internacional provavelmente tem contribuições relevantes para o Brasil. Será que aquelas que estão bem no rank internacional terão contribuido com alguma coisa para a superação de nossos problemas?

Anônimo disse...

Prezado Professor:

pela sua experiência e pertencer a academia seria proveitoso o senhor tentar achar resposta do motivo que a Puc-RJ não permaneceu com 6,o por que a FGV-RJ não manteve o 7, o motivo da UCB não ganhar 6 e principalmente como uma escola tipo a Esalq que so estuda economia agricola, insumo produto não tem um curso de macroeconomia mainstream, e microeconomia pra estudar assimetria de informação, teoria dos jogos consegui essa nota. Se possivel também o motivo da queda do Cedeplar e a UFRGS com 6 artigos A internacional permanecer com 5.

Abraço anderson teixeira.

Anônimo disse...

Qual contribuição a Esalq dá para o país? monopolio da revista da Sober e do encontro Sober que é outra loucura dizer que tal encontro é Qualis A, mais de 600 trabalhos? Isso é encontro caça dinheiro. Regional e aplicada, isso é referência no Cedeplar, e a Usp (fea) agora levou o Guilhoto para trabalhar com o Eduardo quero vÊ AGORA QUEM VAI GARANTIR PUBLICAÇÃO DE QUALIDADE NA ESALQ. ENFIM, APESAR DA ESALQ SER 6 COM CERTEZA NÃO É A MESMA COISA DA FGV, UNB E USP(FEA),ATÉ ESCOLAS 5 CAPES TIPO UCB, UFRGS, PIMES FORMA DOUTORES MAIS APTOS PARA CONTRIBUIR PARA A CIÊNCIA E PARA O PAÍS, POIS EM TAIS ESCOLAS NÃO SE APRENDE SOMENTE AGRICULTURA. PARA MIM MESTRADO E DOUTORADO DE EXCELÊNCIA TEM QUE TER UM OTIMO CURSO DE MACROECONOMIA, MATEMATICA E MICRO..A PROPOSITO JÁ DESDE UMA OLHADA NAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS DA Esalq? É de doe...sabe que uma escola 6 pela Capes tem um curso de macro tão pobre..e não ensina Assimetria de informação e jogos para seus alunos tem que ir em SP bater na porta da FEA para aprender isso.
2)PÓS GRADUAÇÃO ACIMA DE TUDO TEM QUE CONTRIBUIR PARA A CIENCIA NO NOSSO CASO A CIÊNCIA ECONOMICA E A PROVA DISSO É PELO NÍVEL DE SUAS PUBLICAÇÃO. É SO PERGUTAR PARA OS PESQUISADOR CNPQ 1A, 1B, 1C, 1D E PRODUTIVIDADE 2 ELES CONFIRMARAM ISSO.

Eu acho que temos que ter cuidado daqui a pouco vão querer desqualificar a FGV como fizeram com a Puc RJ.

anderson teixeira

Anônimo disse...

Tb fico muito preocupado com a CAPES. Concordo com o Adolfo que essa avaliação tem muito menos distorções que aquela sugerida pela área de economia. Entretanto, esse resultado tb tem distorções incriveis!

O que deve ser considerado para um programa ser 6 ou 7? Vamos desenvolver esse topico. Ate a nota 5 a CAPES defende que eh por conta de padeiro. Para se chegar a 6 ou 7 tem-se como pre-requisito a existencia de doutorado e inserção internacional. Como medir inserção internacional... Na minha opinião so existem duas formas justas... Olhar o numero de publicações interncinais A per-capita do departamento (por que A? Porque são de fato as unicas com algum impacto) e a capacidade de se colocar um aluno para se fazer doutorado.

Entao... Usando esses criterios, que cursos deveriam estar com 6 ou 7?

A FGV merece 6 ou 7 porque por conta de padeiro chegaria facilmente a 5. Alem disso esta muito bem nos 2 itens acima. A producao per-capita foi de 0.54... Justo pelo menos a FGV esta com 6. Dependendo dos outros programas que ficarem com 6 talvez relativamente mereceria um 7.

PUC-Rio merece 6.. Produção A internacional per capita foi 0.33... Tb tem uma alta capacidade de colocar alunos no exterior...

UCB merece 6... Nao tem tanta capacidade ainda de colocar alunos no exterior, mas fez a maior produção per-capita A internacional do trienio 0.74... A maior do Brasil. Nao merece 7, eh um programa que precisa ainda ganhar reputação em varias areas.

Agora temos que fazer uma pergunta qual ao threshold que deve se usar para se considerar um programa com inserção internacional?

USP e UNB nessa ordem seriam os proximos a serem incluido nessa ordem! A USP teve 0.21 e UNB 0.20...

Mas incluindo a UNB e USP temos um problema... A UFSC que recebeu nota 4 teve producao per capita 0.2 que eh igual a UNB... Eh justo dois programas com mesma inserção internacional (em termos de producao cientifica A) terem notas tao diferentes... Sem duvida a UNB tem muitos outros motivos para ser melhor que a UFSC... De fato, a UFSC esta se recuperando de um amargo 3 no trienio passado e esta retornando com uma reestruturacao do departamento. Por outro lado, esse resultado da USP eh artificial, pois os melhores professores sairam da USP nesse trienio indo para o IBMEC-SP ou FGV-SP...

Se fossemos escolher 5 programas para estarmos com 6 ou 7, esses seriam os programas - FGV, PUC-Rio, UCB, USP e UNB. Note que 0.2 significa que em media 1/5 do corpo docente publica um artigo internacional A. A FGV provavelmente deveria ser 7 de acordo com esse ranking. Se fossemos escolher 4 programas colocaria a USP como 5... E manteria a UNB, FGV, PUC-RIo e UCb...

Logo, sacanearam com dois programas (UCB e PUC-RIO) e beneficiaram a USP-ESALQ...

Por que a USP-esalq nao deve ser 6.... Producao per capita internacional ridicula 0.06 -- quase 0... Gostaria que a CAPES me explicasse por que a USP - ESALQ ficou com 6!!!!! Eh um absurdo!

Cedeplar mereceria 6? 0.16... Estaria abaixo do nosso threshold... Na verdade, mesmo as revistas que o CEDEPLAR publica que estao com A internacional sao de qualidade discutivel - mais um erro da CAPES na formulacao do qualis...

Finalmente, o CAEN caiu.... Nao dava mais para aguentar um programa como esse nota 5 - Parabens para a CAPES que a nota dele eh 4.

UFPE -> 5 merecido... 6 nunca!

Gostaria desse momento de lembrar do IBMEC SP que nao esta qualificado para ser 6 por ser profissionalizante e nao ter doutorado (tb sabemos que a qualidade de mestrado profissionalizante eh mais baixa - a proposito isso nao deveria nem existir) mais mandou muito bem no trienio -- 5 com louvor... IBMEC fez 0.34 A internacional... Batendo inclusive a PUC-RIo...

A CAPES precisa melhorar, mas a comissao de area de economia mais ainda... Que vergonha!

Finalmente, se PUC-RIO e UCB sao 5... Todos os outros programas que estao com 5 agora deveriam ser 4...

Anônimo disse...

Concordo com quem diz que o qualis da Capes, na área de economia, tem de ser revisto. Um paper publicado na Econometrica ter o mesmo peso de um publicado no Journal of Post Keynesian Economics é, no mínimo, ridículo.
Uma outra questão foi levantada e acho que necessita uma maior discussão.
O que seria a inserção internacional?
Foi defendido que fosse levada em consideração a produção per capita em periódicos IA e a capacidade de se colocar alunos em doutorados no exterior.
Quanto à primeira questão, acredito que a produção per capita em periódicos IA deveria ser levada em consideração, com a adequada revisão do qualis.
Quanto à segunda questão, me parece contraditório que um programa tenha que ter um bom programa de doutorado e que consiga colocar os seus melhores alunos em algum doutorado no exterior.
Na minha opinião, a inserção internacional se traduz numa maior relação com as universidades estrangeiras e com sociedades internacionais.
Assim, proponho uma pequena, e não exaustiva, lista de itens para se mensurar o grau de inserção internacional:
- O número de professores da instituição brasileira em programas de pós-doutorado no exterior;
- O número de professores estrangeiros em programas de pós-doutorado na instituição brasileira;
- O número de alunos estrangeiros no programa de pós-graduação da instituição brasileira;
- Produção per capita em co-autoria com pesquisadores estrangeiros; e
- Número de eventos (congressos, seminários, etc) internacionais realizados pelo programa de pós-graduação;
Como eu falei acima, não foi a minha intenção elaborar uma lista exaustiva e definitava. Só acho que a discussão levantada é extremamente relevante.

Abraços,

Cidley

Anônimo disse...

Alguém sabe qual a nota da FGV ex-Aloisio Araújo? Porque ele tem muito boas notas em dois dos quesitos de "inserção internacional", publicações e capacidade de colocar alunos em centros de excelência, puxando a qualificação de todo o centro, mas parece tão ligado ao IMPA quanto à FGV, se não ainda mais...

Ainda, sabe-se se há dupla contagem de suas publicações na avaliação da EPGE e do IMPA?

No mais, parabéns pelo trabalho, Adolfo.

Abs,
a. goldfish.

Anônimo disse...

De que adianta tanta publicação e pouca contribuição para a sociedade brasileira.
Onde estão os doutores dos centros "tops" nacionais que desejam ser 7 e nada contribuem para a mudança da nossa realidade. Pelo ocntrário, estão mais preocupados em fazer suas malas e sair do Brasil. É um grande disperdício de dinheiro público.
Concordo com a nota 6 da ESALQ.
É uma grande ingnorância considerar apenas uma critério para julgar que as notas da CAPES estão equivocadas, não é só publicação que movimenta a pós no Brasil. Na verdade "vocês" que se preocupam somemte com publicação são apenas escravos de um sistema cruel.

Anônimo disse...

Caros, amigos, sou estudante de Engenharia Agronômica da ESALQ-USP, e tenho aulas de Administração também. Posso afirmar que a atuação do Dep. de Economia da ESALQ tem ampla atuação e trata de uma parcela bastante substancial da nossa economia, que é majoritariamente pautada no setor primário. Portanto, não é a toa, com tanta competência e real atuação dessa Escola, que a nota no CAPES teria esse excelente desempenho.

Obs.:

Areie, gradeie
Adube, que adubando, dá
ESALQ, ESALQ
Rá, rá, rá
Passa arado!
Passa...
Passa grade
Passa...
Bobeou, a ESALQ traça!

hahahahahaha...

Google+ Followers

Gadget

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Follow by Email