quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O que eu penso sobre assédio sexual

Quando saimos de casa e vamos para o mundo, maturidade passa a ser necessária. Quem não tem maturidade ou preparo emocional deve ficar em casa pois não esta pronto para o mercado.

Quando uma mulher ganha um emprego por causa de seu sorriso, ou por causa de sua saia, ninguém questiona se a mesma foi beneficiada por ser mulher. No entanto, quando um empresário se recusa a promovê-la não faltam acusações de discriminação. As mulheres pedem por igualdade de condições, mas na verdade querem muito mais: querem mais benefícios e menos custos que os homens. Querem ser respeitadas nas empresas, mas querem também longas licensas. Querem ser promovidas, mas não querem trabalhar depois do expediente. Querem ser tratadas iguais os homens, mas se comportam como mulheres.

A qualidade do trabalho feminino é inquestionável, são tão produtivas quanto qualquer homem. Esse não é meu ponto. Meu ponto é que as mulheres não aceitam abrir mão de determinados benefícios que, direta ou indiretamente, implicam numa distinção entre elas e os homens. Vamos analisar, por exemplo, a questão do assédio sexual. É fato que mulheres processam mais seus chefes por assédio sexual do que os homens. Então pergunto: fosse você um chefe e tivesse que promover alguém da equipe para trabalhar contigo DEPOIS do expediente, você promoveria um homem ou uma mulher? Um mínimo de lógica e todos concordarão que, se a produtividade do homem e da mulher em questão são similares, o homem será o escolhido. Isso não é discriminação, isso é apenas uma decisão sensata que visa minimizar a possibilidade de você ter que responder uma ação na justiça no futuro.

Vamos agora a uma questão mais difícil: deve o Estado legislar sobre assédio sexual em empresas privadas? Resposta: Não. Se a empresa é privada, cabe ao dono da empresa escolher o tipo de funcionário que ele quer. Se quer uma mulher fácil e incompetente, e se a mulher fácil e incompetente aceita isso, por que o Estado deve interferir? Mais que isso, se uma vez apresentada às condições de trabalho a mulher às aceita, com que direito ela poderá processar a empresa no futuro? A melhor maneira de disciplinar o assédio sexual é aumentar a competição entre empresas. Num ambiente competitivo, o chefe que escolhe funcionário pela aparência, e não pela capacidade, levará sua empresa à falência. Já chefes que promovam os mais eficientes, terão como benefício ver o crescimento de suas empresas. A COMPETIÇÃO entre empresas, e não o Estado, é a melhor maneira de combater o assédio sexual em empresas privadas. Em empresas públicas, que não estejam sujeitas ao mecanismo disciplinador do mercado, então a regulação do Estado é válida.

Sei que a essa altura já tem gente assustada, mas vamos a exemplos práticos. O que você acha da Unipalmares, uma universidade privada que IMPÕE que a maioria de seus estudantes seja de alunos negros. Eu respondo, a Unipalmares esta no seu direito. Ela é uma empresa privada, é seu direito escolher seu público. Engraçado que muitas pessoas acreditam que a Unipalmares esteja correta, mas discordam de meu argumento em relação a assédio sexual. A estes indico apenas que em ambos os casos o argumento é o mesmo: não cabe ao Estado intervir numa empresa privada enquanto a mesma não afetar terceiros ou não tiver poder de mercado.

7 comentários:

marco bittencourt disse...

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Adolfo, eu me senti altamente estimulado a comentar tópico a tópico seu texto,porque absolutamente não concordo com nada do que você escreveu. É claro, não estou fazendo minhas críticas a tábua da verdade. Posso também estar errado. Estamos no campo da política e suas opiniões são importantes por isso vamos ao texto.

O que eu penso sobre assédio sexual

Quando saimos de casa e vamos para o mundo, maturidade passa a ser necessária. Quem não tem maturidade ou preparo emocional deve ficar em casa pois não esta pronto para o mercado.

“ A Tese do Adolfo: Quem não tem maturidade ou preparo emocional deve ficar em casa pois não está pronto para o mercado. Acredito que a premissa não seja válida. Eu adotaria a seguinte premissa: Quem não tem maturidade emocional vai ter que arcar com o custo da sua imaturidade. Se o individuo tiver que sobreviver ele irá para o mercado, com ou sem preparo emocional. Lógico, o despreparo emocional irá lhe causar problemas e provavelmente lhe trará custos.”

Quando uma mulher ganha um emprego por causa de seu sorriso, ou por causa de sua saia, ninguém questiona se a mesma foi beneficiada por ser mulher. No entanto, quando um empresário se recusa a promovê-la não faltam acusações de discriminação. As mulheres pedem por igualdade de condições, mas na verdade querem muito mais: querem mais benefícios e menos custos que os homens. Querem ser respeitadas nas empresas, mas querem também longas licensas. Querem ser promovidas, mas não querem trabalhar depois do expediente. Querem ser tratadas iguais os homens, mas se comportam como mulheres.

“As mulheres que conseguem facilidades pela sua beleza estão usando corretamente seu equipamento natural. È direito de cada um reivindicar o que quiser. Se alguém paga, o problema é outro.”

A qualidade do trabalho feminino é inquestionável, são tão produtivas quanto qualquer homem. Esse não é meu ponto. Meu ponto é que as mulheres não aceitam abrir mão de determinados benefícios que, direta ou indiretamente, implicam numa distinção entre elas e os homens. Vamos analisar, por exemplo, a questão do assédio sexual. É fato que mulheres processam mais seus chefes por assédio sexual do que os homens. Então pergunto: fosse você um chefe e tivesse que promover alguém da equipe para trabalhar contigo DEPOIS do expediente, você promoveria um homem ou uma mulher? Um mínimo de lógica e todos concordarão que, se a produtividade do homem e da mulher em questão são similares, o homem será o escolhido. Isso não é discriminação, isso é apenas uma decisão sensata que visa minimizar a possibilidade de você ter que responder uma ação na justiça no futuro.

“Trata-se de uma possibilidade. A resposta correta depende da influência dos demais fatores. Por exemplo. Se no país existe muita impunidade, então o custo de ser pego em atividades ilegais, como o assédio é baixo e portanto os chefes que são moralmente mais fracos ficam mais estimulados a cometerem esses delitos ou pequenos delitos outros. Além do mais, você imagina que o chefe é o dono da empresa o que não é válido em muitos casos. Para os efetivos donos da empresa, o que eles almejam é redução de custos e portanto o chefe de que você fala não seria contratado num ambiente competitivo ou mesmo não existiria. No caso do chefe ser o dono, ele ponderará os custos e benefícios de suas atitudes.”

Vamos agora a uma questão mais difícil: deve o Estado legislar sobre assédio sexual em empresas privadas? Resposta: Não. Se a empresa é privada, cabe ao dono da empresa escolher o tipo de funcionário que ele quer. Se quer uma mulher fácil e incompetente, e se a mulher fácil e incompetente aceita isso, por que o Estado deve interferir? Mais que isso, se uma vez apresentada às condições de trabalho a mulher às aceita, com que direito ela poderá processar a empresa no futuro? A melhor maneira de disciplinar o assédio sexual é aumentar a competição entre empresas. Num ambiente competitivo, o chefe que escolhe funcionário pela aparência, e não pela capacidade, levará sua empresa à falência. Já chefes que promovam os mais eficientes, terão como benefício ver o crescimento de suas empresas. A COMPETIÇÃO entre empresas, e não o Estado, é a melhor maneira de combater o assédio sexual em empresas privadas. Em empresas públicas, que não estejam sujeitas ao mecanismo disciplinador do mercado, então a regulação do Estado é válida.

“A questão me parece , do ponto de vista econômico, que é a seguinte: cada um dos indivíduos têm uma série de atributos que serão ponderados. Consideradas as restrições cabíveis, a resultante desse processo de otimização de uma função felicidade é que determinará a escolha ótima. Mas este é um raciocínio ceteris paribus e estritamente econômico. As leis não estão em consideração, nesta análise. É claro. As leis importam. Por que as Leis importam? Pelo equilíbrio político e social. Em relação ao assédio sexual existem definições diferentes sobre o que é ou não é assédio, dependendo do país. Eu pessoalmente, preferiria a regra que considerasse o assédio apenas em situações de chantagem e violência física ou moral. O simples fato de se “cantar” uma colega do trabalho eu não enquadraria como assédio. Além disso, a empresa teria o direito (altamente recomendável) de impor sua cartilha de conduta ao funcionário, devendo tal cartilha observar o ordenamento jurídico vigente. É claro poderemos ainda partir para a análise do chefe que não é o dono da empresa. O desfecho não mudaria muito. A melhor maneira de tratar o assédio considero que seja pela aplicação das leis e das regras formais e informais de conduta.As empresas anônimas que seriam as ideais do ponto de vista de um mundo ideal (pelo menos para mim) teriam seus lucros aumentados se pudessem contar com regras de condutas, porque contariam com uma restrição a mais sobre os chefes que não são os donos das empresas e evitariam tanto o efeito perverso do assédio sobre a produtividade, bem como sobre os lucros financeiros, caso ocorressem punições pecuniárias.”

Sei que a essa altura já tem gente assustada, mas vamos a exemplos práticos. O que você acha da Unipalmares, uma universidade privada que IMPÕE que a maioria de seus estudantes seja de alunos negros. Eu respondo, a Unipalmares esta no seu direito. Ela é uma empresa privada, é seu direito escolher seu público. Engraçado que muitas pessoas acreditam que a Unipalmares esteja correta, mas discordam de meu argumento em relação a assédio sexual. A estes indico apenas que em ambos os casos o argumento é o mesmo: não cabe ao Estado intervir numa empresa privada enquanto a mesma não afetar terceiros ou não tiver poder de mercado.

“De novo, sou pelo equilíbrio político. A nossa sociedade abomina a discriminação e portanto estabelecemos as regras que punem severamente a discriminação. O que a Unipalmares faz é crime. Imagine se uma universidade privada estabelecesse que negros não podem fazer seus cursos. A grita seria geral, principalmente dos negros. Talvez ninguém tenha se importado com a estratégia da Unipalmares porque seus cursos sejam de péssima qualidade. Por falar nisso, será que professores não negros poderiam lecionar nesta escola? E se os professores não negros fossem efetivamente melhores do que os negros (do ponto de vista técnico-cientifico) ? A Unipalmares certamente fecharia. De novo sou pela Lei.

Finalizando, acho que a sua idéia no fundo é retirar as restrições legais no processo de escolha dos indivíduos. Acho que o resultado não seria positivo. Faz parte da vida, ponderarmos tais restrições. Um mundo sem limites, com certeza não geraria bons cidadãos. Foi o que aprendi com os meus pais e com Adam Smith. “

UM abraço Marco B

Nilo disse...

O fato é que para uma empresa é nitidamente desvantajoso contratar mulheres porque quando engravidam ficam muito tempo de licença, quando um filho adoece quem fica em casa para cuidar do mesmo é a mãe, e não o pai e não podemos esquecer da recente lei que dá o direito a mãe passar seis meses em casa com o filho depois do nascimento. Então não é que o serviço das mulheres seja inferior, é que para o mercado, contratar um homem é simplesmente ter menos preocupações!!

Anônimo disse...

Caro Professor Adolfo!

Seu ponto eh claro. Existem 2 tipos de firmas. Firmas que contratam garotas por sua produtividade e firmas que contratam garotas por serem gostosas e aceitarem algum tipo de assedio. Em equilibrio firmas que preferem a segunda opcao iriam falir.

Entretanto, alguns pontos nao foram considerados nessa analise.

1) Me parece que essa analise eh de longo prazo...

E no curto prazo? O que ocorre?

No curto prazo eh um bom problema bem mais complicado que inclui vario ingredientes:

1) Problema de agencia: Nao necessariamente o gerente que esta contratanto a garota tem os mesmos interesses da empresa!

2) Existe informação assimetrica! Ao mesmo tempo em que o gerente enfrenta o problema de seleção adversa (podendo contratar uma garota improdutiva - se quizer contratar uma garota mais produtiva), a candidata a vaga tb enfrenta (se for seria e quizer ir para uma firma seria e for contratada por um caro que quizer assedia-la). Minha impressao eh que nao ha um divisao igualitaria de riscos... Nesse caso, a candidata assume mais o risco do que o patrao. Por que se a empregada for incompetente, o patrao pode simplesmente demiti-la. No caso contrario, se a empregada for competente e o patrao assediador, entao ela tera que pedir demissao... Nos dois casos ela assume o risco da relacao agente principal.

Para reduzir essa assimetria, o patrao deveria dar sinais se esta contratando a garota por sua producao ou nao? Mas sera que o patrao teria interesse em fazer isso?

No longo prazo, por outro lado, haveria provavelmente sinais sobre o tipo da empresa.

Grande abraco

corneteiro disse...

Trabalhar e contratar homens é muito mais fácil. E fianceiramente melhor.

Só um comentário, nesse nosso mundo, quem não tem maturidade para enfrentar o mercado presta concurso público, que não precisa de experiência, só decorar leis e mais leis.

Toda reportagem onde um membro do MP é entrevistado fico impressionado com a juventude. Muitos não devem ter mais do que 30 anos.

Iliada disse...

Nós somos seres distintos com suas especificidades. E Reprodução é uma delas. E um bebê precisa de afeto e orientação. Na Alemanha a licença maternidade é de 1 ano. Após, a criança vai para um semi-internato e tudo é custeado pelo Estado. Quando o Chefe pede para fazer hora-extra, no mínimo tenho dúvidas da sua competência, há fortes indícios que ele não fez um bom planejamento. Segundo o Filósofo Cortella, empresas já estão sendo punidas por funcionário que fica além do horário de expediente. Pesquisas indicam que a produtividade cai.O resultado é que me interessa.

Anônimo disse...

Cara Senhorita!

Homens e mulheres sao criados de forma diferente... Mulheres sao criadas desde pequena com bonecas (bebes) e brincadeira de comidinhas... Logo o habitat da mulher eh a casa...

Nao me espanta essa sua necessidade de logo que acabar o expediente vc correr para casa para cuidar das criancas e do fogao.

Homens sao criados jogando banco imobiliario. Querem fazer dinheiro desde pequeno. Eh uma visao diferente. No setor publico, onde a posse da empresa eh pulverizada (o dono eh a populacao brasileira) nao importa o desempenho do funcionario ou pouco importa.

No setor privado eh diferente. Vao crescer mais aqueles que desejarem fazer mais dinheiro... Concordo que quanto mais horas uma pessoa se dedicar a um trabalho, menos ela eh produtiva...
Se vc pensar em termos de hora extra isso nao eh interessante para o empresario e nem deve ser... Se ele usa esse tipo de remuneracao, ele deveria buscar ajuda. Ele deve remunerar pela producao de seu funcionario. E se o funcionario faz isso, mesmo com a produtividade decrescente, ele tera maior producao no fim do mes por ter trabalhado mais horas. Executivos americanos trabalham ate 80 horas por semana.

Na verdade alguns acham que a populacao feminina evolui ao longo do tempo... Tenho minhas duvidas! Como ja disse, por que buscar trabalho se existe uma necessidade de voltar para casa? Muito melhor arranjar um marido... O grande problema eh que os salarios em media estao mais baixos hoje em dia, mas isso eh consequencia da chamada evolucao feminina... Se tem mais oferta de trabalho, menor o valor que sera dado para ele.

Finalizando, o equilibrio antigo onde mulheres trabalhavam em casa e homens na rua (com salarios maiores) traz muito mais que bem estar que o equilibrio atual.

Jafegixe disse...

Você é ridículo. Eu só não vou perder meu tempo dizendo mais nada porque você nem mostrou a cara.

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