terça-feira, 16 de outubro de 2007

Polícia é polícia, bandido é bandido (Lúcio Flávio)

Acabei de assistir “Tropa de Elite”. FILMAÇO. Agora entendo a bronca de alguns contra o filme. Acontece que o filme, a exemplo da famosa frase de Lúcio Flávio, deixa bem claro que não existe muito espaço para meio termo. Esse papo furado de traficante com consciência social é tão verdadeiro quanto estuprador com consciência social, ou assassino com crise de meia idade. Quem alimenta o tráfico de drogas esta ajudando o crime organizado. Lição muito clara no filme. Outro detalhe: essa associação entre ONG’s com traficantes vai ter que se explicar um dia. Uma coisa é a ONG ter que pedir permissão ao traficante para se instalar na favela (isso se deve a falta de autoridade do Estado), outra bem diferente é ONG fazer propaganda pró-bandido (isso é bandidagem pura).

Mas por hoje chega de falar sobre esse excelente filme. Talvez volte nele em outro post. Quero falar sobre outro assunto: o cinema estava lotado. Haviam outros 9 filmes em cartaz, ou seja, opções não faltavam. “Tropa de Elite” é mais um exemplo que filme bom atrai público, não interessa se o filme é brasileiro, indiano ou americano. Assim, os estatizantes de plantão devem aprender essa lição e parar de pedir por intervenção estatal nos cinemas. Alguns gurus têm sugerido que o Estado deva obrigar os cinemas a exibir uma quota mínima de filmes nacionais. Ninguém obrigou o cinema a exibir “Tropa de Elite”, ninguém obrigou os consumidores a escolherem esse filme para assistir, no entanto o cinema estava lotado. Claro que os admiradores do Estado podem argumentar que isso só aconteceu pois “Tropa de Elite” recebeu muita atenção por parte da mídia. Ok, talvez isso seja verdade, mas então basta aos outros filmes nacionais gastarem parte de seu orçamento com a divulgação e marketing. Afinal, isso é extremamente comum em qualquer mercado.

Em resumo, “Tropa de Elite” nos ensinou pelo menos duas importantes lições: 1) está na hora de vários setores da sociedade se decidirem se estão a favor ou contra o crime organizado, e entenderem que existe um preço associado a cada escolha; e 2) proteger filme nacional da concorrência estrangeira, definitivamente, não é função do Estado.

5 comentários:

Erik Figueiredo disse...

Acho que tem outro ponto que pode ser explorado: o papel da pirataria na divulgação do filme.

Alessandra Santos disse...

ótimo comentário...alías o que vc faz que não é ótimo! rsss! eu ainda não assisti,infelizmente, mas depois desse post vou essa semana.Aí, volto e faço um comentário.

fabio disse...

Verdade!!! O filme mostra a realidade.Só pensou que o estado não precisava patrocionar nenhum filme.
Tropa de Elite mostra no inicio quantas empresas privata estão disposta a patrocionar filmes.
Seja nacional ou não.

Anônimo disse...

Como dizia o ACM, bandido bom é bandido morto! Só que ele se esqueceu de se suicidar, hehehe!

Falando sério, na época do governo do ACM - as coisas eram muito mais tranquilas em Salvador... Agora, governo do PT, eh terra sem dono!

Anônimo disse...

Caro Adolfo
gostaria de fazer um aparte quanto a frase que tu cita de Lúcio Flávio, muito bem lembrada por sinal. "Polícia é Polícia, bandido é bandido" e os dois são a mesma coisa. essa frase memoravel, está acrescentada por (e os dois são a mesma coisa)que é a interpretação que muitos críticos vieram a fazer posteriormente e que Lucio Flavio certa vez esclarece, ainda que nas entrelinhas.

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