sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

CPMF

Já há algum tempo os economistas reconhecem que os gastos dependem da renda permanente. A CPMF, por definição, era uma uma contribuição provisória. Fosse o governo minimamente prudente, teria aproveitado os 10 anos que duraram essa contribuição “provisória” para realizar os ajustes necessários nos gastos públicos. Contudo, ao invés de cortar gastos o que se viu nesse período foi o aumento dos gastos públicos.

O governo esta estudando novas medidas para suprir a ausência da CPMF, mas eu AFIRMO: não são necessárias medidas algumas para recompor o orçamento, pois em 2008 a redução na arrecadação, em virtude da não renovação da CPMF, será muito menor do que a estimada pelo governo. São três os motivos que me levam a fazer tal afirmação:

1) Os R$ 40 bilhões que não serão arrecadados pela CPMF não irão desaparecer da economia. Muito desse dinheiro será gasto em consumo e irá pagar impostos, com uma carga tributária acima de 35% do PIB, podemos arriscar que perto de R$ 12 bilhões serão arrecadados pelo governo em outros impostos.
2) Com a eliminação da CPMF é provável que os empresários vendam mais, vendendo mais obterão maior lucro. Com isso, teremos um estímulo a realização de novos investimentos que aumentarão o nível de emprego na economia. Esse movimento também aumenta a arrecadação do governo.
3) Já existe uma tendência de crescimento da arrecadação, e não parece haver indícios de que essa tendência irá se reverter no próximo ano.

Estimo que juntos os itens 1, 2 e 3 implicarão num valor próximo a R$ 30 bilhões de receitas para o governo. Ou seja, a real queda na arrecadação para o próximo ano não deve ultrapassar os R$ 10 bilhões. Note que isso ocorrerá MESMO que o governo não tome providência alguma. Além disso, temos que levar em consideração que a arrecadação do governo em 2007 foi mais de R$ 40 bilhões superior a de 2006 (em termos reais). Isto é, durante o ano de 2007 o governo aumentou sua arrecadação num valor equivalente a uma NOVA CPMF. Assim, NÃO HÁ razão para o governo reclamar que esta arrecadando poucos recursos. Também não há motivo para dizer que os males do país se devem a ausência da CPMF. O governo arrecada muito, o problema é que gasta mal. Aliás, já está na hora do governo começar a reduzir seriamente seus gastos. Minha primeira sugestão é parar de enviar dinheiro para o MST e para as ONG’s.

6 comentários:

Nilo disse...

É verdade, o MST e essas ONG’s são um mal que deve ser combatido juntamente com a péssima administração dos recursos públicos. Não sei se resolveria, mas já seria um grande adianto!!!

Anônimo disse...

Alô Adolfo. A questão que você não tratou é como irão pagar os juros da divida interna e a sua rolagem? Vale lembrar que há pouco espaço para o governo federal em termos de sobra de caixa. Portanto, o que espero é aumento dos juros e inflação além da volta da ladainha sobre a falência da previdência. (o governo está numa encruzilhada!). Quanto ao retorno à economia do equivalente ao montante que se arrecadava com a CPMF, os especialistas em extorsão do povo brasileiro - ex-xerifes da receita federal - afiançam que os valores arrecadados com a CPMF irão na sua quase totalidade para o bolso dos grandes empresários. Seria bacana ver as suas contas.

É o que penso.
Marco B

Anônimo disse...

Adolfo!

Vc ja viu isso... Acho que vale a pena fazer uma campanha. Tamanho absurdo. Pior que o CPMF

http://www.pesbrasil.org/index.php/sua-tv-a-cabo-esta-a-perigo-projeto-de-lei-em-brasilia-pretende-obrigar-50-de-canais-nacionais.html

Anônimo disse...

O problema esta na estimativa de crescimento dos GASTOS pulbicos. A CPMF vai fazer falta sim porque, ale de gastar mal, ou governo gasta MUITO.... trocando em muidos, ele gasta MUITO MAL e MAL MUITO.

Badger disse...

Sem contar a economia para o país que virá da eliminação do *ENORME* custo de peso morto (deadweight loss) da CPMF.

lelê disse...

Oi, deixar de envia dinheiro para ONG's é ótimo, já que teoricamente elas existem porque o governo não dá conta do recado. Bem, minha opinião sobre a CPMF, acho que quem paga mais esse ônus é a elite, é ela quem sente mais no bolso, fora os empresário. Aí, em favor da elite, os 35 senadores reprovaram a CPMF, não pq ficaram com dó dos pobres! Conversando como o relator do Orçamento, Deputado José Pimentel, eu perguntei a ele que uma das razões da CPMF ter sido reprovada foi o fato do dinheiro da alíquota não ter ido todo para saúde. Ele disse que com R$95,00 que um pobre ganha de bolsa família é menos um na fila do SUS, já que ele vai ter dinheiro para comer. Eu respondi, o pobre de qualquer maneira vai para fila do SUS, porque ele não sabe se alimentar de forma correta! Enfim, os pontos que vc disse faz a economia girar e a CPMF não fará falta ao orçamento, acho que uma boa economia seria nas emendas desses caras, deputados, senadores etc, troca de favores. Só digo uma coisa, quem paga impostos nesse país é só pobre a elite não paga SONEGA, e como o fim da CPMF, isenta de sonegação, será apenas um imposto que a elite não pagará.

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