segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Islamismo e Terrorismo

Quando a polícia tenta descobrir psicopatas ela faz uso de um perfil prévio, elaborado por especialistas, sobre o comportamento do psicopata. Existem algumas características comuns entre os psicopatas, são pessoas detentoras dessas características que serão as primeiras suspeitas. Claro que nem todos que possuem tais características serão psicopatas, mas é assim que o processo funciona. Quando um cientista tenta explicar um fenômeno, uma de suas primeiras tentativas é encontrar no fenômeno atual alguma similaridade com fenômenos passados, para daí derivar uma conclusão. Novamente, temos o mesmo padrão: a procura por características similares.

No caso do terrorismo ANTES de 1990, o fator comum que unia vários grupos terroristas distintos era o apoio à filosofia marxista e, logicamente, o apoio financeiro recebido da antiga União Soviética. APÓS 1990, o perfil dos grupos terroristas foi alterado. Atualmente, o fator comum que une vários grupos terroristas é o apego ao islamismo. Isso não quer dizer que o Islã pregue a violência, mas quer dizer que, em relação a outras religiões, existe uma alta concentração de seguidores do islã que efetivamente colaboram com atividades terroristas.

Os terroristas islâmicos têm um discurso pronto contra os EUA, Israel e o mundo ocidental. Eles apostam que, cedo ou tarde, o mundo ocidental começará a discriminar e perseguir os seguidores do islã. Quando isso acontecer, os terroristas esperam receber um apoio maior da comunidade islâmica e aumentar ainda mais sua força e agressividade. O que mais assusta nessa linha de raciocínio é que ela é extremamente razoável: cedo ou tarde as pessoas começarão a culpar essa religião, e seus seguidores, pela morte de parentes, amigos e pelo crescimento do temor de novos atentados. Só existe uma única maneira de se evitar essa radicalização: os líderes islâmicos TÊM QUE VIR A PÚBLICO CONDENAR ATOS TERRORISTAS. É obrigação de todo líder islâmico dizer que Bin Laden irá queimar no inferno. É obrigação de todo líder islâmico dizer que quaisquer membros da Al Qaeda irão queimar no inferno, e assim por diante.

O parágrafo acima nos leva a seguinte pergunta: os líderes islâmicos têm cumprido com seu dever de ir contra o terrorismo? Eu acho que não. Acho que no geral a comunidade islâmica não tem se posicionado de maneira clara e efetiva contra Bin Laden. Não adianta a comunidade islâmica condenar o terrorismo, mas não condenar Bin Laden ou a Al Qaeda. Não adianta criticar o terrorismo, mas aprovar que membros da comunidade islâmica enviem dinheiro para financiar a Al Qaeda. A comunidade islâmica tem que deixar claro para toda a sociedade que é CONTRA A DESTRUIÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL, QUE É CONTRA BIN LADEN, QUE É CONTRA A AL QAEDA, QUE É A FAVOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DESFRUTADA NO MUNDO OCIDENTAL.

Não há neutralidade possível para os líderes islâmicos: ou você apóia Bin Laden e seus ataques terroristas ou você os quer atrás das grades. Calar-se nesse momento é prestar um serviço aos terroristas que usam da credibilidade do Islã para cometer verdadeiras atrocidades. Líderes do Islã: vocês têm uma obrigação, uma obrigação com a paz, uma obrigação com sua religião e com o respeito ao próximo. Está na hora de condenar ao inferno todos que ajudam, financiam, ou tomam parte em atividades terroristas.

5 comentários:

Fábio Mayer disse...

O problema é que muitos dos governos de países islâmicos têm grandes diferenças a acertar com Israel, por uma série de razões cuja origem não é na criação do estado Israelense...

Essa é uma questão que envolve rixas milenares...

Orlando Tambosi disse...

Adolfo,

cansei de perguntar: aonde estão os "moderados" islâmicos?
Se nunca abrem a boca, é proque não existem mesmo.

Anônimo disse...

A coisa é complicada, poder, em geral, está imbricado com poder econômico.
As economias árabes dependem, basicamente, do petróleo e dos derivados da papoula.
Penso que a boa política para as democracias ocidentais seria utilizar meios alternativas para reduzir a bolsa árabe e, por outro lado, combaterem eficazmente o consumo de drogas em suas próprias casas.

ts disse...

Perfeito, Adolfo.
Aliás, o que você disse vale para muitas outras coisas. Por exemplo, vale para a igreja católica brasileira (CNBB,Pastorais, etc), que nunca critica -- ou é complacente ou omissa com -- as invasões de terras, as invasões de prédios públicos, as malfeitorias do governo Lula, a pedofilia dos padres, etc.

Anônimo disse...

que eu saiba, morre muito mais gente no rio de janeiro do que em atentados em israel.os americanos matam centenas de civis na sua caça a bin laden e ninguém diz que isso é terrorismo. não acho que os extremistas islâmicos têm direito de matar pessoas na defesa de suas crenças, mas acho que cada um tem direito de acreditar no que quiser. talvez se nós, ocidentais, deixássemos de interferir e querer que os países do oriente pensem e ajam de acordo com o que nós achamos civilizado, não teríamos eventos como o 11 de setembro. cada um que viva sua cultura.

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