segunda-feira, 24 de março de 2008

O Direito à Existência dos Povos

Recentemente o Itamaraty e boa parte da imprensa brasileira criticaram a atitude do governo colombiano de atacar as FARC em território equatoriano. Para embasar suas críticas usaram o “Princípio da Inviolabilidade do Território”. Isto é, para atacar as FARC o governo colombiano teve que invadir território equatoriano. Daí a crítica que vários países sul-americanos teceram a Colômbia.

A falha do argumento acima é que ele se “esquece” a origem do “Princípio da Inviolabilidade do Território”. Na realidade o que existe é o DIREITO À EXISTÊNCIA DOS POVOS. Todo povo, toda civilização, toda sociedade tem direito a existir. Desse direito derivam-se dois princípios: o da inviolabilidade do território e o do direito à defesa. É com base nesses dois princípios que se operacionaliza o direito à existência. A comunidade latino-americana lembrou muito bem do primeiro, mas VERGONHOSAMENTE OMITIU o segundo. Por quê? Porque o segundo princípio legitima a ação colombiana. Todo povo tem direito a existir, assim todo povo TEM O DIREITO DE SE DEFENDER QUANDO ATACADO. A Colômbia apenas se defendeu de um ataque RECURSSIVO perpetrado pelas FARC.

O Equador teve seu território invadido DUAS vezes: pelas FARC e pelo governo Colombiano. Por que só reclamou da invasão colombiana? Querer bancar o “Joãozinho-sem-braço” tem um custo, e o custo, nesse caso, foi a invasão de seu território.

A Colômbia agiu bem em atacar as FARC em território equatoriano. A Colômbia enquanto nação tem o direito de existir, tem o direito de se proteger. Se seus vizinhos dão apoio a movimentos terroristas, eles deveriam estar prontos a pagar o preço de tal ato covarde.

3 comentários:

Badger disse...

Bola na rede, Adolfo.

Anônimo disse...

[GABIRU diz]postei uma coisinha sobre isso tb; posso reproduzir aqui? lá vai:


A ofende B no território de C: e D com isso? Tal questão suscitou várias respostas em diversos blogues, mas a solução que achei mais simpática dizia que D ajudaria C ao interpelar contra um crime cometido em sua propriedade, embora, a priori, não estivesse obrigado a ajudar nem C, nem A. Pouco depois, a questão ressurje no mapa. Enfim, cabe a mesma resposta? O Equador terá de ficar satisfeito por Uribe entrar em seu território para ‘caçar’ ofensores?

Acho que sim, pois se supõe não só que o Equador seja ‘justo’ e também se ofenda com o acampamento em seu território, mas que esteja aa disposição para agir. Ou serão as leis equatorianas favoráveis a grupos armados paramilitares em atalaia? Além disso, a Colômbia é interessada por estar sendo ofendida, ou seja, não se trata de uso arbitrário de força, embora, na questão, se D decidir por ajudar a A ou a C – contra B, não esqueçam a flagrância [por flagrare,fogo] – sua decisão, embora arbitrária, não ofende aa lei.

GAbiRu disse...

ficou um tanto confuso o final. refiz, ficou ainda confuso, embora menos. seria melhor se eu soubesse de que princípi0s falo... rsrsrs



Além disso, a Colômbia é interessada por estar sendo ofendida, ou seja, não se trata, simplesmente, de uso arbitrário de força, pois, voltando aa questão original, se D decidir por ajudar a A ou a C – contra B, não esqueçam a flagrância [por flagrare,fogo] – sua decisão, embora arbitrária [sem confundir o sentido em que dá-se a escolha entre agir ou omitir-se, com o em que D agiria por mero capricho], sobressai-se contra qualquer outro princípio a ser evocado.

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