segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Indesejabilidade da Igualdade de Oportunidades

Muito tem se dito que é obrigação do Estado propiciar a igualdade de oportunidades entre os indivíduos. ERRADO! O que o Estado deve garantir é que todos tenham CHANCES de melhorar sua vida, nada além disso. Tentar gerar igualdade de oportunidades é não só extremamente difícil como NOCIVO à sociedade.

Para os que discordam do parágrafo acima, pergunto: como poderíamos propiciar igualdade de condições para todos os indivíduos? Parece razoável supor que as desigualdades de oportunidades começam desde cedo, já no sistema educacional. Assim, para garantir igualdade de oportunidades deveríamos garantir uma boa educação pública a todos. Infelizmente isso não basta para garantir igualdade de oportunidades. Por melhor que seja a educação pública, sempre é possível ao setor privado montar uma escola privada, extremamente cara, superior em qualidade à escola pública. Nessa escola privada estudariam apenas filhos de pais abastados, ou seja, violaríamos a premissa de igualdade de oportunidades. A única alternativa ao Estado seria PROIBIR a existência de escolas privadas.

A ausência de escolas privadas não é o bastante para garantirmos a igualdade de oportunidades. Também seria necessária uma brutal padronização dos currículos escolares, aliada a uma ampla padronização da maneira como os professores se portam em sala de aula. Afinal, seria necessário impedir que professores mais aptos gerassem uma vantagem “desleal” aos alunos que porventura tivessem a sorte de ter aulas com eles.

Ausência de escolas privadas, padronização de currículos e uniformização dos métodos pedagógicos também não são suficientes para gerar igualdade de oportunidades. Afinal, quando o aluno chega em sua casa ele irá conviver com seus pais. Alguns pais irão tentar ajudar seus filhos, estudando junto com eles. Outros pais, não tão zelosos, irão preferir outra maneira de passar seu tempo em casa. Assim, filhos de pais zelosos terão uma vantagem sobre os demais. Para evitar essa vantagem só existe uma solução: separar os filhos dos pais. Ou seja, seria responsabilidade do Estado separar os filhos de seus respectivos pais já no nascimento, cuidando de toda sua educação e garantindo condições iguais a todos. Se não me engano, era essa a proposta de Platão.

Acabar com as escolas privadas, padronizar currículos e métodos, e separar pais de seus filhos, são os passos necessários para se gerar a igualdade de oportunidades advogada por tantos. Acredito que, uma vez expostos a tal procedimento operacional, poucos continuem defendendo tal idéia. Aos que ainda insistem neste absurdo deixo uma palavra final: nada disso adiantará. As pessoas são diferentes, possuem gostos e aptidões diferentes. Separar um filho de seu pai e submetê-lo a um treinamento espartano não o torna igual aos demais. Sempre existirão os mais e os menos aptos, os mais e os menos esforçados, os mais e os menos talentosos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Fantásticas as colocações e a forma de exposição. Parabéns Adolfo!

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