quarta-feira, 11 de junho de 2008

Falta de Vergonha na Cara

A arrecadação tributária não para de bater recordes, mês após mês a arrecadação do governo aumenta. Mas nada disso importa, o governo quer mais. Acaba de ser aprovada na Câmara a volta da CPMF, apelidada agora de CSS. Só resta torcermos para que o Senado Federal acabe com essa palhaçada.

No resto do mundo aumento de impostos é motivo de revoluções, conflitos e quedas de governo. A guerra da independência americana teve como fator motivador o aumento dos impostos pela Inglaterra. Tatcher, a primeira-ministra inglesa, caiu por causa dos impostos. Geoge Bush (pai) não se reelegeu pelo mesmo motivo. George Bush (filho) ganhou duas eleições abaixando impostos. O Brasil é o único país do mundo que elege governantes que PROMETEM aumentar impostos. O motivo é simples: uns poucos pobres coitados é que realmente pagam, e a grande maioria apenas usufrui.

A inflação não para de subir, o governo não para de gastar. A arrecadação de impostos aumenta, a inflação aumenta. O problema é que muita gente no Brasil perdeu a vergonha. O que falta no Brasil é vergonha na cara. Não só dos políticos que aprovam aumentos de impostos, mas não realizam a reforma tributária. Falta vergonha na cara do povo brasileiro que se acostumou a ajuda do Estado. As pessoas perderam a vergonha de depender do governo, perderam a vergonha de depender de outros para viver, perderam a vergonha de mendigar. Quando o governo fala em aumento de impostos, muitos aqui entendem isso como mais dinheiro no seu bolso: seja por transferências seja por subsídios. Entendem o aumento da arrecadação como um sinal de que os gastos do governo, ou seja, sua esmola, também irá aumentar.

3 comentários:

Anônimo disse...

É isso aí. Cada vez que o governo cria imposto ou aumenta suas alíquotas embute despesa adicional nos custos de produção. Dá-se reação em cadeia do mais primário insumo ao mais sofisticado, tecnologicamente.

Claro que esses encargos se incorporarão ao preço final. Logo, aumento de imposto tem legitima obrigação de alimentar a inflação.

A conclusão é mais do que óbvia: trata-se de política deliberada; o governo quer, sim, incrementar a inflação. Todos sabem que os assalariados e os que recebem renda fixa são os maiores prejudicados, pelo simples motivo de que não têm a capacidade de, por si sós, promoverem, no dia a dia, a recuperação das perdas salariais.

Daí que sou a favor de que cada trabalhador tenha seu micro computador em casa, ativem suas planilhas em Excel e passem a acompanhar a CONCORRÊNCIA, se quiserem minimizar os prejuízos pelas diferenças de preços. Há, também, a opção de aquisição de produtos de qualidade inferior. Aqui pro nosso gasto, já estamos naquela.

Outra boa opção é o empresariado industrial e agropecuária ingressarem direta e maciçamente na política.

Fabio disse...

Se as pessoas têm a expectativa de serem beneficiadas com um aumento de imposto, faz sentido torcer pelo aumento. Elas estão apenas seguindo a lógica econômica ditada pelas regras do jogo vigentes. Portanto, porque sentir vergonha, se na verdade consideram-se "ganhadores" com o aumento de imposto? Onde estão os incentivos para torcer pela redução do imposto? Só quando esses incentivos forem implementados é que o brasileiro perderá sua "vergonha na cara".

O fato de que o brasileiro apóia o aumento do imposto demonstra cabalmente como, através do controle maciço da economia, o estado tem determinado nossa escala de valores. Nosso valor supremo tornou-se a "segurança", como esse e tantos outros exemplos demonstram (e.g. a mentalidade de concurso público). Só quando o estado diminuir de forma significativa seu controle sobre a economia é que seremos capazes de determinar nossa própria escala de valores. Até lá, para os que têm consciência do que está acontecendo, será sempre uma vergonha ser brasileiro.

Ângelo disse...

Passaram-se mais de 2 anos, a inflação continua como um problema e o 'imposto do cheque' como um provável.
Nada mudou. Nem a falta de vergonha na cara.

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