quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Distribuição de Renda e o Governo

Tal como este blog vem alertando desde o ano passado a ajuda ao setor financeiro é ERRADA. Tal ajuda apenas evita que empresas ineficientes continuem no mercado. PIOR: estimula outras empresas a irem pedir ajuda ao governo.

Há dois meses atrás esse blog cantou a bola: a GM seria a primeira, de uma longa lista de empresas, a ir pedir ajuda no Congresso americano. Não deu outra. O Brasil também faz sua parte para piorar a situação: o governo tem prometido ajuda a montadoras, construtoras, exportadores, etc. O único que não vai levar nada é o pobre contribuinte, este só irá pagar a conta.

Esta crise tem sido o MAIOR PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA DO MUNDO. Distribuição de renda às avessas: tiramos dos contribuintes e damos para os grandes empresários. O que mais chama a atenção nesse absurdo é o apoio que ele tem recebido de partidos e intelectuais de esquerda. Isto só prova o óbvio: a esquerda adora um Estado forte, mas se esquece que Estados fortes protegem os grandes grupos da economia. Já pensadores liberais, como esse blog, têm se manifestado DESDE O COMEÇO CONTRA essa ajuda à magnatas às custas dos contribuintes. Nada contra os magnatas e nada contra quem ganha dinheiro, mas tudo contra àqueles que querem privatizar seus ganhos e socializar seus prejuízos.

O liberalismo protege os pobres, protege indivíduos, pois mantendo o Estado pequeno torna-o incapaz de transferir recursos para os grandes grupos da sociedade. Nenhum programa, em nenhuma época de nossa história, transferiu tantos recursos dos contribuintes para poderosos grupos econômicos.

7 comentários:

Nilo disse...

O grande problema é isso entrar na cabeça do povo!!!

Anônimo disse...

Vale lembrar que a Caixa e o BB estão construindo o subprime brasileiro! Enfiando carros e imóveis pra quem nao pode pagar...

Murilo disse...

Também concordo com a idéia de que empresas privadas qdo lucram é uma maravilha, mas qdo perdem nós temos que salvá-las! Mas então que capitalismo é esse que no prejuízo o governo interfere e salva? Assim pagaremos pelos erros de capitalistas até o final de nossas vidas!

Murilo disse...

Eu fiz o comentário abaixo adolfo e conversei contigo na festa de encerramento da semana de economia na Uel. Gostaria q vc me passase seu email para que eu pudesse trocar umas idéias diretamente com vc, me mande um email apenas e enviarei outro. Obrigado!

Anônimo disse...

A economia brasileira está blindada! Nossos bancos estão sólidos!
Agora, o governo copia os EE.UU
(embora ainda não copraram os créditos podres)e já vai dando dinheiro para manter a "liquidez", para que estas intituições continuem a nos cobrar os altos juros que sofremos aqui no Brasil (ainda aumentaram)de 6/8% mes, e ainda cortam o crédito!
Mas esquecem o primordial, o governo brasileiro é um cassino quando dá uma de doleiro (turismo) porque não temos uma única taxa frente ao dolar? Outra coisa vamos falar direito de uma por todas, é o real que se desvaloriza frente ao dolar!

lelê disse...

isso é o roubo do século...realmente vc tinha tido que a GM iria pedir ajuda, e olha que eles andam mal da 'pernas' já faz há mais de 4 anos. E essa é uma bela oportunidade para eles pegarem a parte do bolo do governo, e que pedaço grande!!! eu só quero o meu pedaço também. Enfim,a GM ameça despedir milhares de funcionários caso a ajuda não chegue, tudo bem o governo não tem obrigação mesmo pq o dinheiro não é dele e sim do contribuinte. Mas como ficam esses desempregados, eu acho que o próprio mercado os absorvem os empregam, mas todas as empresas estão jogando sobre ameação com o governo, ou seja: 'se o papai governo não ajudar, vamos demitir!". Só me pergunto, ninguém vai fazer nada? Uma dinheirama indo para quem tem MUITO e esvaziando e tirando de quem tem MENOS. Caramba! cadê os economista!para agirem e não apenas pensarem!!
Alessandra Santos

Marco Bittencourt disse...

Reproduzo, com permissão amiga, o texto mais lúcido que pude ler sobre assunto importante no desejo sincero de ver solucionado em exata justiça.

" Nos anos 70, Jarbas Passarinho, militar, governador, senador e ministro de Estado, íntimo do poder, levou ao então presidente Médici sua indignação por haver tomado conhecimento da prática de violências físicas contra crianças, pelo Estado brasileiro. A revelação foi feita por ele na condição de líder da ARENA no Senado, em entrevista gravada ao ?O Estado de S. Paulo?, numa sala reservada do Hotel Nacional de Brasília. Presentes: Senador Paulo Brossard, líder do MDB, deputados Nelson Marchesan e Freitas Nobre, respectivamente lideres do governo e da oposição na Câmara, ambos falecidos, e os jornalistas Carlos Chagas, Sérgio Chacon, Freddy Krause e Evandro Paranaguá, todos de ?O Estado?. Neste momento discute-se a violação de direitos humanos e a imputabilidade daqueles que teriam praticado tal crime entre 1964 e 1979, ano da Lei da Anistia. O sentido e a abrangência do conceito de crimes conexos, concebido pelas mentes conciliadoras de Petrônio Portella e Golbery do Couto e Silva, a prescritibilidade ou não dos crimes de tortura à luz da Constituição de 1988, não são tecnicalidades jurídicas. Envolvem esforço pela virada de página manchada de sangue de nossa História contemporânea. É previsível que a última palavra venha a ser dada pelo Supremo Tribunal Federal. A História registra que a barbárie da tortura e assassinatos políticos nos porões da repressão, em particular no período do AI-5, em nada diferiu de outras ditaduras do Cone Sul, salvo na escala. E não há porque sepultar em vala comum episódios que agridem a dignidade humana. Na áspera caminhada pela reconciliação que se busca é importante lembrar a reflexão do General de Exército Antônio Carlos de Andrada Serpa, revolucionário de primeira hora, católico praticante, grande patriota. Textualmente: ?O Exército deveria pedir perdão à sociedade pelos excessos cometidos ?. Isso ocorreu na Argentina, Chile e Uruguai. Exército é instituição permanente respeitada pela Pátria; Exército de Caxias, Osório, Sampaio, Mallet, Floriano, Rondon, Mascarenhas de Moraes, não o de uma ínfima minoria inserida em sua cadeia de comando, que recorreu a capuzes e codinomes. Quanto a Passarinho, bendita sua indignação. Ele a sorveu na fonte de Miguel de Unamuno, para quem ?começamos a morrer quando perdemos a capacidade de nos indignar?. Evandro Paranaguá é jornalista.

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