segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Foto Suspeita no Correio Braziliense



Acima é a fotografia que apareceu no Correio Braziliense.

Vou interromper minhas férias para fazer um alerta: o jornal Correio Braziliense publicou hoje (segunda-feira, 12 de janeiro) uma foto que eu considero suspeita de ter sido montagem. A foto refere-se ao conflito palestino e está localizada na página 14. Na foto aparece um jovem carregando no colo um bebê ensanguentado. A legenda diz “bebê palestino é carregado para o hospital Shifa, em Gaza: Horror”.

Indícios da fraude:

1. A face do bebê esta completamente suja de sangue, mas não há sangue na jaquete do bebê. Também não vejo sangue na roupa do jovem que o está carregando, e nem na roupa do adolescente que vem atrás na foto. Ou seja, parece que o sangue do bebê de maneira alguma suja a roupa das pessoas que o estariam ajudando.

2. A foto sugere que as pessoas ajudando o bebê chegam de carro ao hospital. Pergunto ao leitor: se a face de seu filho esta suja de sangue, e você o está segurando no carro a caminho para o hospital, o que você faz? Acredito que a maioria de nós iria limpar o sangue da face do bebê. Por que isso não foi feito? Parece que o sangue foi deixado lá de maneira proposital para causar maior impacto.

3. Se a cabeça de um bebê foi ferida, então o correto seria correr com a cabeça do bebê apoiada ao seu próprio peito (ou ombro), segurando a face do bebê junto ao peito (ou ombro) daria mais firmeza e evitaria que a cabeça do bebê sofresse com o balanço da corrida. Contudo, na foto publicada, a cabeça do bebê está apenas parcialmente apoiada no braço (e não no peito) do rapaz. Isso é ruim para o bebê, mas propicia um ótimo ângulo para uma foto.

4. A foto sugere um ferimento muito grave, mas: a) o bebê esta literalmente olhando para a câmera; e b) o bebê não parece estar tão assustado (note como as mãos do bebê estão tranquilas).

5. O ângulo da foto está perfeito. Até parece que as pessoas estavam posando para a foto. Convenhamos que uma pessoa que esta correndo com um bebê no colo, desesperada por ajuda médica, dificilmente dará tempo a um fotógrafo para que este possa ter enquadramento tão perfeito.

Não sei se esta foto é falsa ou não. Mas tenho a impressão de que ela deliberadamente procura dar maior dramaticidade ao fato. Ou seja, por meio de subterfúgios, procura chocar o leitor e fomentar uma opinião favorável a um dos lados combatentes. Esta não seria a primeira vez que isso acontece.

11 comentários:

Anônimo disse...

Realmente esta bem suspeito. O homem ~está limpinho!

totti_ucb disse...

o carro parece um palio!! rs rs. detalhe o bebe nao esta chorando!!!

JOÃO MELO disse...

Adolfo, realmente 1,5 milhão de pessoas num local tão pequeno, pode resultar mesmo em alvos civis. Mas, que esta foto tá estranha, tá mesmo. Sei que a situação entre palestinos e israelenses é muito complexa, porém existem interesses que são Demais para as nossas mortais mentes. Boas Férias. João Melo, direto da selva

sofia disse...

A foto está estranha e parece montagem mesmo, mas isso não muda o fato de que centenas de crianças e civis palestinos estejam morrendo todos os dias nesses ataques estúpidos que Israel está fazendo. A desproporção entre os números dos mortos é absurda e nada justifica essa matança. Não é justo atacar toda uma população que não tem nem como nem para onde fugir, para atingir um grupo de terroristas que está no meio dela. Para mim, é injustificável."Uma violência que não para nem diante de uma escola não merece lamentos mas sim uma condenação clara", afirmou o eurodeputado alemão Martin Schulz.(http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u490377.shtml)

Marco Bittencourt disse...

Acabei de ler o artigo de Cora Rónai, em O Globo. Li e reli a Guerra Perdida. Sinceramente, acho que todos nós estamos reduzidos a ficar de um lado ou do outro do muro e isso vale e muito para quem quer mudar nossas opiniões. São os fatos óbvios que já sabemos manjados e costurados por uma mídia que se faz dialética, dividida assimetricamente entre editoriais conservadores, jornalistas lobistas, jornalistas de esquerda, jornalistas sérios. É uma confusão de informações e idéias. Nada de novo num mundo de fatos requentados pela história, alimentados por um número inimaginável de idéias e informações. A pergunta iluminadora é: como sobreviver a esse turbilhão cultural? Os gênios sabem, mas são poucos. Cansados de apontar o caminho, se recolhem ao labirinto de suas próprias idéias. Mesmo, dada a minha ignorância de baixo QI, registrada na burocracia oficial, desamparado pelos homens geniais, faço minhas simplificações históricas. A mais antifundamentalista é a de que não se pode reparar erros históricos sem cometer outros tantos e provavelmente piores em tudo. Por isso não trago recorrentemente a minha memória o holocausto. Também não trago à lembrança cotidiana a prática de guerrilha dos israelenses quando buscavam a criação do Estado de Israel. Pratica que os ingleses usaram e abusaram, principalmente lançando ao ópio toda uma civilização chinesa. Isso tudo sem falar nas nossas reparações históricas e principalmente presentes. Sei que a reparação histórica é difícil e por isso guardo essas informações apenas em meu DNA. São informações que, certamente, irão apontar as soluções que virão em bases outras e provavelmente já decididas por quem realmente pode mudar o destino dos povos massacrados pela ignorância e a pobreza de tudo, principalmente espiritual, afundados em religiões inventadas e distorcidas dos seus verdadeiros deuses. Não será uma saída simples para questões que se arrastam há décadas e que no final das contas estão amarradas ao tabuleiro de um jogo de xadrez em que nós somos os peões. Eu daqui faço a minha parte: clamo pelo estado palestino em espaço lesado e agradeço a Deus ser brasileiro, com a mala pronta para fuga sem volta, dada nossa desordem estar chegando ao caos do oriente médio como se vê na Rocinha.

Anônimo disse...

Tá cheio de montagem por aí... Algumas beiram o ridículo de tão absurdas... Essa é a melhorzinha.

Anônimo disse...

Lendo o artigo de Cora Rónai, a Guerra Perdida, fiz minha opção política sobre o entrevero do oriente médio. Sinceramente, acho que todos nós estamos reduzidos a ficar de um lado ou do outro do muro e isso vale e muito para quem quer mudar nossas opiniões. São os fatos óbvios que já sabemos manjados e costurados por uma mídia que se faz dialética, dividida assimetricamente entre editoriais conservadores, jornalistas lobistas, jornalistas de esquerda, jornalistas sérios. É uma confusão de informações e idéias. Nada de novo num mundo de fatos requentados pela história, alimentados por um número inimaginável de idéias e informações. A pergunta iluminadora é: como sobreviver a esse turbilhão cultural? Os gênios sabem, mas são poucos. Cansados de apontar o caminho, se recolhem ao labirinto de suas próprias idéias. Mesmo, dada a minha ignorância de baixo QI registrado na burocracia oficial, desamparado pelos homens geniais, faço minhas simplificações históricas. A mais antifundamentalista é a de que não se pode reparar erros históricos sem cometer outros tantos e provavelmente piores em tudo. Por isso não trago recorrentemente a minha memória o holocausto. Também não trago à lembrança cotidiana a prática de guerrilha dos israelenses quando buscavam a criação do Estado de Israel. Pratica que os ingleses usaram e abusaram, principalmente lançando ao ópio toda uma civilização chinesa. Isso tudo sem falar nas nossas reparações históricas e principalmente presentes. Sei que a reparação histórica é difícil e por isso guardo essas informações apenas em meu DNA. São informações que, certamente, irão apontar as soluções que virão em bases outras e provavelmente já decididas por quem realmente pode mudar o destino dos povos massacrados pela ignorância e a pobreza de tudo, principalmente espiritual, afundados em religiões inventadas e distorcidas dos seus verdadeiros deuses. Não será uma saída simples para questões que se arrastam há décadas e que no final das contas estão amarradas ao tabuleiro de um jogo de xadrez em que nós somos os peões. Eu daqui faço a minha parte: clamo pelo estado palestino em espaço lesado e agradeço a Deus ser brasileiro, com a mala pronta, apesar de a nossa desordem estar chegando ao caos do oriente médio.
Um abraço
Marco B

Anônimo disse...

Alguém sério tem alguma dúvida que a "causa palestina" virou bordão da esquerda mundial? E quem são os porta-vozes da esquerda? Além da ONU, os jornalistas "engajados". Esse exemplo é típico do engajamento do jornalismo de esquerda, do mesmo que modo que o foi a foto dos índios selvagens nos confins da Amazônia, posando com lanças em riste contra um suposto avião.

Pedro disse...

Adolfo,
corpos mortos sõa o 'maior' marketing do Hamas.

marco bittencourt disse...

29/01 - marco bittencourt Carta ao comuna gente boa STEPAN NERCESSIAN que fala da Crise à Dona Geralda --------------------------------------------- Você está falando da crise e muito me interessou. A crise já foi desvendada. Todos sabemos que numa economia de mercado as imbricações são muitas e não podemos dizer onde a economia irá repousar. Os piores erros são os dos políticos que, geralmente, na desculpa de corrigir os erros em direção a todos, tomam medidas alentadoras apenas para um pequeno grupo. De qualquer sorte, a economia americana vai se estabilizando aos poucos e assim poderemos aguardar dias melhores em nossas expectativas madrastas. Aqui, na verdadeira crise, ninguém quer tocar. Deixando isso de lado, vou a um outro assunto. A nossa crise de valores e de vontade para mudar o certamente errado, situação em que você com justiça não se encaixa. Ontem vi uma reportagem sobre a casa dos artistas e aproveito para lhe parabenizar por ação efetiva de amor ao próximo. Estranhei apenas seu comunismo reprimido. Todos sabemos que as contas previdenciárias são complicadas e você, salvo melhor juízo, se esquivou de se empenhar por verbas públicas para superar o problema crônico dos atrasos previdenciários dessa nobre instituição protetora dos artistas desamparados, em nome de uma independência política; tosca, talvez. Eu que não sou comuna acho legítimo e muito legítimo que você, como responsável pela gestão da entidade do Lar dos Artistas, proponha projeto de lei para que o Estado assuma o ônus previdenciário. Se você fizer as contas, verá que estão fazendo o papel que é obrigatório do Estado. Todos os artistas, como qualquer cidadão, pagam impostos. Esses impostos geram uma cidade, uma civilização, um país. O fato é que quando uma criança nasce ela já encontra uma civilização pronta. Ela nada paga por isso? Claro que não! Os velhos sabem que estão deixando uma herança espetacular para os que nascem hoje e cobrarão por isso. Sabem, ainda, essencialmente, que as crianças só poderão crescer com sucesso se cercada de uma boa educação que aos mais velhos muito custa. Essa é a verdadeira lógica de uma previdência social que não é contada nos livros textos de economia e muito menos de sociologia. A contabilidade previdenciária tacanha de quem só retira dinheiro da população tem que ser chutada pelos cidadãos comuns. Por isso faço meus votos que assuma seu comunismo e toque projeto reparador do Estado para que ele assuma definitivamente o ônus trabalhista do grupo de trabalhadores que lá se encontra na labuta de bem cuidar dos mais necessitados. Minha sugestão é que você proponha uma lei em que os atuais empregados daquela instituição sejam transformados em servidores públicos e, quando da aposentadoria dos mesmos, fossem eles substituídos por processo seletivo de responsabilidade de vocês mesmo, gestores da entidade . Eu como duvido da essência do comunismo, mesmo sabendo que a solução comunista lá no lar dos artistas estaria, faço pouco caso de sua efetivação voluntária. O projeto comuna seria simples: substituição de todos os trabalhadores contratados por moradores sãos do Lar dos Artistas, em pagamento comunitário justo. Mas o comunismo é uma farsa, quando não imposto na marra. Assim prezado irmão, mesmo distante em ideologia, sinto-me muito perto de ti por tão linda empreitada de verdadeira solidariedade e faço votos que encontre o verdadeiro caminho para a superação dos problemas pedestres que vocês artistas, como nós simples mortais, encontramos em nossas vidas. Pouco me importa se somos comunas ou liberais. O que me importa é que verdadeiramente sejamos o que propalamos, superando a difícil busca de verdadeiros amigos. Um abraço Marco Bittencourt

Padim disse...

Olá,
por acaso encontrei seu blog e fiquei espantado quando vi a foto. Fui pesquisar para saber se era de fato uma montagem. Não encontrei a mesma. Mas encontrei a foto do mesmo menino, já morto, no chão, junto com outras criaças.

http://2.bp.blogspot.com/_DP-qmrwEvGI/SWO37fNjRUI/AAAAAAAAEHA/9FtsldRloI4/s400/meninosmortos.bmp

Neste outro site, discute-se sobre os exageros e falhas do jornalista, mas o menino continua lá, morto.

http://www.camera.org/index.asp?x_context=9999&x_article=1754

resumindo. acho que é preciso sim desconfiar. mas também precisa-se investigar.

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