quarta-feira, 25 de março de 2009

ABSURDO o pacote habitacional de Lula

Este blog deixa claro desde hoje: É CONTRA O PACOTE HABITACIONAL DE LULA.

ABSURDO o governo estimular que pessoas sem renda comprem imóveis. Foi EXATAMENTE assim que começou a crise americana, o Brasil vai pelo mesmo caminho.

O governo vai DAR casas praticamente de graça para a população de baixa renda, pergunto: quem vai pagar a conta?

O governo brasileiro está saqueando o FGTS, só tenho um comentário nesse ponto: quando ocorrer uma recessão e os trabalhadores forem sacar dinheiro do FGTS vão descobrir que o gosverno já gastou tudo com populismo. Não tem dinheiro no FGTS para tanta festança.

O governo vai estimular a fusão de grandes construtoras em dificuldades, isso é outro erro. Afinal, diminui a competição e torna o preço dos imóveis mais caros.

Ao invés de malabarismos absurdos este blog sugere uma medida muito mais simples para acabar com o problema da falta de moradias: basta ao governo DAR DE GRAÇA os terrenos. O Estado é o maior proprietário de terras do país, basta dar de graça os terrenos e o preço das casas desaba. Com menos de R$ 20.000,00 é possível construir uma casa, desde que o terreno já tenha sido dado. Se o governo quer mesmo acabar com o problema da moradia basta parar de "negociar" terrenos em troca de favores, e dar logo esses terrenos para a população.

Outra medida que ajuda a diminuir o problema das moradias: DIMINUIR a absurda legislação referente ao uso do solo urbano. Essa legislação é a principal responsável pelo custo altíssimo de imóveis em várias partes do país.

Por fim, temos que lembrar que dar o terreno significa dar o direito do proprietario VENDER o terreno caso queira. DAR terrenos PÚBLICOS (que devem ser feitos mediante sorteio para QUALQUER pessoa que queira independente da renda) e DIMINUIR a legislação referente ao uso do solo urbano são a chave para acabar com o problema de escassez de moradias no Brasil. Em contrapartida, DAR UMA CASA E ARCAR COM O ÔNUS FINANCEIRO É O CAMINHO PARA A CRISE.

18 comentários:

Núcleo de Estudos e Projetos sobre Municipalidade/FAP disse...

Brilhante, Adolfo.

Anônimo disse...

Tenho outra idéia. Se o governo quer usar os recursos do FGTS para aquecer a economia (seja lá o que isto significa) que tal simplesmente acabar com o FGTS? Cada um pega a grana que tem lá e gasta como achar melhor... oops não dá para fazer isto porque o governo (não apenas este governo) queimou toda a grana do FGTS emprestando para quem não paga, triste.

Abraço,

Roberto

JOÃO MELO disse...

Prof. Adolfo, cada dia é cada uma. Quando pensamos qe chegamos ao fundo do poço da ausência de moral e ética, mais de 80% da população estao rindo, felizes com suas bolsas e bolsas. Como existem ideias brilhantes para certas coisas e continuismo cabralino sob o manto vermelho do patrão estado. Que venha 2010 e um novo Brasil. Abraço, Joao Melo direto da selva.

André Sousa Ramos disse...

Professor,
Discordo de alguns pontos no seu comentário. Primeiro, a crise americana começou por uma falta de critério incentivado pelo governo americano, acredito que o pacote atual está estabelecendo um critério para a concessão a juros menores. E não reclamamos tanto que o spread bancário no Brasil é absurdo? Sinceramente não entendi qual o problema nessa redução. Mas o fato que realmente me preocupa é que segundo alguns lideres de empresa da construção civil é que não estariamos preparados para atender uma procura tal grande por casas e apartamentos pressionando uma inflação de demanda. Nesse ponto o tiro do governo estaria errado.
André Sousa Ramos – Aluno UCB - Introdução a macroeconomia

Marco Bittencourt disse...

Quero crer que o FGTS foi o maior conto do vigário implantado pela ditadura militar. Primeiro, a estupidez dos economistas engenheiros. Acharam e muitos ainda acham aritmeticamente que estariam aumentando a poupança. Tolice. Os trabalhadores, sabendo que existe uma poupança forçada, reduziram a voluntária. Em segundo lugar, os pequenos empresários antecipam a indenização por demissões futuras que podem até não se concretizar efetivamente. Pior ainda. Embora os grandes empresários também fazem o mesmo, só esses é que conseguem se valer dos programas governamentais que usam ou usaram a grana do FGTS com remuneração ridícula vis-à-vis ao que usualmente se paga no crediário normal (ou melhor, anormal). Aqueles empresários pequenos e médios jamais conseguem colocar a mão nessa grana fácil que estimo só exista hoje no papel da contabilidade Mandrake dos bancos. Em terceiro lugar, o trabalhador não pode direcionar a aplicação dessa poupança e assim o governo (burocratas inescrupulosos ou simplesmente vigaristas) a aplica em programas que ele, governo, entende razoável. Também só pode usá-lo em situações que o governo entende como razoável, geralmente na velhice quando as perdas com a baixa remuneração são significativas. O problema maior é que eu e todos os trabalhadores que se valem do FGTS gostaríamos que ela tivesse a remuneração que a divida interna tem ou que pudéssemos eleger quais ativos gostaríamos de aplicá-lo, até para antecipar rendimentos. O pior mesmo é que esse sistema só financiou empresários ineficientes e empreiteiros que desovam no mensalão, trazendo as piores distorções econômicas, políticas e sociais. Assim sendo, acho mesmo que a sua extinção traria benefícios para todos, inclusive os trabalhadores. Os empresários picaretas teriam que efetivamente buscar grana no mercado de capitais e as demissões arbitrárias poderiam ser tratadas como os franceses estão tratando ou até mesmo voltarmos ao que tínhamos antes.
um abraço
marco b

lelê disse...

Quando soube da notícia eu achei um absurdo, e pensei: - Realmente o governo brasileiro quer imitar os EUA mesmo, só que esquecem que o nosso PIB é muito áquem deles, não temos dinheiro para pagar essa conta. E mesmo que tivesse é um absurdo pagar por um erro imitado e ainda por solução errada, como pacotes de ajuda que O Governo americano está DISTRIBUINDO. Más, os governantes não querem saber quem vai pagar a conta, querem fazer populismo, querem se reeleger..Isso vai beneficiar o mau pagador, o que não tem renda suficiente. E ainda somos obrigados a ouvir do Ministro da Fazenda que com esse pacote o PIB vai aumentar 2% além do previsto! Bem, acho que até eu vou entrar na jogada, já que o Governo vai pagar minha conta!
Pior que aprender é aprender. errado.

Alessandra Santos

Lu disse...

Com tanta coisa boa pra copiar o Brasil resolve seguir os piores exemplos...É fantástica a insistencia que o Brasil tem em fazer burradas!

Anônimo disse...

Esse é uma daquelas lutas ROMANAS, quem não gosta do Gênero acha estranho.

Anônimo disse...

Claro, boa ideia!
Temos estudos de caso que provam que isso dá muito certo. Vejamos a capital federal. O politica de habitação do solo é a mais avançada do país. Aqui o governo DOA os terrenos e as cidades que surgem são ótima... saneada, seguras, urbanizadas. O problema de moradia definitivamente acabou depois que Roriz sorteou os lotes. Tem tb a política de mudança de orientação econômica de terras, que tb tem se provado algo que muito ajuda o desenvolvimento regional. Cada uma viu!

Anônimo disse...

Eu quero o meu barraco

FIXtheMAD disse...

Eita, tem um aí em cima que não está satisfeito com apenas casa de graça. Quer rua asfaltada, agua encanada, polícia, iluminação das ruas, calçamento...

Tudo direito do cidadão né!? Só o que falta é "vontade política"!

E da-lhe matemágica econômica!

Anônimo disse...

Daqui a pouco será um grande negócio se pobre no Brasil, e continuar pobre será garantia de mamata!

Rafael P. disse...

Ainda não li o pacote. E como não conheço, não me sinto seguro para critica-lo tão veementemente.

Então digo apenas para fins de ponderação: Ao se fazer uma análise crítica é importante a gente separar (1)"uma politica habitacional realizada de fato" de (2) "da necessidade ou não de uma atuação do setor público sobre o mercado habitacional".

sobre o ponto (1), a experiencia no Barsil é bem heterogêna, mas as experiencias que deram com os burros n'água são MUITAS !

sobre o ponto (2), isso é uma longa discussão. Até porque necessidade de uma política PUBLICA nacional não justifica qualquer tipo de intervenção. è importante reconhecer certos limites do que o Estado pode e do não é desejável qu o Estado não faça em se trantando deste tema.

Anônimo disse...

Caro Adolfo;
Segue abaixo o comentário de um Senador a respeito do seu artigo.
"não existe nenhum ponto de contato entre o sub-prime e o programa habitacional recém lançado.
O mecanismo que impulsionou o subprime foi a especulação. A dinâmica que levou à crise internacional de crédito tinha como mola de propulsão a especulação.
O programa habitacional do Governo Lula é uma política anti-crise que tem como método gerar um círculo virtuoso, recuperando o crédito, gerando empregos, impulsionando a dinâmica tanto na macro quanto na microeconomia. Além disso, não podemos ignorar a motivação social.

2. O Governo NÃO está saqueando o FGTS. O Fundo tem mais de R$ 200 bilhões em caixa. Destes, o programa vai utilizar menos de 20%. Segundo informou o Ministro do trabalho, mesmo que todos os brasileiros participantes do fundo resolvessem retirar o dinheiro imediatamente, ainda assim o fundo suportaria. Portanto, não existe o risco apontado nos comentários atribuídos ao Adolfo.

3. Quanto as fusões, o que se consideraria mais correto? Deixar as empresas quebrarem, criando um círculo vicioso e desempregando milhares de trabalhadores? O que seria melhor do ponto de vista macroeconômico?

4. A sugestão de distribuir terrenos da União, partindo de um morador de Brasília, é uma estultice. Brasília foi um grande laboratório desta "política", durante os quatro mandatos de Roriz. Hoje a cidade amarga seríissimas consequencias desta irresponsabilidade. As "casas" construídas nos terrenos doados não passam de barracos sem a menor condição de vida digna, em ruelas sem qualquer saneamento, gerando problemas gravíssimos de saúde pública e, principalmente, são as principais formadoras dos exércitos do tráfico e os principais focos de violência do DF. Em Brasília temos alguns dos lugares considerados campeões de violência no mundo, com índices de violência superiores inclusive aos de países em guerra.

5. Por outro lado, é evidente que o Programa vai render frutos eleitorais. É óbvio que isto seja planejado e seja perseguido pelos governantes.
É uma hipocrisia ficar "acusando" o programa de ser eleitoreiro.
Que seja eleitoreiro, que venham mais e mais "programas eleitoreiros" deste quilate.
È muito mais inteligente e produtivo para a população fazer programas "eleitoreiros" com impacto social relevantemente positivo do que fazer "esquemas" de caixa 2 e outras metodologias histórica e largamente adotadas.
"
cervone@netcabo.pt

Anônimo disse...

"O Estado é o maior proprietário de terras do país"

Quanto às terras em zona rural, isso é evidente. Mas quanto ao solo urbano, também é assim?

By the way, você já viu isto:

http://www.alcance.cnpm.embrapa.br/conteudo/conclusao.htm

É a Embrapa quem diz, plantar no Brasil é ilegal!

Cedric disse...

Ronald Coase / Hernando De Sotto na veia... concordo plenamente com a doação de terrenos estatais.

Delvecchio disse...

Sinceramente, alguém ficou surpreso com essa política? A gastança desenfreada e irracional é marca mais do que registrada dos PeTralhas aloprados. A crise econômica e o déficit crônico habitacional foram meras desculpas para os PeTralhas fazerem o que mais gostam: aumentar o G e diminuir o I das contas nacionais.
Os economistas neo-keynesianos marxistas do governo confiam demais no multiplicador keynesiano. O problema é o povo ter paciência para aturar esses aloprados!

lelê disse...

oi Adolfo!

Li o comentário do Senador, acima. Só me diz uma coisa de onde vem esses 200 bilhões em caixa? segundo ele, mesmo se todos os trabalhadores resolvessem sacar isso sobraria! não sabia que a previdência tinha tanto! e o governo só vai usar 20% disso?

Alessandra Santos

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