quarta-feira, 17 de junho de 2009

OBama: O pesadelo não tem fim

Depois de dar superpoderes para uma agência federal (FDA) regular o comércio de tabaco, Obama ataca novamente. Agora quer uma super agência para regular o mercado financeiro.

Dentro das atribuições dessa super agência podemos destacar a preocupação estatal de decidir o que é melhor para o consumidor, para o governo proteger o consumidor significa regular o mercado. ERRADO. Regular o mercado DIMINUI a competição entre bancos, aumenta o poder dos grandes conglomerados financeiros e PIORA a situação do indivíduo comum.

O que a super agência e o governo ignoram é que existe APENAS UMA proteção efetiva ao indivíduo contra os grandes grupos financeiros: competição. Quanto mais competição houver no mercado bancário MENOR será o poder dos bancos e MAIOR será a proteção ao indivíduo.

Essa super agência proposta por OBAMA é o começo do pesadelo, ela será ineficaz para regular os bancos que quiserem assumir grandes riscos e irá aumentar o custo de operação dos bancos mais conservadores. Tal agência diminuirá a competição entre bancos, e o resultado disso será o aumento das taxas cobradas pelos bancos dos indivíduos.

Enfim, tal agência só servirá para uma única coisa: coordenar o movimento de ajuda federal aos bancos falidos na próxima crise. Afinal, quando o governo intervém tanto em determinado mercado fica evidente que ele irá socializar para o indivíduo comum os prejuízos futuros decorrentes dessa intervenção.

5 comentários:

lelê disse...

Olá!
Concordo com suas observações, além de diminuir os lucros das instituições, porque não estarão propensas ao risco e o custo das operações será oneroso. Acredito que isso também, aumenta o poder de corrupção, pois detém o poder, as regras nas mãos de único regulador o FED. Este ditará as regras do mercado e das instituições. Temos caso como Banco Central que é o que aqui no Brasil. continua pairando no ar que a crise foi culpa das instituições, que como diz o nosso presidente Lula, especularam em cassino. Ora dá poder aos inadimplentes sem nenhuma garantia de receber teria como conseqüência essa crise.
Quem deve assumir os prejuízos da crise são quem arriscou e perdeu as instituições e não o governo.
Alessandra Santos

Anônimo disse...

Faz o favor de entrar em contato comigo!!!!

BEBEZÂO

Anônimo disse...

Quanto ao caráter competitivo, tudo bem. Mas quanto a questão do rico, não concordo. A regulação é pertinente, pois sabemos que banqueiro é sinônimo de ladrão , como todos viram com a crise recente. Se deixarmos os banqueiros assumirem riscos exagerados, esteja certo que ele o fará apenas com a nossa grana. Pelo pouco que li sobre o assunto, acho que foram boas as medidas.
um abraço
marco b

João Vitor Perim disse...

Não sei até que ponto está certo mas, segundo a "VEJA" essas novas agencias serviriam para diminuir e descentralizar o poder do Fed e não colocar mais poder em suas mãos. Defendo também a tese de que iria prejudicar a concorrencia em certos aspectos e aumentar os custos bancarios, mas será que uma pequena regulamentação não serviria ao proposito de diminuir os riscos? já que está provado que quem irá arcar com os prejuizos são todos menos os responsaveis sem ou com as novas agencias reguladoras, pelo menos desse modo estariam precavidos contra prejuizos absurdos.

Eduardo disse...

Olá Grande Adolfo.
Não concordo plenamente com suas colocações, pois em certas situações o governo deve sim intervir para melhorar a vida de sua população. Recentemente lí o livro "NUDGE". Este nome significa "CUTUCÂO" em português coloquial. O autor é Richard Thaler e é muito feliz em suas colocações, onde são colocadas situações em que a "Mão Invisível" é muito útil à população. Sugiro esta leitura a todos e aguardo seus comentários.
Grande Abraço.
Eduardo Borges.

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