sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Selva Brasilis e o Muro de Berlim

Excelente a idéia do Selva Brasilis:

"Em Novembro a queda do muro de Berlin faz 20 anos. O SB vai postar vários artigos sobre esse glorioso fato histórico. A ruína do comunismo é obviamente ignorada por historiadores, jornalistas e cientistas sociais, todos eles escravos mentais do marxismo e, portanto, inimigos da liberdade."


Na minha opinião existem três tipos de países: os que constróem muros para evitar que outros entrem, os que constróem muros para evitar que sua população fuja, e os que não constróem muros e deixam o fluxo migratório livre. Eu prefiro o terceiro tipo, mas este modelo ainda está longe de ser alcançado. Contudo, chama muito a atenção que os intelectuais brasileiros adorem países que prendem sua própria população. Cuba, China, as antigas repúblicas do leste europeu e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sempre foram o modelo ideal para parcela significativa da esquerda brasileira.

Olhando o "ideal" que a esquerda almeja podemos ter uma idéia do que ela planeja para o futuro caso tenha autoridade para tanto. Construir um muro para evitar que sua própria população fuja é a prova cabal do fracasso socialista. Por que é tão difícil aos intelectuais abordarem honestamente o significado do Muro de Berlim?

Da próxima vez que seu professor marxista pregar contra o neoliberalismo, pergunte a ele porque a "utopia" socialista precisa construir muros para evitar que sua própria população fuja. Se o socialismo é tão bom, então por que quem vive sobre esse regime quer ir embora para países onde impera o malvado neoliberalismo?

Dou uma dica: seu professor marxista provavelmente começara a resposta assim "A realidade não é tão linear assim.... você precisa entender o jogo de poder ...".

Construir muros nunca é bom, mas entre morar num país que constrói muros para evitar que outros entrem, ou morar num país que constrói muros para evitar que você saia, eu fico com o primeiro. A propósito, o local onde os muros evitam que você saia tem um nome: prisão.

20 comentários:

Daniel M. disse...

Adolfo, segue uma notícia pra lá de preocupante para quem valoriza a liberdade de informação.

“Governo lança programa para regular a internet no país”
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=153442

Francisco Cruz disse...

Prof. Adolfo.

O pior escravo é aquele que pensa que é livre, ou que pode ser livre. Esse pobre diabo desconhece o sentido do termo liberdade.

Quando você quiser falar de Cuba não se esqueça de falar do embargo econômico, pois nem todos os alunos dessa instituição são idiotas para acreditar nessas excrescências que você vive a apregoar.

Blog do Adolfo disse...

Caro Francisco Cruz,

Embargo economico???? Mas nao era voce que era contrario a globalizacao???? Ora se a globalizacao eh tao ruim como voce acredita, entao o embargo economico deveruia ter tornado cuba uma potencia!!!!

Decida-se meu caro... ou globalizacao eh ruim ou entao embargo economico eh ruim.... ambos nao pode.

Abracos,
Adolfo

Anônimo disse...

"Quando você quiser falar de Cuba não se esqueça de falar do embargo econômico, pois nem todos os alunos dessa instituição são idiotas para acreditar nessas excrescências que você vive a apregoar."

A parte de Cuba o Adolfo já respondeu, ele poderia ter dito que Cuba não é exceção, é regra. Via de regra países comunistas impedem a saída de seus residentes, com ou sem bloqueio...

Mas o que me impressiona na frase acima é a parte depois da vírgula. É impressionante o modo totalitário de pensar, conheço o Adolfo a mais de 10 anos, não imagino que ele aspire por um mundo em que todos concordem com ele, nem mesmo a maior parte, talvez nem mesmo muitos...

Apenas em regimes totalitários exige-se que todos concordem com a mesma coisa. A essência da visão liberal é exatamente que cada indivíduo é tão diferente dos demais que é impossível criar padrões que se adaptem a todos, por isto defendemos que deve existir o mínimo de regras. A regras, por sua natureza, devem ser cumpridas por todos e isto agride a individualidade de cada um. Exatamente o contrário da visão onde devem existir muitas regras, mas que nem todos devem cumpri-las (visão que ficou explícita, por exemplo, na defesa do Sarney).

Outro ponto do discurso totalitário presente na frase é que ao invés de discordar como indivíduo opta-se por apresentar-se como coletivo ("nem todos os alunos" ao invés de eu discordo). Isto baseia-se no conceito de que uma idéia é mais nobre quando aprovada por uma coletividade, qualquer uma, desde que uma coletividade. Note-se que ao prevalecer este conceito Darwin, Galileo e outros que mudaram a forma do mundo pensar (suprema ironia, posso incluir Marx nesta lista) deveriam ter escolhido ficar calados, pois, de início, não possuíam uma coletividade a apoiá-los. É exatamente a idéia individual que faz o mundo progredir (talvez por isto os regimes totalitários tenham sido tão completamente vencidos pelas democracias), como sabemos toda idéia consensual representa o pensamento médio e, portanto, é medíocre.

Antecipo que não conheço o Francisco Cruz de forma que nada posso ter contra ele, creio discordar dele em relação a Cuba e lamento profundamente a tentativa de desqualificar idéias como excrescências. Mas não pude resistir a apontar a natureza do mal totalitário em passagens aparentemente inocentes de um tipo de discurso cada vez mais comum por estes lados.

Abraço,

Roberto

Anônimo disse...

A idéia de comemorar os 20 anos da vitória final das democracias sobre os regimes totalitários (nazismo e comunismo) é sensacional. Trata-se, sem duvida, do evento mais relevante do século XX.

Por esta ocasião vale uma homenagem ao grande guerreiro desta batalha, Winston Churchill, o homem que conduziu a vitória sobre o nazismo, antecipou a batalha contra o comunismo e, apesar de não viver até a vitória final com a queda da cortina de ferro (expressão criada por Churchill), participou ativamente da elaboração e implementação da estratégia vitoriosa.

Abraço,

Roberto

Anônimo disse...

Os que são contra o liberalismo não têm argumentos sólidos. Têm apenas chavões. Ou será Chávez? (perdão pelo feliz trocadilho).

Pedro H. Albuquerque disse...

Matou a pau Adolfo!

Nilo disse...

Se Cuba é tão bom assim, não precisa dos bens produzidos pelo "Capitalismo Utópico"

Bruno Pontes disse...

Professor Sachsida, história verídica.

Certo dia, no meu tempo de faculdade de jornalismo, participei de uma debate transmitido pela rádio da universidade (UFC). Eu e um comunista cinqüentão discutindo Cuba. Perguntei-lhe por qual motivo centenas de cubanos fugiam do paraíso socialista, atravessavam o mar em balsas improvisadas e buscavam refúgio no império do mal. A resposta:

"Esses cubanos são iludidos pela propaganda ianque, iludidos pelas promessas do capitalismo".

Pronto. Essa foi a explicação.

Eu ia perguntar então por que esses cubanos, percebendo que tinham sido enganados pelo feitiço ianque, não pegavam as balsas e remavam de volta para o paraíso. Mas aí o apresentador do programa, um professor meu, tratou de mudar de assunto...

Anônimo disse...

É duro viver sem o dinheiro dos EUA, né?

Diego Cezar disse...

Excrescência sai da boca do intelectualóide que reclama de "liberdade" onde vive, ao passo que faz apologia a uma ditadura assassina.

O "bloqueio americano" é desculpa esfarrapada de trouxa que não quer enxergar a realidade, que Cuba é uma porcaria como foi qualquer outro país socialista. Cuba apenas teve o mesmo destino de TODAS as demais experiências socialistas: O FRACASSO TOTAL. Cuba não poderia ter sido diferente, mas tem trouxa que acredita que "foi o bloqueio".

Cuba sempre teve todo o bloco comunista com quem fazer comércio durante a Guerra Fria, pelo menos um terço da humanidade, exportava o açúcar que produzisse a preços preferenciais, como importava o petróleo de que precisasse a custos preferenciais. No mais, Cuba recebeu subsídios bilionários da URSS durante décadas, em valores superiores ao Plano Marshall.

E nem assim Cuba deixou de ser uma porcaria vergonhosa, seja politicamente, economicamente ou socialmente.

Depois, estão reclamando do quê? Querem o consumismo americano explorando Cuba também? É duro ficar sem o dinheiro americano, né?

Thiago disse...

Excelente artigo, Adolfo. Só tenho um reparo, que é uma opinião pessoal minha. Não acho que os países democráticos devam aceitar uma imigração livre. A política de imigração deve ser capaz de filtrar elementos indesejáveis. Hoje os EUA e os países da Europa são nações "submergentes" em parte por causa da imigração ilegal indiscriminada.

Carla Sousa disse...

"nem todos os alunos dessa instituição são idiotas para acreditar nessas excrescências que você vive a apregoar."

Me senti ofendida caro Francisco.

Antes da liberdade política tem que haver liberdade individual. Eu acredito no que o prof Adolfo diz por serem baseadas em fatos... e não sou idiota. =D

Diego Cezar disse...

"O pior escravo é aquele que pensa que é livre, ou que pode ser livre. Esse pobre diabo desconhece o sentido do termo liberdade."

Pelo jeito eu não sei o que é ser livre, o professor Adolfo também não sabe, e nenhum dos demais aqui tampouco. Mas o senhor Francisco sabe!

Já que o senhor Francisco conhece um termo que não conhecemos, convido-o por gentileza a nos explicar sucintamente o que é o termo "liberdade"? Depois, sem enrolação, responda: o cidadão cubano por acaso conhece o termo liberdade?

Felizmente, liberdade é um conceito bastante objetivo e pode ser definido sem enrolações de intelectualóides. Eu me sinto bastante livre quando posso sair nas ruas com uma camiseta 'Fora Lula' sem ser assediado pelas autoridades, talvez o senhor pudesse dar uma volta em Habana com uma camiseta 'Fuera Castro' para ver o que acontece.

Lá não pode haver menos liberdade do que aqui, certo?

Pode ser que a minha liberdade seja imperfeita e cheia de furos, os próprios liberais são os primeiros a denunciarem essas imperfeições do sistema, mas não será um vermelho enrustido fã de uma Ilha-presídio quem me ensinará sobre o significado de liberdade.

Por fim, o pior escravo é o intelectual covarde que não aguenta uma boa dose de lógica e põe a cabeça na areia até tudo passar, para depois repetir as mesmas excrescências como se nada tivesse acontecido.

Realmente, felizmente nessa instituição nem todos os alunos são idiotas para acreditar em intelectuais picaretas...

Anônimo disse...

bem... todos nós sabemos que há sim, e q c ctz, o embargo sofrido a Cuba durante todos esses anos impede o crescimento daquele país. O embargo que os EUA têm feito em todos esses anos, impedindo até que produtos de outros países que tivessem qlqr matéria-prima cubana fossem importado para lá etc e tal. Sabemos que por trás desse embargo outros países ficaram 'obrigados' a fazer o mesmo, e por quê? pela globalização. rs Ou vc faz negócio comigo ou com eles?? Não tem uma história assim?? A minha opinião: Cuba é forte por ter resistido há tanto tempo as grandes pressões das potências do capitalismo.
Agora qto a fuga dos hermanos cubanos... tem uns aqui que sairiam sem pensar dessa nossa pátria amada e idolatrada, como tbm tem gente saindo da Europa e dos EUA para países subdesenvolvidos, fato! E eu não creio que isso seja índice de seja lá o que vcs querem que seja.

Se a proposição A é V → B é V, e isso implica, consequentemente, que a proposição C também é V ↔ a D for V.
Dados:
A= Eu acredito nas excrescências que o prof Adolfo vive a pregoar.
B= Eu sou idiota.
C= Todos os alunos daquela instituição são idiotas.
D= somente um naquela instituição não é idiota.
õ0

Simone. disse...

O q eu mais estranhei nesse comentário do Francisco, e nos comnts de resposta a ele, foi que ninguém achou estranho o emprego do substantivo "excrescências", nem sabia que ele era usado nesse sentido. Se é que ele foi usado no sentido que eu acho que foi. õ0

mas então..
acho que existem idiotas para acreditarem em tudo e há fatos que comprovam tais idiotices, e, assim, fazerem elas parecerem verdades.
Mas uma coisa eu sei, o que vc acredita pode não ser idiotice para vc, mas pode ser para mim, e vice-versa. c'est ça! ou seja, é tudo uma questão de ponto de vista que a gente tem que respeitar. discordar pode, porém de outra maneira. rs

Anônimo disse...

Ser excluído da globalização é uma merda mesmo, né, colega?

Diego Cezar disse...

Isso não se trata dos fluxos migratórios entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Todo lugar é sujeito a fluxos de emigração e imigração por razões diversas, independente do seu desenvolvimento, e cada sociedade tem sua política para tratar disso:

a) Há sociedades que fazem muros para prender dentro os seus cidadãos.

b) Há sociedades que fazem muros para prender fora os cidadãos de fora.

c) Há sociedades que apenas deixam rolar.

TODAS as experiências socialistas são do tipo A.

Sinto dizer, mas em qualquer contexto o fluxo sempre foi de socialismo ----> capitalismo.

Os cubanos "explorados" encontram mais dignidade lavando louça e varrendo ruas nas cidades americanas do que no puteiro onde viviam, tanto que preferem isso a voltar de balsa ao presídio de onde fugiram.

Em todas as experiências socialistas seus cidadãos são apenas GADO.

-

Também não está sendo negado aqui que o embargo comercial seja prejudicial a Cuba.

É sim.

Aceitar isso é aceitar que estar fora da globalização é uma coisa ruim.

Ainda bem que pelo menos isso é ponto pacífico aqui.

E sim, essa é só uma desculpa fajuta de quem não consegue aceitar que Cuba é um fracasso porque tem um sistema fracassado.

-

Por fim, o embargo americano é desde sempre uma proibição a firmas e cidadãos americanos de praticarem comércio com Cuba.

Que choradeira é essa? As empresas americanas não são maléficas?

Sobre a cláusula Helms-Burton, que estende o boicote comercial a empresas estrangeiras que fazem comércio com Cuba, esta só entrou em vigor em 1996.

1996.

Cuba é uma porcaria desde muito antes disso, com bilhões de subsídios soviéticos e tudo.

Por fim, China, Rússia, América Latina, Europa... Não faltam parceiros comerciais para uma pequena ilha como Cuba.

Ginno disse...

Para mim o ponto mais alto do nosso professor nao é a sua formação e nem a sua experiencia no que encina (que nao é pequena), e sim a sua capacidade de respeitar o direito individual de seus alunos. Nosso professor nao obriga seus alunos a acreditar em seus ideais. Pelo contrario, ele estimula e encina seus alunos a argumentar e defender o que acreditamos. Se tivesse um professor igual o Adolfo em sua formação talvez nao estava defendendo o que você acredita dessa forma. Você por acaso ja viu um americano fugir para Cuba? Acho que eu ja vi um monte de cubanos fugir para o EUA, alias eles fogem ate para o brasil.
O cidadão é contra embargo e contra a globalização. Mesma coisa de ser flamenguista e vascaino a mesmo tempo.

Lura do Grilo disse...

Em Cuba:
- Não há banqueiros;
- Não há multinacionais;
- Não há grandes empresas;
- Não há açambarcamento;
- Não há exploração do ser humano;
- Não há lucros absurdos;

Então tem tudo o que o Marxismo ansiava. Mas afinal é um Museu dos anos 50 (meados do século XX)

Só tem uma mistério: qual a razão de serem tão pobres, de não poderem explorar um pedacinho de terra para cultivar os seus alimentos, de quererem sair de Cuba, de não terem absolutamente nada do que qualquer pessoa num país livre tem?

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