sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Custo da Covardia

Setembro de 1938: tudo estava preparado para o golpe. Os arquitetos: Marechal de Campo Erwin von Witzleben e General de Infantaria Karl-Heinrich von Stulpnagel. O chefe do Estado-Maior do Exército, Coronel General Franz Halder, apoiava o golpe.

A idéia era simples: Hitler queria invadir a Tchecoslováquia, a Tchecoslováquia possuia acordos de proteção com a Grã-Bretanha e a França. Segundo o cálculo dos conspiradores, tão logo a invasão alemã começasse as potências aliadas interviriam e invadiriam a Alemanha (que nessa época ainda não era páreo para seus adversários ocidentais). Assim, para evitar a guerra e a destruição da Alemanha, os conspiradores prenderiam (e se necessário fuzilariam) Hitler. Aliás, fuzilar ou prender Hitler era a única dúvida dos conspiradores. As tropas em Berlim já estavam em prontidão, sob o comando de Witzleben, para tomar o poder.

Aconteceu então o momento decisivo: Hitler ordenou a invasão da Tchecoslováquia, e o exército alemão marchou para os sudetos tchecos. Bastava que a Grã-Bretanha e a França declarassem guerra contra a Alemanha que o golpe seria posto em prática. Hitler seria deposto e preso (ou assassinado) no mesmo dia. Mas então aconteceu o inesperado: o primeiro ministro do Reino Unido, Arthur Neville Chamberlain, cedeu às exigências de Hitler e na Conferência de Munique aceitou a maioria das exigências nazistas. Ele acreditava que assim procedendo evitaria a guerra. O que Chamberlain fez foi evitar o golpe e salvar a vida de Hitler. O medo de ir à guerra, por ironia do destino, foi exatamente o que causou a guerra. Tomando o caso Tcheco como base, e acreditando na falta de empenho e de fibra dos Aliados, em setembro de 1939, Hitler ordenou a invasão da Polônia dando início a Segunda Guerra Mundial.

A decisão covarde dos aliados em setembro de 1938 não evitou a guerra, apenas adiou o seu início dando tempo para que seu inimigo se tornasse mais forte. Aproximadamente 50 milhões de pessoas morreram em decorrência da covardia aliada em não respeitar o acordo de proteção com a Tchecoslovaquia. Bastava uma simples declaração de guerra à Alemanha em setembro de 1938, e Hitler teria sido apagado das páginas da história. A covardia tem um preço, e cedo ou tarde todos são obrigados a pagarem suas contas.

Permitir que o Irã e que a Coréia do Norte tenham acesso a armas nucleares é um erro. Evitar a guerra com esses paises acreditando que os mesmos irão se conscientizar da importância da paz é cometer o mesmo erro que Chamberlain cometeu em setembro de 1938.

De maneira mais localizada, está na hora de darmos um basta no MST, está na hora de darmos um basta na corrupção e no bando de selvagens, inimigos da liberdade individual, que estão destruindo o Brasil. Acreditar que ceder aos inimigos da liberdade evitará o conflito é incorrer no erro de Chamberlain. Ditadores só entendem uma linguagem: força física.

9 comentários:

Fábio Mayer disse...

A covardia de Neville Chamberlain e a pasmaceira dos governos franceses custaram caro à humanidade, e demonstram historicamente que governos não podem titubear com questões de segurança.

Anônimo disse...

É isso aí. De covardia em covardia, chegaremos ao dia em que dizer Basta! já não será suficiente.

Anônimo disse...

'A covardia tem um preço, e cedo ou tarde todos são obrigados a pagarem suas contas.' Genial a frase. Bem sei, porque guardadas as proporsoes ja fui covarde e tive que pagar a conta. Seguramente esta entre os melhores post que eu ja li neste blog.

Ginno

Anônimo disse...

Adolfo, é pior do que voce imagina.
Antes de 38, Hitler decidiu rearmar o exercito alemão, e ultrapassar a zona desmilitarizada no vale do Rio Ruhr, afrontas claras ao tratado de paz da primeira guerra. NO segundo episodio, se a frança invadisse a alamenha, ela acabaria com o exercito alemão... Isso ainda em 1936.. Naquela ocasião, a covarde frança tinha uma supeioridade contra o exercito alemão de 5 ou 6 pra 1.
Sobre o Irã, penso os seguinte: o ocidente sabe que o Irã não vai jogar bomba alguma em Israel. VPense bem, no momento que o irã tiver a bomba, com misses balisticos, ele automaticamente ameaça os seguintes paises: Israel, Turquia (membro da UE), Russia, Paquistão, India e ate pedaço da China. Se o irã atacar israel, destroi, mas em bom portugues ele estará FUDIDO, pois nunca esses paises vão aceitar estarem ameaçados pelo Irã, detonam o Irã rapidinho. O máximo que ira acontecer é uma reedição da guerra fria, so que agora seria Israel X Irã, a não ser que Israel tenha a "first strike capability", que é o que deveria buscar. Ou seja, destruir o irã antes do Irã atacar

Oreiro disse...

Adolfo,

Tenho duas observações a fazer. Realmente o comportamento dos governos da França e do Reino Unido foi vergonhoso. A Tchecoslovávia tinha um exército forte, motorizado, e próximo do coração industrial da Alemanha. Uma Guerra contra a República Theca e os Aliados Ocidentais levaria a derrota clara e contundente da Alemanha. O Estado-Maior do Exercito Alemão sabia disso. Se Chamberlain não tivesse cedido em Munique ... 50 milhões de pessoas não teriam morrido. contudo, a França e o Reino Unido haviam sangrado muito na primeira guerra mundial .... e além disso, a população da França não crescia ao passo que a da Alemanha crescia quase 2% a.a ... pelos padrões da Guerra de 1914-1918 a Alemanha levava toda a vantagem do mundo sobre a combalida França (veja essa explicação nas memórias de Sir Winston Churchill).

Mas o pior foi em 1939 quand0 85% do Exercito Alemão estava na polônia. A França chegou a invadir a Alemanha, penetrando no Vale do Reno. A oposição ao avanço francês foi ZERO. Então o glorioso Exército Francês, considerado o "mais forte, mais bem treinado e mais bem equipado do mundo" ficou preocupado com a falta de resistência dos alemães e decidiu ... suspender a ofensiva e voltar para a "segurança" da linha Maginot ... Isso sim foi uma grande covardia .... Imperdoável.

Pedro disse...

ainda bem que a Alemhanha nao quer arrumar confusão com mais ninguem, e é un dos piladres da UE, por que se não, dava um pau da França de novo.
Vide guerras napoleonicas, vide guerra franco-prussiana, bide 2ª guerra.

Anônimo disse...

[gabiru] tipo, congresso reunido para o impeachment, até o presidente, o vice, os ministros do presidente e do stf, os fodoes das forcas armadas... daí um ou dois boeings se chocam contra a bagaca... e aí?


kkkkkkkkkkkkk

José Guilherme disse...

Pelo jeito você leu a entrevista do Aumann na veja. Interessante o paralelo com a situação do MST.

Marcio Rocha disse...

Tenho a impressão que as "decisões covardes" através da história, na verdade sempre foram tomadas por indivíduos com convicções de esquerda, apenas que (hoje mais do que nunca) se escondem atrás de uma fachada democrática...

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