quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tem o Estado o Direito de Dizer Quais Roupas Devemos Usar?

A liberdade individual é o maior bem da humanidade. Contudo, existem claras limitações a mesma. Geralmente, assume-se que você é livre para fazer o que quiser desde que seus atos não prejudiquem outras pessoas.

Para evitar que os atos de um indivíduo prejudiquem a outro, o Estado costuma manter um aparato legal que garante as liberdades individuais, mas ao mesmo tempo restringe uma série de comportamentos. Será que o Estado deveria restringir a maneira como as pessoas se vestem? Isto é, tem o Estado o direito de dizer quais roupas podemos, e quais não podemos, usar?

Não se apresse em responder. A questão acima é muito mais complicada do que parece a primeira vista. De maneira geral me parece absurdo que o Estado tente legislar sobre as vestimentas de uma pessoa. Não cabe ao Estado dizer com qual roupa devo trabalhar e com qual roupa devo ficar em casa. Contudo, existem situações cinzentas. Por exemplo: devemos permitir que gangues andem organizadas por roupas de cores iguais? O que dizer de mulheres muçulmanas obrigadas a andarem com o rosto coberto? Ou ainda, muitas vezes a vestimenta pode estimular a segregação numa sociedade, como é o caso de grupos religiosos que se identificam por vestimentas específicas.

A questão acima é bem complicada, e honestamente eu não sei a resposta. Mas acredito que esta é uma questão que valeria a pena pensarmos a respeito.

12 comentários:

Anônimo disse...

A resposta mais adequada para quem juga ou dita o que e como uma pessoa deve se vestir essa pessoa é simplesmente inócua.

Edvaldo Frazão

Fábio Mayer disse...

Certos direitos tem limitação no interesse público. É complicado, concordo, que o Estado venha a dizer o que as pessoas devem vestir, mas ao mesmo tempo, ele deixa claro que as pessoas não podem andar nuas por aí. São aspectos de uma mesma questão, porque a liberdade plena, que muita gente apenas acha que tem, lhe daria o direito de ir para o trabalho com as pudendas de fora.

Penso que o vestir é uma questão de bom senso. A mocinha da UNIBAN não teve bom senso, o que não justifica a agressão que sofreu. Se a chamassem em separado e dissessem que estava inadequada e pedisem para não repetir, o problema não teria acontecido. Melhor, se as regras na faculdade fossem claras, e proibissem a mini das meninas e a bermuda dos garotos, também não teria acontecido o que houve.

Pedro disse...

eu sou a favor de uniformes escolares em escolas publicas e privadas. criança imunda roupa e é muito mais facil manter com uniforme. Uniforme normalmente é roupa mais barata, não de marca.
sou a favor tb, que empresas, ate mesmo publicas adotassem uniformes em alguns casos.
Dá um senso de coletividade na comunidade que se participa, diminui a discriminação, economiza-se em roupas.
Vi duas empresas uma siderúrgica e uma fabrica de cimento que os funcionários, da alta adm ate a peaozada usava uniforme.

Do resto nunca pensei a respeito

Chutando a Lata disse...

POr isso que valorizo enormemente o termo cultura.

Anônimo disse...

Caro,

Na França é proibido que alunos em escolas públicas usem qualquer roupa ou acessório que identifiquem a religião... se os franceses fazem isto é lógico que é errado regular estas coisas.

Abraço,

Roberto

Pedro H. Albuquerque disse...

Aqui em Minnesota, não temos esses problemas. Não se vestiu, morte certeira. E as tais das burcas passam facilmente por gorro de neve...

Diego disse...

Cada um veste o que quiser, mas depois não reclame que foi "descriminado".

Quando eu coloco o manto sagrado para sair a rua, espero que pessoas falem, brinquem e coisa do gênero. Por que é tão absurdo quando falam da religião das outras ou da opção sexual das outras? Por que é normal me sacanear por ser rubro negro, mas é errado sacanear alguem que anda com uma camisa da universal?

Questão de importância não é, por que, pra mim, o flamengo é 30 trilhões de vezes mais importante que a universal.

Cada um que use o que quiser e aguente as consequências.

Simone. disse...

Falando disso... e como o Fabio falou: a UNIBAM poderia ter agido de outra maneira c a guria. aos 'colegas' dela todo o meu desprezo, pq roupa alguma/ou nenhuma roupa, como foi o caso dela, justifica o comportamento q eles tiveram.

Mas a questão da roupa é realmente complicada, professor... a maneira como nos vestimos, como usamos nossos cabelos... difícil responder!

qto as questões religiosas, para mim, não há o que discutir, a pessoa é livre para fazer parte da religião que quiser e usar as roupas que a comunidade religiosa julga corretas. E c ctz elas se sentem livres com as escolhas que fizeram. Eu não posso dizer que tal pessoa não é livre pq está presa a vestimenta q está usando.

A liberdade é muito individual, ninguém pode dizer para o outro como ele deve ser livre.

Isso é muito complicado!

Até pq com relação às roupas sofremos influências - de tds os tipos: moda, tribo, gangues, religião e, sobretudo, a cultura- mas como disse: essas interferências para mim não são aprisionamentos, não são sinônimas de perda de liberdade. Pelo contrário, mostram-me q cada um escolhe o que quer. E existe liberdade maior do que vc poder fazer as suas próprias escolhas?

Acredito que a questão é; vc é livre para escolher o que quiser seguir, mas dentro da sua opção existem regras. rs.

Acabamos sempre ficando aprisionados...rs( essa é a minha conclusão) mas pq optamos por esse aprisionamento.

Att.,

Rafael disse...

Creio que essas restrições estão em nós mesmo. Na sociedade, por assim dizer.

Uma roupa é inadequada não pelo fato do Estado ou da moda dizer isso, mas sim pelo fato da sociedade (meio em que se encontra) achar adequada ou não.

Por exemplo: Numa praia de nudismo. O estranho é quem não está nu. Esse é quem acaba sendo "reprimido" com a maioria dos olhares.

Cada um se veste como bem entende, apenas tem que estar preparado para as possíveis represálias da sociedade. Algumas delas são tranquilas, outras chegam ao ponto de ferir a integridade física/moral do indivíduo.

Nesse caso em si, seja o Estado impondo as vestimentas, seja o liberalismo ditando as modas, quem sugere e quem adere tais costumes é a própria sociedade.

Tanto uma gangue quanto um grupo religioso daria um jeito de se identificar no meio à multidão.

Já no caso da burca, muitas mulheres a usam nao por obrigação, mas sim pelo assédio masculino - preferendo ficar anonima perante os olhos machistas a sofrer o assédio do mesmo.

Anônimo disse...

O assédio feminino a professores em escolas pode ser uma forma de corrupção. Explicaria em parte a raiva dos alunos. As escolas deveriam adotar uma regra minima para se vestir. A falta de bom senso da loira burra, dos alunos, da faculdade, não teve limites.

Leonardo Melanino disse...

Senhor ADOLFO SACHSIDA, nós não podemos usar quaisquer roupas em quaisquer lugares, pois existem Regimentos Internos regulando as roupas decentes e proibindo as indecentes. Em Instituições Estatais (Palácios, Congresso, Câmaras, Senados, Assembleias Legislativas, Prefeituras, Agências e outros Ministérios Estatais, Tribunais, Polícias, Delegacias de Polícia e assim sucessivamente) os Políticos e outros Funcionários Públicos usam roupas sociais, pois estas são as mais adequadas para elas, segundo informam seus Regimentos Internos. Por isso, evitemos usar roupas inadequadas em certos ambientes, pois estamos violando seus RIs. Agradeço-lhe de todo o meu coração! Desejo-lhe uma Próspera Quaresma de 2014! Obrigado!

Leonardo Melanino disse...

Senhor ADOLFO SACHSIDA, nós não podemos usar quaisquer roupas em quaisquer lugares, pois existem Regimentos Internos regulando as roupas decentes e proibindo as indecentes. Em Instituições Estatais (Palácios, Congresso, Câmaras, Senados, Assembleias Legislativas, Prefeituras, Agências e outros Ministérios Estatais, Tribunais, Polícias, Delegacias de Polícia e assim sucessivamente) os Políticos e outros Funcionários Públicos usam roupas sociais, pois estas são as mais adequadas para elas, segundo informam seus Regimentos Internos. Por isso, evitemos usar roupas inadequadas em certos ambientes, pois estamos violando seus RIs. Agradeço-lhe de todo o meu coração! Desejo-lhe uma Próspera Quaresma de 2014! Obrigado!

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