sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Governo quer obrigar grandes e médias empresas a distribuir lucro

Nova proposta do governo quer tornar obrigatório que grandes e médias empresas distribuam no mínimo 5% do lucro a seus empregados. Essa é mais uma interferência direta do Estado no setor privado. O Estado já estabelece quotas de contratação que obriga empresas a contratar pessoas com determinado perfil. Não satisfeito em tentar controlar a política de recursos humanos no que se refere a contratação, o Estado quer também controlar a remuneração que as empresas pagam.

Os custos de contratação de mão-de-obra no Brasil já são extremamente elevados, mas o governo parece querer encarecer o custo do trabalho ainda mais. Devemos aliar a isso o fato de que ao se reduzir o lucro dos acionistas reduz-se também o incentivo a abertura de novos negócios. As consequências disso são simples: menos postos de trabalho serão criados, punindo assim o trabalhador menos qualificado.

Muitas firmas já distribuem lucro aos trabalhadores como maneira de estimular o trabalho árduo e melhorar a produtividade da empresa. Contudo, essa é uma decisão da empresa e de maneira alguma deve ser relegada ao governo. Por fim, resta-nos indagar se na presença de prejuízos os mesmos também serão divididos com os trabalhadores.

3 comentários:

Daniel M. disse...

Idéia de jerico, mas com apelo populista. Vai passar.

Chutando a Lata disse...

Se é sobre o lucro,imediatamente o impacto principal seria redistributivo. Claro, como não é um repasse voluntário do capitalista ao trabalhador, poderia afetar o salário pago pela empresa, pois a primeira coisa que ela faria seria retirar os beneficios não compulsórios que oferece aos seus trabalhadores ou até mesmo começar a fabricar prejuízos contábeis. Mas dizer, como dizem outros economistas, como o lobista Veloso, de que iriam repassar aos preços, isso já é besteira sem fim. Euzinho aqui como gosto de um experimento desse, principalmente porque estaria na fila dos passarinhos com o biquinho aberto, acho ótima a idéia.Os efeitos de longo prazo, gostaria de conferir:se aprofundam ou não o uso de máquinas em substituição ao trabalho. Creio que o impacto não seja, dado o valor abocanhado, tão grande. Faço ainda o comentário de que na presença de prejuízos é óbvio que as empresas repassam aos trabalhadores, demitindo uns e ajustando-se daqui e dali. Se não for a eles, a quem repassaria?
Por fim, não se pode negar que isso traz impactos na economia. Mas no final das contas é como se fosse um aumento de impostos que todos sabemos que é ruim. Só que nesse caso, é um tipo de imposto repassado diretamente aos trabalhadores e que não afetaria os preços relativos.Claro,a besteira maior dessa lei é poupar as pequenas empresas. Se é para um, tem que ser pra todos. Até porque, as pequenas empresas deveriam ser familiares e os lucros correspondem ao salário do do dono do botequim. Claro que se vê que essa é uma jogada de sindicalistas paulistas, pois bem sabemos que salário tem relação é com produtividade. Um chato poderia perguntar: por que não aumentam essa participação para 10% ou quem sabe 20%, ou .....

José Carneiro da Cunha disse...

O problema desses caras, e de boa parte das esquerdas e das ciências sociais, é que eles ainda estão no mundo do valor-trabalho.

Quando se lê um livro típico de ciência política, história, antropologia, sociologia etc, fica evidente o tipo de teoria do valor que eles usam. É com esse método de análise, já amplamente superado na teoria econômica moderna, que eles fundamentam a sociedade de classes, o oprimido e o opressor, a exploração e o modo de produção capitalista etc.

Isso é um dos principais motivos que levam à inutilidade de alguns teóricos e do tipo de conhecimento que geram, assim como das políticas delas resultantes.

abs

José Carneiro

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