domingo, 28 de março de 2010

Uma Mentira Contada sobre o Sistema de Cotas Raciais

Tenho visto algumas pessoas comentando um estudo que mostra que, na Universidade de Brasília, os alunos cotistas tinham desempenho superior aos não cotistas numa ampla gama de cursos (tal estudo foi inclusive publicado na capa do Correio Braziliense de Domingo de meses atrás). Quando li este estudo, mandei uma mensagem ao Correio Braziliense dizendo que tal estudo estava metodologicamente equivocado.

A imprensa, e boa parte de acadêmicos, esta ansiosa para noticiar que o sistema de cotas raciais funciona. Na busca pela aceitação do sistema de cotas, estudos favoráveis são amplamente divulgados sem receberem a devida atenção metodológica. Uma das críticas ao sistema de cotas é que os indivíduos que entram por meio de cotas não seriam capazes de acompanhar o ritmo da turma. Dessa maneira, o estudo realizado na UnB, mostrando que os cotistas se saiam melhor nas provas do que os não-cotistas, é uma importante defesa do sistema de cotas. Infelizmente, para os defensores das cotas, existe um problema metodológico com esse estudo.

O estudo compara a nota média dos alunos que entraram pelo sistema de cotas (numa série de matérias) com a média obtida pelos alunos não-cotistas. O estudo mostra que, após entrarem na UnB, os alunos cotistas tinham média superior aos não-cotistas. Esse procedimento está equivocado. Ele apenas mostra que a média dos alunos que entraram por cotas é superior a dos demais alunos. Essa média NÃO PODE ser usada para se defender a adoção de cotas. Se você quer usar a nota média para dizer que cotas funcionam, o procedimento correto é diferente: você deve comparar a nota média dos alunos que entraram pelo sistema de cotas MAS QUE NÃO ENTRARIAM caso não houvesse cotas com a média dos demais alunos. Isto é, você deve RETIRAR da amostra de alunos cotistas os alunos cotistas que teriam entrado na UnB independente do sistema de cotas (tais alunos devem ser incluídos no grupo de comparação).

Esse erro de coleta e separação da amostra geralmente passa despercebido pela imprensa. Mas não deveria ser estranho a pessoas acostumados com o uso mais rigoroso da estatística. A rigor, o estudo favorável ao sistema de cotas mais difundido no mundo é o livro “The Shape of the River”. Onde os reitores de Princeton e Harvard usam dados dessas universidades para mostrar que o sistema de ações afirmativas (cotas) funciona. Este estudo tem apenas um pequeno defeito: os reitores se RECUSAM a entregar os dados para que pesquisadores independentes possam replicar os resultados. Desnecessário dizer que tal tipo de evidência tem muita pouca validade científica. Seja em Harvard, em Princeton, ou na UnB, a discussão sobre cotas é muito mais política do que científica. Se você quer estudar o sistema de ações afirmativas a fundo a referência básica é o livro de Thomas Sowell “Ação Afirmativa ao Redor do Mundo: Evidência Empírica”.

Para finalizar uma pergunta: o que vem depois de cotas na universidade? Será que em breve teremos cotas raciais em concursos públicos?

22 comentários:

Simone. disse...

Postei os dados referentes à pesquisa, pois disseram que os alunos cotistas tem rendimento menor que os não cotistas. Pois esse era o discurso dos que são contra as cotas, por esse motivo o estudo não está equivocado!
Todos sabem que o argumento dos cotistas no vestibular da UnB é menor. É só olhar os dados do CESPE para comprovar, mas a discussão da pesquisa não é essa! Ela veio por fim ao principal argumento contra as cotas: de que a qualidade dos formandos iria cair. Convenhamos, professor, prova de vestibular nunca foi e nunca será atestado de inteligência. Se fosse, coitados dos alunos de universidades particulares, pois esses, sim, estariam abaixo da mediocridade citada por algum em outro post, pois nem nas melhores universidades do país eles estudam. E, sinceramente, eu não sei como um aluno de uma boa universidade consegue ser graduado com menor qualidade que alunos graduados de particular. Todos sabem que o grande problema das particulares não é o corpo docente, e se não são vocês, podemos achar os culpados pela fraca graduação trocando a primeira vogal de docente por is. E olha que esse fato foi-me segredado por um professor. (só aproveitei o espaço p responder outra coisa que ficou entalado qdo falaram sobre a qualidade de graduandos cotistas n'outro comentário)

Professor, até pra mim que sei bulhufas de estatística sei o resultado desse método que vc propôs. Ele não seria positivo em favor das cotas. Se fosse, antes da implementação das cotas, a UnB teria a mesma quantidade de negros que tem hoje. E vc que estudou lá e eu também sei que a maioria dos estudantes negros, antes das cotas, não eram brasileiros.

Faça-me um favor, leia: ‘As políticas publicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição’ Mario Theodoro (org.) http://www.cese.org.br/download/9.pdf

posteriormente discutiremos mais.

Gustavo S. Cortes disse...

Gostei novamente, Adolfo.

Aliás, sua pergunta ao final do post provavelmente me tirará o sono caso o PT e os outros partidos aliados aos movimentos raciais ganhem mais uma eleição em 2010.

Daqui a pouco são os concursos públicos que serão rifados entre raças, mesmo. E a criatividade dessa gente é tão grande que essa hipótese provavelmente é uma das menos nocivas que estariam por vir, quer apostar?

Abraços,
Gustavo Cortes.

Blog do Adolfo disse...

Cara Simone,

Creio que você não entendeu o que escrevi. Eu disse que o estudo referente a UnB estava ERRADO. Você não pode comparar médias entre cotistas e não cotistas para inferir sobre o sistema de cotas.

Quanto a alunos de universidades particulares, creio que você está equivocada: existem vários argumentos para se estudar numa Universidade privada que não passam pela má qualidade do aluno (tal como você ressaltou). Por exemplo, a UnB está em greve (e vai continuar assim por um bom tempo). Dessa maneira, bons alunos que possam arcar com o custo da mensalidade podem as vezes preferir uma universidade privada para evitar atrasos em sua formatura.

Claro que as universidades federais (por serem de graça) tem uma demanda alta, mas existem também bons motivos para bons alunos irem estudar numa universidade privada.

Adolfo

Claudia disse...

Eu concordo com sistema de cotas para pobres. Não seria discriminatório em vista do tamanho da desigualdade do nosso país.
Abrangeria realmente quem não teve a oportunidade de ter um ensino de qualidade. Porque todos nós sabemos a gualidade de ensino que é oferecido nas escolas públicas do Brasil. Fora que boa parte dos alunos de ensino médio tem que conciliar trabalho e escola, enquanto quem tem condições financeiras mais favoráveis está ocupando seu tempo com a escola e cursinhos pré -vestibular.

"O correto seria uma política sócio-política no sentido de dar oportunidades a todos, de terem acesso à cultura e à educação desde crianças, para poderem competir com igualdade, e conseguirem chegar aos cursos universitários.

Mas, infelizmente, só a elite pode ter essa formação básica. E o governo fez o ensino superior para essa elite. Em fim, a elite governa para eles próprios. Os pobres, esses servem para votar, e mantê-los no poder."(Isso sim deveria ser alvo de debate e verdadeiras mudanças. Esse seria o direito por qual todos deveriam exigir mudanças no nosso país.)

Diego de Paula disse...

Eu ai opinar sobre o texto, mas acho melhor não, pois raça é uma palavra muito forte, seres humanos não podem ser divididos por raça!!

Isso, para mim, é ridículo!!

##

Simone. disse...

Caríssimo,

Já reli a passagem do seu post diversas vezes, mesmo assim concluo sempre a mesma coisa. Mais uma vez digo, a pesquisa veio acabar com o q diziam, sobre o nível cair... Esse foi o argumento de um comentário na outra postagem, por isso utilizei-me daquela para responder a ele. Agora sobre defender o poruquê da adoção do sistema de cotas por essa pesquisa, realmente, não funciona. Eu sei disso! A adoção do sistema de cotas é meramente política-social, como eu já havia lhe dito antes e como vc tbm ressalta. Existe uma desigualdade entre brancos e negros, mas parece que ninguém quer se atentar a isso! É sabido que as populações pobres são de negros! Visite a Estrutural ou cidades mais pobres. Não estou falando de nível de pobreza baixo, mas baixíssimo, alguns chegam à miséria. [abre parênteses]Eu estudei em escola pública e sempre achei super esquisito viver em um país onde a maioria da população é negra, mas mesmo assim eu não encontrava esses negros em nenhum lugar, nem nas escolas que estudei e nem nos lugares que frequento. Se ninguém mais acha isso estranho, paciência! [fecha parênteses]

Ao fato citado por mim, sobre alunos de particulares... Referi-me a outro comentário que fizeram, sobre a possibilidade de alunos cotistas se tornarem professores, a qualidade dos docentes cairia. Então eu apenas fiz uma alusão a se a nota do vestibular significa conhecimento profundo sobre o que o aluno, cotista ou não, sabe sobre as disciplinas que irá cursar antes mesmo de iniciar seus estudos acadêmicos, então os das particulares estariam abaixo deles, pois nem pelo vestibular passaram. Somente isso!

Caso ainda persistam as diferenças de semânticas entre o que vc escreve e o que eu entendo,e vice-versa, peço a gentileza de m’explicar melhor o seu ponto. Principalmente, sobre a pesquisa que vc propôs.

Anônimo disse...

Há perguntas que, creio, têm de ser feitas, quanto aos cursos mais demandados pelos alunos originados das cotas raciais. Nesse sentido, qual é a proporção de alunos originados nas cotas raciais nos os cursos de matemática, física, economia, estatística e engenharia? Qual é a proporção de alunos originados nas cotas raciais nos cursos de pedagogia, sociologia, ciência política e relações exteriores? E no curso de medicina?

Anônimo disse...

Concordo com o Diego.
O sistema de cotas separa seres humanos pela cor da pele.

Gostaria de ressaltar o caso do Nilo

‘(Aos defensores das cotas gostaria de perguntar sobre meu caso, sou branco e meu irmão é negro devido a meu avô que era negro. Como o sistema legal poderia nos diferenciar já que fomos criados igualmente?)’

Alguém se habilita em resolver?

Talvez porque o “Sistema de Cotas“ não oferece solução para o caso, o mesmo tenha passado ‘despercebido’ aos olhos de quem apóia o sistema.

Abraços,

Ginno Guimaraes

Carlos disse...

Simone,

O que o Adolfo está dizendo é o seguinte:

para poder se afirmar que os cotistas têm nota melhor do que os não cotistas, é necessário retirar da amostra aqueles cotistas que teriam ingressado na universidade mesmo se não houvesse cotas. Além disso, deve-se incluir esses alunos na amostra dos não-cotistas. Somente isso.

Abs.

Carlos disse...

Pior é um "famoso" Munanga defendendo tribunais raciais.

Se alguém de uma banca da universidade falar que você não é preto, pronto: você não tem direito à cota.

E ele fala como se fosse simples alguém dizer quem é preto e quem não é. Eu, por exemplo, que sou moreno, consideraria poucas pessoas realmente de cor negra. Agora amigos meus do Sul acham que praticamente todo mundo no rio é preto.

E aí?

Anônimo disse...

Prezada Simone,

Acho incorreto sua frase,"É sabido que as populações pobres são de negros!". Há muitos brancos pobres. Basta dar uma volta nas cidades satélites do DF. Aqui onde moro em Porto Alegre -RS, por exemplo, a maioria de pobres é branca. Claro que em grande parte do país a maioria é de negros. Entretanto, generalizar é algo perigoso e omisso. Se tu quer dar cota, que seja para os pobres, abarcando todos sem distinção de cor, apenas considerando a condição social.

saudações,
Saulo

Breno Lima disse...

Caro Adolfo,

Acho que não, pelo menos nunca vi nada que indicasse isso. :)
O que gostaria de ver é que a renda dos alunos beneficiados passou a estar em igual condição com os demais, dentro de uma perspectiva de que houve incremento de renda e qualidade de vida para toda a sociedade de forma equânime.
Diminuir a barreira histórico-social só não basta, é preciso conectar estes cidadãos à sociedade, para que eles participem e possam gozar igualmente dos serviços públicos.
Em Brasília somos na sua grande parte funcionários públicos e nem todos tem acesso as várias oportunidades do serviço público.
Acredito que um cidadão que foi beneficiado pelo sistema de cotas de uma Universidade deveria alcançar o mesmo nível de renda daquele que não, e num plano mais completo, o mesmo nível de satisfação profissional e de bem estar, caso contrário ou existe a desnecessidade do sistema ou estamos privilegiando indivíduos, ao invés de anular desvantagens históricas e sociais.
Por estas razões acho muito cedo para avaliar o Sistema de Cotas, acredito que leve pelo menos uns 30 anos para se inferir seus resultados.

Simone. disse...

Carlos, muito obrigada por seu esclarecimento. =0) ) Li diversas vezes e não consegui traduzir o que o professor escreveu. rs

Feito os esclarecimentos necessários posso mudar meu discurso, não mudando ele completamente, evidente!
Por o nº de alunas negras ter aumentado consideravelmente depois da adoção do sistema de cotas, mesmo retirando-se aquelas que passariam pelo sistema universal não interferiria nos dados apresentados pela pesquisa, pois é provável que o nº seja pequeno para fazer tal diferença.

Carlos, eu nunca fui ao Rio, mas tbm acho que a maioria da população de lá é negra. Eu sou negra e sei quem é negro(a). isso é fenótipo, não é difícil distinguir. E qdo vc diz ser moreno, fiquei na dúvida de que cor é a sua pele. Eu sou negra, entretanto tenho o tom de pele mais claro que d'outras negras, mas detesto qdo me chamam de morena. Morena pra mim é gente branca um pouco bronzeada.

Saulo, comparado ao restante de pobres negros nas demais regiões do país o nº de brancos pobres é ínfimo. citei o DF apenas para exemplificar, mas falo em nível nacional.


*e sigo lendo o livro...

André Greve disse...

Adolfo, parabéns pelo post, quando eu lia esse tipo de nóticia nunca percebia o truque metodológico embutido.

Lucas disse...

Querida amiga Simone, você assim como eu estudou em escola pública por toda a vida. Não acho justo que sejamos privilegiados pelas cotas, enquanto tantos outros amigos nossos (não negros), também oriundos de escolas públicas, ou seja, que tiveram o mesmo nível educacional que o nosso, encontrem maiores dificuldades para ingressar nas universidades.

Mesmo sendo privilegiado, discordo da eficácia desse sistema.

E uma questão que me voltou a mente, mas que ainda não obtive resposta. Já que os negros cotistas possuem um rendimento maior que os demais alunos, poderiam eles utilizar dessa prerrogativa para ingressar através do vestibular. Ou estou errado?

Simone. disse...

Lucas, meu xuxuzinho, já discutimos isso em sala e eu te respondi sim. rs Disse que a prova de vestibular é uma coisa, cursar a faculdade é outra! (Comentei sobre isso aí em cima)
Qto ao outro assunto...
Digo-te uma coisa: em mim, o que fala mais alto, em vez desses citados, ‘amig@s noss@s’ não-negr@s e não-beneficiad@s, são tod@s @s outr@s negr@s, não-amig@s, que necessitam de ações governamentais como essa para igualar-se a minoria branca da população, pois esses sim necessitam muito mais. Em outras palavras, o que fala mais alto em mim é a omissão por os governos que os negr@s vem sofrendo desde a época da abolição. A questão das cotas é a inclusão pela educação, mas é a inclusão do negr@ na sociedade e não apenas do pobre na universidade. Hai capito mio caro amico-fratello?! rs

un baci♥!

Carlos disse...

Simone,

Não sei se você percebe, mas o teor do seu discurso é racista! E não digo no bom sentido. Releia o que disse:

"Eu sou negra e sei dizer quem é negro".

Então quer dizer que se você acha que tal pessoa não é negra ela não é pronto? Você se dá o direito de decidir a raça de uma pessoa?

No rio me chamam de moreno, de pardo etc, mas não me chamam de preto. Meus amigos do Sul me consideram preto. E se alguém disser que você não é preta, mas é morena. E aí? Vale o que a pessoa disse ou que você diz?

Eu não me considero nada, nem moreno, nem preto. Até porque cor de pele varia muito de pessoa para pessoa. Falam que eu tenho que ter orgulho da minha "negritude"... mas o que isso quer dizer? Eu escuto rock, leio machado de assis (que, afinal, seria negro ou branco!?, será que machado seria rejeitado nas cotas?), e acho que rotular os outros pelo fenótipo é estupidez!

Simone. disse...

Carlos, acho que vc não entendeu o que eu disse. Vc é q está querendo mudar o meu discurso!
Vou exemplificar: o autor desse blog é branco.(ou não é professor?) Estou falando de fenótipo, logo, pode ser definido. Existem, como eu falei, tonalidades de peles diferentes. Ainda me expus como exemplo. tenho o tom mais claro, mas não deixo de ser negra. Apenas isso! ñ mude o meu discurso, por favor!!

Vc disse uma coisa erroneamente. Tratando-se de raça humana só existe uma.

Se alguém me chamar de morena direi o que sempre digo (acontece muito comigo) não sou morena, sou negra e tenho orgulho de ser.

A negritude é diferente. Tem a ver com a cultura africana. Aí sim falaríamos de genótipo, pq afinal somos todos misturados não é? Uma pessoa branca, assim como o prof Adolfo, poderia buscar a sua negritude. Reconhecer-se na cultura africana se assim desejasse.

Sei que tanto no Rio como na Bahia poucas pessoas são consideradas negras. Li recentemente em um artigo, e isto pode te ajudar a entender essas distinções.(estou com preguiça de achá-lo e postar o link aqui para vc, desculpe-me) a citação é esta: 'A gama de nuances de cores diferentes, mais claras ou escuras, sugerem um desejo, apontado por Sodré (2000), de passar por “miscigenado” devido ao discurso naturalizado de acordo com o qual quanto mais a pessoa se aproxima de uma nuance mais clara da cor negra mais ela está próxima da cor branca e, conseqüentemente, da condição humana.'(MAGALHÃES, C.)

Ah, é sabido que Machado de Assis era negro, mas assim como eu, e talvez vc, possuía um tom de pele mais claro.


Obs: já escrevi mais que o autor do blog. Daqui a pouco serei bloqueada. Quem quiser bater papo comigo m'envia um email. =0) ) adoro enviar emails, até mesmo qdo ñ me respondem. õ0 eu é que não me aguento se não responder a cada pergunta que me fazem. Mas parei por aqui.

Anônimo disse...

Acho patético e lamentável o uso dessas estatísticas para manipular a opinião pública e defender o progrmama de cotas.

Se algum estudo mostrar algum dia que alunos com menores notas no vestibular tem melhor desempenho no curso de graduação que alunos com as maiores notas, já passou a hora de acabar com o vestibular e pensar em outro modelo de seleção e incentivo ao estudo.

Anônimo disse...

Alguém sabe como o estudo compara as notas, dado que a UnB utiliza os conceitos SS, MS e MM?

Isso tb deve gerar qrande distorção na análise.

Anônimo disse...

A Simone está pensando com o coração, não quer entender...

E esse é muitas vezes o equívoco desses programas de ação afirmativa. Só enxergam sua grandeza moral e motivação ética, sem avaliar racionalmente seus custos e benefícios.

Nosso apelo deve ser pela liberação das bases de dados, para que possamos avaliar o fenômento com o máximo de informação disponível.

Anônimo disse...

Bingo

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