domingo, 3 de outubro de 2010

O Absurdo Comportamento dos Institutos de Pesquisa de Opinião

Até o momento é ridículo o comportamento de institutos tais como o Datafolha e o IBOPE. Ontem o IBOPE anunciva 51% para Dilma, e o Datafolha 50%, ambos adotaram uma margem de erro de 2%.

Com quase 99% dos votos apurados temos Dilma com 46,7%; e Serra com 32,6%. Resumindo: ambos os institutos de pesquisa erraram. É incrível que ninguém comente isso. Os analistas de plantão culpam o efeito Marina, o efeito aborto, o efeito escambau a quatro. Contudo ninguém diz o óbvio: o IBOPE e o DATAFOLHA erraram. E não venha me dizer que erraram por pouco: eles erraram acima da margem de erro. Digo mais: erraram muito acima da margem de erro.

Se Dilma conseguir chegar a 47% dos votos isso implica que o IBOPE deveria DUPLICAR SUA MARGEM DE ERRO!!!! Se Dilma conseguir chegar a 47% dos votos isso implica que o DATAFOLHA deveria aumentar em 50% sua margem de erro. Esse NÃO SÃO ERROS PEQUENOS do ponto de vista estatístico.

No final do dia parabéns ao Blog Coturno Noturno que até ontem sustentava que Dilma não passaria de 45%, usando a margem de 2%, o Coronel acertou na mosca.

14 comentários:

Oscar disse...

Pesquisas de opinião deveriam ser proibidas! Fonte imensurável de viés.

Nilo disse...

E o Netinho em São Paulo q chegou a estar em 1º pro senado e nem ganhou, o Agnelo aqui em BSB e tantos outros.

Incrível tb foi o Tiririca, um cara analfabeto q teve 1.300.000 votos. Tá ficando complicado!!!

Cedric disse...

A pesquisa mais crível do Brasil é aquela do instituto Dataprado: http://hariprado.wordpress.com/2010/07/24/pesquisa-dataprado-tambem-confirma-a-lideranca-de-serra/

Anônimo disse...

Essas pesquisas são feitas em bares quando o pessoal está bebendo e com a cara cheia, não servem para nada.

Anônimo disse...

Se eles acertassem assim a pesquisa num precisaria nem de votação entao, elegia quem tva na frente logo e pronto!

Anônimo disse...

CONCORDO, ERRARAM FEIO!!! ESTÃO ERRADOS ASSIM COMO OS CHUTES DO VAL BAIANO!!!

Trabalhei em uma empresa de pesquisa do Distrito Federal. Segue algumas práticas comuns nas empresas de pesquisa:
1) Incapacidade de de contratar pessoal (pesquisador) qualificado;
2) Baixa remuneração quando contratado como temporário;
3) Instabilidade do emprego (rotatividade de 3 em 3 meses DIZEM QUE É ÉTICO NÃO CONTRATAR UM PESQUISADOR POR PERÍODO MAIOR - DISCORDO!)
4) Pouco ou nenhum treinamento;
5) Pouca ou nenhuma autonomia dos analistas de pesquisa;
6) Gestores se acham gênios (sempre existe problemas, mas acham que no final tudo irá dar certo);
7) Sempre tem um alguem para pagar a pesquisa (geralmente será quem vai despontar na pesquisa).

Como mencionei anteriormente "trabalhei" em uma empresa desse tipo, agora, dar credibilidade a essas pesquisas mirabolates é da cabeça de cada um...

Antonio de Pádua (Tio Chico)

Luciana disse...

Erro?!
Isso pra mim é uma forma descarada de manipulação!

Luciana disse...

Caça a Dilma:

http://4.bp.blogspot.com/_KJ0k9muOBdk/TKkutH_HNsI/AAAAAAAAAGI/hXN8qSu3VMM/s1600/wanted_dilma.bmp

rsrsrs

Ângelo disse...

Pelo resultado das pesquisas e do pleito, percebe-se que a metodologia adotada é falha.
Creio que que os principais institutos convergem (Datafolha, Ibope, Sensus, Vox Populi) os resultados numa mediana, quer pela metodologia adotada, quer por não se distanciar do 'núcleo' e passar um 'vexame'.
No modelo do relatório Focus, das agências classificadoras de risco, das operações de títulos atrelados a taxas de juros/moeda futuros, etc.
Quando se trabalha com tais institutos e sistemas de projeção e alguém as critica, prontamente, os que precisam de uma parametrização e que são o que são porque estão sentados sobre este consenso acionam a 'gatling gun' moral e intelectual e exterminam os críticos.
Precisa-se de um 'chão parametrizado' para trabalhar, senão, não se faz nada.
As pesquisas, geralmente, são feitas numa amostragem de pouco mais de 3 mil eleitores (Datafolha às vezes faz com mais de 13 mil). Acho pouco e acredito que o custo para melhorar a probabilidade de acerto encareceria demais o 'serviço'.
Do jeito que está, para os institutos de opinião pública, não está bom, mas, não precisa ser bom, pois dá lucro e os que precisam de tais pesquisas, mesmo falhas, vão continuar precisando. Note as páginas de jornais, revistas, sites e seus acessos; pesquisas eleitorais ajudam a vender e muito. E quem pode se dar ao luxo de ficar de fora?
Institutos de pesquisa sobre opinião pública e agências classificadoras de risco são necessárias.
Muitas campanhas políticas são modificadas se tornando mais 'agressivas' ou menos 'contundentes' baseando-se nos resultados de tais pesquisas de opinião pública.
O mundo nao é engraçado? Eu acho. Muitas vezes muda-se o futuro mediante o consenso sobre um resultado tido como determinante para efetuar tal mudança, embora, não seja, realmente, nada disso. E isto, é fantástico.
Adolfo, eu gostei de sua crítica aos institutos de pesquisa, mas, ela também vale a muitas outras instituições (quem acredita como real um demonstrativo financeiro de uma microempresa?); contudo, não se pode perder a 'fé' nas instituições e documentos por ela elaborados, senão, ninguém faz absolutamente nada, por falta de confiança.
Uma 'solução' para os institutos de pesquisa eleitoral seria o de aumentarem a margem de erro de +4 a -4. Não vale rir.
O homem tem uma mania de adivinhação: de tentar prognosticar o futuro e teorizar sobre um passado que nunca viu.
Um abraço.

Sergio disse...

Adolfo,

Apesar de simpatizar com suas ideias liberais, acho que seu comentário dá mau exemplo e repete a ladainha do PT de antigamente que reclamava das pesquisas. E leva, como destacado nos comentários abaixo, muitas pessoas a desacreditarem na abordagem científica e quantitativa da aferição da vontade popular. Se o nível de significância for 5% isto implica que, com 95% de chances, o intervalo (formado pelas margens de erro) contém a média amostral aferida nas pesquisas.Ou seja, a margem de erro também possui erro.

Marcio disse...

O problema é que pra maioria dos eleitores do país é muito mais fácil dizer em quem vai votar do que acertar os botões na hora do voto. Já prensenciei o nervosismo de algumas pessoas que acabam anulando o voto sem querer. Isso é bom pra quem não depende do voto dos analfabetos.

Blog do Adolfo disse...

Caro Sergio,

Excelente comentario. De maneira alguma discordo de voce.

O que tenho a dizer é mais simples: os institutos de pesquisa ERRARAM. Eles tem que admitir isso. E mesmo o erro fora do intervalo esta muito alto. Eles tem que admitir isso tambem.

Ângelo disse...

Erraram e não vão corrigir o erro. Isto não é interessante.
Anotem.

Marcelo disse...

Perguntada no programa Roda Viva, a diretora do IBOPE afirmou que tem dificuldade com a amostra. Quais? População de baixa renda têm um certo "medo" de revelar o voto(imagino no complexo do alemão ou na favela elba), população evangélica não constuma revelar o voto e "least but not last" a alta classe, que vive em condôminios fechados, não costumam franquear suas residências, ou seja, há um viés enorme.
Acho que alguns institutos não erram, apenas fizeram o serviço para qual foram pagos. Lembrando que um instituto que faz pesquisa para o partido do governo, colocou 56%!!! para a candidata Stela, algo que Stalinácio nunca conseguiu.

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