terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que eu disse em 2010 sobre 2011...

Em 24 de novembro de 2010, eu escrevi o post abaixo sobre o ano de 2011. Na época, a imprensa ressaltava que o país cresceria perto de 5% em 2011, e que a inflação não seria problema.

Sem falsa modéstia: credibilidade é construída assim.

2011: O Começo de um Longo Pesadelo

2011 será um ano ruim tanto do ponto de vista econômico como político. Do lado político teremos as quatro grandes forças éticas do país brigando entre si: PT e PMDB pelo controle do governo, PSDB brigando consigo mesmo para nada fazer, e o que sobrar do DEM tentando fazer alguma oposição (o que parece ser a única boa notícia no campo político).

Do lado econômico teremos a volta da inflação. Em 2011 a inflação começará sua escalada sob aplausos de boa parte dos que deveriam lutar para detê-la. As contas públicas continuarão bagunçadas, e a situação fiscal brasileira ficará cada vez mais deteriorada. Cedo ou tarde as operações parafiscais entre Tesouro e BNDES começarão a dar resultados: isto é, piorar ainda mais a situação fiscal. O petróleo do pré-sal (caso único no mundo onde uma empresa descobre petróleo e perde valor acionário) cobrará seu preço. O fracasso do trem bala (que o governo insiste em construir) se encarregará de mostrar a dura realidade: dinheiro não cai do céu.

O cenário externo também será um duro golpe: a crise americana (que por aqui os gênios julgam águas passadas) vai lembrar ao mundo (e ao Brasil) que o aval do governo NÃO É capaz de eliminar os custos de decisões erradas, ele é capaz apenas de transferir esses custos. O custo fiscal que vários países incorreram para salvar seus bancos irá começar a pressionar negativamente o crescimento econômico. Ajustes mundo afora terão que ser feitos, ajustes esses que marcarão 2011 como um ano difícil.

Mas, para o Brasil, a desgraça vai vir mesmo quando o governo, sob o aplauso dos especialistas, desvalorizar o câmbio por medidas artificiais. Esse erro gigantesco que será feito terá duas consequências imediatas: aumento dos juros e mais inflação. Mas fiquem tranquilos, com ministros da categoria de Guido Mantega e Miriam Belchior não temos o que temer...

3 comentários:

Samuel Vidal disse...

Não só em 2011, antes já vinhamos mal. O Brasil criou um modelo de pleno emprego com baixo crescimento econômico. Na era Lula fomos o penúltimo em crescimento econômico na América do Sul, a frente apenas da Guiana. Empregos foram gerados mas o rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada cresceu míseros 4,7% entre setembro de 2002 e setembro de 2009. Por fim parabéns pelos acertos.

Anônimo disse...

De novo: O Brasil começou a se perder em 2006, quando o governo trocou a Agenda Perdida pelo PAC.

O Brasil conseguirá "ir levando" até acabar a crise nos EUA e Europa, neste momento as taxas de juros subirão para controlar a inflação decorrente das políticas de combate a crise (enquanto a crise durar inflação pode não ser um problema, mas depois um ajuste será necessário.) e o Brasil vai quebrar. Daí vão dizer que era impossível prever o aumento dos juros e blá, blá, blá...

Roberto

Anônimo disse...

Meus caros,
Pelo que me lembre, a previsão feita foi outra. Previu-se que o CRUZEIRÃO EXPORTAÇÃO cairia!!!! mas TIME GRANDE NÃO CAI!!!!! Ficamos fingindo de morto só para humilhar o gaylo uma vez mais (que, afinal de contas, é só uma espécie de XV de Novembro piorado).
Saudações

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