quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Curioso Caso da Bahia

A Polícia Militar, e os bombeiros, da Bahia estão em greve há mais de 1 semana. A taxa de homicídios mais que duplicou no período da greve, furtos, roubos e arrastões assustam a população baiana. O governo federal mobilizou a força nacional de segurança, e o exército, para tentar normalizar a situação. Os dados recentes de criminalidade deixam claro que a situação está longe de ser normalizada.

Caros leitores, dada a gravidade da situação, alguém pode me explicar o motivo de 1.400 homens do exército estarem cercando o Centro Administrativo da Bahia (CAB)??? Existem duas possibilidades: 1) se as pessoas que estão dentro da Assembléia são tão perigosas, então é melhor invadir logo o CAB e liberar a força de 1.400 homens para ajudar a policiar a cidade; 2) se as pessoas que estão dentro do cerco não são tão importantes assim, então é melhor deixar isso de lado e usar a força de 1.400 homens para ajudar a normalizar a situação na cidade.

Numa cidade onde o número de homicídios duplicou, não faz o menor sentido manter uma força de 1.400 homens estagnada num cerco inútil. Ou se invade logo o CAB ou então deixa-se isso de lado. Mas é inconcebível imobilizar tamanha força num momento onde ela é tão necessário em outros locais.

Por fim, soa de muito mau gosto as declarações do governador da Bahia, que num momento em que mais de 100 pessoas foram assassinadas, se preocupa mais em dizer que o carnaval irá ocorrer, do que em se solidarizar com as famílias das vítimas.

10 comentários:

Pedro H. Albuquerque disse...

E ainda há quem acredite que políciamento não reduz criminalidade. Eis a prova de que reduz, e quem diria, policiamento reduz criminalidade *até mesmo* na Bahia...

Anônimo disse...

A Assembléia Legislativa foi desocupada, o líder da greve, preso.
Pontos interessantes esses do post.
E questões preocupantes. Como assim, de repente, um turbilhão de crimes ocorre na Bahia e em Salvador?
Afinal, não foi 100% a adesão à greve. Avaliaram em cerca de 30% do efetivo, que teria sido coberto com forças federais.
Mas, que política de segurança é essa que libera tanta violência em tão pouco tempo de paralisação?
Como estava sendo contida essa onda, antes da greve?
Da forma como ocorreu, leva a supor que nem sem greve seria possível a polícia evitá-la.
Outro aspecto. A presidente teria declarado ser contra anistia a grevistas. Ora, o problema é do Estado e da Justiça Estadual. Exceto em caso de intervenção federal tais coisas podem ser decididas pelo interventor.
Em situações dessas, sem intervenção, exceto pela presença de tropas federais, não caberia ao presidente da República emitir opiniões.
O Estado e da Justiça Estadual têm autonomia para cuidar do assunto.
A não ser que queiram dar a impressão de quem resolveu foi a presidente da República.

Ana Carolina disse...

De fato, pode-se ver que mesmo, por muitas vezes defeituoso, o trabalho da policia faz diferença. Existem outros meios de resolver esta situação, abandonar a população, deixar os baianos em meio ao caos, foi a mais ignorante delas,fica claro que o valor econômico da profissão foi posto em primeiro lugar. Os "heróis" a serviço do povo já não podem ser assim considerados. Deixar 1400 homens que poderiam ajudar muito, se não estivem imoveis diante do CAB, é uma decisão mais estupida ainda. Revoltante.

Anônimo disse...

Não tem problema, vem aí o carnaval que vai fazer todo mundo esquecer o que se passa na Bahia e agora no Rio. Só não se pode deixar de parar o mundo pro carnaval!

Anônimo disse...

Vão ter que arranjar abadás a prova de balas hahahahaha
Eu quero mais é que a Bahia e o Rio sumam do mapa hahahaha

Renata disse...

Renata Mariz, aluna do curso de Introdução à Economia, quinta-feira, curso de Direito.
Não considero a discussão proposta neste post relevante. Isso porque qualquer uma das providências sugeridas resultaria em um verdadeiro desastre. Mandar as tropas federais, formadas especialmente por homens do Exército, às ruas para garantir a tranqüilidade da população é ignorar a falta de treinamento e de vocação para a tarefa. A missão constitucional das Forças Armadas está longe de ser a segurança pública. Vale ressaltar a situação dos soldados que, há mais de um ano, estão no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro -- ora hostilizados pela população ora sendo expulsos da missão por abusos de autoridade. Ocupar a Assembleia Legislativa seria tão ou mais desastroso do que colocar militares sem treinamento nas ruas. Os ânimos alterados, os confrontos da véspera, a presença de crianças e mulheres e os dois lados portando armas, eis os ingredientes perfeitos para uma tragédia. Se houvesse confronto com feridos ou mortos (uma criança, talvez), seríamos os primeiros a cobrar punição ao capitão irresponsável que autorizou a operação. Mais: cento e tantos mortos em 10 dias são, sim, um absurdo. Mas em tempos de paz os índices de homicídio no Brasil há tempos se apresentam assustadores - hoje de 26 por 100 mil habitantes, enquanto o limite aceito pela OMS como razoável é 10, a partir do qual qualquer taxa é considerada epidemia. Portanto, perdem-se boas oportunidades, como essa greve, para discutir a segurança pública de forma irresponsável. O salário da polícia passa por essa discussão, assim como treinamento, tecnologia, punição para os desvios cometidos, entre outras questões.

Anônimo disse...

Luana Fonseca aluna introduçao de microeconomia,curso de relaçoes internacionais. Luana fonseca aluna introduçao de microeconomia,curso relaçoes internacionais. Adolfo esse assunto acho que ja ta virando tipico de sociedade do brasil, realmente é um assunto em que os governos deveriam levar a serio. Os governos estao mais preocupados em fazer seu filme as pessoas, ter sua imagem boa, nessse caso eles mandaram 1.400 homens, mais algo que nao serviu para nada,pelo fato deles nao terem reagido, eles mandaram só pra dizer que fizeram alguma coisa. Estao muito mais preocupados com o carnaval do que com a propria vida das pessoas .

Anônimo disse...

well, we all know how Brazil works. or better saying how it doesn't work! all those soldiers doing nothing, when hundreds of baianos are dying because they have no defense in the streets... what a shame !

Clébio R. Santiago disse...

Caro Dr. Adolfo Sachsida.

Realmente, não podemos concordar com a forma que a greve dos policiais baianos foi conduzida.
Não quero aqui tratar da ilegalidade desta greve, todavia não podemos concordar com os míseros salários que são pagos a estes policiais.
Ora, é visível o descaso que o Governo presta ao braço coercitivo do Estado, pois se assim não fosse, tal greve teria causado menos impacto à população como foi no caso do Rio de Janeiro, faltou do serviço de inteligência antecipação aos fatos, ao Governo tratar esta causa salarial como nobre e se empenhar para resolvê-la.
A celeridade é notória quando se trata de aumentar os proventos para Deputados, Senadores e outros, é revoltante que tal empenho não seja dispensado para resolver a demanda da sociedade, refém desta “democracia” que ha algum tempo teve dissolvido seu sentido nos pilares da corrupção.
O aumento da violência é real e constante. Ineficiente, a Polícia age morosamente. De que forma podemos exigir dela conduta diversa? É cediço que a remuneração percebida pelos policiais está aquém daquilo que seria viável para o cumprimento de suas atribuições.
A PEC 300 trata de um piso salarial nacional, tal determinação se torna inviável, pois nosso país tem, geograficamente, dimensões continentais, isto sem mencionar as diferenças econômicas, pois estas alavancam os índices de criminalidade; tal emenda será novamente colocada em evidência quando da proximidade do período de eleições, pois em uma visão apenas quantitativa, existem muitos policiais no Brasil.
De tudo exposto, os problemas da Segurança Pública Brasileira irão diminuir quando nossos representantes começarem a tratar tal assunto com seriedade.
Clébio R. Santiago
UCB-DIREITO

Anônimo disse...

São Paulo reduziu os crimes de morte para a taxa de 10/100 mil. Contudo, os latrocínios aumentaram.
O fato é que se há a constatação de migração de tipos de crimes, é porque há método de avaliação.
Reduzir latrocínio deve ser muito pior do que outros tipos de crimes de morte dolosos. Só com metodologia, treinamento, sistemas de informação. A polícia tem de estar presente em vários lugares em menos tempo. Sem métodos, isso é impossível.
Na Bahia, a explosão foi muito forte, inclusive com mortes por tiros da cabeça. Por que isso?
No Rio de Janeiro, com base em noticiário, há certo recrudescimento de crimes em áreas ocupadas pela polícia, Exército e com UPPs. Por que isso?
Há necessidade de dar respostas a tias perguntas.

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