quarta-feira, 25 de abril de 2012

Diga NÃO ao Racismo!!! Diga NÃO as cotas Raciais!!!

Hoje o Supremo Tribunal Federal deve retomar o julgamento sobre as cotas raciais nas universidades públicas.

Este blog é terminantemente CONTRA O RACISMO. Cotas raciais são racistas, logo sou contra tal sistema.

Em 24 de junho de 2008 escrevi o seguinte post: "Seriam os Amarelos mais Inteligentes do que os Negros?". A respota é: óbvio que não. Então, se os amarelos (que foram extreamente discriminados no passado) não recebem cotas, por que deveríamos aprová-las para os negros? Os negros são tão capazes quanto qualquer ser humano, independentemente da cor da pelo. Não há razão para estimularmos o racismo dando tratamento diferenciado para pessoas com cor de pelo diferente.

No dia 21 de março de 2010 escrevi o post: "Fatos sobre a Escravidão", mostrando que vários outros povos também foram utilizados como escravos, logo tal argumento não pode ser utilizado para justificar cotas para negros. Também lembro que "(...), os últimos escravos do mundo ocidental não eram negros: mas sim brancos. A escravidão do povo eslavo (brancos) foi muito comum durante os anos de guerra na Alemanha nazista. E a escravidão de alemães vencidos (brancos), também foi bem popular nos gulags soviéticos. Aliás, os soviéticos escravizaram não somente alemães, mas também outros soviéticos (prova de que os comunistas não discriminam ninguém) foram escravizados". Termino esse post com a seguinte pergunta "Aliás, se devemos ajudar alguém, não seria melhor ajudar aos pobres (independentemente de sua raça)?".

No dia 28 de março de 2010 escrevo sobre "Uma Mentira Contada sobre o Sistema de Cotas Raciais", onde demonstro a manipulação estatística de dados para favorecer o sistema de cotas. Também cito a maior referência mundial sobre o sistema de cotas "Se você quer estudar o sistema de ações afirmativas a fundo a referência básica é o livro de Thomas Sowell “Ação Afirmativa ao Redor do Mundo: Evidência Empírica”. Este livro simplesmente destrói o sistema de cotas (ações afirmativas). Finalizo o texto com a seguinte pergunta "(...) o que vem depois de cotas na universidade? Será que em breve teremos cotas raciais em concursos públicos?" Afinal, só um tolo para acreditar que, uma vez aprovadas as cotas nas universidades, tal sistema não será expandido no futuro.

No dia 17 de agosto de 2008 denuncio uma notícia estampada na manchete do jornal Correio Braziliense, mostrando que o estudo a qual a matéria se refere tem um problema estatístico. No post "Cotistas da UnB só perdem em Exatas (Manchete do Correio Braziliense)" demonstro como o fato de se olhar para uma média, e não para a média condicionada, pode gerar um erro sério de interpretação dos dados. Termino o post com a seguinte observação "O pior de tudo é a naturalidade com que as pessoas aceitam tamanho erro de procedimento estatístico, parece que se é para justificar cotas tudo é válido. As cotas raciais estão criando dois efeitos trágicos: i) estão criando uma tensão racial até então inexistente; e ii) estão ensinando a uma geração de pessoas a acreditarem que é OBRIGAÇÃO das demais pagarem à elas por injustiças passadas. Injustiças estas que não foram cometidas pela geração presente e nem sofridas pelos atuais beneficiários. Em 10 anos teremos conflitos raciais no Brasil, essa é mais uma contribuição da Universidade de Brasília ao nosso país".

DIGA NÃO AO RACISMO, DIGA NÃO AS COTAS RACIAIS!!!




18 comentários:

Kássia disse...

Professor o tema sobre as cotas raciais no seu blog é muito interessante.
Também concordo que não deva ser implemantada as cotas raciais nas Universidades.
E concordo também que se fosse para apoiar algum tipo de cota seria a cota para as pessoas mais pobres, que em grande maioria não tem acesso aos melhores livros, aos melhores professores, as melhores escolas, cursinhos preparatórios... em comparação a outros de melhor condição financeira.

Abçs.

Kássia

Anônimo disse...

"Em 10 anos teremos conflitos raciais no Brasil".

Isso é previsão de economista?!
Não posso afirmar que as cotas sejam uma política ruim, na verdade os efeitos das ações afirmativas (elas não se resumem a cotas!!) são ambíguos. É possível que elas mostrem resultados bastante satisfatórios. A pesquisa de Sowell é importante, mas há outros economistas de renome que são favoráveis a adoção destas políticas desde que seja dada a devida atenção ão modelo a ser adotado. O problema no Brasil é que tem muita gente falando de ações afirmativas sem ter realmente estudado o tema.

Abraço.

Anônimo disse...

"Seriam os Amarelos mais Inteligentes do que os Negros?". A respota é: óbvio que não. "

No entanto, há estudos que apontam para um QI mais alto dos leste-asiáticos em relação ao dos africanos subsaarianos. Os dois livros cujos títulos cito abaixo, por exemplo, argumentam que os primeiros teriam uma média de 105 enquanto os segundos de aproximadamente 70. É uma análise interessante que leva em consideração um fator que a quase totalidade dos economistas rejeita quando tenta explicar a disparidade de riqueza entre as nações: a inteligência de suas respectivas populações.

IQ and the Wealth of Nations;
IQ and Global Inequality
Lynn, Richard; Vanhanen, Tatu

http://psycnet.apa.org/?&fa=main.doiLanding&uid=2007-10050-000

Anônimo disse...

Apoiado! Sistema de Cotas Raciais é a proposição mais criminosa que pode haver. Se os negros gostam tanto de uma universidade, então porque eles não estudam para ser aprovados no vestibular igualmente aos candidatos de outras raças (cores)?

Querem é facilidade!

Anônimo disse...

O tema do QI e do crescimento é além de muito polêmico, controverso do ponto de vista técnico. Acho que muita gente, inclusive eu, diria que QI é uma variável endógena, uma vez boa nutrição na infância, devida exposição a estímulos e educação, podem tornar o QI médio melhor. QI não é uma variável exógena quando você tenta explicar crescimento.

Dawran Numida disse...

Anônimo-25 de abril de 2012 20:16, esse argumento em seu comentário é um dos problemas trazidos pela cotas.

Poderia ser argumentado, se o resultado citado sobre QIs fosse exatamente oposto, que tal sistema de medição de inteligência nada tinha a ver, seria sujeito a erros etc.

A obsessão por cotas, não serve para absolutamente nada.

Há tempos, aqui no Brasil, haviam anúncios de empregos pedindo que preferencialmente os candidatos fossem nisseis.
E coincidentemente, ao adentrar aquele local que procurava empregados, havia mais de 90% de nisseis trabalhando em todas as áreas.

Em outros anúncios, não citavam-se e não citam-se, mais nada de características. Nem o malfadado "boa aparência".

Mas, adentrando empresas, percebe-se que, não raro, não há negros trabalhando, ou nisseis.

Ou seja, sistemas de cotas são perniciosos e sistemas de atribuição de inteligência, idem.

Não há dúvidas de que haverá intrigas raciais, a exemplo das pendengas entre torcidas de futebol.

Anônimo disse...

A merda foi feita! O STJ aprovou as cotas raciais.

Estou muito preocupado, pois irei fazer o vestibular esse ano. Sou pobre e branco.

Praticamente tiraram a oportunidade de um não negro que seja pobre entrar em uma universidade pública.

Eu irei continuar estudando e caso eu tenha nota suficiente para ser aprovado e seja reprovado por conta do sistema de cotas, irei entrar com uma ação contra para assegurar o meu direito a estudar em uma universidade pública.

Não deixemos isso impune! Vamos nos mobilizar para impedir essa insanidade!

Flávio Dias disse...

Professor,

No seu lattes não consta o fato de que vc se formou na UEL.
Vc tem vergonha?

Flávio Dias disse...

Professor,

No seu lattes não consta que vc se formou na UEL.
Tem vergonha?

Blog do Adolfo disse...

Caro Flavio,

Pelo contrario, tenho muito orgulho de ter me formado na UEL.

Adolfo

Dawran Numida disse...

Anônimo-26 de abril de 2012 18:37.

Esse argumento é possível de ser brandido. Porém, tem mais de 100% de chances de ser falacioso.

Se você não puder colocar na inscrição que é preto e pobre, ou pobre e preto, coloque branco pobre, branco rico, ou seja lá o que for, como "portuguêsdescendente", "inglêsdescentedente"...

Até no programa "Esquenta" da Regina Casé, ela e vários de seus convidados brandiram contra o termo "afrodescendente".

Você não será barrado por ser branco.

Por mais críticas que haja às cotas, pode ter certeza que lá não está preceituado que "branco não entra", "bebedouros só para negros", "bancos só para negros" etc.
Arrume outro argumento contra as cotas.
Esse é só choramingo e não ajuda em nada.

Anônimo disse...

Sou negra e sou contra esse sistema de cotas isso e mas uma forma de preconceito que o supremo tribunal federal achou negros sao tao capazes quant brancos

Anônimo disse...

Entrei por acaso neste post. Argumento fácil e pobre, ainda mais de alguém que se diz professor.

Ramon Vitor disse...

Capacidade o negro tem sim, porém não é o bastante em um sistema totalmente desigual e em uma sociedade racista. Sou a favor de cotas como uma solução temporária, o dia que a sociedade oferecer oportunidades e tratar todos de maneira igual ai não precisaremos de cotas.
É não me venham usar um exemplo de negro que é rico, advogado ou medico, pois para cada Jose Joaquim Barbosa existem milhares de negros que tiveram que largar a escola para trabalhar ou que nem tiveram oportunidade de frequentar uma.

Anônimo disse...

E eu pergunto: se as cotas podem e devem ser implantadas para os pobres, quem são os pobres deste país? Qual a raça que sofre preconceito sem muitas vezes ter oportunidade de empregos e salários justos? Pois é, o discurso contra cotas favorece como sempre a continuidade do racismo velado nesse país. E a conta que se fala nesse texto que será pava pelos brancos, reflete o medo camuflado que o racismo acabe e os brancos deixem de ser favorecidos.

cleo disse...


Para falar, é preciso ler:

Art. 1 - As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.

Art. 3o - Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ver tópico (3 documentos)


Parágrafo único. No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Ou seja, 1 - faculdade pública tem que voltar a sua função mater: atender a quem não tem condições de pagar por uma particular (não é o que vemos hoje); 2 - mesmo com o sistema de cotas, só entra na faculdade em passa na prova!, a diferença é que metade das vagas que eram para todos (pobres e ricos), agora são meio a meio (só que rico não quer metade - quer tudo!)
Agora, a metade dos pobres ainda é dividida entre os pretos, pardos ou indígenas mais pobres e menos pobres... tá bom né?!

Creio que um país que teve que promulgar uma lei contra o racismo, deva refletir bem até que ponto seu discurso anticotas é racional ou manifestação cultural do racismo arraigado. Deixemos o coração de lado e falemos juridicamente. A lei está aí e é prá ser cumprida e respeitada. E tenho dito!

cleo disse...


Para falar, é preciso ler:

Art. 1 - As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.

Art. 3o - Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ver tópico (3 documentos)


Parágrafo único. No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Ou seja, 1 - faculdade pública tem que voltar a sua função mater: atender a quem não tem condições de pagar por uma particular (não é o que vemos hoje); 2 - mesmo com o sistema de cotas, só entra na faculdade em passa na prova!, a diferença é que metade das vagas que eram para todos (pobres e ricos), agora são meio a meio (só que rico não quer metade - quer tudo!)
Agora, a metade dos pobres ainda é dividida entre os pretos, pardos ou indígenas mais pobres e menos pobres... tá bom né?!

Creio que um país que teve que promulgar uma lei contra o racismo, deva refletir bem até que ponto seu discurso anticotas é racional ou manifestação cultural do racismo arraigado. Deixemos o coração de lado e falemos juridicamente. A lei está aí e é prá ser cumprida e respeitada. E tenho dito!

Anônimo disse...

Um dos maiores escárnios que li. Cara, vc não leva em consideração os mais de 300 anos em que a população negra foi marginalizada, escravizada e jogada as traças pelos senhores que os detinham como "proprietários de mão de obra humana". Só para se ter ideia, é como se numa corrida histórica os negros partissem do início a partir de 1988, sem ter nenhum assistencialismo por parte do governo que outorgou a lei Áurea, em 1988, abolindo a escravidão. Meça suas palavras e seus argumentos, que por sinal estão ruins.

Grato!

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