terça-feira, 3 de abril de 2012

A pior equipe econômica de todos os tempos ataca novamente...

Eu tenho uma proposta para salvar o pouco que resta da competitividade da indústria brasileira: vamos dar férias permanentes para a equipe econômica do governo. Dessa maneira, não pioraríamos ainda mais nossa situação com planos econômicos absurdos e ultrapassados. Aqui está a notícia de mais um pacote de ajuda anunciado pelo governo.

Vamos deixar uma coisa clara: eu não tenho problema algum que empresários fiquem ricos, da mesma maneira que não tenho problema algum que pobres ganhem mais. Eu só não aceito que o rico fique mais rico as minhas custas, ou que o pobre ganhe dinheiro sem trabalhar. O novo pacote de benefícios do governo é uma transferência de recursos dos setores mais pobres da sociedade para os mais ricos. Tão simples quanto isso.

Mas não deixa de ser interessante notar que “o Tesouro Nacional vai ressarcir a Previdência e repassar, mensalmente ao fundo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) o que o regime de aposentaria deixar de arrecadar com a substituição da contribuição patronal (...)”. Isso equivale a dizer que TODO contribuinte brasileiro irá transferir recursos para as indústrias beneficiadas com essa medida. Como, na média, o contribuinte brasileiro é mais pobre que os empresários e trabalhadores dos setores beneficiados, temos que os mais pobres irão transferir recursos para os mais ricos....

Como não podia deixar de ser, o BNDES vai continuar emprestando dinheiro subsidiado a grandes grupos industriais. O dinheiro do BNDES não cai do céu, ele vem, em última instância, do trabalhador brasileiro. Isto é, temos o trabalhador brasileiro emprestando dinheiro a juros subsidiados aos empresários. Nada contra empresários, mas não me parece correto que o pobre forneça subsídios ao rico.

Na contramão do bom senso, o governo irá aumentar os impostos sobre produtos importados. Também irá demandar a produção local de determinados componentes industriais. Ou seja, irá aumentar o custo de produção final do bem. Bens mais caros implicam em trabalhadores mais pobres, simples assim. Mas o pior mesmo é que a cada novo pacote de ajuda fica mais claro que, cedo ou tarde, vai ser a vez do governo alterar o câmbio para tentar “dinamizar” a economia. Quando isso acontecer será o desastre. Também não deixa de ser interessante notar que as medidas estão sendo tomadas com muita pressa, e pouca análise, o que também ilustra bem a capacidade da atual equipe econômica de se antecipar aos problemas.

Por fim, que tal abrirmos a economia? Ou então abaixarmos a carga tributária de TODA a economia (e não de setores específicos)? Essas são as medidas mais óbvias para se promover o crescimento econômico de longo prazo. Por que não adotá-las?

5 comentários:

Anônimo disse...

É um Robin Hood ao contrário

Sérgio Ricardo disse...

Perfeito seu texto, professor.
Engraçado como a Dilma aprendeu muito bem no período que ficou presa na ditadura militar. Eles ensinaram a ela como que a "economia" funciona e sua equipe segue direitinho a cartilha.

Abraço.
Sérgio Ricardo

Caruso disse...

Balassa-Samuelson e Prescott mandam um efusivo abraço à equipe econômica. Ricardo manda 2!

Anônimo disse...

Porque tais medidas que melhoram a competitividade fará com que o Governo perca arrecadação e poder político. A máquina estatal se tornou forte, observe milhares de empresas que tem contratos com o governo, milhões de pessoas dentro do funcionalismo publico que fazem serviços ineficientes. Hoje existem mais de 700 mil estudantes de direito só pensando em benefícios e estabilidade.
Sobre economia a população não percebe pois ela apenas ouve informações econômicas que o governo empurra pela mídia.

Anônimo disse...

Ou seria o Rei Sadim?

Lendo de um lado, Midas transformava qualquer coisa em ouro.

Lendo de outro lado, Sadim...

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