domingo, 25 de novembro de 2012

A Inflação Esquecida

Em outubro de 2012 o IPCA ficou em 0,59%, acumulando 4,38% no ano e 5,45% em 12 meses. Resumindo: o alvo de 4,5% para a inflação de 2012 já foi comprometido e devidamente esquecido. Tudo indica que a inflação de 2012 ficará em torno de 5,5%, mas será que não estamos esquecendo de nada?

Existem dois assuntos praticamente esquecidos no que se refere aos valores do IPCA. Em primeiro lugar, a metodologia de cálculo do IPCA foi alterada em 2012. Cálculos preliminares sugerem que, CASO A METODOLOGIA ANTIGA houvesse sido aplicada, a inflação em 2012 poderia ser 0,3% mais alta. Em segundo lugar, de maneira irresponsável e populista, o governo vem usando política tributária para maquear o combate a inflação. As desonerações de IPI, e as mudanças na CIDE (preço do combustível, são exemplos claros de política tributária sendo adotadas para maquear os índices de inflação. Técnicos do próprio governo não escondem isso. Contas preliminares sugerem que se as desonerações fiscais não houvessem sido empregadas a inflação estaria outro 0,3% mais alta.

Considerando os dois fatores mencionados acima, temos que a inflação de 2012 já atingiu 5% e, tudo indica, superará os 6% esse ano. Assim, depois de uma inflação de 6,5% em 2011 e, outra corrigida para 6% em 2012, resta uma pergunta: o que o Banco Central tem a dizer?

5 comentários:

Vítor Wilher disse...

Pois é, Adolfo. E com essa preocupação do presidente do BACEN, o Ministro Mantega, com o câmbio [o câmbio acima de 2 veio pra ficar], tudo indica que as coisas tendem a piorar daqui para frente...

Anônimo disse...

E já tem uma pixotada contratada em 2013 (a questão da energia) para tentar segurar de forma exdrúxula a inflação.
Que Deus nos proteja.

Anônimo disse...

E já tem uma pixotada contratada em 2013 (a questão da energia) para tentar segurar de forma exdrúxula a inflação.
Que Deus nos proteja.

Dezio Ricardo Legno disse...

Não estaria o governo Dilma seguindo os passos da pinguina K da Argentina em termos de modelo econômico?
Décio

Anônimo disse...

É bem provável que não exista "modelo".
As coisas parecem beirar o voluntarismo.
E pior, uma arrogância desmedida, como a pretensão de indicar caminhos para a Europa sair da crise.
Depois dessa, os europeus devem estar perguntando-se quem seria o presidente do Brasil e onde ficaria o Brasil.

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